Alejandro Suarez Sánchez-Ocaña, empresário do Setor de Tecnologia desde 1998, CEO do Grupo Publispain e da Rede de Blogs Lazer y Ocio Networks SL, presidente da Inversora Foley, conselheiro e fundador da Yes.fm, assessor e inversor de várias companhias de inovação, novas tecnologias e Internet.
De desempregados à empreendedores
Talvez tenha chegado o momento de converter desempregados em empreendedores. Chegou o momento de ajudar a esses desempregados a empreender, transformar uma parte em empreendedores, em futuros empresários que nos próximos anos possam criar valor e oferecer a terceiros postos de trabalho. Reverter essa situação é critico não somente para mudar o drama atual de milhões de famílias, mas sim para nos situar num cenário de crescimento sustentável no futuro. O objetivo chave de qualquer governo deveria ser os nascidos nos anos 70 e especialmente as mulheres.
Pessoas entre 30 e 40 anos, com iniciativa, que sejam o germe da revolução do modelo produtivo e para isso são necessárias mensagens positivas, incentivos e estímulos nessa direção; chegou o momento de que dêem o salto, de assumir riscos e de ter incentivos para tal. Empreender não é tão simples e as gerações jovens têm um handcap a mais.
A falta de claros referentes em gerações anteriores, falta de espelhos onde se olhar, sucessos pessoais que querer emular. Falamos de dar a volta ao que conhecemos como “geração perdida”, uma geração onde a falta de empreendedores será um lastre para toda a sociedade num futuro próximo. Que essa geração perdida não seja a chave nessa conjuntura econômica e é um imperativo para a administração lhes estimular, lhes formar e lhes empurrar a dar um salto. Não há melhor receita contra a crise.
É o momento de ser decidido, não de duvidar. Olhar pela janela e ainda que não haja rede, ter claro que chegou o momento de pular. Com uma crise global que nos afeta a todos e que provoca o desemprego seja uma lacra cada dia maior e um drama real para as famílias, manter essas famílias por parte do Estado se converte num enorme handicap no balanço econômico de qualquer pais.
Isso que deveria ser obvio por desgraça não é. No caso de Espanha, por exemplo, segundo o informe Doing Business 2010 que elabora o banco Mundial e mede a facilidade para fazer negócios em 168 países, este pais se encontra no numero 62 do ranking mundial, sendo a nação desenvolvida de maior retrocesso no ultimo ano. O Banco Mundial analisa com este indicador quatro pontos chave (facilidade para abrir uma empresa, contratação laboral, proteção dos investidores e pagamento de impostos) e situa Espanha com capacidade de fazer negócios atrás de países como Botswana, Armênia, Samoa ou Mongólia. Como não poderia ser de outra maneira no Top10 dessa classificação estão países como EUA, Reino Unido, Dinamarca, Canadá, Austrália e Noruega.
É ai onde temos que nos posicionar e é obrigação da administração estimular a geração perdida e transformar o drama do alto numero de desempregados numa oportunidade para essa esperança de mudanças.
Tags: crise, desemprego, geraçao perdida, incentivo empreendedores
A web social, uma ferramenta a vigiar
O fenômeno do Social Media chegou como um vendaval e o fez para ficar e o mundo empresarial não é uma exceção. As empresas tendem a prestar uma maior atenção ao uso de blogs e redes sociais, um fenômeno que anteriormente depreciavam. A web social deu o poder ao usuário e muitas vezes isso pode gerar algum quebra cabeças em nossa própria companhia; empregados infiéis, filtração e intoxicação de informação, confusões que entorno a nossos produtos e/o serviços recorrem à rede e podem, se não são rápidos de resolver, resultar um enorme problema ao que teremos que enfrentar. Internet se converteu em poucos anos no meio dos meios.
A anarquia e a liberdade do sistema, o halo do anonimato que se desfruta e a rapidez com a qual fluí a informação, que circula de usuário pra usuário em segundos, faz que haja que estar especialmente atentos ao que sucede entorno a nossa marca. Comercialmente os danos podem ser graves se não se cuida do problema, se não o minimizamos a tempo.
A esse respeito podemos destacar o caso de uma empresa espanhola; Ikea. Por vários anos, um post em um blog de referencia em Espanha dentro do âmbito da web 2.0, Microsiervos, era o primeiro resultado no Google ao buscar Ikea, encima da web da empresa. Esse post fazia uma cruel critica à companhia com base a experiência de um único usuário baixo o titulo “Ikea, como mente aos clientes”
Ainda hoje se buscamos no Google sairá entre os primeiros resultados do buscador. Nos últimos anos esta situação foi um puzzle para uma empresa sueca os comentários negativos de outros usuários participando desse artigo foram sucedendo sem parar, se alimentando uns dos outros. Faz pouco tempo que a companhia conseguiu posicionar sua web encima do conteúdo prejudicial. Uma solução parcial, uma batalha ganha. Mas um único usuário, hábil no uso de ferramentas 2.0, colocou em xeque-mate a estratégia de comunicação do Ikea, durante mais de um ano.
Essa erosão ainda hoje continua. No mundo existem milhões de internautas; uma percepção negativa na rede nos afeta e é um golpe direto a nossa linha de flotação. A informação positiva é uma pequena gota, mas a negativa, incluso se errônea, é viral por natureza.
Por isso, nos últimos meses começam a nascer empresas dedicadas a escutar e administrar o buzz, os rumores, os ecos de Internet em fóruns, redes sociais, blogs e Twitter. Se busca captar tendências negativas e positivas (que melhor focus group que esse?) de encontrar problemas e fugas de informação e inclusive empregados desleais. Temos que cuidar da nossa imagem e para isso é imprescindível começar escutando e monitorando o que acontece, resolver muito rápido e escalar internamente os problemas, por pequenos que pareçam e nunca subestimar o meio.
Tags: buzz, focus group, Redes Sociais, social media, web social
O fim dos downloads; principio ou fim dos direitos civis?
Vários países decidiram aprovar normativas através das quais cada região poderá decidir, livremente, se corta ou não a linha de internet aos usuários que baixem conteúdo protegido por direitos de autor. A partir de ai vimos como os governantes, pressionados pelas indústria discográfica e cinematográfica incluíram modificações em suas leis que afetam o livre exercício das liberdades de expressão, informação e o direito de acesso à cultura a através de internet.
Desde o momento em que saíram à luz, levantaram empresários, bloggers, as associações e os usuários de Internet alarmados ante o possível e justificável corte das linhas e fechamento de paginas, tudo isso sem contar com autorização judicial. E não é para menos. Este corte de linhas e fechamento de webs não é culpa dos ministros mas sim da industria discográfica e cinematográfica, mal chamadas industria cultural, que ao amparo de artistas e pseudo-criadores saludam uma iniciativa que veio orquestrada da sua Mao e que não lhes será suficiente para<salvar um modelo de industria que a todas luzes se mostra insustentável e que necessita do amparo das leis para poder manter seu nível de vida.
Em vários países se redigiram anexos nas suas leis que permitiram o bloqueio das paginas ou a retirada de conteúdos ilícitos pela via judicial. Assim, se velará e salva-guardará os direitos de propriedade intelectual da atrasada indústria discográfica e cinematográfica, frente às hordas de usuários dispostas a arruinar os artistas nacionais.
Ë verdade que a propriedade intelectual e muito especialmente o software e os conteúdos multimídia, cine, televisão e musica foram os grandes prejudicados do avance e a implantação massiva de internet; mas não é menos verdade que esta situação tentou paliar com golpe baixos aos direitos civis, de formas injustas e ininteligíveis, em lugar de buscar uma saída com o consenso de todos os atores que intervenem nesse mundo que esta deixando de ser off-line para<ser on-line.
Este cenário complexo deixa varias dúvidas para com os internautas e tememos que dentro de pouco, com a lei na mao, os governos, a industria discográfica ou cinematográfica, as operadoras ou qualquer entidade relacionada com dos direitos de propriedade intelectual poderão controlar, espiar e utilizar estas normativas para estender ilegalmente seu controle sobre as comunidades digitais dos cidadãos, sem mais opção por parte de esses que acudir uma e outra vez as instituições judiciais em busca de amparo. Ë ai donde esta o x da questão: o problema não é a propriedade intelectual, o problema chegará quando alguémE tenha patente de corso para olhar por sistema nossas comunicações privadas e empresariais. Esse cavalo de Troia navegará em nossos computadores e fará que nos preocupemos por quem controla o controlador. E muito temo que já sabemos a resposta.
Tags: industria cinematografica, industria cultural, industria discografica, lei conteudos ilegais, pconteudos ilegais
Preparando-nos para a ciberguerra

A administração America revolucionou seus corpos militares com uma nova força de intervenção; os “cibercomandos”. Dependentes da Força Aérea dos Estados Unidos e com um orçamento de 2 milhões de dólares no seu primeiro ano de operações, garantem a proteção dos sistemas militares americanos na internet e respondem aos recentes descobrimentos que aportam a certeza de que, durante anos, hackers vinculados a países como China e Rússia entraram em computadores da Nasa e de diversas organizações militares, roubando informação militar classificada e dados satélites, foguetes e inclusive dos transbordadores espaciais.
Talvez possa nos parecer uma necessidade futura para os exércitos dos principais estados incorporarem corpos de elite informática para levar a cabo ações de ataque e defesa através de internet, mas a realidade é que, para nossa intranqüilidade, alguns países estão muito adiantados. Corria o ano de 1996 quando em Beijing se criou o primeiro exercito de guerra informática, que desde então, se encontra a serviço do governo chinês para toso o tipo de operações. Muitas são operações internas, como a censura, a propaganda e o controle de opinião e da dissidência, mas nos preparando para a ciberguerra.
O controle da internet deve ser entendido como o controle sobre a informação e as telecomunicações. Por um lado, esta a capacidade de defesa dos sistemas de um pais ante um ataque e roubo de informação classificada de empresas e governos estrangeiros. A Republica de Estônia sofreu entre abril e maio de 2001 a maior ofensiva cibernética conhecida ate a data. Empresas, meio de comunicação, instituições governamentais, comunicações e bancos deixaram de funcionar. O resultado foi o total colapso informático do pais. As suspeitas sobre a autoria desses ataques recaíram sobre a Rússia.
Uma arma poderosa demais como para deixar passar alto tanto peligro que poderia desprender um mal usa de tanto poder. A ciberguerra e inclusive o ciberterrorismo, abrem novos e inesperados campos de batalhas na segurança e seu foco se transporta à internet. A crescente dependência da rede para as comunicações e as atividades de milhões de pessoas e organizações fazem que deva ser um campo protegido e seguro, longe dos interesses próprios de cada pais.
Cenários cinematográficos e apocalípticos como os narrados no filme “A Rede” (1995, onde Sandra Bullock descobre uma misteriosa rede de espionagem na internet que a envolvera posteriormente numa perigosa trama internacional, já não estão tão longes e tecnicamente impossíveis. Governos de todos os países devem se preparar para esses cenários. E quanto antes, melhor.
Tags: cibercomandos, ciberguerra, grupo de elite informatica, guerra, Internet
Desmistificando o fracasso do empreendedor
Nos tempos que correm a chave é ter uma atitude positivo frente ao erro. Nos países mediterrâneos não se fala de fracasso, se acostuma a utilizar a expressão “mal fario”, que em bom português seria algo parecido a um mal pressagio. Os anglo-saxões afrontam de uma maneira mais natural e com certeza mais pratica.
Se nos aventurássemos a escrever uma reportagem de empresários de êxito, com certeza sairiam candidatos até debaixo das pedras dispostos a contar sua historia. É uma foto atraente. Si quiséssemos fazê-lo de fracassos, é possível que apenas conseguíssemos respostas e personagens para participar de nossa historia. O fracasso não só não vende, é impopular e ninguém quer sair nessa foto. Poucos currículos refletem suas experiências falidas, e isso, em minha opinião, é um erro.
Na Espanha o fracasso é um estigma. Se um empreendedor se lança a uma aventura e esta não chega a ser um bom porto, geralmente não volta a tentá-lo, inclusive me atreveria a dizer que fica socialmente marcado. É uma pena e um enorme fator diferencial que caracteriza nossa classe empreendedora se a comparamos com as de outros países.
São muitos os exemplos que nos demonstram que segundas partes muitas vezes foram boas Thomas Edison fracassou milhões de vezes antes de dar com o filamento ideal para sua lâmpada incandescente. Richard Brandson (fundados de Virgin) teve duas empresas falidas antes de saborear o sucesso. Inclusive Google, a gigante da Internet, desenvolveu ou comprado projetos que fecharam por seu escasso interesse, ou mais próxima a Telefônica e sua fracassada rede social Keteke.
Todos os empreendedores de sucesso têm uma – maior ou menos – lista de fracassos a suas costas. Que se fale mais dos êxitos que dos fracassos não quer dizer que estes não existam, de fato, não se pode entender uma trajetória brilhante se não é construída desde o ponto de inflexão de um ou vários fracassos. Do erro se aprende, o sucesso se desfruta.
As estatísticas indicam que em média um 80% dos novos projetos fracassam antes dos 5 anos e o 90% não chega aos 10 anos. Para os empreendedores, as razoes do fracasso não se encontram geralmente fora das suas empresas, é dentro e desde dentro onde se faz necessário analisar e identificar as causas do fracasso e num grande número, o principal fator é a capacidade de gestão de suas responsáveis.
Recordo uma larga reunião com uma fundo de capital de risco de Silicom Valley a vários anos. Me surpreendeu muito quando analisando um investimento de vários milhões de dólares num projeto de Internet argentina, a descartaram por uma razão menos curiosa: o empreendedor não havia fracassado antes. Chamou-me muita a atenção e me lembro quase indagar o tema. Ante minha surpresa me responderam com naturalidade. “É o melhor máster que pode fazer um empreendedor, buscamos perfis que tenham vivido, entre outras essa experiência e tenha aprendido dela. Navegar no mar calmo é relativamente simples, queremos gente que naufragaram já ao menos uma vez seu próprio barco numa tormenta. Esse momento sempre chega e se não chegou ainda, poderia ser essa ocasião.. Que voltem a ver-nos depois de viver essa experiência, nos dará mais confiança”.
Esse episódio me deixou muito pensativo. Na Espanha ninguém haveria discutido em nenhum caso o perfil de um empreendedor que constituía uma trajetória de sucesso. O mercado americano a via incompleta e partia da base de que “o fracasso sempre chega”. O empreendedor que vive uma e outra vez iniciativas de sucesso não é mais nem menos brilhante; é que simplesmente teve muita sorte. Ninguém garante que se os problemas afloram sua intuição e fortuna possam solver os momentos de crise.
Todos recebemos com certa freqüência convites a participar de um negocio aparentemente seguro, dentro de um setor em forte crescimento e com um target disposto a compra, mas isso não é suficiente, não serve nem como ponto de partida, a margem de definir completamente e em profundidade o Bussiness Plan, sempre há variáveis que se podem estudar em profundidade, os companheiros de viagem, o momento de se lançar, a capacidade de resposta e por onde nos pode chegar o fracasso. Ser conscientes de nossas limitações é a melhor forma de avançar.
Quando um erro se cobre, este volta a aflorar irremediavelmente. A chave é não só não ocultá-lo como compartir os erros, analisá-los e poder construir a partir deles; vivê-los como uma experiência mais dentro de um projeto e, em nenhum caso, como algo traumático do qual avergonhar-se.
Errar pode ser u bom ponto de partida para começar a construir na direção correta.
Tags: coaching, diario de sevilla, Empreendedores, fracaso, fracasso empreendedor, Imprensa, tribunas
Liberdade ou Almoço?
Enquanto se decide se a companhia Mountain View é herói ou vila para o povo chinês, aparecem dezenas de razoes políticas e comerciais pela quais o Google teria muito que perder se finalmente abandona um pais com mais de quatrocentos milhões de internautas e crescimento de 40% anual. Um cenário onde o hipotético regresso seria muito lento e extremadamente custoso.
Mas Google não sempre foi um todo liberdades, inscreveu voluntariamente um contrato com o governo chinês pelo qual se prestavam a censurar determinados conteúdos, pornografia, Tibet movimentos dissidentes, violência…para poder se estabelecer com China.
Internet por definição é um espaço livre e anárquico, no qual o usuário valida a informação que deseja consumir e quer informação deseja emitir. Isso nos poe num cenário no qual por muito que as autoridades de um pais desejem limitar um conteúdo, se o usuários final deseja consumi-lo, poderá fazê-lo igualmente, tecnicamente é factível pular com os servidores proxys todo tipo de limitações. Não se trata de bloquear determinados emissores da mensagem, todos podemos sê-lo, e não se pode técnica nem humanamente limitar milhões de indivíduos como potenciais fontes de informação; se há interesse na população em chegar a determinados conteúdos, isso sucederá.
Mas Google teme as represálias do governo chinês e tardaram muitio pouco em emitir um comunicado eximindo de responsabilidade alguma seus empregados, não podem evitar que se cancelem acordos comerciais com grandes corporações chinesas, que não podem trabalhar com empresas condenadas por Beijing, veremos dezenas de denuncias por acordos de publicidade sem cumprire cada dia corre o risco de um possível castigo nos mercados. Mas a vendetta das autoridades chinesas ode ser ainda maior e supor uma barreira de entrada sem salvação para o futuro.
Os chineses poderiam aplicar ao pé da letra aquela famosa frase de Kennedy, “perdoe aos seus inimigos, mas jamais esqueça seus nomes”.
Tags: china, google, Iniciativas
Assalto ao Império de Google
(Essa é uma tribuna publicada no jornal Mercantil Valenciano)
As editorais, os grupos de comunicação, as organizações em defesa dos direitos do autor, governos de países europeus, o inquietante conflito entre o governo chinês e até os operadores de telefonia levantados… Por terra, mar e ar se abrem diariamente mais frentes em torno de Google.
Detecto certa mudança de ciclo no plácido namoro que parecia ter a sociedade com a companhia com sede em Califórnia. Cada vez mais empresas e governos que começam a temer o império que se forjou ao redor de Google, poder demais, muita capacidade econômica e ambiciosos interesses se vêem no nosso até agora querido buscador; e é que e é que já não só falamos de internet, onde a presença de alguns mercados é praticamente um monopólio de fato, mas sim de interessas na televisão, aeroespacial, industria editorial, telefonia fixa e móvel e um sem fim de setores.
Falamos de uma companhia que conta com uma capitalização atual superior aos 180 milhões de dólares, valor muito aproximado ao produto interno bruto (PIB) de países como Egito. Um enorme pulmão financeiro que unido aos ambiciosos planos de expansão multi-setorial, começa a resultar um coquetel inquietante, para um crescente numero de pessoas.

Ninguém nunca havia chegado tão longe nem tão rápido. Empresas IBM ou Microsoft, empresas que chegaram a ocupar um posto de liderança no setor das Tics, sempre que tentaram sair do seu terreno e impor seu reinado a outros setores, encontraram-se com a firme oposição de governos e usuários, mas parecia que com Google não havia essa mesma oposição institucional ou não havia até agora, já que antanho era uma “ponte de prata” para as atividades e projetos de este gigante começam já a ser discutido e conseqüência disso é que se multiplicam as frentes abertas.
Mas as desgraças nunca chegam sozinhas, paralelamente a essa mudança de ventos favoráveis chegam outras más noticias, como a caída de suas ações desde que começaram em janeiro as tensões entre Pekin e o buscador, os títulos da firma baixaram um 6.3%, enquanto Nasdaq melhorou um 3.4%.
E não foi somente isso que se teve que preocupar Google, também chegaram fracassos em alguns dos seus produtos, o exemplo mais recente seria o Google BUzz, uma tentativa de emular o êxito do Twitter, mas que gerou uma enorme contestação social, não só porque chega atrasado, mas também pelos problemas de privacidade e inutilidade do serviço. Como conseqüência desses movimentos a boa estrela de Google se apaga pouco a pouco e perde passos agigantados a batalha das redes sociais, que em definitiva a batalha pelo usuário final.
Mas se existe algo que realmente deveria preocupar Google, são as reclamações sobre privacidade e as acusações de monopólio.
O que respeita a privacidade ataca diretamente a liberdade do usuário.
Google recopila nossos dados pessoais com uma voracidade desconhecida até a data e possivelmente tem informação demais de nós, mas esta fazendo bom uso dessa informação? Isso nos deveria preocupar? O problema fundamenta que vejo nele, não é se Google esta fazendo atualmente o correto com nossos dados pessoais, mas sim como podemos garantir que o fará no futuro.
As acusações de monopólio geram intensos debates a favor e em contra, são muitas já as vozes que pedem intervenção das autoridades antitrust nos EUA e Europa.
Google utiliza seu monopólio nas buscas com quotas as quais alguns países como Espanha superam o 90%, para poder posicionar seus próprios produtos com especial carinho e minimizar a cauda de trafico que recebem seus adversários. Mas não é só isso, a sombra do dumping pousa sobre suas atividades, que aglutinam tanto poder que, por exemplo, o mero anúncio de que oferecerá um sistema de navegação gratuito para celulares, faz com que se desplumem os líderes mundiais do setor, Tom Tom y Garmin na bolsa.
No futuro Google poderia chegar a oferecer qualquer tipo de serviço através de internet da do seu músculo financeiro, pode posicioná-lo pelo seu monopólio de fato através do seu buscador, pode explorá-lo publicitariamente ao ser o maior ator de publicidade online e com ele ofertar gratuitamente baseado num modelo publicitário. As conseqüências gerariam usuários mais felizes, mas também setores que poderiam ficar arrasados ao seu passo, menor concorrência e cerres massivos de companhias onde o gigante ponha seu foco. Difícil calibrar quem, como e quando a cobra dá o bote.
Tags: fim do monopolio google, google, imperio google, monopolio google
Reinventar-se ou morrer
Existem pessoas às quais lhes custa um trabalhão reinventar-se e duvidar de si mesmo e das coisas que vêm fazendo. Eu o necessito ciclicamente, é uma exigência pessoal que me marco.
Para mim, reinventar-se é remoer as coisas, mas remoer as coisas de verdade, de golpe, desde abaixo, duvidando de si mesmo. Começar a pensar duas vezes em tudo aquilo que até o momento considerava indiscutível. Discutir com você mesmo, exigir de você mesmo.
Cada “x” tempo sinto que necessito um descanso, e não de um descanso físico ou umas férias, geralmente a cada não sei quantos anos fazendo o mesmo noto que mentalmente estou esgotado e necessito repensar para onde vou, reinventar o que faço e repensar em um montão de circunstancias pessoais e profissionais.
Imagino que cada pessoa nesses momentos atua de uma maneira muito diferente, eu só posso falar do que sinto e do que faço. Em algumas ocasiões me levanto como se estivesse hibernando e descubro que o que considerava mais importante agora me parece trivial, que minhas prioridades já não são tão prioridades, e que talvez não tenha usado bem o que tenho de mais precioso; o tempo e o que fiz não somando nada de transcendente, nem as pessoas que estão a minha volta nem a mim mesmo.
Nesses momentos penso que necessito uns dias longe e sozinho. São poucos os dias que me sobram um computador, uma conexão de internet ou um celular, mas quando necessito repensar minhas próprias coisas, me sobra de tudo; gera ruído. Nessas horas acredito que devo repensar coisas, pensar se não estou partindo e construindo iniciativas desde um ponto de vista errôneo, desde um erro de base e valorizar se estou tão metido numa frenética dinâmica que não consigo parar e refletir se a inércia me leva para frente sem sentido.
Há vezes que o mais inteligente é parar o tempo, descansar mentalmente e para mim nesses momentos o corpo pede estar sozinho um ou dois dias, perdido e refletindo. Esses dias, por trabalho, por stress e por família, a vezes é um luxo difícil de explicar aos que te rodeiam, mas em definitiva é necessário. Comer um kitkat, como dizia o anuncio, mas de 2-3 dias tranqüilo longe di ruído do dia a dia e de uma dinâmica de inércia que faz em algumas ocasiões que nos levantemos e cheguemos ao escritório como zombies, sem nem sequer saber se faremos algo interessante ali nesse dia, sem um plano, sem uma idéia e acabando perdendo tempo.
As pessoas mais brilhantes que conheci na minha vida se reinventam constantemente. Inclusive desde o ponto no que os demais pensam que pode estar no topo profissional e em pleno êxito, eles não param de contemplar-se, são inconformistas e então tomam uma decisão para alguns surpreendente; renunciam a muitas coisas e mentalmente partem do zero…e voltam a começar. Lamentavelmente para mim as coisas não saem assim sozinhas, talvez por isso procuro parar e refletir me forçando a imitá-los.
Creio que nesse ritmo frenético da sociedade da informação, às vezes corremos como frangos sem cabeça e nos esquecemos no meio da corrida de sentar, oxigenar e pensar. Entender um pouco mais a nós mesmos e finalmente reinventar-nos.
Ninguém melhor que a águia para fazê-lo. Se retira, descansa, se reinventa e ressurge das cinzas depois de um processo de catarses total no qual garante sua sobrevivência, mais forte, mais dura, mais realizada e com a força suficiente para poder afrontar uma nova etapa na sua visa depois de renunciar a tudo.
Nesse vídeo inspirador e real como a vida é, a fabula da águia. Você pode ver e sentir que a resposta esta muito mais próxima, muito mais do que pensamos, geralmente se pode encontrar dentro de nós mesmos se olhamos detalhadamente, e se pode amplificar contemplando a nossa volta, sim, por exemplo, observando a lição da águia.
Tags: aguia, Empreendedores, fenix, pensar, reinventar-se ou morrer
Chegam os nativos digitais

2.015 não é um horizonte muito distante e sem dúvida, a evolução tecnológica fará que dentro de uns cinco anos a forma em com a qual educamos e aprendemos tenha mudado radicalmente. Dentro de poucos anos, os alunos de educação infantil de qualquer centro de nosso pais se especializarão em trabalhos que ainda não existem e utilizarão diariamente uma tecnologia que ainda hoje não foi inventada.
Diariamente, um profissional de perfil médio recebe umas 150 mensagens e impactos originados por outras pessoas, mediante as diferentes plataformas tecnológicas atuais. Em 2015 serão mais de 350 impactos diários os que receberão nosso querido professor e uma alta porcentagem deles serão estímulos gerados pela própria tecnologia, sem intervenção de um ser humano, de uma forma totalmente autônoma. Todos concordamos em compartir que muito possivelmente hoje não poderíamos assumir tal quantidade de estímulos e informação, nossos filhos o farão.
Dizia o prestigioso guru, especialista em e-learning, Marc Prensky que “os alunos mudaram de forma radical, já não são pessoas para as quais foram desenvolvidas nosso sistema educativo“; os nascidos a partir de 1.985 serão as vértebras de uma nova sociedade na qual se criará uma ruptura geracional como jamais antes na historia da humanidade havia ocorrido – nunca num espaço de tempo tão breve - e vamos a ver como durante muitos anos conviverão duas gerações: os filhos do Baby Boom e os nativos digitais. Só nos separarão trinta anos e seremos tão próximos e tão distantes ao mesmo tempo.
A revolução do e-learning 2.0 chegará aos colégios de nossos filhos, que viverão uma reestruturação similar a que a Internet viveu com as novas tecnologias e a aparição da internet 2.0. O aluno não será um receptor passivo da mensagem, mas atuará com ela, mudando o rol de educador e fazendo-se participe da comunicação, que deixará de ser um canal direcional para se converter num novo meio, que incentiva e estimula o alto rendimento intelectual e revoluciona a mensagem de aprendizagem.
O lugar natural de um professor passará a ser o de um imigrante diante dos seus alunos, que já desde muito pequenos serão especialistas em tecnologias e poderão manifestar-se um rol de relativa superioridade no uso de ferramentas técnicas mais comuns no entorno escolar e que para eles será tão simples e acessíveis; como complicadas para nossos maestros.
A escola passará a ser uma comunidade colaborativa, que potencia e modera o aprendizado, dentro de um ecossistema de informação que aprende e comparte elementos, interage e mantém num mesmo rol o aluno e o professor.
Aproxima-se um tempo fascinante, onde as graves deficiências educativas atuais haverão desaparecidos. Tentemos não desaparecer com elas por não querer entender essa nova espécie: os nativos digitais.
Tags: Emprego, Formação, Internet, nativos digitais
Acredito em Deus (e em Steve Jobs)
Não sou suspeito de ser um fanboy de Apple, de fato reconheço guardar meu Imac numa caixa sem usar faz anos (se minha mulher ler isso me mata), só o Ipod e o Iphone conseguiram chamar minha atenção e me fazer cliente fiel. Mas, apesar de não ser um férvido seguidor e geralmente me opor a estas experiências de marketing muito medida, reconheço que minhas primeiras sensações vendo a demo do novo gadget são as de estar ante algo grande e revolucionário.
Todos vimos como o Iphone provocou que seus principais competidores como Nokia ou Samsung taparam sua derrota copiando o conceito e a estética sem piedade, com objetivo de incrementar suas vendas ao se parecer um pouco ao apreciado smartphone da maça. Penso que no até agora inexistente mercado dos TabletPCs vai passar ago muito mais drástico.
Os existentes TabletPc não tiveram ate agora vendas significativas, é o preço de chegar rápido demais e sem um produto ambicioso e desejado…sso mudará.
O Ipad servirá para muitas coisas, desde navegar na Internet, consumir um vídeo ou levar a administração da nossa empresa, graças a mais de 140 mil aplicações que estão disponíveis antes de sair o produto à venda, mas a minha sensação é que revolucionará o mundo editorial e da imprensa.
O mercado editorial e os médios online têm adiante um novo desafio com novas possibilidades de integração. Steve Wozniak, um dos co-fundadores da Apple prognosticou um futuro muito próximo no qual haverá assinaturas de jornais e revistas no Ipad por meio do Itunes. Ler no metrô nossa seleção de noticias ou como suporte de aprendizagem na universidade ou colégio será vias de entrada os geradores de conteúdo esperavam essa mudança e da mão de Apple, os micropagos por conteúdos são como costurar em cantar, com um modelo já valido com milhões de vendas e downloads.
Dizia Steve Jobs, orgulhoso, que 75 milhões de consumidores, usuários do Ipod e Iphone já sabem usar seu novo invento. A tecnologia e a filosofia é a mesma, fácil e intuitiva. Uma parte importante desses usuários que adquirirão seu Ipad nos próximos anos, mas muito mais transcendente será o numero de pessoas que adquirirão seu primeiro dispositivo Apple com o Ipad.
Apple no inventa a roda com esse novo aparelho, se limita a usá-la de maneira inteligente e respondendo às novas necessidades do consumidor. O útil se pode reinventar e não está oposto ao estético; a idéia não é a chave (esta idéia existia faz anos no mercado), a chave é a execução, e Jobs sabe demonstrar.
O triunfo do marketing e do glamour que só Jobs sabe vender. É o ganhar e se posicionar, o criar desejo para provocar “oohhh” do publico ao descobrir os seus. Nunca antes uma apresentação comercial de um objeto de consumo havia ocupado em tal medida manchetes e informações dos meios de comunicação do mundo inteiro. Poucos podem revolucionar o mundo com suas idéias. Jobs voltou a fazê-lo e incrivelmente isso se esta transformando num costume saudável.
Tags: Apple, ipad, meios, steve jobs
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