Alejandro Suarez Sánchez-Ocaña, empresário do Setor de Tecnologia desde 1998, CEO do Grupo Publispain e da Rede de Blogs Lazer y Ocio Networks SL, presidente da Inversora Foley, conselheiro e fundador da Yes.fm, assessor e inversor de várias companhias de inovação, novas tecnologias e Internet.
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Seu gurú, blábláblá
Mais um ano começa e com ele chega a hora de fazer planos e repassar propósitos para o próximo ano. É verão, chove, os pássaros cantam e os gurus se levantam. Gurús? Com todas e cada uma das letras, por todos os lados até debaixo das pedras; conclusão, não sofrem com a crise, ser um guru de nada é cômodo e grátis.
Cortesia de @albertoartero recebi há alguns dias um elance que fala sobre a reprodução de todo o tipo de gurus de internet como coelhos. Num estúdio sobre Twitter passaram de uns 4.500 em maio de 2009 para cerca de 16.000. Curiosa a historia- Gurus de internet, gurus de social media, de viralidade, de marketing digital, até os que se consideram a si mesmo como “ninjas” como os “social media ninjas” (meus preferidos!!!).

Deve ser o desemprego que deu muito tempo livre à mente coletiva, mas não há nada mais frustrante que ver que alguém se auto-considera guru sem ter menor idéia do que esta falando, já que de fato é obvio que o autentico guru é simplesmente você e não esse insignificante sujeito
Falando mais ou menos sério, coincidiu com a moda de ser guru de algo, não importa de que, com a publicação da lista dos mais poderosos da internet, Ainda não a li e sei que saem alguns amigos e entendo que é bonito sair em listas, eu não critico o mais mínimo. Evidentemente não saio na lista, entre outras coisas porque não empatei com ninguém, mas creio que me colocando na pele de os que saem deve ser uma experiência bonita, porque alguém lhes valorizou. Onde acredito que não lhes fizeram nenhum favor foi empregando etiquetas radicais, ofensivas para o resto da humanidade: “os poderosos” ou como faz alguns meses “os amos”, isso deixa aos seus seguidores e o resto da humanidade em mal lugar. São títulos espetaculares, jornalísticos, que creio de verdade que não fazem nenhum favor as pessoas as quais menciona, que sem comê-lo, nem bebê-lo se colocaram uma etiqueta que muito possivelmente não desejam por prudência.
Assim começa o ano, divertido observando estas coisas e pensando se pedir ¼ de um guru de os 16.000 listados pelo Twitter.
Não gosto do término, o que sim gosto e acredito de verdade e defendo que existe é “influente”. A pessoa que se auto-considera um guru de algo, parece que além de querer confete, é muito pouco inteligente. Isso por si só, denota não entender nada, e ser intelectualmente soberbo, possivelmente um prepotente.
Não acredito que haja gurus na Espanha, que é o mercado que melhor conheço. Acredito que existam pessoas, sejam empresários, blogueiros, professores ou meio pensionistas, que são capazes de te fazer pensar e ainda que não estejam de acordo com o que pensa, essa é a chave. Para mim são influentes, estimulam certas idéias e reflexões, ainda que opostas às suas. São pessoas que te fazem pensar e isso tem muito valor, são um estimulo, mas isso não quer dizer que comprarei o mesmo televisor da marca que eles gostem.
São pessoas que tem a habilidade de por coisas na minha agenda mental, de me estimular e me fazer pensar sobre temas que não tinha na cabeça. Influem-me, recheiam minha agenda de idéias e pensamentos.
Faz pouco tempo que Joshua Novick falava de humildade e fazia uma bonita e adequada reflexão sobre o que falta nesse setor e sem duvida é a modéstia. O olhar em ocasiões a outros lados da calçada pensando que estão antiquados e que somos nós os que sempre estamos no lugar certo; o demais desaparecerá, ficaremos nós, os que sabem, os que acertaram, os campeões, os gurus…? Acredito que é uma reflexão muito complementaria nessas linhas, bonitas de ler.
Não mencionarei quem, mas na primeira semana de dezembro me lembro uma comida com um banco em Madrid. Num momento dado, um dos meus interlocutores a quem já conhecia, me apresentou ao seu acompanhante como seu “guru de internet”. Não pestanejei, só olhei com perplexidade ao ver que aceitava de bom grado e assentia ante tal qualificativo; “merda – pensei- hoje como com um imbecil. Casualidade ou não, não me equivoquei.
O que eu quero dizer com isso é que se alguém te considera um guru, diz pouco de si mesmo e que não esta fazendo nenhum favor – ao contrario, esta pondo uma migalha mais para que você se ache o que não é e mais alta será a queda. Se você se auto-considera um guru, então, muchacho, deverias pensar que tem um problema e necessita uma boa surra de humildade.
As pessoas mais inteligentes e de mais êxito que conheci na vida escutaram sempre aos demais ainda sabendo muito mais que eles, jamais se acharam e por norma geral, sempre se consideram meros aprendizes, ainda quando objetivamente não havia ninguém com conhecimentos sobre seu campo que ao menos pudesse lhe fazer sombra. Talvez hoje em dia venda mais ser um guru ou um ninja de algo. Mas muito possivelmente seja mais de verdade se você só é o que é, uma pessoa mais.
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