Alejandro Suarez Sánchez-Ocaña, empresário do Setor de Tecnologia desde 1998, CEO do Grupo Publispain e da Rede de Blogs Lazer y Ocio Networks SL, presidente da Inversora Foley, conselheiro e fundador da Yes.fm, assessor e inversor de várias companhias de inovação, novas tecnologias e Internet.
Eu sou cool; e você um trouxa
Isso é o que devem pensar algumas das companhias que não só se consideram o centro do mundo – talvez sejam de certo modo-, e ainda por cima “utilizam” literalmente as pessoas para fazer seu próprio trabalho.
Gmail é atualmente o melhor serviço de webmail; sem duvida. Demosntraram como em 1 ano e pouco se poderá esmagar um serviço como Hotmail até então líder indiscutível no setor e com 10 de vantagem. Como? Com um produto grátis, diferencial e sem limitações. Simplesmente genial.
Mas, isso é tudo? A realidade é que não. Tudo isso foi acompanhado de uma campanha de marketing a custo quase zero, na qual por meio de um inteligentemente perverso sistema de convites, os usuários eram dirigidos a realizar o trabalho de marketing que correspondia ao departamento de marketing da Google e/ou varias agências externas e que custou muito dinheiro. Sim, sim você enviou do Gmail, foi um evangelista, uma pequena engrenagem de um plano de marketing de livro (convite, necessidade, valor, viralidade, distribuidores…) até os leiloes de contas no Ebay e similares para adotar um valor inclusive econômico, tudo perfeitamente medido)… então creio que você até pode colocar no seu currículo vitae que “trabalhou” para a Google. Ainda que, claro, eles não te pagaram e não te conhecem e apesar disso, você fez o trabalho feliz da vida.
Agora com o Google Wave, a historia se repete. Se você não experimenta, não é ninguém. Se você convida, você é “cool”. Em Moutain View possivelmente estão dando gargalhadas vendo como o trabalho de marketing e a implantação de um novo produto se faz por si só usando o usuário como um vírus evangelizador da doutrina da Googlelandia. Não me sinto com forças nem para criticá-lo; é inteligente e o fazem muito bem. Além de que os produtos são incontestáveis. Parabéns à Google, que conseguiu dar uma volta na porca a mais ao conceito da Apple: “Evangeliza em meu nome, somos bacanas”, agora seria algo como “Evangeliza em meu nome, e trabalha por mi feliz; somos bacanas”.

O usuário é livre para dedicar seus esforços ao que seja. Ainda assim há movimentos que eu olho perplexo, tenho certeza que não houve nunca uma empresa na Espanha ou Brasil para que colaborássemos assim, de maneira tão ativa e feliz. Alguém imagina os usuários participando de forma ativa, enérgica e construtiva no lançamento de um produto da Telefonica? Mas além desse pensamento filosófico-festivo que não vem a historia, aparecem dois “Google wanna be”, Facebook e Twitter.
Facebook lançou uma campanha para que os usuários traduzissem sua interface, Me parece uma vergonha. Facebook, que para mim é uma rede social fabulosa, estava segundo diziam valorizado em 10.000 milhões de dólares (risos). Valha o que valha, a realidade é que um grupo russo de investimentos injetou recentemente na companhia 250 milhões de dólares por uma mínima participação. É licito que uma companhia com essa capacidade financeira, se aproveite da boa vontade e disposição dos usuários para não pagar suas traduções e contratar pessoas especializadas para fazê-lo? Para mim é um abuso, colaborei com Dmoz e Wikipedia, projetos de animo sem lucros, mas trabalhar grátis como voluntario de uma empresa privada como Google E Twitter? O ser uma killer-aplication justifica o poder de utilizar a essas pessoas em tu beneficio?
E assim estamos até que chegue um novo rapaz ao escritório, Twitter pretende também que os usuários traduzam a interface com uma chantagem emocional fajuta do tipo: quer no seu idioma? Pois traduza você mesmo!
Esses serviços, muito deles sem um modelo econômico definido, vivem de expectativas, de poder rentabilizar o numero de usuários que utilizam estas ferramentas. Vejo bem, é um modelo de negocio mais. Mas alem de viver de que te usem, pretender que trabalhem grátis para você para que economize custo, parece usar as pessoas.
E por falar nisso, my feeling é que Twitter e Facebook terão muito e breve a imagem da Google ou da Apple. Essas tentativas de empregar fans do serviço e não assumir gastos, sempre encontrará a quem os faça, mas temo que não à custa de manter intacta sua imagem corporativa.
Tags: evangelizar, facebook, gmail, google wave, twitter
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