Alejandro Suarez Sánchez-Ocaña, empresário do Setor de Tecnologia desde 1998, CEO do Grupo Publispain e da Rede de Blogs Lazer y Ocio Networks SL, presidente da Inversora Foley, conselheiro e fundador da Yes.fm, assessor e inversor de várias companhias de inovação, novas tecnologias e Internet.
E você, é daqueles que já se renderam?
Dizem que qualquer tempo passado foi melhor… Nunca uma frase foi tão oportuna como essa.
A nível macroeconômico e vendo o que ontem previu Espanha em Fundo Monetario Internacional ( recuperação não antes de 2011 e cuidado, não dizem que chegará em 2012 e um cenário com um 19% de parados, ou seja, 1 de cada 5 pessoas), é só olhar para trás para ver que bem estávamos faz 2 ou 3 anos mais ou menos.
Esses números macro se pensarmos detalhadamente, há coisas, pequenas ou grandes que mudam sua vida e sua rotina de trabalho. Esta manhã me recordava que não faz mais de 7-8 meses recebia 20-30 Bussiness Plan de empreendedores buscando financiamento mensal.
Repassando alguns deles vejo que muitos estão no mesmo estado desde então: a grande maioria não conseguiu financiamento, uma pequena minoria sim, mas muito menos do que o esperado, e muitos poucos colocaram seu próprio projeto em andamento.
Alguns meses trás falávamos “da volta à garagem” e hoje muitos projetos que esperavam financiamento e que, acredito que alguns conseguiriam em circunstancias normais (ainda que geralmente, em menor edida que suas pretensões) estão voltando a viveiros ou incubadoras de projetos(temos que montar uma!) que era um passo que parecia esquecido ou ao menos tinha uma tendência secundaria, já que antes havia interessantes quantidades de dinheiro DIRETO para projetos Seed.

Vejo alguns empreendedores que se lançaram a piscina, que arriscaram e se enrolaram com meios rudimentares. Uma idéia romântica, mas geralmente muito complicada sem um kno apropriado e um sócio industrial. Sorte para eles.
Vejo outros que se enfiaram embaixo da proteção de um guarda-chuva de uma incubadora, com um pequeno apoio econômico geralmente se colocando a trabalhar e esperando avançar, ainda que seja pouco e que se mova o relógio em busca de tempos melhores.
Finalmente também vejo outros, alguns dos quais passaram por meu escritório e me venderam com ilusão sua idéia, e que hoje devem tê-la muito esquecida porque alguns encontraram trabalho e se esqueceram do tema ou inclusive outros, sem haver encontrado trabalho simplesmente se esqueceram.
Eu não sou ninguém para julgar essas iniciativas, cada um em sua vida deve fazer o que lhe convenha e encontrar seu próprio caminho, mas me lembra um pouco a situação vivida em plena bolha da Internet. 1 ano antes via assustado como pessoas do setor financeiro abandonava o banco em que trabalhava e montava sua startup, era um tema de dinheiro, sim, mas francamente também acredito que era um tema de moda. Todas essas pessoas – e algumas mais – saíram do setor com o estalo da bolha. Agora muitos outros estão igualmente saindo, uns por uma oportunidade mais tangível fora, outros simplesmente porque se renderam.
Porque acontece isso?
Porque muitos dos projetos que passam por minha não são intangíveis. Temos uma idéia, temos uma ilusão e a monetização “já chegará”, “será a publicidade”. O “chegará” é difícil principalmente porque não pode nem deve contar com o capital de risco, que nem sem pré funciona como nos EUA o ao norte da Europa, a publicidade não pode com tudo e na Espanha e no Brasil é ainda algo menos na Internet.
É o momento das idéias e os negócios sustentáveis. É o momento de não necessitar que te dêem 100 mil Euros para montar uma startup, penso que é um momento de seleção natural, de definir-se, mas principalmente é o momento de que haja um plano de negócios real com um objetivo econômico que permita que sua empresa se sustente por si só a médio prazo e na necessite ir a limitadas rondas de financiamento sem sentido nem final.
Eu se fosse você deixava de pensar e se inspirar como exemplo nas 20-30 idéias internacionais que sem modelo econômico real tiveram sucesso e valem dezenas de milhões de euros, isso não passará. Encontre um ponto coerente, se deve contar mais sentido que “ser o dono do mundo”, começar a montar negócios sustentáveis com possibilidades de autofinanciamento em médio prazo e estar preparados para que se a situação de falta de liquidez continue se possa sobreviver e seguir adiante.
Tags: Business Angel, Capital Risco, Empreendedores, Management, socio industrial, startups
No hay artículos relacionados















Deixe um comentário.