Alejandro Suarez Sánchez-Ocaña, empresário do Setor de Tecnologia desde 1998, CEO do Grupo Publispain e da Rede de Blogs Lazer y Ocio Networks SL, presidente da Inversora Foley, conselheiro e fundador da Yes.fm, assessor e inversor de várias companhias de inovação, novas tecnologias e Internet.
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Tags: bbc, Downaload ilegal, e-commerce, industria fonografica, Internet, Marketing, musica digital
Música e lentilhas
Esta é a tribuna que foi publicada no dia 20 de novembro pelo diário espanhol 5 Dias, sobre a industria musical baixo o titulo “”Musica e lentilhas”. A verdade é que o titulo original era “Música, vaselina e lentilhas”, mas em paginas de um diário econômico nacional a vaselina era…digamos que agressiva demais.
Minha receita para a Indústria da música:
Se o papel de internet foi decisivo numa industria, essa é a industria musical.
As companhias discográficas durante a época dos 80 e dos 90 viveram uma época dourada. As quatro mais importantes gravadoras Sony, Warner, Emi e Universal, acostumadas a enormes rentabilidades e a poder ir acumulando pequenos e não tão pequenos selos discográficos dentro dos seus catálogos, a atuar com soberbia com o usuário e artista, foram vendo pouco a pouco acurralados por vários fatores, que ameaçam seriamente a viabilidade e esses gigantes com pés de barro.
Em primeiro lugar o suporte obsoleto; o CD. Envelheceu mal, muito mal. Longe do glamour e ventas sustentadas que ainda hoje tem para nostálgicos o vinil, a fabricação, estocagem, distribuição, gestão de vendidos e distribuição do CD o converte num suporte obsoleto em vias extinção. Morrerá, e essa vez não haverá nem sequer uns poucos nostálgicos que sentiram sua falta.
Também a pirataria. Este é um tema extremamente complexo que cria a paradoxa de enfrentar à industria com quem são, o ao menos deveriam ser, seus próprio clientes. Não há postura mais absurda que a de navegar passo a passo de mãos dadas com à sociedade, atendendo suas demandas, adaptando-se aos tempos e assim explorar novos modelos de negócios aproveitando a tecnologia. Isso, lãs grandes gravadoras, parecem não entender e insistem em demandas contra criadores de software, usuários que descarregam música, e paginas web que enlaçam mp3.
Para compreender o fenômeno da pirataria devemos olhar no espelho e entender que o papel dos direitos autorais, que atua amedrontando e demandando o consumidor final com situações pitorescas próprias de um comic satírico, não faz mais que alimentar uma defesa dos downloads ilegais por parte de certas elites intelectuais. O Canon digital é uma das vergonhas de nossos dias, uma situação transitória que eve finalizar pelo bem da indústria e dos usuários, e esse será um ponto imprescindível para que chegue a paz social, nesse enfretamento aberto dentro do setor dos conteúdos musicais.
Talvez por isso recomendo lentilhas, há que adaptar-se à sociedade e deixar de se lamentar de que qualquer tempo passado foi melhor, hoje nenhum artista venderá um milhão de copias a 30 reais, essa época se foi. E se as discográficas pretendem seguir com seu enfrentamento com artistas e sociedade, minha recomendação e receita sim, eu sei, algo escatológica, se centraria na vaselina porque vão precisar.
Tags: 5 Dias, discograficas, Emi, industria musical, música, Sony, Universal, Warner
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Tags: apagao 2009, empreendedorismo, empresas modernas, google, stan lee, ti, web 3.0
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Tags: brasil, coemrcio eletronico, empreendedor, facebook, Internet, mobile web, Redes Sociais, steve jobs, Tecnologia
Poucos indígenas
Resulta extremadamente curioso e até cansativo ter que me reunir às vezes com empresas que vêm me ver (por qualquer idiotice que geralmente poderia ter sido solucionado com uma chamada, ou melhor ainda, via email) e a que aparece o CEO, o CTO; e quase até o CSI e quando alguém muda minimamente algo na empresa, são eles e ninguém mais.
Não só parece que são surrealistas essas estruturas tipo: todos os chefes, nenhum indígena, e sempre penso “caramba, se são três pessoas que trabalham na empresa e estão aqui os três perdendo o tempo com uma pessoa tão pouco importante como eu; quem então está trabalhando?
No relacionado com a tecnologia, ao meu entender, é inclusive desejável que as estruturas podem e devem ser principalmente três coisas: horizontais, dinâmicas e escaláveis.
Muitos exemplos de pouca sustentabilidade nos últimos tempos que foram feitos quando, por exemplo, no caso de meios online, a publicidade baixa, haja drama. O ruim é que em muitas ocasiões, apesar de saber bem a teoria, alguém cai nesses mesmos erros, e sim, aconteceu comigo e co-participei varias vezes disso. Grave erro.

Os indígenas não são só necessários, como são imprescindíveis e os mais importantes em qualquer estrutura, e em Internet tendemos a fazer todo mundo “chefe” de algo; quase nenhum índio. Diretores de Comunicação nos que eles são as únicas pessoas do departamento, o mesmo CTOs, CEOs de si mesmos, etc. É uma impostura que fique bem nos cartões de visitas, mas já roce ocasionalmente o surrealismo.
Aposto conceitualmente pelas estruturas que dão liberdade lateral ao indivíduo e se tem talento certa liberdade vertical, que reporte a uma única pessoa e que sejam quase totalmente horizontais, tendo somente dois níveis e que estejam longe do sistema piramidal clássico, no qual em ocasiões, no caso das grandes empresas, a informação chega ao topo, onde se tomam as decisões com maiúsculas, sempre quando é tarde e quando o problema já esta sobre a mesa.
O Blog do Alejandro Suarez














