Alejandro Suarez Sánchez-Ocaña, empresário do Setor de Tecnologia desde 1998, CEO do Grupo Publispain e da Rede de Blogs Lazer y Ocio Networks SL, presidente da Inversora Foley, conselheiro e fundador da Yes.fm, assessor e inversor de várias companhias de inovação, novas tecnologias e Internet.
O fim dos downloads; principio ou fim dos direitos civis?
Vários países decidiram aprovar normativas através das quais cada região poderá decidir, livremente, se corta ou não a linha de internet aos usuários que baixem conteúdo protegido por direitos de autor. A partir de ai vimos como os governantes, pressionados pelas indústria discográfica e cinematográfica incluíram modificações em suas leis que afetam o livre exercício das liberdades de expressão, informação e o direito de acesso à cultura a através de internet.
Desde o momento em que saíram à luz, levantaram empresários, bloggers, as associações e os usuários de Internet alarmados ante o possível e justificável corte das linhas e fechamento de paginas, tudo isso sem contar com autorização judicial. E não é para menos. Este corte de linhas e fechamento de webs não é culpa dos ministros mas sim da industria discográfica e cinematográfica, mal chamadas industria cultural, que ao amparo de artistas e pseudo-criadores saludam uma iniciativa que veio orquestrada da sua Mao e que não lhes será suficiente para<salvar um modelo de industria que a todas luzes se mostra insustentável e que necessita do amparo das leis para poder manter seu nível de vida.
Em vários países se redigiram anexos nas suas leis que permitiram o bloqueio das paginas ou a retirada de conteúdos ilícitos pela via judicial. Assim, se velará e salva-guardará os direitos de propriedade intelectual da atrasada indústria discográfica e cinematográfica, frente às hordas de usuários dispostas a arruinar os artistas nacionais.
Ë verdade que a propriedade intelectual e muito especialmente o software e os conteúdos multimídia, cine, televisão e musica foram os grandes prejudicados do avance e a implantação massiva de internet; mas não é menos verdade que esta situação tentou paliar com golpe baixos aos direitos civis, de formas injustas e ininteligíveis, em lugar de buscar uma saída com o consenso de todos os atores que intervenem nesse mundo que esta deixando de ser off-line para<ser on-line.
Este cenário complexo deixa varias dúvidas para com os internautas e tememos que dentro de pouco, com a lei na mao, os governos, a industria discográfica ou cinematográfica, as operadoras ou qualquer entidade relacionada com dos direitos de propriedade intelectual poderão controlar, espiar e utilizar estas normativas para estender ilegalmente seu controle sobre as comunidades digitais dos cidadãos, sem mais opção por parte de esses que acudir uma e outra vez as instituições judiciais em busca de amparo. Ë ai donde esta o x da questão: o problema não é a propriedade intelectual, o problema chegará quando alguémE tenha patente de corso para olhar por sistema nossas comunicações privadas e empresariais. Esse cavalo de Troia navegará em nossos computadores e fará que nos preocupemos por quem controla o controlador. E muito temo que já sabemos a resposta.
Tags: industria cinematografica, industria cultural, industria discografica, lei conteudos ilegais, pconteudos ilegais
O melhor da semana em 10 links (26 de junho)
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Tags: cases startups online, dinheiro blog, liçao empreendedor, private equity, seo redes sociais, twitter copa
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Tags: aplicativos celular google, china ciberguerra, ciberguerra, email marketing, eua ciberguerra, midias sociais
Preparando-nos para a ciberguerra

A administração America revolucionou seus corpos militares com uma nova força de intervenção; os “cibercomandos”. Dependentes da Força Aérea dos Estados Unidos e com um orçamento de 2 milhões de dólares no seu primeiro ano de operações, garantem a proteção dos sistemas militares americanos na internet e respondem aos recentes descobrimentos que aportam a certeza de que, durante anos, hackers vinculados a países como China e Rússia entraram em computadores da Nasa e de diversas organizações militares, roubando informação militar classificada e dados satélites, foguetes e inclusive dos transbordadores espaciais.
Talvez possa nos parecer uma necessidade futura para os exércitos dos principais estados incorporarem corpos de elite informática para levar a cabo ações de ataque e defesa através de internet, mas a realidade é que, para nossa intranqüilidade, alguns países estão muito adiantados. Corria o ano de 1996 quando em Beijing se criou o primeiro exercito de guerra informática, que desde então, se encontra a serviço do governo chinês para toso o tipo de operações. Muitas são operações internas, como a censura, a propaganda e o controle de opinião e da dissidência, mas nos preparando para a ciberguerra.
O controle da internet deve ser entendido como o controle sobre a informação e as telecomunicações. Por um lado, esta a capacidade de defesa dos sistemas de um pais ante um ataque e roubo de informação classificada de empresas e governos estrangeiros. A Republica de Estônia sofreu entre abril e maio de 2001 a maior ofensiva cibernética conhecida ate a data. Empresas, meio de comunicação, instituições governamentais, comunicações e bancos deixaram de funcionar. O resultado foi o total colapso informático do pais. As suspeitas sobre a autoria desses ataques recaíram sobre a Rússia.
Uma arma poderosa demais como para deixar passar alto tanto peligro que poderia desprender um mal usa de tanto poder. A ciberguerra e inclusive o ciberterrorismo, abrem novos e inesperados campos de batalhas na segurança e seu foco se transporta à internet. A crescente dependência da rede para as comunicações e as atividades de milhões de pessoas e organizações fazem que deva ser um campo protegido e seguro, longe dos interesses próprios de cada pais.
Cenários cinematográficos e apocalípticos como os narrados no filme “A Rede” (1995, onde Sandra Bullock descobre uma misteriosa rede de espionagem na internet que a envolvera posteriormente numa perigosa trama internacional, já não estão tão longes e tecnicamente impossíveis. Governos de todos os países devem se preparar para esses cenários. E quanto antes, melhor.
Tags: cibercomandos, ciberguerra, grupo de elite informatica, guerra, Internet
O melhor da semana em 10 links (29 de maio)
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Tags: Empreendedores, empreendedorismo, inovaçao criatividade, startup
Genolab, capítulo um
Bom, ultimamente não quis falar muito de Genolab, mas esse post deve ser algo assim como um empurrãozinho de saída.
Levo trabalhando faz um ano e médio nesse projeto de biotecnologia e Internet que se apresentará oficialmente no próximo mês de setembro. Genolab tentara popularizar a genética no âmbito da prevenção, por meio de uma analise genética e uma rede social baseada no nosso DNA. O objetivo é ajudar a melhorar a qualidade de vida das pessoas por meio do conhecimento e prevenção de nos mesmos.
Do mesmo modo, Genolab pretende ser uma plataforma Open Source para a investigação genômica na Espanha. É um projeto muito ambicioso e inovador e principalmente é um enorme trabalho o que temos por diante.

Anunciamos a primeira ronda de financiamento da companhia fundada por Maximo Mateo, e o medico Jose Ignácio Lao Villadoniga e eu mesmo.
O Doutor Lao é um dos grandes especialistas em genética e medicina preventiva, e será o diretor medico de Genolab.
Eu farei funções de Conselheiro Delegado.
Com essa primeira ronda de capitalização a companhia obtém 1.2 milhões de euros entre Equit e capital dos fundadores, vários investidores privados e family offices, com os quais acabaremos de instalar o laboratório, oficinas e BackOffice web. O teste já se realiza em provas faz 1 mês e médio e estamos preparando uma produção “por atacado” em breve.
Do mesmo modo, com estes fundos completaremos a equipe humana necessária para desenvolver o projeto, somando nossos esforços à equipe cientifica de laboratório e nosso escritório centra. Se você quiser trabalhar conosco, envie seu CV ao jobsenolab.com
Genolab conta com laboratório próprio em TecnoAlcalá parque tecnológico da comunidade de Madrid em Alcala de Henares, onde estará nossa equipe cientifica e se realizarão os trabalhos de I+D e nossos testes genéticos. Os escritórios centrais estarão em San Sebastian de los Reyes, em Madrid, parede com parede com os escritório de Ocio networks.
Esse é um momento muito especial, do qual espero que se fale muito e no qual colocamos, desde que Maximo, Ignácio e eu começamos a trabalhar nele a um ano trás, muitas esperanças.
Tags: - Genolab, empreender, genoma
O melhor da semana em 10 links (21 de maio)
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Tags: administradores, bolha internet, Empreendedores, investir dinheiro, publicidade twitter
Desmistificando o fracasso do empreendedor
Nos tempos que correm a chave é ter uma atitude positivo frente ao erro. Nos países mediterrâneos não se fala de fracasso, se acostuma a utilizar a expressão “mal fario”, que em bom português seria algo parecido a um mal pressagio. Os anglo-saxões afrontam de uma maneira mais natural e com certeza mais pratica.
Se nos aventurássemos a escrever uma reportagem de empresários de êxito, com certeza sairiam candidatos até debaixo das pedras dispostos a contar sua historia. É uma foto atraente. Si quiséssemos fazê-lo de fracassos, é possível que apenas conseguíssemos respostas e personagens para participar de nossa historia. O fracasso não só não vende, é impopular e ninguém quer sair nessa foto. Poucos currículos refletem suas experiências falidas, e isso, em minha opinião, é um erro.
Na Espanha o fracasso é um estigma. Se um empreendedor se lança a uma aventura e esta não chega a ser um bom porto, geralmente não volta a tentá-lo, inclusive me atreveria a dizer que fica socialmente marcado. É uma pena e um enorme fator diferencial que caracteriza nossa classe empreendedora se a comparamos com as de outros países.
São muitos os exemplos que nos demonstram que segundas partes muitas vezes foram boas Thomas Edison fracassou milhões de vezes antes de dar com o filamento ideal para sua lâmpada incandescente. Richard Brandson (fundados de Virgin) teve duas empresas falidas antes de saborear o sucesso. Inclusive Google, a gigante da Internet, desenvolveu ou comprado projetos que fecharam por seu escasso interesse, ou mais próxima a Telefônica e sua fracassada rede social Keteke.
Todos os empreendedores de sucesso têm uma – maior ou menos – lista de fracassos a suas costas. Que se fale mais dos êxitos que dos fracassos não quer dizer que estes não existam, de fato, não se pode entender uma trajetória brilhante se não é construída desde o ponto de inflexão de um ou vários fracassos. Do erro se aprende, o sucesso se desfruta.
As estatísticas indicam que em média um 80% dos novos projetos fracassam antes dos 5 anos e o 90% não chega aos 10 anos. Para os empreendedores, as razoes do fracasso não se encontram geralmente fora das suas empresas, é dentro e desde dentro onde se faz necessário analisar e identificar as causas do fracasso e num grande número, o principal fator é a capacidade de gestão de suas responsáveis.
Recordo uma larga reunião com uma fundo de capital de risco de Silicom Valley a vários anos. Me surpreendeu muito quando analisando um investimento de vários milhões de dólares num projeto de Internet argentina, a descartaram por uma razão menos curiosa: o empreendedor não havia fracassado antes. Chamou-me muita a atenção e me lembro quase indagar o tema. Ante minha surpresa me responderam com naturalidade. “É o melhor máster que pode fazer um empreendedor, buscamos perfis que tenham vivido, entre outras essa experiência e tenha aprendido dela. Navegar no mar calmo é relativamente simples, queremos gente que naufragaram já ao menos uma vez seu próprio barco numa tormenta. Esse momento sempre chega e se não chegou ainda, poderia ser essa ocasião.. Que voltem a ver-nos depois de viver essa experiência, nos dará mais confiança”.
Esse episódio me deixou muito pensativo. Na Espanha ninguém haveria discutido em nenhum caso o perfil de um empreendedor que constituía uma trajetória de sucesso. O mercado americano a via incompleta e partia da base de que “o fracasso sempre chega”. O empreendedor que vive uma e outra vez iniciativas de sucesso não é mais nem menos brilhante; é que simplesmente teve muita sorte. Ninguém garante que se os problemas afloram sua intuição e fortuna possam solver os momentos de crise.
Todos recebemos com certa freqüência convites a participar de um negocio aparentemente seguro, dentro de um setor em forte crescimento e com um target disposto a compra, mas isso não é suficiente, não serve nem como ponto de partida, a margem de definir completamente e em profundidade o Bussiness Plan, sempre há variáveis que se podem estudar em profundidade, os companheiros de viagem, o momento de se lançar, a capacidade de resposta e por onde nos pode chegar o fracasso. Ser conscientes de nossas limitações é a melhor forma de avançar.
Quando um erro se cobre, este volta a aflorar irremediavelmente. A chave é não só não ocultá-lo como compartir os erros, analisá-los e poder construir a partir deles; vivê-los como uma experiência mais dentro de um projeto e, em nenhum caso, como algo traumático do qual avergonhar-se.
Errar pode ser u bom ponto de partida para começar a construir na direção correta.
Tags: coaching, diario de sevilla, Empreendedores, fracaso, fracasso empreendedor, Imprensa, tribunas
O melhor da semana em 10 links (15 de maio)
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Tags: biotecnologia, empreendedor, empresa brasileira biotecnologia, investimento biotecnologia, startu
Participarei no Projeto 2B BlackBio
Creio que é o momento de passar a ser mais ativo em investimentos, depois de uns meses nos que não tinha – baixo meu ponto de vista – muito sentido mover-se, principalmente pelos riscos econômicos, acredito que temos que começar a fazer coisas, mais que pela situação global, mas porque já estamos vivendo com o susto, nos acostumando a ele.
Não é nenhum segredo, ainda que seja verdade que fui muito ciumento no que publiquei sobre ele, que trabalho quase 1 ano e meio, junto com muitas outras pessoas, no projeto Genolab, sobre o qual poderei a dar muitas informações em breve. Hoje queria aproveitar para anunciar, já que ontem se fez publico, minha participação em outra empresa inovadora no âmbito da tecnologia.
Investi num projeto que eu gosto especialmente, 2B BlackBio, uma empresa espanhola de biotecnologia que nasce com o objetivo de nos levar a uma cenário de medicina personalizada baseada na geometria e proteomica, e que terá como principal mercado Europa, Ásia e América. Trata-se de uma companhia nascida na Espanha com capital nacional e internacional e dimensão global.

Por esse motivo e essa vocação global, BlackBio se apresentou faz um mês no fórum de Deutsches Eigenkapitalforum na Alemanha, algo pouco comum para uma empresa espanhola. Do mesmo modo, em alguns dias participaremos em Biomedica 2010, Aachen, também na Alemanha.
Esta primeira ronda fechou uma aplicação de 400.000 euros de capital privado, que incubem vários investidores privados nacionais e internacionais e empresas do setor. Além da minha participação acionária na companhia, será um prazer ser um dos conselheiros da mesma.
Creio que estamos num cenário chave para empresas BioTec, é necessário apenas visitar EUA para ver como a linha internet/tecnologia e biologia e Cleantec é cada vez mais fina, eu diria quase inexistente. É um setor no qual devemos estar, e, além disso, para mim o poder participar tem enormes somas, a primeira: as sinergias e colaborações estabelecidas com Genolab, segundo a presença como fundador e conselheiro delegado Pedro Franco Sarabia – fundador de uma das mais antigas empresas do setor na Espanha, Biotools e pessoa de referencia no mundo da biotecnologia.
2b BlackBio realizara desenvolvimentos próprios e para terceiros, com foco na investigação em Oncologia, Wellness, Cardiovascular, alergias, farmacogenomica e microbiologia, utilizando para isso diversas ferramentas como microarrays de proteínas, PCR em tempo real.
Atualmente a BlackBio comta já com sua primeira patente internacional registrada, um revolucionário Biokit desenvolvido BlackLight Sepsis Kit (patente PCT ES2009 00507) que permite identificar em 4 horas qualquer infecção bacteriana, inclusive sem ter sintoma algum por onde poderia surgir tal infecção.
Além disso, em pouco temo se apresentarão outras 4 patentes nas quais trabalha a equipe de BlackBio a alguns meses.
Tags: biotecnologia, blackbio, genolag, investimento biotecnologia, medicina tecnologia
O Blog do Alejandro Suarez











