Alejandro Suarez Sánchez-Ocaña, empresário do Setor de Tecnologia desde 1998, CEO do Grupo Publispain e da Rede de Blogs Lazer y Ocio Networks SL, presidente da Inversora Foley, conselheiro e fundador da Yes.fm, assessor e inversor de várias companhias de inovação, novas tecnologias e Internet.
O poder do boca a boca

Essa matéria foi publicada na coluna de Pequenas Empresas & Grandes Negócios
Sem dúvida, surgem novos tempos para a publicidade. O modelo tradicional está mudando. Os dados publicados recentemente pelo Interactive Advertising Bureau (IAB) marcam uma pronunciada migração dos anunciantes para a internet. Televisão, imprensa escrita, revistas e rádio se revelaram como receptores de investimentos publicitários em 2009, ano em que não só cresceu a rede, como ela se converteu, por volume, no terceiro suporte publicitário da Espanha, superando inclusive o rádio.
A essa mudança de tendência devemos adicionar uma interessante variável. Com a chegada da web 2.0, o usuário tomou o controle da internet. As redes sociais provocam uma maior interação: o usuário não é somente o receptor, mas também o emissor do conteúdo, e isso tem sua transcendência também na publicidade. As agências e os anunciantes sabem disso e tentam adaptar-se. Estamos então diante de um novo modelo, no qual o usuário deixou de ser um mero receptor de mensagens. Ele também julga, interage e se sente identificado. É ai que se encontra a grande mudança que vivemos: a mensagem do anunciante passa a ser conceitual e meramente informativa.
A rede não consegue somente vender-nos um produto, mas também nos informa de sua existência. O impulso de compra já não é o mesmo, e a internet tem um papel de validação. Por exemplo, se queremos ver um filme, consultamos nas redes sociais, perguntando a nossos amigos; já não basta ver um anúncio aparentemente atrativo, temos também de ler as opiniões de outros usuários em fóruns especializados e, a partir disso, definimos como atuaremos.
Milhares de usuários realizam essa rotineira comprovação para coisas triviais, mas também para compras substanciosas. Compraríamos um veículo de uma marca cujos clientes montaram na internet uma associação de pessoas com carros defeituosos? Pois temos acesso a toda essa informação e, por meio de algo tão simples, como buscar o nome do produto na internet, podemos ver as experiências de usuários insatisfeitos e concluir que não realizaremos a compra. Assim, o esforço publicitário da marca torna-se inútil.
Esse novo paradigma faz com que as marcas devam cuidar da sua mensagem e, além disso, cultivar as relações públicas e o trato direto com o usuário. Precisam também cuidar da imagem de marca depois da venda, respondendo por meio de plataformas como Facebook ou Twitter e fóruns especializados. Um usuário descontente pode ser o início de um incêndio que envolve centenas de pessoas. E esse é um cenário que, se não mudamos a tempo, pode fazer com que nossa publicidade, convencional ou on-line, seja totalmente estéril.
Como contraposição, empresas que cuidam ao extremo dos seus produtos e da sua comunicação podem criar, entre seus próprios clientes, autênticos apóstolos evangelizadores, que são, quase sem se dar conta, apaixonados da marca, capazes de difundir como própria a sua mensagem. Quanto gastam empresas como Apple e Google em publicidade? Quase nada. Só se faz necessário que o usuário tome a mensagem da empresa e a difunda como própria nos seus círculos mais próximos.
Não é um conceito novo. Pelo contrário, temos referências dele desde os anos 70, mas a internet dispara sua velocidade e efetividade. O valor diferencial é que, para chegar a esse status que poucas podem alcançar, seu produto deve ser fantástico, além de gerar outros valores diferenciais, que o façam ser desejado e extraordinário. Converter o cotidiano em excepcional e, como se tratasse de um objeto de culto, transformar nossos clientes em apóstolos da marca. Pouco ou nenhum exemplo encontramos hoje em dia entre marcas espanholas que cheguem a ser objeto de culto e possam ver nos seus consumidores fiéis aliados.
Esse valor especial da marca poderia ser um fator diferencial e definir grandes diferenças competitivas em numerosos setores. Chegar ao Olimpo do valor da marca e poder contar com seus próprios clientes, como se fossem uma extensão do departamento de marketing, não é casual. As chaves são simples, mas muito difíceis de conseguir: produto inovador e cuidado, nicho definido, gerar expectativa e valor, além de excelentes dotes de relações públicas: quase nada! Conseguindo ou não esse ambicioso objetivo, é o momento para que as empresas da Espanha e do Brasil adaptem seu target. O objetivo não é difundir. A chave está em cuidar do cliente, convencê-lo e interagir com ele. Converter usuários em clientes, clientes em consumidores e consumidores nos casos de sucesso da sua marca.
Tags: publicidad internet, publicidad web 2.0, Redes Sociais
O lado escuro da rede

Essa matéria foi publicada na coluna da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios
Ninguém duvida da crescente importância da Internet em nossas vidas. Porém, junto ao calor das luzes que nos trazem os avanços tecnológicos aparecem muitos problemas associados.
Os vírus, os troyanos, o spam, problemas de segurança e o cyber-crime são algumas das principais agressões que podemos sofrer quando estamos conectados à Internet.
Dentro do Seminário de ASIMELEC “A Convergência nas TIC”, o diretor de Segurança da Arsys, Olof Sandstrom, assegurava que o cyber-crime transformou-se numa das principais fontes de ingressos na Internet. Por outro lado, a extorsão, os ataques programados, os roubos de informações sigilosas e as estafas, ainda que não seja o habitual na rede, existem e devemos tomar as devidas precauções.
SPAM e PISHING, o grande negócio do Leste
Uma ameaça igualmente incômoda e aparentemente venial é o correio eletrônico não desejado ou spam. Ainda que, à primeira vista, possa parecer-nos inocentes, devemos saber que um alto percentual desses emails está altamente relacionado com atividades ilícitas e delitivas, especialmente no leste da Europa, já que nesses países o controle sobre estas práticas é quase inexistente.
Qualquer heavy-user da Internet, ainda que seja extremamente cuidadoso com seus dados pessoais e/ou direção de email, recebe dezenas de emails publicitários não desejados a cada dia. Muitos destes usuários não compreendem o motivo do envio dessas mensagens, já que nunca lhes dá muita atenção, mas há uma razão estatística muito poderosa: 1 em cada 10.000 mensagens provoca uma venda, um incauto que se interessa e essa é uma estatística que retroalimenta o negócio ilimitadamente.
Nos princípios do novo milênio, o spam tinha como objetivo basicamente promover conteúdos sexuais. A evolução nos trouxe cassinos, contatos pessoais e a última onda – que leva dois ou três anos de apogeu – é a venda de medicamentos, muitas vezes falsos, baseados no Viagra, Cialis e outras substâncias.
Outro dos maiores perigos para usuários experientes encontra-se no pishing. Esta é uma modalidade de ataque que se baseia na engenharia social para ganhar acesso a nomes e passwords de usuários, contas bancárias ou cartões de credito. Nos últimos anos, foram reduzindo os ataques e estes se aperfeiçoaram de uma maneira realmente assombrosa, chegando ao ponto de que inclusive os autênticos experts duvidassem numa primeira instância ao receber um email ou visitar uma página comprometedora. É possivelmente, o maior perigo que enfrentamos ao navegar pela Internet nesses momentos.
Precauções Simples:
Sempre devemos tomar algumas precauções no nosso dia a dia, para evitar ter problemas, ainda que a chave de tudo seja ter sentido comum e prudência diante dos estímulos que recebemos da rede. Algumas vezes, ter ferramentas de proteção atualizadas não nos garante segurança.
Não abra emails num idioma estranho, nem de desconhecidos. Se o faz, tenha cuidado extremo ao clicar em cada link;
Se receber mensagens de uma página pedindo dados pessoais, desconfie ainda que seja usuário da mesma;
Jamais introduza um nome de usuários e/ou password numa página não segura ou cifrada (conexão HTTPS e ícone do cadeado ativo no navegador);
Tenha especial cuidado com os acessos que autoriza nas redes sociais;
Procure não navegar em páginas potencialmente perigosas, como paginas de cracks, de adultos; pode haver surpresas escondidas no código fonte. Seja prudente;
Comprove na barra de navegação que a url corresponde ao look and feel da pagina que está visitando. Uma simples letra errada pode ser indicio de pishing;
Conte com um antivírus atualizado e que monitore toda sua atividade;
Atualize seu sistema operacional regularmente. Uma vez por semana é o ideal. Se seu navegador web tem opção de detecção de pishing, deixe-a ativa;
Sempre que vir algo estranho: avise. Isso pode ajudar na segurança dos demais.
Gere senhas seguras. Procure misturar cifras e letras, sempre escolha ao menos oito caracteres e varie maiúsculas e minúsculas.
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Fatores que determinam o valor de um link
Essa matéria foi publicada na coluna da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios
Os links são na Internet o que a gasolina é para um carro e são imprescindíveis para um bom posicionamento de um projeto na web.
Mas todos têm o mesmo valor? A resposta é um categórico NÃO.
O valor de um link depende de inúmeros fatores, ele é um dos principais responsáveis pelo posicionamento e êxito na web. Não podemos pensar só na quantidade (força bruta), mas também na qualidade (seleção).
O SEO (Search Engine Optimization) deve ser interpretado como uma progressão que jamais conheceremos completamente. É como controlar um “grande equalizador” num sistema de música, onde o disc-jockey, que vive na Califórnia e se chama Google, mês a mês, ajusta um pouco os botões para que a música vá tocando diferente. O SEO é adaptar sua posição a essa nova equalização. O que vale hoje, amanhã pode influenciar em menor proporção.
Cada link entrante passa um valor diferente ao nosso site. Este valor geralmente é positivo, mas também pode ser neutro e inclusive negativo.
Estes são alguns dos principais fatores relevantes, ainda que existam ao menos 20 fatores diferentes a ter em conta ao analisar o valor de cada enlace que recebemos.

Anchor Text
O anchor text é o texto sublinhado que compreende o link. É uma chave para que os buscadores relacionem a web enlaçada num canal semântico determinado. Este é um dos fatores mais importantes no valor de um link, o que contribui para o posicionamento por palavra chave do índice.
Idade do link
Os links envelhecem de forma desigual. Cheguei a me preocupar com a possível existência de um fator de desgaste dos links ou que um link fixo teria “vencido”, o que dilui seu valor.
Bulk linking
Eu o chamo de enlaçar em série. Não digo que esses links, (que todos usamos em sua grande maioria) não tenham valor (tudo o que não é mal, soma; em maior ou menor medida, mas soma), mas sim acredito que haja uma enorme diferença do que pode ser detectado e tratado como link “em série” e o que não.
Um link “em série” em todos os htmls de um portal indica que “não há valor único”, o que poderia ser interpretado pelo buscador como uma rede, troca de links, compra de links etc., de modo que será valorizado em menor medida.
Relevância textual
A relevância do texto que acompanha o link (texto no code fonte, não confundir com o anchor text) tem uma importância média, mas eu a tenho muito presente. Este será um fator importante no futuro para o valor dos links, tão importante que podemos chegar a pensar que em um ano terá muito mais peso no valor dos links que atualmente. Uma das últimas patentes de Google chamada “Extensive Testing” centra-se em interpretar a relevância deste texto, a semântica e sinônimos versus conteúdo real da sua web e anchor text.
Reciprocidade
Durante anos, vi um imenso debate sobre se uma troca de links era válida ou não para posicionamento e escutei todo o tipo de opinião. Os que me conhecem sabem que não gosto de trocar links, ainda que sejam dentro da mesma temática – e que geralmente se reconheça que nesses casos a troca é valida, ainda tendo menor valor que um link de sentido único. O que comprovamos é que se um site onde se localizam os links recíprocos é um footer, blogroll e inclusive um menu, ainda que sejam relevantes e do mesmo assunto, valerão pouco para o Google.
A base e uma estratégia de linking não deve ser a troca com sites de temática similar. Necessita-se de links entrantes sem ser recíproco se você busca resultados excelentes.
É importante que a troca de links seja realizada entre páginas de conteúdo similar, mas minha percepção é que isso funciona pior que há dois ou três anos. Alguns estudos cifram essa queda de até 50% menos de potência.
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Os aplicativos para celulares e suas plataformas de vendas
Essa matéria foi publicada na coluna da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios.
Há alguns dias, soubemos que o sistema operacional Android é líder do mercado dos smartphones, com uma fatia de 42% do segmento. Grande parte desse resultado é devida a um maior número de terminais móveis com esse sistema, superando o iPhone. Isso porque, hoje em dia, é difícil estar em um restaurante ou em uma reunião de negócios e não ver ao menos três ou quatro telefones da Apple em cima da mesa.
Os aplicativos para smartphone, tanto para iPhone como para Android, permitem não ter que sempre levar notebooks às reuniões. E o mais importante: estar conectado ao nosso entorno permanentemente, graças às redes sociais, conexões de intranet e serviços a empresas. São soluções que facilitam cada vez mais a vida dos usuários e que exigiram muitas horas de desenvolvimento, além de muito investimento.
Há pouco tempo, perguntaram-me sobre a viabilidade de fazer negócio com os smartphones, desenvolvendo aplicativos próprios ou para terceiros. Levei alguns dias pensando no assunto.
Tanto a nova loja de aplicativos da Nokia e da Microsoft – que irá se chamar Nokia e eliminará as atuais Ovi e Windows MarketPlace – quanto a AppStore, da Apple, e o Android Market têm um funcionamento muito similar e compartilham a ideia de dividir benefícios. São 70% para o desenvolvedor e 30% para a loja. O desenvolvedor, para poder estar presente na loja on-line, deverá pagar uma pequena inscrição anual, que lhe dará a oportunidade de dispor de um pequeno número de aplicativos.

Em 2011, a previsão é de faturamento de vários milhões, com incrementos anuais próximos aos 80%, que crescerão notavelmente em 2014. Diante desse panorama, não era de se estranhar que aparecesse uma única plataforma de e-commerce no cenário.
A Amazon.com apresentou no fim de março seu novo serviço de download de aplicativos para plataformas Android, chamado Amazon Appstore. Ele chega para competir diretamente com o Android Market. Não tem igualdade de condições, mas conta com uma grande vantagem: os usuários têm a possibilidade de provar os aplicativos antes de pagá-los, sem a necessidade de baixá-los nos terminais, mediante um simples simulador via web.
A gigante do varejo on-line chega com novas formas de entender o marketing para o usuário, com aplicativos exclusivos, softwares pagos, softwares grátis por um dia e outros movimentos agressivos, cujo objetivo é roubar mercado do Android Market, o que me permite imaginar um novo cenário em pouco tempo.
O desenvolvimento de um jogo ou um aplicativo para iPhone pode levar em media 3 ou 6 meses para sua finalização e ter custos medianos. Dependendo do valor final que atribuiremos ao nosso app, ele deve gerar um número elevado de downloads para poder cobrir seus gastos. Sendo assim, o negócio é interessante para as grandes lojas, mas não é igualmente vantajoso para as demais. Não duvido que determinados killer apps tenham altos benefícios, mas podemos contá-los, e não passam de 25.
Entretanto, no ano de 2015, deveremos apostar nos aplicativos móveis, tanto os pagos como os que geram ingressos de publicidade. Enquanto isso, rezemos para que apareça uma plataforma única para venda de aplicativos que permita que seja rentável o desenvolvimento a curto prazo.
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Modus Operandi do falso empreendedor
Existem milhares de artigos sérios, reflexivos e em ocasiões úteis e brilhantes, que falam sobre os dez conselhos que todo empreendedor deve seguir para ter uma StartUp de sucesso. É talvez por essa razão, e pelo dano que estão sofrendo os empreendedores que arriscam seu capital por elevar um projeto inovador à empresa, que quero mostrar como trabalha um “falso empreendedor”, amparando-se em financiamentos públicos, investimentos confiados e seguindo esse particular decálogo de quebra rápida e rotunda da companhia.

10 conselhos para quebrar rapidamente uma StartUp:
1. Buscar e conseguir. O primeiro que deve conseguir é o financiamento. Se não o necessita, não importa. Você deve conseguir dinheiro e nunca reflexionar se você mesmo pode por parte dos fundos. Para isso estão os investidores e as instituições públicas.
2. Só sócios investidores. Se você encontra pelo caminho alguém como um perfil técnico válido que deseja integrar-se no seu projeto, não dê a mínima bola. Nada de sócios. Só contratos de salário mínimo e só quando você tenha o financiamento.
3. Pensar grande. Na busca do financiamento você convenceu poucos friends, pouca family e muitos fools e já tem grana. Hoje lançamos a empresa: mega-salário, escritório representativo, secretária e carro da empresa.
4. Se eles podem, você pode. Inspire-se na bolha e argumente recorrentemente: que modelo de negócio tem Twitter? E quanto fatura Facebook e quanto vale Youtube? Seus investidores não vêem que seu caso é idêntico ao dessas empresas; o que sabem eles do mundo empresarial?
5. O valor do investidor, sua carteira. Nunca dê valor a trajetórias profissionais, possíveis modelos industriais, nem sinergias para o futuro entre seus possíveis investidores. Isso é um leilão! Não há discussão: escolha quem mais dinheiro te dá.
6. Investimento zero em Recursos Humanos. Nada de se rodear de talentos, todos viriam de grandes projetos e intentariam te copiar. Só selecionamos medíocres, que os bons já serão contratados por Google. O que importa o talento interno? Se a essência do projeto é você.
7. Pura inovação. Escolha um nome estridente do tipo web 2.0 e um modelo de negócio “inovador”. Com certeza você jamais encontrará exemplos com seu modelo de negócio a nível internacional. Há poucos empreendedores com sua visão de futuro. Você não copia ninguém, marca o caminho do futuro.
8. Pensa pouco. Não é necessário, nem imprescindível, estudar futuras vias de crescimento e desenvolvimento; por isso você conseguiu o financiamento. Escolha a melhor consultora do seu setor e deixe tudo em suas mãos!
9. O importante não são os benefícios. Você não ganha nem para preencher postos de trabalho, mas não importa. Não dedique seu tempo a resolver esses pequenos detalhes operativos, insignificantes dentro de um projeto grande como o seu. Você dará conferências e explicará seu modelo de negócio como um caso de sucesso que já é. Divulga, evangeliza e o faturamento virá.
10. Fora auditorias. Você sabe onde está e para onde vai o dinheiro. Seus investidores “ainda” confiam cegamente em você, e esses valores para eles não são nada. Se as coisas vão mal, você é um guru: novos projetos se abrirão diante de ti.
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O valor de um domínio
O mais importante na hora de conseguir um espaço no grande universo da Internet é encontrar um bom nome de domínio. Parece uma tarefa fácil, entretanto, vem causando dor de cabeça em inúmeras pessoas que desejam aventurar-se na rede.
Para começar, faz-se necessário conhecer algumas pautas para escolher o tão desejado, e ao mesmo tempo, temido nome. Por exemplo, deveríamos escolher um nome simples de recordar e que, além disso, possa ser facilmente encontrado nos primeiros resultados dos principais buscadores da rede. Descobrir a palavra chave que defina o seu negócio é algo primordial, desse modo, a apelação tem que estar relacionada com o produto que você deseja promover.
Os domínios que melhor se comportam nesse sentido são os genéricos, que definem uma atividade econômica ou produto. Além disso, o que para os diretores da empresa ou empresário é uma denominação adequada, também deve ser para o visitante da web. O nome do nosso site deve contar com um diferencial para que o internauta se interesse pela página. Lembrando que a escolha de um domínio genérico não é sempre sinônimo de sucesso empresarial.
Conhecer nosso publico objetivo é uma qualidade que todo empresário deve saber.

O genérico permite uma rápida associação do site a um determinado produto e/ou serviço, com o qual criamos nossa marca e que funciona como elemento chave para que o usuário lembre-se do site. Os nomes genéricos como futebol, jogos ou cozinha conseguem que, quanto maior a quantidade e qualidade dos dados contidos neles, maior será sua credibilidade e posicionamento.
Para chegar a ser conscientes da titularidade de um nome ou domínio associado à marca ou denominação social de uma empresa é necessário entender que o domino não só ajuda a criar uma via com nossos clientes fixos (Internautas assíduos do setor no qual estamos especializados), mas também abrimos um novo acesso a todos e cada um dos usuários que se conectam a rede para acessar a novos produtos ou serviços.
Assim, um grande leque de opções se abre ante a criação desse nome. Nesses últimos anos apareceram domínios cujo preço superou os 10 milhões de dólares como sex.com – 14 milhões de dólares (janeiro de 2006), games.com – 10.7 milhões de dólares (março 2006). Juegos.com – 10 milhões de dólares (Junho 2007) e os sete seguintes desse TOP dos 10 domínios mais caros do mundo: Fund.com – 9.99 milhões de dólares (março 2008), Porn.com 9-9.5 milhões de dólares (março 2007), Business.com –7.5 milhões de dólares (novembro 1999), Diamond.com 7.5 milhões de dólares (maio 2006), Beer.com – 7 milhões de dólares (2004) e Casino.com – 5.5 milhões de dólares (outubro 2003).
Ter um bom domínio.com é fundamental na hora de lançar um produto, marca ou serviço. Há muitos experts que opinam que todos os bons domínios já estão registrados. Mas sempre aparece um que nos surpreende e que aparece nesse ranking dos mais desejados. Aceitam-se propostas para saber qual será o seguinte.
O primeiro que o registre e depois venda, mudará de vida.
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Capital de Risco para favorecer os investimentos
No meu país, Espanha, as possibilidades de conseguir financiamento se apresentam mais que negras para empreendedores e empresas. O ano passado terminou com o cerre do financiamento bancário, exceto para perfis de risco muito consolidados. Fomos conscientes da prática inexistência dos investimentos particulares e tenho a percepção de que o capital de risco, que nesse cenário cinza poderia colaborar, não está presente e nem aparecerá.
Todos nós sabemos que o capital de risco, quando bem utilizado, é um instrumento eficaz para que as empresas possam reforçar-se no seu lançamento ou em momento de certa penúria. A criação de emprego nas companhias participantes por entidades de capital de risco, a margem da importância do seu valor social, se leva a cabo a um ritmo de 15%. Esta porcentagem é muito superior ao ritmo de crescimento das empresas não financiadas, que normalmente não superam os 5% e é algo que deve ser levado em conta, legislando e apoiando em pró do progresso.
Mas não só ajudam a gera vagas de trabalho, também favorecem o emprego de qualidade. A viabilidade futura da empresa também se vê refletida segundo seja sua origem: aquelas onde o capital de risco aporta fundo mostram uma mortandade próxima aos 4%, enquanto que o 60% das empresas não participantes não sobrevivem aos três anos de seu nascimento. Este é outro ponto a levar em conta para favorecer o trabalho a essas entidades e ajudá-las nas suas necessidades.

Entretanto, o capital de risco está cada vez mais longe das empresas. Só é dado se nossos projetos de investimento encontram-se dentro do setor de produtos de consumo o da medicina e saúde. Assim, as empresas de produtos e serviços ou as empresas da biotecnologia e engenharia genética seriam as únicas áreas onde as entidades financeiras de capital de risco, em teoria, poderiam ajudar a começar, expandir ou consolidar nossa empresa.
Mas essa queda da atividade dos fundos da venture capital não acontece somente no mercado espanhol. Em países como Estados Unidos a queda foi maior, próxima aos 60%. Obviamente, partindo de cifras de negocio a anos luz das do meu país.
Durante anos, muito sustentamos a idéia de que os fundos de capital de risco apenas estavam presentes e atuavam como bancos; simplesmente financiando, geralmente sem arriscar e atuando sobre terreno seguro. Entretanto, num entorno como o atual é importante contar com um instrumento como o capital de risco, que demonstrou claramente sua utilidade para apoiar e desenvolver as empresas nas fases recessivas como expansivas do ciclo econômico.
Agora, podemos dizer que o setor desapareceu e é de suma importância recuperar essa atividade econômica, deve surgir os autênticos brotos verdes que permitirão a novos projetos, empreendedores e empresas começar a trabalhar e proporcionar à sociedade o que agora mais precisa: novas oportunidades de emprego.
O credito bancário, a plena atividade do capital de risco e a legislação que regula e fomenta a atividade de Bussinsss Anges serão os fatores primordiais que determinarão nosso desenvolvimento futuro, laboral e empresarial. A recuperação está em nossa mão, mas é imprescindível que todos os atores do mundo financeiro dêem um passo apara frente e comecem a atuar.
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Entrevista para o jornal espanhol Cinco Dias
Essa tribuna foi publicada no Jornal Cinco Dias.
A rede de blogs temáticos Ocio Networks, mãe de Lazer Blogs, é uma empresa pioneira na Espanha de web 2.0 e Internet, experimentou uma grande crescimento desde o seu lançamento em 2007, que lhes posicionou como uma das empresas com mais aceitação online. Com 42 blogs, Ócio Networks superou os 7 milhões de usuários únicos mensais em novembro de 2010, convertendo-se em uma das redes de blogs com mais audiência no idioma espanhol. Falamos com Alejandro Suárez Sanchez-Ocaña, CEO de Ocio Networks e o principal responsável por essas conquistas.
Quais são as chaves do sucesso para ter superado os 7 milhões de usuários?
Soubemos nos adaptar continuamente às vantagens da Internet. As principais chaves encontra-se em manter o conteúdo destinado a nichos específicos e em ir profissionalizando os mesmos de forma crescente. Deve-se ter em conta que os usuários demandam cada vez mais os portais horizontais, com os que se sentem identificados e aprofundam nos temas de seu interesse. Trata-se de uma evolução da imprensa técnica com a web.

Que balanço você faz de 2010?
Acredito que Ócio superou grandes metas que tínhamos imposto. Lembrando os últimos meses de 2009, assim como as perspectivas globais da evolução da economia, podemos estar tranqüilos e muito otimistas de cara ao futuro. Ter superado os 7 milhões de usuários únicos mensais supõe uma grande vitoria, principalmente no contexto econômico atual.
Quais são os objetivos de Ocio Networks para 2011?
Em 2011 queremos alcançar os 10 milhões de usuários em espanhol, de uma maneira muito especial, desenvolver nossa filial Lazer Rede de Blogs no Brasil. Atualmente ali contamos com 550 mil usuários e colocamos nosso foco em alcançar os 3 milhões até o final de 2011.
Qual é o seu modelo de negocio num contexto de crise como a atual?
Nosso modelo de negocio esta baseado na publicidade e, no contexto da crise, a publicidade foi um dos setores mais castigados. Sem duvida, Ócio Networks saiu forte de 2010 e inclusive adquirimos no ultimo semestre do ano 4 publicações para poder renovar e enfocarmos à novos perfis de usuários. Esperamos poder seguir ampliando esse tendência.
Quais blogs têm mais audiência?
Muitos são estacionais, Por exemplo, os relacionados com Nutrição têm enormes picos de trafico em determinados meses do ano. Nessas datas, os de cozinha chegam a multiplicar sua audiência por 4. Mas são os temas clássicos de ócio, como o cinema, a música e os vídeo-games que contam um grande numero de adeptos de forma estável ao largo da temporada.
Além dos blogs, vocês desenvolvem outras atividades complementarias?
Atualmente desenvolvemos blog temáticos, ainda que estejamos fazendo a primeiros incursão no mundo dos conteúdos gerais como Nuevas Tecnologias, uma publicação diária na qual os profissionais se informam sobre games, celulares, gadgets, economia, publicidade e empreendedores, redes sociais, enfocando-nos um nova perfil de usuário interessado na tecnologia.
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Lançamento livro Alejandro Suárez; Chegou a hora de montar sua empresa

Nos días de hoje é quase impossível citar as palabras “emprender” ou “investir”. A crise econômica chegou não somente aos bolsos dos empresários, mas também às suas ilusões e projetos.
O ano de 2010 foi um tempo de assimilar – ou melhor, engolir, as mudanças e entender que essa situação não se resolverá sozinha, muito menos de um dia para outro. O novo ano que se apresenta vem cheio de possibilidades, oportunidades, desafios que deverão ser acolhidos imediatamente.
O êxito se contagia e enquanto você esperar sentado que o grande dia chegue, infelizmente morrerá na tentativa. A força de vontade tem que ser sua, principalmente no ambiente hostil cujo governo, sociedades e instituições colocam uma gota mais de sonífero na alma empreendedora.
Chegou a hora de montar sua empresa é um livro que nos mostra passo-a-passo que caminhos escolher nessa difícil tarefa de ser empreendedor. Como superar as diversas dificuldades que resultam abrir uma empresa em tempos de crise.
Chegou a hora de montar sua empresa foi lançado no ultimo dia 11 e infelizmente ainda só conta com o idioma espanhol.
Para quem quiser dar uma olhada, o primeiro capitulo pode ser lido online aqui.
Há versões para Ipad e Iphone também, além de uma série de downloads na pagina do livro para ajudar o empresário a por em prática seu velho plano de negócios.
A pirataria também chegou à tinta eletrônica

Esse texto faz parte de uma tribuna publicada pelo jornal espanhol Dossier Empresarial
O mundo editorial esta alarmado. Como já aconteceu antes com a música e a indústria cinematográfica, pirataria também chegou aos livros e em tempo recorde. Durante os seis primeiros meses de esse ano os downloads de livros não autorizadas duplicaram a respeito ao ultimo trimestre do ano passado, passando do 19% do total do mercado a mais de 35%. A aparição de novos suportes para o livro eletrônico, como o e-reader ou os tablets como o Ipad da Apple, foram determinantes para este crescimento dos downloads ilegais, segundo afirma o próprio setor editorial.
Mas não é unicamente este fator o que influiu no aumento da pirataria, estamos na era da comunicação instantânea e global, onde a internet é usada comum e habitualmente por quase todos os setores da população e onde a proliferação das redes sociais, como por exemplo, o Twitter ou Facebook, fizeram que a informação seja recebida de maneira imediata. O livro de papel tradicional ficou obsoleto, principalmente para as novas gerações acostumadas a esse ritmo frenético de informação.
Se bem que é certo qu as grandes editoriais foram incorporando uma maior infra-estrutura para realizar downloads de alguns dos seus livros, nesses momentos é ainda insuficiente, já que não se incorporou a grande quantidade dos títulos dos quais dispõe a editorial e a demanda dos textos é maior que a própria oferta, com o qual o usuário opta por realizar downloads ilegais. Outro fator determinante é que, no momento, o preço do livro baixado de internet é muito caro, fazendo com que o usuário acuda a sistema gratuitos graças aos quais, ainda que de fomra ilegal e qualidade duvidosa, possibilitam a aquisição dos textos de maneira imediata.
O alarme gerado no setor editorial tem bastante fundamento, pois o que inicialmente esperávamos que fosse uma nova fonte de dinheiro esta se transformando em uma fonte de problemas e se estima perdas que poderão rondar os 400 milhões de euros durantes esses seis meses. A tecnologia chegou para ficar, ainda que mais tarde, no mercado do livro, e desde o momento no qual baixaram os preços dos dispositivos para livros eletrônicos, os downloads ilegais dispararam.
As editoriais, longe de reagir ao respeito de uma forma realista, ajustando os preços e buscando outras fontes de ingressos aprendendo dos erros passados no setor de musica e cinema, só sabe chorar e reclamar com o Ministério da Cultura. O avance da tecnologia alcançou a todos os setores culturais e ainda que o valor do livro de papel seja indiscutível, não podemos ficar unicamente com a visão romântica do mesmo. A resposta deve ter como objetivo criar novas formas de negocio a partir dos downloads, potenciando o lado comercial, sem que percam as editoriais, nem usuários, nem autores.
O que não podemos negar é que o livro eletrônico é cada vez mais habitual e é fruto da evolução lógica de qualquer mercado. Mas isso leva a um lado menos amável, o dos downloads ilegais, onde se devem adotar medidas realistas e criativas que possam acabar com o problema. E é que pirataria também chegou à tinta eletrônica.
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