Alejandro Suarez Sánchez-Ocaña, empresário do Setor de Tecnologia desde 1998, CEO do Grupo Publispain e da Rede de Blogs Lazer y Ocio Networks SL, presidente da Inversora Foley, conselheiro e fundador da Yes.fm, assessor e inversor de várias companhias de inovação, novas tecnologias e Internet.
Reinventar-se ou morrer
Existem pessoas às quais lhes custa um trabalhão reinventar-se e duvidar de si mesmo e das coisas que vêm fazendo. Eu o necessito ciclicamente, é uma exigência pessoal que me marco.
Para mim, reinventar-se é remoer as coisas, mas remoer as coisas de verdade, de golpe, desde abaixo, duvidando de si mesmo. Começar a pensar duas vezes em tudo aquilo que até o momento considerava indiscutível. Discutir com você mesmo, exigir de você mesmo.
Cada “x” tempo sinto que necessito um descanso, e não de um descanso físico ou umas férias, geralmente a cada não sei quantos anos fazendo o mesmo noto que mentalmente estou esgotado e necessito repensar para onde vou, reinventar o que faço e repensar em um montão de circunstancias pessoais e profissionais.
Imagino que cada pessoa nesses momentos atua de uma maneira muito diferente, eu só posso falar do que sinto e do que faço. Em algumas ocasiões me levanto como se estivesse hibernando e descubro que o que considerava mais importante agora me parece trivial, que minhas prioridades já não são tão prioridades, e que talvez não tenha usado bem o que tenho de mais precioso; o tempo e o que fiz não somando nada de transcendente, nem as pessoas que estão a minha volta nem a mim mesmo.
Nesses momentos penso que necessito uns dias longe e sozinho. São poucos os dias que me sobram um computador, uma conexão de internet ou um celular, mas quando necessito repensar minhas próprias coisas, me sobra de tudo; gera ruído. Nessas horas acredito que devo repensar coisas, pensar se não estou partindo e construindo iniciativas desde um ponto de vista errôneo, desde um erro de base e valorizar se estou tão metido numa frenética dinâmica que não consigo parar e refletir se a inércia me leva para frente sem sentido.
Há vezes que o mais inteligente é parar o tempo, descansar mentalmente e para mim nesses momentos o corpo pede estar sozinho um ou dois dias, perdido e refletindo. Esses dias, por trabalho, por stress e por família, a vezes é um luxo difícil de explicar aos que te rodeiam, mas em definitiva é necessário. Comer um kitkat, como dizia o anuncio, mas de 2-3 dias tranqüilo longe di ruído do dia a dia e de uma dinâmica de inércia que faz em algumas ocasiões que nos levantemos e cheguemos ao escritório como zombies, sem nem sequer saber se faremos algo interessante ali nesse dia, sem um plano, sem uma idéia e acabando perdendo tempo.
As pessoas mais brilhantes que conheci na minha vida se reinventam constantemente. Inclusive desde o ponto no que os demais pensam que pode estar no topo profissional e em pleno êxito, eles não param de contemplar-se, são inconformistas e então tomam uma decisão para alguns surpreendente; renunciam a muitas coisas e mentalmente partem do zero…e voltam a começar. Lamentavelmente para mim as coisas não saem assim sozinhas, talvez por isso procuro parar e refletir me forçando a imitá-los.
Creio que nesse ritmo frenético da sociedade da informação, às vezes corremos como frangos sem cabeça e nos esquecemos no meio da corrida de sentar, oxigenar e pensar. Entender um pouco mais a nós mesmos e finalmente reinventar-nos.
Ninguém melhor que a águia para fazê-lo. Se retira, descansa, se reinventa e ressurge das cinzas depois de um processo de catarses total no qual garante sua sobrevivência, mais forte, mais dura, mais realizada e com a força suficiente para poder afrontar uma nova etapa na sua visa depois de renunciar a tudo.
Nesse vídeo inspirador e real como a vida é, a fabula da águia. Você pode ver e sentir que a resposta esta muito mais próxima, muito mais do que pensamos, geralmente se pode encontrar dentro de nós mesmos se olhamos detalhadamente, e se pode amplificar contemplando a nossa volta, sim, por exemplo, observando a lição da águia.
Tags: aguia, Empreendedores, fenix, pensar, reinventar-se ou morrer
Chegam os nativos digitais

2.015 não é um horizonte muito distante e sem dúvida, a evolução tecnológica fará que dentro de uns cinco anos a forma em com a qual educamos e aprendemos tenha mudado radicalmente. Dentro de poucos anos, os alunos de educação infantil de qualquer centro de nosso pais se especializarão em trabalhos que ainda não existem e utilizarão diariamente uma tecnologia que ainda hoje não foi inventada.
Diariamente, um profissional de perfil médio recebe umas 150 mensagens e impactos originados por outras pessoas, mediante as diferentes plataformas tecnológicas atuais. Em 2015 serão mais de 350 impactos diários os que receberão nosso querido professor e uma alta porcentagem deles serão estímulos gerados pela própria tecnologia, sem intervenção de um ser humano, de uma forma totalmente autônoma. Todos concordamos em compartir que muito possivelmente hoje não poderíamos assumir tal quantidade de estímulos e informação, nossos filhos o farão.
Dizia o prestigioso guru, especialista em e-learning, Marc Prensky que “os alunos mudaram de forma radical, já não são pessoas para as quais foram desenvolvidas nosso sistema educativo“; os nascidos a partir de 1.985 serão as vértebras de uma nova sociedade na qual se criará uma ruptura geracional como jamais antes na historia da humanidade havia ocorrido – nunca num espaço de tempo tão breve - e vamos a ver como durante muitos anos conviverão duas gerações: os filhos do Baby Boom e os nativos digitais. Só nos separarão trinta anos e seremos tão próximos e tão distantes ao mesmo tempo.
A revolução do e-learning 2.0 chegará aos colégios de nossos filhos, que viverão uma reestruturação similar a que a Internet viveu com as novas tecnologias e a aparição da internet 2.0. O aluno não será um receptor passivo da mensagem, mas atuará com ela, mudando o rol de educador e fazendo-se participe da comunicação, que deixará de ser um canal direcional para se converter num novo meio, que incentiva e estimula o alto rendimento intelectual e revoluciona a mensagem de aprendizagem.
O lugar natural de um professor passará a ser o de um imigrante diante dos seus alunos, que já desde muito pequenos serão especialistas em tecnologias e poderão manifestar-se um rol de relativa superioridade no uso de ferramentas técnicas mais comuns no entorno escolar e que para eles será tão simples e acessíveis; como complicadas para nossos maestros.
A escola passará a ser uma comunidade colaborativa, que potencia e modera o aprendizado, dentro de um ecossistema de informação que aprende e comparte elementos, interage e mantém num mesmo rol o aluno e o professor.
Aproxima-se um tempo fascinante, onde as graves deficiências educativas atuais haverão desaparecidos. Tentemos não desaparecer com elas por não querer entender essa nova espécie: os nativos digitais.
Tags: Emprego, Formação, Internet, nativos digitais
Acredito em Deus (e em Steve Jobs)
Não sou suspeito de ser um fanboy de Apple, de fato reconheço guardar meu Imac numa caixa sem usar faz anos (se minha mulher ler isso me mata), só o Ipod e o Iphone conseguiram chamar minha atenção e me fazer cliente fiel. Mas, apesar de não ser um férvido seguidor e geralmente me opor a estas experiências de marketing muito medida, reconheço que minhas primeiras sensações vendo a demo do novo gadget são as de estar ante algo grande e revolucionário.
Todos vimos como o Iphone provocou que seus principais competidores como Nokia ou Samsung taparam sua derrota copiando o conceito e a estética sem piedade, com objetivo de incrementar suas vendas ao se parecer um pouco ao apreciado smartphone da maça. Penso que no até agora inexistente mercado dos TabletPCs vai passar ago muito mais drástico.
Os existentes TabletPc não tiveram ate agora vendas significativas, é o preço de chegar rápido demais e sem um produto ambicioso e desejado…sso mudará.
O Ipad servirá para muitas coisas, desde navegar na Internet, consumir um vídeo ou levar a administração da nossa empresa, graças a mais de 140 mil aplicações que estão disponíveis antes de sair o produto à venda, mas a minha sensação é que revolucionará o mundo editorial e da imprensa.
O mercado editorial e os médios online têm adiante um novo desafio com novas possibilidades de integração. Steve Wozniak, um dos co-fundadores da Apple prognosticou um futuro muito próximo no qual haverá assinaturas de jornais e revistas no Ipad por meio do Itunes. Ler no metrô nossa seleção de noticias ou como suporte de aprendizagem na universidade ou colégio será vias de entrada os geradores de conteúdo esperavam essa mudança e da mão de Apple, os micropagos por conteúdos são como costurar em cantar, com um modelo já valido com milhões de vendas e downloads.
Dizia Steve Jobs, orgulhoso, que 75 milhões de consumidores, usuários do Ipod e Iphone já sabem usar seu novo invento. A tecnologia e a filosofia é a mesma, fácil e intuitiva. Uma parte importante desses usuários que adquirirão seu Ipad nos próximos anos, mas muito mais transcendente será o numero de pessoas que adquirirão seu primeiro dispositivo Apple com o Ipad.
Apple no inventa a roda com esse novo aparelho, se limita a usá-la de maneira inteligente e respondendo às novas necessidades do consumidor. O útil se pode reinventar e não está oposto ao estético; a idéia não é a chave (esta idéia existia faz anos no mercado), a chave é a execução, e Jobs sabe demonstrar.
O triunfo do marketing e do glamour que só Jobs sabe vender. É o ganhar e se posicionar, o criar desejo para provocar “oohhh” do publico ao descobrir os seus. Nunca antes uma apresentação comercial de um objeto de consumo havia ocupado em tal medida manchetes e informações dos meios de comunicação do mundo inteiro. Poucos podem revolucionar o mundo com suas idéias. Jobs voltou a fazê-lo e incrivelmente isso se esta transformando num costume saudável.
Tags: Apple, ipad, meios, steve jobs
Seu gurú, blábláblá
Mais um ano começa e com ele chega a hora de fazer planos e repassar propósitos para o próximo ano. É verão, chove, os pássaros cantam e os gurus se levantam. Gurús? Com todas e cada uma das letras, por todos os lados até debaixo das pedras; conclusão, não sofrem com a crise, ser um guru de nada é cômodo e grátis.
Cortesia de @albertoartero recebi há alguns dias um elance que fala sobre a reprodução de todo o tipo de gurus de internet como coelhos. Num estúdio sobre Twitter passaram de uns 4.500 em maio de 2009 para cerca de 16.000. Curiosa a historia- Gurus de internet, gurus de social media, de viralidade, de marketing digital, até os que se consideram a si mesmo como “ninjas” como os “social media ninjas” (meus preferidos!!!).

Deve ser o desemprego que deu muito tempo livre à mente coletiva, mas não há nada mais frustrante que ver que alguém se auto-considera guru sem ter menor idéia do que esta falando, já que de fato é obvio que o autentico guru é simplesmente você e não esse insignificante sujeito
Falando mais ou menos sério, coincidiu com a moda de ser guru de algo, não importa de que, com a publicação da lista dos mais poderosos da internet, Ainda não a li e sei que saem alguns amigos e entendo que é bonito sair em listas, eu não critico o mais mínimo. Evidentemente não saio na lista, entre outras coisas porque não empatei com ninguém, mas creio que me colocando na pele de os que saem deve ser uma experiência bonita, porque alguém lhes valorizou. Onde acredito que não lhes fizeram nenhum favor foi empregando etiquetas radicais, ofensivas para o resto da humanidade: “os poderosos” ou como faz alguns meses “os amos”, isso deixa aos seus seguidores e o resto da humanidade em mal lugar. São títulos espetaculares, jornalísticos, que creio de verdade que não fazem nenhum favor as pessoas as quais menciona, que sem comê-lo, nem bebê-lo se colocaram uma etiqueta que muito possivelmente não desejam por prudência.
Assim começa o ano, divertido observando estas coisas e pensando se pedir ¼ de um guru de os 16.000 listados pelo Twitter.
Não gosto do término, o que sim gosto e acredito de verdade e defendo que existe é “influente”. A pessoa que se auto-considera um guru de algo, parece que além de querer confete, é muito pouco inteligente. Isso por si só, denota não entender nada, e ser intelectualmente soberbo, possivelmente um prepotente.
Não acredito que haja gurus na Espanha, que é o mercado que melhor conheço. Acredito que existam pessoas, sejam empresários, blogueiros, professores ou meio pensionistas, que são capazes de te fazer pensar e ainda que não estejam de acordo com o que pensa, essa é a chave. Para mim são influentes, estimulam certas idéias e reflexões, ainda que opostas às suas. São pessoas que te fazem pensar e isso tem muito valor, são um estimulo, mas isso não quer dizer que comprarei o mesmo televisor da marca que eles gostem.
São pessoas que tem a habilidade de por coisas na minha agenda mental, de me estimular e me fazer pensar sobre temas que não tinha na cabeça. Influem-me, recheiam minha agenda de idéias e pensamentos.
Faz pouco tempo que Joshua Novick falava de humildade e fazia uma bonita e adequada reflexão sobre o que falta nesse setor e sem duvida é a modéstia. O olhar em ocasiões a outros lados da calçada pensando que estão antiquados e que somos nós os que sempre estamos no lugar certo; o demais desaparecerá, ficaremos nós, os que sabem, os que acertaram, os campeões, os gurus…? Acredito que é uma reflexão muito complementaria nessas linhas, bonitas de ler.
Não mencionarei quem, mas na primeira semana de dezembro me lembro uma comida com um banco em Madrid. Num momento dado, um dos meus interlocutores a quem já conhecia, me apresentou ao seu acompanhante como seu “guru de internet”. Não pestanejei, só olhei com perplexidade ao ver que aceitava de bom grado e assentia ante tal qualificativo; “merda – pensei- hoje como com um imbecil. Casualidade ou não, não me equivoquei.
O que eu quero dizer com isso é que se alguém te considera um guru, diz pouco de si mesmo e que não esta fazendo nenhum favor – ao contrario, esta pondo uma migalha mais para que você se ache o que não é e mais alta será a queda. Se você se auto-considera um guru, então, muchacho, deverias pensar que tem um problema e necessita uma boa surra de humildade.
As pessoas mais inteligentes e de mais êxito que conheci na vida escutaram sempre aos demais ainda sabendo muito mais que eles, jamais se acharam e por norma geral, sempre se consideram meros aprendizes, ainda quando objetivamente não havia ninguém com conhecimentos sobre seu campo que ao menos pudesse lhe fazer sombra. Talvez hoje em dia venda mais ser um guru ou um ninja de algo. Mas muito possivelmente seja mais de verdade se você só é o que é, uma pessoa mais.
Publicidade 3.0: do popup ao popsaco
O mercado de publicidade evolui em internet, no econômico mais lento do que esperávamos/desejávamos em 1997 ou 1998, mas deixando isso de lado e olhando os diferentes formatos de publicidade web, podemos dizer que o setor se reinventa, com maior ou menos acerto cada poucos anos com novas soluções e formatos.
O banner (468×60) que foi o standard do setor durante anos, foi caindo no desuso e foi rápido substituídos por outros formatos, como o megabanner, (728×90), os roubapáginas, skyskapers, popups, popunders, botões, enlaces, widgets, Interstitials, vídeo, áudio, layers e a mãe que os pariu.
Não cabe a menor duvida que os formatos emergentes funcionam, mas também que tem uma incidência direta com a satisfação de um usuário num website, é agressivo, te obrigam a vê-lo, claro, recordo sua marca depois, mas terei uma lembrança com conotação positiva. Ou é uma lembrança de que me obrigaram a engolir algo?
Se seu conteúdo é muito Premium, poderá oferecer uma publicidade mais intrusiva, publicidade agressiva e as pessoas seguirão utilizando massivamente, mas se não é assim, estou convencido que um % dos usuários recusarão os emergentes e os formatos a tela completa e buscarão para a próxima vez outra fonte.

Me surpreendeu esses dias o anuncio de Apple que (caramba, Jobs, poderia esperar isso da Microsoft, não de você) patenteou um sistema de publicidade com a idéia de que possam deter as aplicações no seu hardware, por exemplo, em Iphone ou Ipod, para executar o anuncio durante x segundos, nos que seu dispositivo não funciona e só se mostra a publicidade a tela completa em formato vídeo, para logo retomar a aplicação. Eu o batizei carinhosamente de “popsaco”.
Eu acho realmente o cumulo, o mais intrusivo do mundo, e além disso, pouco ético. Para que patenteou a Apple? Se atreverão a usá-lo? Creio que seria uma das poucas coisas que me faria repensar em dizer adeus ao meu Iphone.
Eu gostaria de pensar que os meninos de Steve Jobs nos fazem um favor. Tiveram essa idéia e a patentearam com o objetivo de que ninguém a possa usar e fique para sempre guardada em uma gaveta, como as fotos de alguma famosinha que retira de uma revista, e que lhes devamos o favor e dessa forma sigam sendo tão cool.
Sim à publicidade, e sim rotundo a dignificá-la e que cresça, porque a sua sombra cresce um setor completo. Mas, não a ser agressivo, intimidar e obrigar o usuário. Eu, como anunciante não quero que ninguém esteja obrigado a ver minha marca, e como usuário não quero que me obriguem a ver publicidade e que interrompam minhas atividades.
Tags: ads, Apple, formatos, patentes, publicidade, steve jobs
Poucos indígenas
Resulta extremadamente curioso e até cansativo ter que me reunir às vezes com empresas que vêm me ver (por qualquer idiotice que geralmente poderia ter sido solucionado com uma chamada, ou melhor ainda, via email) e a que aparece o CEO, o CTO; e quase até o CSI e quando alguém muda minimamente algo na empresa, são eles e ninguém mais.
Não só parece que são surrealistas essas estruturas tipo: todos os chefes, nenhum indígena, e sempre penso “caramba, se são três pessoas que trabalham na empresa e estão aqui os três perdendo o tempo com uma pessoa tão pouco importante como eu; quem então está trabalhando?
No relacionado com a tecnologia, ao meu entender, é inclusive desejável que as estruturas podem e devem ser principalmente três coisas: horizontais, dinâmicas e escaláveis.
Muitos exemplos de pouca sustentabilidade nos últimos tempos que foram feitos quando, por exemplo, no caso de meios online, a publicidade baixa, haja drama. O ruim é que em muitas ocasiões, apesar de saber bem a teoria, alguém cai nesses mesmos erros, e sim, aconteceu comigo e co-participei varias vezes disso. Grave erro.

Os indígenas não são só necessários, como são imprescindíveis e os mais importantes em qualquer estrutura, e em Internet tendemos a fazer todo mundo “chefe” de algo; quase nenhum índio. Diretores de Comunicação nos que eles são as únicas pessoas do departamento, o mesmo CTOs, CEOs de si mesmos, etc. É uma impostura que fique bem nos cartões de visitas, mas já roce ocasionalmente o surrealismo.
Aposto conceitualmente pelas estruturas que dão liberdade lateral ao indivíduo e se tem talento certa liberdade vertical, que reporte a uma única pessoa e que sejam quase totalmente horizontais, tendo somente dois níveis e que estejam longe do sistema piramidal clássico, no qual em ocasiões, no caso das grandes empresas, a informação chega ao topo, onde se tomam as decisões com maiúsculas, sempre quando é tarde e quando o problema já esta sobre a mesa.
Superar-se
É outra de minhas 20 palavras, das 20 com as quais quis refletir esta temporada que começa. Francamente não sei se muita gente lerá estas breves notas algo abstratas e conceituais, não importa.
Em ocasiões escrevi posts para os demais e creio ter tentado ser, dentro dos meus limites, divulgador. Esses posts, outra dessas 20 palavras, não o escrevo para os demais, essa vez o escrevo para mim mesmo, é um dialogo unipessoal e é possível que muitos o creiam que é estéril, no que tento ordenar idéias e reflexionar sobre conceitos. Descobri que me afasta do ruído e me relaxa.
Creio que me agrega, e se alguém mais esta disposto a comparti-lo, ótimo: bem vindo ao clube.
A superação é o poder de romper os limites vitais que estão objetivamente predefinidos para você. Creio que há poucas coisas mais bonitas que conseguir isso. Talvez por isso conceitualmente a superação esteja mas empregada, é muito difícil ver uma ação de superação pessoal. Se olhar para trás, não encontro um só feito na minha vida em que tenha quebrado essa barreira. Creio que há momentos que dei o máximo, que me aproximei, que objetivamente pude fazer algo mais ou menos bem, mas francamente não lembro uma só frame de minha vida que possa marcar, no qual eu acredite que não foi possível “esse pouquinho mais” que marca a diferença.
Superar-se é ser Derek Redmon. É trabalhar e focalizar algo, o que seja, durante toda uma vida, trabalhar duro durante anos, y quando chegado o momento ainda que todo caia pelo chão, ainda que algo suceda adaptar-se. Esse algo é a motivação chave que te faz superar e te faz passar à historia.
Derek Redmon era um atleta britânico, um atleta mais. Trabalho duramente por 4 anos para conseguir a marca de 45 segundos, os que correria nos Jogos Olímpicos de Barcelona de 1992. Focalizar tua vida, sua carreira nesse caso como atleta, em 45 segundos já é por si só um esforço generoso e enorme risco. O inesperado, a desgraça, possivelmente provocada pela tensão do momento, fez com que Derek fosse muito mais que um atleta.
A metade da corrida, Derek se lesionou um tendão, caindo e sentindo uma enorme dor. O mundo caia encima dele, anos trabalhando para esse momento e em meio, a maior das desgraças, mas sofrendo e com dor soube levantar-se com a ajuda do seu pai que pulou do publico, e com dor e já correndo uma corrida diferente, cruzou a linha de chegada em meio a enorme ovação do publico em pé. Não sei se ganharia ou perderia, a quem lhe importa? O obstáculo o fez se superar, superar a frustração, vencer a dor, encontrar a motivação e se recrear nela. Ainda que possivelmente não foi consciente naquele momento. Derek Redmon ganhou essa corrida, e ainda hoje, 17 anos depois, continua sendo lembrado.
Quando um necessita essa motivação extra e necessita se encontrar para assim poder se superar, ver este vídeo uns minutos como Derek pode ajudar.
Tags: 20 palavras, coaching, derek redmon, motivaçao, superaçao, superar-se
A educação morreu; chega a evolução do e-learning
“O problema de nossos tempos é que o futuro já não é o que era “ (Paul Valery, ensaísta e poeta Frances).
2.015 não é um horizonte longínquo e, sem dúvida, a evolução tecnológica fará que tão somente dentro de uns cinco anos a forma que educamos e aprendemos mudará radicalmente. Nesse cenário, os alunos de Educação Infantil como em qualquer centro se especializarão em trabalhos que ainda não existem e utilizarão diariamente a tecnologia, que em muitos casos, ainda hoje não foi inventada.
É um cenário complexo e requereram de uma total adaptação a esse novo meio por parte dos centros, dos docentes, dos pais e de muitos dos modelos educativos que, a dia de hoje são discutíveis.
Diariamente, um profissional espanhol de perfil médio recebe uns 150 mensagens e impactos originados por outras pessoas mediante as diferentes plataformas tecnologias atuais. Em 2015 serão mais de 350 impactos diários recebidos pelo nosso querido professor e uma alta porcentagem deles serão estímulos gerados pela própria tecnologia em primeira pessoa, sem intervenção de um ser humano, de uma forma totalmente autônoma. Todos coincidimos em compartir que muito possivelmente hoje não poderíamos assumir tal quantidade de estímulos e informação, nossos filhos o farão.
Dizia o prestigioso guru e palestrante, expert em e-learning, Marc Prensky que “os alunos mudaram de forma radical; já não são as pessoas para as quais foi desenhado nosso sistema educativo”. Acredito que não podemos estar mais de acordo com ele. Esse cenário já é real, mas se fará mais evidente em muitos poucos anos e essa brecha criada entre um sistema educativo paralisado e seus alunos 2.0 crescerá exponencialmente nos próximos anos, até o ponto de que o sistema educativo atual, tal e como concebemos, carecerá completamente de sentido.
Nativos Digitais
Em breve, os nativos digitais nascidos a partir de 1985 serão as vértebras de uma nova sociedade que criará a ruptura de gerações como jamais antes na historia da humanidade havia ocorrido, e nunca num espaço de tempo tão curto. Assim, veremos como durante muitos anos conviveremos com duas gerações: os filhos do Baby Boom e os nativos digitais, só nos separaram trinta anos, seremos tão próximos e ao mesmo tempo tão distantes…
Os nativos digitais respondem e aprendem de estímulos que seus predecessores nem sequer conseguiram compreender; evoluem rápido, não compreendem o conceito da tecnologia, já que para eles a tecnologia não existe, a tecnologia “é”, nasceram com ela, são mais rápidos, mais criativos, mais abertos e interagindo de outra maneira muito diferente às gerações anteriores. Falamos de uma geração que não observa e aprende; simplesmente participa, comparte, interatua.
Vamos conhecer uma geração que viverá a maior parte da sua vida baixo o conceito de “conexão total”, conectividade entre os indivíduos, conectividade na Internet, e também num cenário muito próximo, desenvolverão a conectividade da pessoa com as máquinas inteligentes ao seu entorno. É uma geração que nunca compreenderá o que é um telefono; o primeiro terminal de comunicação que terão em suas mãos e possivelmente muito cedo, será um avançado dispositivo tipo Smarth-phone, onde a comunicação que realizarão não se parecerá muito ao nosso querido “Alô, sou o Edu. Feliz Natal” – que apesar de nos tocar o coração – para essa nova geração de nativos digitais, terá muito que ver com as limitações atuais do mundo em que vivemos.
A revolução do e-learnign 2.0 chegará aos colégios de nossos filhos, que viverão uma reestruturação similar ao que a Internet viveu com as novas tecnologias e a aparição da web 2.0. O aluno não será um receptor passivo da mensagem, mas sim interatuará com ela, mudando o rol do educador, fazendo com que participe da comunicação, que deixará de ser um canal unidirecional para se converter num novo meio, que incentiva e estimula o alto rendimento intelectual e revoluciona a mensagem de aprendizagem.
Internet, um novo professor
O lugar natural de um professor passa a ser o de um imigrante diante dos seus alunos, pois desde cedo serão experts em tecnologias e poderão manifestar um rol de relativa superioridade no uso das ferramentas técnicas mais comuns no entorno escolar, que para eles serão tão simples e acessíveis como complicadas para nossos mestres.
O conceito de exposição e aprendizagem escolar, realizando duas ou três perguntas diárias a um mentor, mudará radicalmente com a aprendizagem digital. Os alunos farão centenas de perguntas ao dia através de um motor de busca na Internet, que saciarão e retroalimentarão a inteligência e ânsia de informação do aluno, forçando a um crescimento intelectual nunca antes experimentado.
Atualmente se realizam três bilhões de buscas diárias no Google. Em 2015 se estima que serão cerca de nove bilhões de buscas diárias de informação.
A principal reflexão que podemos extrair é que o modelo tradicional educativo, o modelo “broadcasting”, desaparece e o mais importante e a conversação, aprender interatuando e não observando. Essas mudanças exigirão uma mudança formativa sem precedentes do corpo docente e diante do qual todos devemos estar preparados.
O guia da informação e aprendizagem de um aluno não será seu professor, será Internet. O professor exercerá um rol de moderador nessa aprendizagem entre aluno e seu meio natural: a rede. Conceitos como os livros de texto e os cadernos de trabalho não só existirão, como que carecerão de toda lógica e será muito difícil defender sua necessidade nos próximos 10 ou 15 anos.
Em que situação fica a geração anterior diante desse novo cenário?
Somos os primeiros a ter filhos nativos digitais, careceremos de referencias e experiências pessoais validas que nos podem orientar nessa situação. O modelo anterior não serve, necessitamos encontrar e criar nossas próprias referências pessoais, que previsivelmente darão forma a um novo modelo, que pode ser de orientação, e depois será avaliado e adaptado pelas gerações que virão.
O modelo familiar deveria passar de ser “protetor e repressor” diante dos estímulos tecnológicos para se converter num modelo aberto e participativo que favoreça o estimulo para as novas tecnologias. A família deve ajudar nesse labor de intermediação na informação que se recebe, moderando e relativizando os conteúdos, ajudando a consumir informação com um ponto de vista critico, forçando a equilibrar o tempo físico e digital, buscando um equilíbrio emocional e moral no uso das novas tecnologias, e adaptando a nós mesmos, seus progenitores, a um meio que já hoje em dia está mudando o mundo.
O novo rol dos centros de ensino
A escola passará a se ruma comunidade colaborativa que potenciará e moderará o aprendizado, dentro de um ecossistema de informação que aprende e comparte elementos, interatua e mantém num mesmo rol o aluno e o professor.
A escola do século que vem cruza os limites fixos e leva o aprendizado a um conceito 24×7, no qual o aluno recebe estímulos, interatua comparte e aprende, dentro e fora das aulas por igual, os sete dias da semana e a todas as horas. A educação não se escreve a um espaço físico fechado, a escola é uma rede social de pessoas que inter-relacionam umas com as outras em qualquer momento, a escola não e um lugar, é um sistema acessível desde qualquer lugar e desde múltiplos suportes tecnológicos ao mesmo tempo em que já se conhece como “aula aberta digital”
Aproxima-se um tempo fascinante, onde as graves deficiências educativas atuais desaparecerão, tentemos não desaparecer com elas por não querer entender essa nova espécie: os nativos digitais.
Tags: e-learning, nativos digitais, Tecnologia, Web 2.0
Os 10 + 1 mandamentos
Na realidade não são 10, são 11. Gostei muito de ler. Gosto da figura de Bill Gates, acredito que com o tempo essa imagem de tirano dos 90 foi desaparecendo e se ajustando à realidade, ficou o da pessoa; brilhante, empreendedora e terrivelmente generosa.
Nos anos 90 “Mocosoft e Enganofonica”, como as conhecíamos, eram os nexos da união de muitos jovens rebeldes que começava, a ter atividade na Internet, e muitas vezes, naqueles anos se podia fazer pouco mais que se rebelar contra algo. Penso que Microsoft atuou durante anos com uma prepotência sem limites. Agora, com números fracassos, baixou um pouco o topete e como alguém me falou outro dia e é um sentir cada vez mais geral no setor: “Os da Microsoft dentro de uns anos parecerão irmãzinhas de caridade perto da Google.
Concordo.
Passou muito tempo e olhando para trás penso que uma empresa como telefônica preferia envelhecer com uma figura como a de Bill Gates dando sombra. É a sorte que tem Microsoft. Reio que a figura do homem superou a imagem da companhia. Não esqueçamos que Bill Gates demonstrou ser o maior filantropo do mundo.

Essas frases me fazem pensar e são as chaves que Bill Gates dedica a sés filhos, e muitas delas me parecem tremendamente aplicadas por seu valor e sua experiência a muitos de nos e ao mundo da empresa e da tecnologia.
1. A vida não e justa, acostume-se com isso.
2. O mundo não se importa com sua auto-estima. O mundo esperará que consiga algo, independentemente de que não se sinta bem com você mesmo. 3. Não ganhará 5.000 dólares mensais logo quando saia da universidade e não será um vice-presidente até que seu esforço haja ganhado ambas vitorias.
4. Se você pensa que seu professor é duro espera ter um chefe. Esse sim não terá vocação para ensinar nem paciência requerida.
5. Dedicar-se a cozinhar hambúrgueres não tira sua dignidade. Seus avôs tinham uma palavra diferente para descrevê-lo: chamavam de oportunidade.
6. Se você dá um fora, não é culpa dos seus pais, assim que não chore por seus erros: aprenda com eles.
7. Antes de nascer, seus pais não eram tão “entediantes” como são agora. Eles começaram a ser por pagar suas contas, limpar sua roupa e te escutar falar da nova onda em que você esta. Assim que, antes de empreender sua luta pelas selvas virgens contaminadas pela geração dos seus pais, inicia o caminho limpando as coisas da sua própria vida, começando pelo seu quarto.
8. Na escola podem ter eliminado a diferença entre ganhadores e perdedores, mas na vida real não. Algumas escolas já não perdem alôs letivos e te dão a oportunidade que necessite para encontrar a resposta correta dos seus exames e para que suas tarefas sejam cada vez mais fáceis. Isso não tem nenhuma semelhança com a vida real.
9. A vida não se divide em semestres. Não terá férias de verão largas em luigares longes e muito menos chefes que se interessam em te ajudar que encontre seu eu. Tudo isso terá que fazê-lo, se quiser, em seu tempo livre.
10. A televisão não é a vida diária. Na vida cotidiana, as pessoas de verdade têm que sair da cafeteria, do filme, para ir trabalhar.
11. Seja amável com os “nerds” (eu fui um deles). Há muitas probabilidades de que termine trabalhando para um deles.
Tags: bill gates, Empreendedores, frases, Management
Um vídeo que você tem que ver SIM ou SIM
Não o conhecia, mas se você é empreendedor, se você é um sonhador, ou simplesmente tem ilusões de futuro na sua vida, esses dois vídeos que totalizam aproximadamente 14 minutos são imprescindíveis.
É possível que no passado esses largos 14 minutos me dariam preguiça, que não passe o mesmo com você, serão os 14 minutos mais bem aproveitados da sua vida.
Steve Jobs, fundador da Apple e Pixar, abertura do curso Stanford 2005 (legendas em português):
Tags: motivaçao, stanford, steve jobs, video
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