Alejandro Suarez Sánchez-Ocaña, empresário do Setor de Tecnologia desde 1998, CEO do Grupo Publispain e da Rede de Blogs Lazer y Ocio Networks SL, presidente da Inversora Foley, conselheiro e fundador da Yes.fm, assessor e inversor de várias companhias de inovação, novas tecnologias e Internet.
Olho por olho, dente por dente
Esse texto faz parte de uma tribuna publicada no jornal espanhol El Mundo – Economia & Negócios.
A delicada situação econômica que vivemos faz com que eu me divirta com certos movimentos empresariais. Sim, digo divertir-me e sei que cai mal nesses momentos, mas é como ter passado de um jogo de futebol entediante de 0-0, onde poucos arriscavam, a um jogo rápido de basquete onde passam coisas a cada poucos minutos. Existe uma nova geração em postos de diretores de multinacionais que não pensavam, nem de longe, no cenário econômico atual e que também não têm a experiência de passar por uma situação macroeconômica tão complexa com anterioridade.
É uma mistura de nervos, preocupação, falta de experiência contrastada que esta fazendo que todas as grandes empresas, geralmente conservadoras que tentam crescer, mas principalmente não perder sua quota de mercado, terão que passar a um plano que não tinham escrito e seja obrigatório “mover as peças”. Algumas delas já o estão fazendo e as que não, estudam tomar medidas a tomar em breve.
Para os que como eu, se divertem analisando os movimentos empresariais e as ações de marketing e publicidade, isso entretém de certa forma e servirá para que dentro de 3-5 anos se escrevam muitos livros falando dos grandes acertos e grandes erros nesses momentos. Como consumidores é um momento tão especial que todos devemos anotar, e atuar pensando nas conseqüências. “olho por olho, dente por dente” ou em outras palavras, A Lei do talão.

Não está bem visto aplicá-la em publico, mas acredito que os consumidores devem fazer o sinal da cruz nesse momento a determinadas empresas que não tem em conta da situação pela qual estamos atravessando. Por exemplo, gosto do que fez uma companhia de vôos no meus pais, Espanha, quando publicou seu anuncio de “apertar os cintos” sua mensagem “estamos com você, baixamos o preço para que você possa viajar”.
A ação teve um enorme sucesso que superou suas previsões. Mas outras marcas, ao contrario, me deixam catatônico com sua postura. É o caso de uma companhia de telefones também de Espanha, que em tempos de crise econômica anunciou que subiria as tarifas no lugar de ajudar o consumidor.
Eu acho que as empresas nesses difíceis momentos devem falar ao consumidor em primeira pessoa que está com ele, que se compreende a situação e que siga confiança na marca. E não o contrario. Também não vale os anúncios espetaculares que não dizem nada, salvo o necessário e ignoram a situação dos consumidores. As empresas devem ter cuidado com a falta de sensibilidade diante de uma situação econômica delicada, já que podem produzir uma má impressão aos clientes que com certeza deixaram de sê-lo no futuro, quando as águas voltem a acalmar-se.
Tags: consumidores empresa crise, crise, Empreendedores, empresas crise, situação econômica
Será o fim do Orkut?
Essa é uma matéria publicada no Jornal Correio Braziliense no dia 21 de setembro, na qual eu contribui com algumas opiniões sobre privacidade nas redes sociais. O artigo completo pode ser lido aqui.
Os boatos são muitos. Em blogs espalhados pela internet até datas são sugeridas para o último dia de vida da rede social mais popular no Brasil, o Orkut. O site, que tem 85 milhões de usuários no mundo, sendo Brasil e Índia os grandes participantes, poderia estar ameaçado pela Justiça brasileira. Mesmo enfrentando diversos processos, por meio de sua assessoria de imprensa, o Google, dono do site, afirmou que nada disso é verdade e que a empresa continua investindo e apostando no crescimento da rede social.
As batalhas judiciais enfrentadas pelo Google por causa do Orkut têm sido o alvo das especulações. De um lado, a Justiça Federal, pedindo a quebra de sigilo de comunidades e perfis criminosos no Orkut; do outro, a filial do Google, afirmando que não tem acesso aos dados,que ficam guardados na matriz, na Califórnia.Os boatos, porém, não surgiram do nada. Em agosto, o Ministério Público Federal colocou o Google contra a parede.

No ar desde 24 de janeiro de 2004, o Orkut leva o nome de seu criador, o engenheiro turco Orkut Büyükkokten. A rede foi pensada para os Estados Unidos, mas foi fora da América do Norte que ganhou seus maiores fãs: os brasileiros e os indianos. No Brasil, é a rede mais popular e na Índia, está em segundo lugar. Seus maiores concorrentes são Facebook, Twitter e MySpace.
A Procuradoria da República no Estado de São Paulo ajuizou uma ação civil para que a Justiça Federal do estado obrigue o Google a cumprir as ordens de quebra de sigilo, cobrando multa diária de R$ 200mil para cada dia em que a ordem não for cumprida e R$ 130 milhões de indenização pelos danos morais coletivos causados em razão da desobediência às determinações judiciais. O alvo da justiça são as comunidades e os perfis criminosos.
Basta passear pelo site para encontrar comunidades com descrições como: “Esta comunidade é destinada a todos aqueles que querem vender armas de fogo, principalmente em Belo Horizonte e região”. O teor das frases assusta, embora sejam alguns dos piores exemplos capturados no pela Promotoria de Combate aos Crimes Cibernéticos do Ministério Público de Minas Gerais, que luta pelo fechamento do site de relacionamentos. O inquérito investiga por que o Google tem se recusado a excluir perfis considerados ofensivos ou criminosos pela promotoria.
Um dos pontos que justifica a ação contra o provedor é o processo pelo qual a denúncia passa: primeiro, a promotoria reporta casos de abusos realizados no site, em seguida, essas denúncias são submetidas à administração do site que verifica se a página fere a política de utilização do Orkut. Por fim, decide se deleta ou não o perfil ou comunidade. Do ponto de vista da promotoria, o Google age como se estivesse acima da legislação brasileira. E os processos vêm de todos os lados.A Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro também se cansou do argumento de que o Google não se responsabiliza pelo conteúdo publicado por seus usuários e abriu ação contra a empresa, exigindo cooperação nas investigações de denúncia.

Privacidade em discussão
As redes sociais servem para muita coisa. Por meio delas, as pessoas mantêm o contato umas comas outras, conversam, compartilham fotos e eventos,paqueram… O problema é que nem tudo são flores. Ao mesmo tempo que as redes aproxima mas pessoas, deixam escancarada a vida delas na internet. A questão da privacidade tem sido muito discutida. As redes sociais se empenham cada vez mais em garantir que as informações pessoais de cada usuário sejam realmente mantidas em sigilo.
Nem sempre, porém, isso acontece. Em maio, por exemplo, um problema técnico no Facebook permitiu que as pessoas conseguissem ver mensagens pessoais de seus amigos e pedidos de amizade ainda sem resposta por um curto período de tempo. O drama da privacidade não para por aí: no primeiro semestre, uma polêmica rendeu, inclusive, discussão no Senado americano, quando permitiu que anunciantes externos do Facebook armazenassem dados sobre usuários.
Nebulosidade na web
Você deleta uma foto, um recado, desfaz uma atualização. Essas informações somem da internet? Na verdade,não.As informações se perdem e ficam fora do seu controle. “Nuvem” tem sido o termo usado para falar da internet. Isso porque nela os dados são “evaporados” da privacidade de todos os internautas, por meio do envio intencional de informações, pela desinformação ou por erros técnicos.
O espanhol Alejandro Suárez é presidente da Inversora Foley, conselheiro e fundador da Yes.fm e assessor de várias companhias de inovação, novas tecnologias e internet. Segundo ele, existe privacidade na internet, mas o usuário deve ficar atento. “Desconfie dos desconhecidos, tente averiguar sempre quem são as pessoas que te adicionam, se alguém suspeitosamente atrativo te adiciona, desconfie. Está provado que uma foto atrativa ganhará muitos mais contatos, não caia nessa. Desconfie, também de perfis com poucas informações”, adverte. Ele ressalta, ainda, a necessidade de esclarecer os usuários a respeito das ferramentas de privacidade e das redes sociais em se adequar à legislação de cada país. Alejandro aconselha, também, a ficar atento à importância da privacidade na internet, já que ela pode afetar as relações sociais e profissionais: “Cada vez mais, os departamentos de recursos humanos, antes de contratar pessoas, navegam em redes sociais em busca de informações de perfil que possam ser interessantes na hora de valorizar esse currículo.”
Rede do bem
Se por um lado alguns usuários usam o Orkut para disseminar mensagens violentas e preconceituosas, a maioria usa a rede para a finalidade que ela foi criada: se relacionar com outras pessoas. É o caso do estudante José Humberto Matias, 23. “Uso o Orkut para manter contato e achar amigos. É a rede social mais antiga e todo mundo está nela, por isso, se acabar, vou achar ruim”, explica. Éverton Luís Giordano, 26, cientista da computação, não é daqueles que atualiza muito o Orkut, mas mantém a conversa com alguns amigos. “Entro na minha página para responder um recado que alguém eventualmente me deixa”, diz.admite que se a rede social acabasse não seria tão ruim: “Já rolou muita confusão com várias pessoas que eu conheço devido a fofocas de Orkut.Uma mensagem mal- interpretada pode dar uma dor de cabeça violenta”.

Para Ana Frazão, professora de direito comercial da Universidade de Brasília, retirar o Orkut do ar seria uma solução extremada. “A rede é utilizada por muita gente para conversar, trocar idéias. Esses espaços devem ser preservados e fomentados”, defende.
A solução, sem uma opinião, seria algo mais pontual, como a retirada imediata do conteúdo ilícito: “Particularmente, entendo que se qualquer pessoa notifica ao site alguma ilicitude e ele não retira o, ele passa a ser responsável também pelo conteúdo publicado, já que era de seu conhecimento”. Ana garante que tirar o site do ar é muito complicado em razão da liberdade de expressão assegurada pela Constituição brasileira. Cabe, porém, ao provedor-no caso, o Google —revelar a identidade ou o endereço de IP (Internet Protocol) do usuário que realizar atividades ilícitas. Isso porque a constituição veda o anonimato. “Assim, a pessoa pode exercer sua liberdade de expressão, mas de forma responsável”, afirma a professora.
Tags: correio braziliense, fim do orkut, google, orkut, privacidade redes sociais, Redes Sociais
Acredito em Deus (e em Steve Jobs)
Não sou suspeito de ser um fanboy de Apple, de fato reconheço guardar meu Imac numa caixa sem usar faz anos (se minha mulher ler isso me mata), só o Ipod e o Iphone conseguiram chamar minha atenção e me fazer cliente fiel. Mas, apesar de não ser um férvido seguidor e geralmente me opor a estas experiências de marketing muito medida, reconheço que minhas primeiras sensações vendo a demo do novo gadget são as de estar ante algo grande e revolucionário.
Todos vimos como o Iphone provocou que seus principais competidores como Nokia ou Samsung taparam sua derrota copiando o conceito e a estética sem piedade, com objetivo de incrementar suas vendas ao se parecer um pouco ao apreciado smartphone da maça. Penso que no até agora inexistente mercado dos TabletPCs vai passar ago muito mais drástico.
Os existentes TabletPc não tiveram ate agora vendas significativas, é o preço de chegar rápido demais e sem um produto ambicioso e desejado…sso mudará.
O Ipad servirá para muitas coisas, desde navegar na Internet, consumir um vídeo ou levar a administração da nossa empresa, graças a mais de 140 mil aplicações que estão disponíveis antes de sair o produto à venda, mas a minha sensação é que revolucionará o mundo editorial e da imprensa.
O mercado editorial e os médios online têm adiante um novo desafio com novas possibilidades de integração. Steve Wozniak, um dos co-fundadores da Apple prognosticou um futuro muito próximo no qual haverá assinaturas de jornais e revistas no Ipad por meio do Itunes. Ler no metrô nossa seleção de noticias ou como suporte de aprendizagem na universidade ou colégio será vias de entrada os geradores de conteúdo esperavam essa mudança e da mão de Apple, os micropagos por conteúdos são como costurar em cantar, com um modelo já valido com milhões de vendas e downloads.
Dizia Steve Jobs, orgulhoso, que 75 milhões de consumidores, usuários do Ipod e Iphone já sabem usar seu novo invento. A tecnologia e a filosofia é a mesma, fácil e intuitiva. Uma parte importante desses usuários que adquirirão seu Ipad nos próximos anos, mas muito mais transcendente será o numero de pessoas que adquirirão seu primeiro dispositivo Apple com o Ipad.
Apple no inventa a roda com esse novo aparelho, se limita a usá-la de maneira inteligente e respondendo às novas necessidades do consumidor. O útil se pode reinventar e não está oposto ao estético; a idéia não é a chave (esta idéia existia faz anos no mercado), a chave é a execução, e Jobs sabe demonstrar.
O triunfo do marketing e do glamour que só Jobs sabe vender. É o ganhar e se posicionar, o criar desejo para provocar “oohhh” do publico ao descobrir os seus. Nunca antes uma apresentação comercial de um objeto de consumo havia ocupado em tal medida manchetes e informações dos meios de comunicação do mundo inteiro. Poucos podem revolucionar o mundo com suas idéias. Jobs voltou a fazê-lo e incrivelmente isso se esta transformando num costume saudável.
Tags: Apple, ipad, meios, steve jobs
Não me faça isso
Teve certa repercussão meu post “Não compre mina publicidade, mas me respeite, caramba!”, no qual eu falava e denunciava a atitude de desapreço que em ocasiões recebemos nesse meio, assim como pedia dignificação da publicidade online.
Tanta que inclusive uma das pessoas que mais sigo dentro do mundo das Relações Publicas como Octávio Rojas respondeu com outra nota no seu blog “Te respeito, publica?”
Creio que esse completara uma trilogia sobre o tema
A relação entre as agencias de Publicidade/Meios e relações Publicas e o mundo online são confusas, e muitas vezes há desapreço como eu trata de denunciar o outro dia, mas também muitas outras vezes desconhecimento.
Por isso escrevo essas linhas, com objetivo de que possam servir às agencias para saber o que nos desagrada e como “não entrar”.
É claro que não sou ninguém para estabelecer um decálogo de boa práxis e esta é só minha opinião, que sem nenhum tipo de duvidas será pontuada, corrigida e melhorada nos comentários.
Muitas vezes desde as agencias nos vêem como uns “paranóicos do spam, ególatras e uns moleques aos que lhes incomoda tudo”. Bom, pois chegando a esse ponto, isso é provavelmente o que molesta a alguns moleques ególatras:
- Não minta:
Cada vez que recebo um email de uma agencia de relações Publicas por algo que publicamos na que me dizem que querem saber o trafego do blog que o publicou “com o objetivo de valorizar futuras campanhas”: sei que não é assim. É para seu clipping e dar dados de trafego e marcar um ponto com o cliente. O diretor de uma conhecida agencia de relações publicas me dizia outro dia “Ah…, é que dizer isso já não funciona?” A resposta é clara: não, não funciona e te faz ficar mal. Não minta.
- Dirija-se a mim pessoalmente: demonstre que sabe quem sou e o que faço:
Você se dirige a mim, me pede colaboração, mas não distingue do que é um blog comercial, por exemplo de nossa rede de blogs Ócio Networks, onde SIM vendemos publicidade, de um blog pessoal como este, no qual NÃO se aceita publicidade e falo das minhas coisas, projetos e idéias. Se não entende isso, que é básico, o dialogo será impossível; você vai acabar me ofendendo quanto seja cansativo insistindo em que escreva algo a nivel pessoal. Eu NÃO ESTOU à venda. O que sim esta a venda é a publicidade nos meus suportes comerciais. E você deverá distinguir que é um suporte comercial e o que é um blog profissional. Distingue a pessoa do produto.
Creio que passou suficientes meses como para poder contá-lo…Espero que não me puxem as orelhas por fazê-lo…Faz alguns meses que uma agencia de publicidade me ligou para perguntar se “estaria disposto a escrever em primeira pessoa” a nova campanha de branding de uma conhecida marca de refrigerantes de extratos de coca-cola) nesse blog. Deixou-me um pouco perplexo porque esse não é um espaço comercial e nesse caso sabiam perfeitamente e não lhes importava, mas queriam saber se eu aceitaria a possibilidade já que comento campanhas e ponho vídeos as vezes.
Ou seja, a pergunta era se minha opinião estava à venda. Muito educadamente respondi o único que posso dizer. Que se gosto da campanha a comentarei como comento outras, e as dessa marca costumam me agradar… Mas ainda que o fizesse não aceitaria dinheiro por isso. A campanha saiu a 2-3 semanas depois e lembro que a vi em casa e segui os comentários de Twitter de pessoas como Enrique Burgos que acredito lembrar que comentou que à sua mulher havia emocionado. Eu gostei, mas esperava mais e fiquei algo decepcionado. Não publiquei nada.
- Não me peça permissão para me mandar “merda”:
Não me peça por email para me mandar notas de imprensa r quando te dou não me mande merda. Manda-me notas de imprensa relevantes para meu trabalho e que sejam defendíveis. Se uma vez que te digamos sim e acredite estar autorizado a nos enviar são para coisas intranscedentes e de outras temáticas nos fará perder tempo.
Você não necessita permissão para me enviar coisas, mas ao blog de motor, por exemplo, envie informação e RELEVANTE, se cada vez que seu cliente, uma marca de pneu, muda um preço o lança uma nova roda nos envie e gere lixo (dezenas de emails por dia), obviamente nem abriremos seus emails.
- Se te interessamos, cuide de nós:
Imaginemos que te interessa nosso blog de telefonia e nos pede uma demo do teu produto, este é um caso real e dedico aos meninos responsáveis pela comunicação de Samsung. Te pedimos não uma, nem dois, nem três vezes prová-lo, mas sim alguma mais. Recebemos uma resposta tipo “vai publicando, que nos próximos dias vocês poderão ver o terminal de provas”. Jamais nos ligaram para experimentá-lo e isso se repete dezenas de vezes. Não cuida da gente e nos engana, você pensará que somos tontos porque a primeira ou segunda vez publicamos algo para você. Acredite, deixaremos de fazê-lo, não é serio com a gente, não nos deixe falando sozinhos, diga a verdade sempre.
Nesse aspecto há temas que estão claros. Não pode pedir uma review de um videogame que não nos manda por exemplo. Ou o distribui ou nos ligue para que mandemos alguém aos seus escritórios para prová-lo. Se quiser comunicar necessitará material de trabalho e não somente sua nota de imprensa.
- Respeita nossa opinião:
Opinamos de algum produto e não é exatamente o que sai na sua nota de prensa. O motivo é que “vende motos” com ela e não nos parece tal qual você o define. Que nos ligue e encha nosso saco para discutir é feio e estéril- Pode ser que estejamos errados, o usuário decidirá, mas respeite nossa opinião e não tente forçá-la. Nossa publicação é isso, nossa opinião.
- Vendedores de influência
São engraçadas as agencias que vendem “influência”. Dizem AL cliente, que vão conseguir que os “bloggers mais influentes” ou que “centenas de blogs” falem da sua marca. Te cobram por isso e logo pretendem dar um “presentinho” a troca de uma publicação de algo, ou no pior dos casos organizam como vi no outro dia “ficadas de bloggers convidando a tomar umas cervejas”. É surrealista, é ofensiva e demonstra que não distingue as coisas. Em pouco tempo todo mundo terá seu blog o twitter. A quantidade não é o que busca, que 50 garotos publiquem algo e escrevam no seu blog porque beberam umas cervejas com você não é o mesmo que pode te vender gente séria.
Tags: bloggers, ocio networks, Relaçoes Publicas
Ok, não compre minha publicidade, mas me respeite, caramba!
Antes um pequeno disclaimer: não sou um paranóico do SPAM. Recebo eu no email de Ocio Networks dezenas de correios eletrônicos com Notas de Imprensa diárias. Umas uteis e outras surrealistas. Os vejo como parte do jogo, todos temos que fazer nosso trabalho, encontrar coisas uteis e descartar as demais e não lhes dou mais importância. Nunca reclamei disso, nem mesmo ao seu emissor excetuando os casos de uma companhia que me conata por 5º vez com o mesmo rolo, quando já lhes disse que não me interessa.
Feita esta introdução quero comentar algo sobre um email que recebi hoje, enviado através do formulário de contato de publicidade de Ócio Networks SL, e acredito que é bastante gráfico para poder conhecer minha opinião sobre as empresas de relações Publicas, e as centrais e Agencias de Publicidade.
Gosto das RR.PP e da publicidade, trabalho com varias e em ocasiões facilitam nosso trabalho. O que não gosto é do abuso e da falta de respeito.

Não vou identificar a agencia nem o produto, mas sim direi que é uma das principais agências espanholas e um produto líder conhecido pro todos. Minha intenção não é fazer nenhum dano nem criar um clima chato, mas copiarei o email recebido para que possam entender minha reflexão.
CONTATO PUBLICIDADE OCIO.net
Nome. David XXXX
Empresa: XXXX
Assunto: Novo Spot de XXXX
Mensagem:
Olá,
Sou XXXX, criativo da agência XXXX. Hoje estréia na TV o novo spot de XXXX e já esta disponível no Youtube. Esta vez, XXXX, mostrando sua faceta mais cool. Wonderful!
Por saber se você curte e quer publicar algo.
XXXX
http://www.youtube.com/XXXXXXX
Olá, XXXX
Obrigado por seu email.
Nós, que temos 5 milhões de usuários e somos o top 13 de meios em Espanha segundo a OJD, vivemos de vender publicidade. Esse é nosso negocio. Colocá-la porque “a gente curte”, conceitualmente é algo ofensivo; somos profissionais.
Não quero te ofender o mais mínimo, mas sim fazer ver que seu tratamento pode ofender a nós da forma que o coloca.
Vivemos de ingressos publicitários, não somos uns garotos que são presenteados com boa onda.
Tenho certeza que entenderá.
Um abraço,
Alejandro Suarez
Onde quero chegar é que essas coisas sim ofendem. RESPEITA nosso trabalho, você não pode pretender contatar com um departamento de publicidade na Internet ou onde seja, no melhor estilo “colega de discoteca “Se você curte e quer publicar”. Isso é falta de respeito para com um trabalho que esta profissionalizado e para com uma empresa que vive de “vender” essa publicidade.
Não me ofende que não tenha destinado nem 0,5% de orçamento ao meu médio nem à Internet como suporte. Faltaria mais! O que me ofende é que gaste por ai e pense em internet como os molequinhos aos que meteremos by the face.
Não tenho coragem de chamar um meio televiso com uma proposta assim, lhes ofenderiam (e me mandariam a merda, com razão), mas não em uma grande cadeia nacional, muito menos num jornal de bairro ou uma TV local. Não sei se me atreveria por respeito. Entendo seu trabalho e que vivem de cobrar por sua publicidade.
Então porque sim em Internet?
Primeiro lugar porque há que dignificar a publicidade online. Ainda há pessoas em seus escritórios que pensam “são moleques que fazem o que digamos”, e que no vêem um setor profissionalizado. Faz pouco tempo que uma marca de automóveis, cujo nome não quero revelar, nos oferecia “dar uma volta num carro num circuito” em troca de uma campanha. Cara, sejamos sérios, não temos 15 anos. Se ao menos fossem duas ou três voltas, até pensaria.
Entendo que existem pessoas que não tem orçamento para determinadas coisas, e tento apoiá-los, mas para mim é muito importante que seja um apoio bidirecional. Ou seja, se me liga e me diz “não tem orçamento” e me pede apoio, depois quando tenha não meta tudo em TV e imprensa e venha com o mesmo rolo. Uma coisa é colaborar e semear, outra coisa é ser tonto.
Em outra ordem de coisas, há que saber entrar e tratar as pessoas. Se tem dinheiro para anunciar, pode tentar ser direto e sincero, propor uma ação bacana que posso reverter n bem dos usuários e poderemos aceitá-la ou não, não nos escrever como se estivesse falando com um menino de 15 anos para o qual presentearemos nosso produto, porque “que custa?”. Não tem sentido e demonstra não respeitar nem a nós nem ao nosso trabalho.
Muita culpa disso tem o conceito de viral. As agencias vendem realidade e põem as pessoas detrás de um PC tentando colocar vídeos a torto e a direito. Isso não funciona. Se você quer difusão: pague. O rolo que te contaram de que “apareceu a Internet e se fez viral”, rara vez é correto. As coisas têm seu orçamento e promotores, e si alem disso são boas se fazem virales.
Por ultimo, uma campanha de vários milhões de euros de uma marca de primeiro nível, é possivel que nem o mesmo cliente final esteja de acordo com que mendigue esse espaço já que paga um orçamento e não quer sua marca “exposta” ante essa perda de imagem, e que pode gerar comentários negativos. Muito possivelmente estará fazendo dano ao seu próprio cliente que não tem porque se ver nessa tessitura e não gostará de saber.
Tags: Agencias, Blogs, centrais de meios, Internet, publicidade, Relaçoes Publicas
Google Chrome OS: O assalto da Google
(Tribuna publicada no dia 10 de Julho no diário espanhol 5 Dias)
Com noturnidade e aleivosia, como o que sabe que ultrapassam certos limites até agora vetados, Google anunciava seu sistema operativo baseado em Linux, que com o nome de Google Chrome OS, cujo código será liberado a final do ano, estará disponível para o grande publico a mediados de 2010. Não podemos passar por alto a transcendência dessa noticia, não só porque supõe o fato de uma declaração de guerra entra ambas companhias, mas sim pelas repercussões que terá para o usuário final.
No cenário conhecido até a data, o mercado dos computadores portáteis esta dominado pelos distintos sistemas operativos da Microsoft, representando um monopólio com um 96% de quota de mercado. Agora Google pretende reverter em poucos anos esta situação, apresentando Chrome OS como um sistema operativo especialmente rápido, baseado em código livre e desenhado para equipamentos portáteis, o único segmento do mercado de PC em continuo crescimento, atacando assim um dos ingressos chave e recorrentes que ainda restavam à companhia de Bill Gates e nos que se baseia para financiar suas aventuras, geralmente falidas nos últimos anos dentro da Internet.
A transcendência desse movimento estratégico se assemelha a potencia de um enorme tsunami, que não por anunciado deixará de arrasar com tudo e fará cambalear os cimentos da Microsoft. É possível que esse movimento seja o principio do fim do monopólio que exerceu o sistema operativo Windows durante mais de 15 anos.
Em primeiro lugar, os fabricantes de hardware esperavam a noticia esperando ter uma alternativa ao trato monopolístico de Microsoft nos últimos anos, no qual se viram forçados diante da falta de alternativas a cumprir uma a uma todas as exigências do gigante de Redmond. Ate a data, as alternativas de código livre não tinham interesse comercial para eles, nem apenas uma demanda por parte dos usuários. Agora isso muda, Google e soma uma imagem de marca e garantias incontestáveis, um sistema operativo novo, baseado em conceitos de cloud computing e tudo isso…a custo zero.
E se não é suficiente, Google já prepara um plano estratégico com ações de revenue share, para estimular e incentivar aos fabricantes a dar o primeiro passo e basear seus produtos no novo Chrome OS.
O usuário final terá um beneficio imediato, ao prescindir o fabricante do equipamento o custo do sistema operativo do Windows, que se pode repercutir numa redução de preço rondando um 10%-15% de um equipamento portátil.
Microsoft fica a espera de jogar as ultimas cartas. No primeiro lugar, uma política de redução de preços sobre seu sistema operativo como via de minimizar o problema, e em segundo lugar confiar na até agora alta dependência do usuário de executar os programas desenhados para PC, coisa que não poderá ser feita baixo Google Chrome. Seja como seja, a guerra total começou, e cada usuário deve escolher seu lado.
Tags: 5 Dias, chrome, google, microsoft, tribuna, windows 7
Obama, Hanna Montana e…eu
Sim, é possível que pouco tenhamos pouco que ver um com o outro para minha desgraça.
Foi estranha e muito divertida a sensação de ver minha foto no Diário 5 Dias junto á esses dois personagens ente outros, num artigo de página completa de Lola Fernandez, baixo o titulo “As mentes que decidem o que será amanha”
Deixo o enlace da página de 5 Dias escaneada para se alguém quiser xeretar, aqui
Tags: 5 Dias, clipping, Hanna Montana, Lola fernandez, obama
Gente de Internet
Estou organizando meu tempo. Isso é para mim cada vez mais importante, por que levo meses que sinto “que nao não chego” às coisas. Há pessoas que isso não lhes importa, em mim produz um certo stress e em certo modo ansiedade.
Uma das coisas que quero organizar, e para mim a chave junto ao meu correio eletrônico, é organizar este blog.
Estou fazendo um planning que quero obrigar-me a respeitar, nessa folha de rota deixo como dias mais suaves as segundas-feiras e sexta-feiras e temas de clipping e de imprensa, um pouco de autocombo porque além disso como em breve explicarei começarei a colaborar com um meio de comunicação; e as sextas-feiras como vinha fazendo à videos e anuncios que me parecen divertidos e/ou criativos. Dessa forma a terça, a quarta e a quinta tentarei publicar temas mais densos relativos a formaçao, negócios, dominios, empreender, SEO, inversões, webmasters, etc.
Tags: alejandro, cliping, gente de internet, Prensa
Falando de domínios em expansão
Faz alguns dias que o diário Expansión publicou uma ampla reportagem sobre o mercado dos nomes de domínio na Internet. Sob o titulo “Quem tem um domínio tem um tesouro”, Miriam Prieto repassa as possibilidades do mercado de domínios.
Para fazer essa reportagem amplo de mais de uma página, a autora nos contatou a Yago Arbelo, Carlos Blanco, Iván Diaz Calle (SEDO) e eu mesmo.
Creio que se reúne varias divisões de como estão e funcionam as coisas. Yago comenta que se desvalorizou o preço dos domínios de 3 letras que chegaram a valer 6000 Euros e se cotizam pela metade, Carlos estima que o mercado caiu 30-40%, e eu comentava que rara vez se vê na Espanha vendas de mais de 15 mil Euros (lógico que não quer dizer que não haja, mas sim que são mais infreqüentes que há um ano atrás),
Para mim o tema dos domínios é um assunto quase de colecionismo, mas começa a não ser um prioridade vital. Sempre nessas entrevistas insisto em que nosso objetivo final é o desenvolvimento, mas sempre se chega a uma boa oferta e não temos um desenvolvimento iminente podemos vender. Nesse 2009, fechamos a torneira de inversões e esta foi uma das primeiras, mas sim a primeira a fechar-se. Nos últimos 6 meses investimos um 88% menos que no mesmo período do ano passado e acredito que posso dizer que tivemos melhores possibilidades de compra e domínios que no ofereceram um valor 50-75% inferior ao que nos pediam a um ano atrás. A situação tem toda lógica; num cenário de necessidade de liquidez, os preços caem já que incluso domínios pelos que faz 1 ano pediam 100.000 Euros, hoje, pela metade desse preço não estão encontrando comprador; não é que não o valham, é que trata-se do dinheiro do colchão da tranqüilidade. Um domínio não chega a ser um bem necessário, ao contrario, um investimento de futuro, e em momentos de necessidade de liquidez é normal que se não os tem desenvolvidos comece por tentar “colocá-los” e desfazer o investimento. Nesses momentos, e mais de um estará de acordo com o que digo, é bastante difícil.
Tags: Domínios, dominios premium, expansao, Imprensa, mercado de dominios
Entrevista no programa Planet Prat do El Prat Radio
Lhes deixo uma entrevista de uns 10-15 minutos no programa “Planet Prat” na El Prat Radio da semana passada falando de web 2.0
A semana passada foi bastante prolífica no que se diz respeito a entrevistas de radio, com algumas na Onda Madrid, Cadena Cope, e esta da El Prat Radio.
Entrevista no El Prat radio
Tags: El prat Radio, Imprensa, Planeta Prat
O Blog do Alejandro Suarez


O espanhol Alejandro Suárez é presidente da Inversora Foley, conselheiro e fundador da Yes.fm e assessor de várias companhias de inovação, novas tecnologias e internet. Segundo ele, existe privacidade na internet, mas o usuário deve ficar atento. “Desconfie dos desconhecidos, tente averiguar sempre quem são as pessoas que te adicionam, se alguém suspeitosamente atrativo te adiciona, desconfie. Está provado que uma foto atrativa ganhará muitos mais contatos, não caia nessa. Desconfie, também de perfis com poucas informações”, adverte. Ele ressalta, ainda, a necessidade de esclarecer os usuários a respeito das ferramentas de privacidade e das redes sociais em se adequar à legislação de cada país. Alejandro aconselha, também, a ficar atento à importância da privacidade na internet, já que ela pode afetar as relações sociais e profissionais: “Cada vez mais, os departamentos de recursos humanos, antes de contratar pessoas, navegam em redes sociais em busca de informações de perfil que possam ser interessantes na hora de valorizar esse currículo.” 











