Alejandro Suarez Sánchez-Ocaña, empresário do Setor de Tecnologia desde 1998, CEO do Grupo Publispain e da Rede de Blogs Lazer y Ocio Networks SL, presidente da Inversora Foley, conselheiro e fundador da Yes.fm, assessor e inversor de várias companhias de inovação, novas tecnologias e Internet.
Os aplicativos para celulares e suas plataformas de vendas
Essa matéria foi publicada na coluna da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios.
Há alguns dias, soubemos que o sistema operacional Android é líder do mercado dos smartphones, com uma fatia de 42% do segmento. Grande parte desse resultado é devida a um maior número de terminais móveis com esse sistema, superando o iPhone. Isso porque, hoje em dia, é difícil estar em um restaurante ou em uma reunião de negócios e não ver ao menos três ou quatro telefones da Apple em cima da mesa.
Os aplicativos para smartphone, tanto para iPhone como para Android, permitem não ter que sempre levar notebooks às reuniões. E o mais importante: estar conectado ao nosso entorno permanentemente, graças às redes sociais, conexões de intranet e serviços a empresas. São soluções que facilitam cada vez mais a vida dos usuários e que exigiram muitas horas de desenvolvimento, além de muito investimento.
Há pouco tempo, perguntaram-me sobre a viabilidade de fazer negócio com os smartphones, desenvolvendo aplicativos próprios ou para terceiros. Levei alguns dias pensando no assunto.
Tanto a nova loja de aplicativos da Nokia e da Microsoft – que irá se chamar Nokia e eliminará as atuais Ovi e Windows MarketPlace – quanto a AppStore, da Apple, e o Android Market têm um funcionamento muito similar e compartilham a ideia de dividir benefícios. São 70% para o desenvolvedor e 30% para a loja. O desenvolvedor, para poder estar presente na loja on-line, deverá pagar uma pequena inscrição anual, que lhe dará a oportunidade de dispor de um pequeno número de aplicativos.

Em 2011, a previsão é de faturamento de vários milhões, com incrementos anuais próximos aos 80%, que crescerão notavelmente em 2014. Diante desse panorama, não era de se estranhar que aparecesse uma única plataforma de e-commerce no cenário.
A Amazon.com apresentou no fim de março seu novo serviço de download de aplicativos para plataformas Android, chamado Amazon Appstore. Ele chega para competir diretamente com o Android Market. Não tem igualdade de condições, mas conta com uma grande vantagem: os usuários têm a possibilidade de provar os aplicativos antes de pagá-los, sem a necessidade de baixá-los nos terminais, mediante um simples simulador via web.
A gigante do varejo on-line chega com novas formas de entender o marketing para o usuário, com aplicativos exclusivos, softwares pagos, softwares grátis por um dia e outros movimentos agressivos, cujo objetivo é roubar mercado do Android Market, o que me permite imaginar um novo cenário em pouco tempo.
O desenvolvimento de um jogo ou um aplicativo para iPhone pode levar em media 3 ou 6 meses para sua finalização e ter custos medianos. Dependendo do valor final que atribuiremos ao nosso app, ele deve gerar um número elevado de downloads para poder cobrir seus gastos. Sendo assim, o negócio é interessante para as grandes lojas, mas não é igualmente vantajoso para as demais. Não duvido que determinados killer apps tenham altos benefícios, mas podemos contá-los, e não passam de 25.
Entretanto, no ano de 2015, deveremos apostar nos aplicativos móveis, tanto os pagos como os que geram ingressos de publicidade. Enquanto isso, rezemos para que apareça uma plataforma única para venda de aplicativos que permita que seja rentável o desenvolvimento a curto prazo.
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Olho por olho, dente por dente
Esse texto faz parte de uma tribuna publicada no jornal espanhol El Mundo – Economia & Negócios.
A delicada situação econômica que vivemos faz com que eu me divirta com certos movimentos empresariais. Sim, digo divertir-me e sei que cai mal nesses momentos, mas é como ter passado de um jogo de futebol entediante de 0-0, onde poucos arriscavam, a um jogo rápido de basquete onde passam coisas a cada poucos minutos. Existe uma nova geração em postos de diretores de multinacionais que não pensavam, nem de longe, no cenário econômico atual e que também não têm a experiência de passar por uma situação macroeconômica tão complexa com anterioridade.
É uma mistura de nervos, preocupação, falta de experiência contrastada que esta fazendo que todas as grandes empresas, geralmente conservadoras que tentam crescer, mas principalmente não perder sua quota de mercado, terão que passar a um plano que não tinham escrito e seja obrigatório “mover as peças”. Algumas delas já o estão fazendo e as que não, estudam tomar medidas a tomar em breve.
Para os que como eu, se divertem analisando os movimentos empresariais e as ações de marketing e publicidade, isso entretém de certa forma e servirá para que dentro de 3-5 anos se escrevam muitos livros falando dos grandes acertos e grandes erros nesses momentos. Como consumidores é um momento tão especial que todos devemos anotar, e atuar pensando nas conseqüências. “olho por olho, dente por dente” ou em outras palavras, A Lei do talão.

Não está bem visto aplicá-la em publico, mas acredito que os consumidores devem fazer o sinal da cruz nesse momento a determinadas empresas que não tem em conta da situação pela qual estamos atravessando. Por exemplo, gosto do que fez uma companhia de vôos no meus pais, Espanha, quando publicou seu anuncio de “apertar os cintos” sua mensagem “estamos com você, baixamos o preço para que você possa viajar”.
A ação teve um enorme sucesso que superou suas previsões. Mas outras marcas, ao contrario, me deixam catatônico com sua postura. É o caso de uma companhia de telefones também de Espanha, que em tempos de crise econômica anunciou que subiria as tarifas no lugar de ajudar o consumidor.
Eu acho que as empresas nesses difíceis momentos devem falar ao consumidor em primeira pessoa que está com ele, que se compreende a situação e que siga confiança na marca. E não o contrario. Também não vale os anúncios espetaculares que não dizem nada, salvo o necessário e ignoram a situação dos consumidores. As empresas devem ter cuidado com a falta de sensibilidade diante de uma situação econômica delicada, já que podem produzir uma má impressão aos clientes que com certeza deixaram de sê-lo no futuro, quando as águas voltem a acalmar-se.
Tags: consumidores empresa crise, crise, Empreendedores, empresas crise, situação econômica
Será o fim do Orkut?
Essa é uma matéria publicada no Jornal Correio Braziliense no dia 21 de setembro, na qual eu contribui com algumas opiniões sobre privacidade nas redes sociais. O artigo completo pode ser lido aqui.
Os boatos são muitos. Em blogs espalhados pela internet até datas são sugeridas para o último dia de vida da rede social mais popular no Brasil, o Orkut. O site, que tem 85 milhões de usuários no mundo, sendo Brasil e Índia os grandes participantes, poderia estar ameaçado pela Justiça brasileira. Mesmo enfrentando diversos processos, por meio de sua assessoria de imprensa, o Google, dono do site, afirmou que nada disso é verdade e que a empresa continua investindo e apostando no crescimento da rede social.
As batalhas judiciais enfrentadas pelo Google por causa do Orkut têm sido o alvo das especulações. De um lado, a Justiça Federal, pedindo a quebra de sigilo de comunidades e perfis criminosos no Orkut; do outro, a filial do Google, afirmando que não tem acesso aos dados,que ficam guardados na matriz, na Califórnia.Os boatos, porém, não surgiram do nada. Em agosto, o Ministério Público Federal colocou o Google contra a parede.

No ar desde 24 de janeiro de 2004, o Orkut leva o nome de seu criador, o engenheiro turco Orkut Büyükkokten. A rede foi pensada para os Estados Unidos, mas foi fora da América do Norte que ganhou seus maiores fãs: os brasileiros e os indianos. No Brasil, é a rede mais popular e na Índia, está em segundo lugar. Seus maiores concorrentes são Facebook, Twitter e MySpace.
A Procuradoria da República no Estado de São Paulo ajuizou uma ação civil para que a Justiça Federal do estado obrigue o Google a cumprir as ordens de quebra de sigilo, cobrando multa diária de R$ 200mil para cada dia em que a ordem não for cumprida e R$ 130 milhões de indenização pelos danos morais coletivos causados em razão da desobediência às determinações judiciais. O alvo da justiça são as comunidades e os perfis criminosos.
Basta passear pelo site para encontrar comunidades com descrições como: “Esta comunidade é destinada a todos aqueles que querem vender armas de fogo, principalmente em Belo Horizonte e região”. O teor das frases assusta, embora sejam alguns dos piores exemplos capturados no pela Promotoria de Combate aos Crimes Cibernéticos do Ministério Público de Minas Gerais, que luta pelo fechamento do site de relacionamentos. O inquérito investiga por que o Google tem se recusado a excluir perfis considerados ofensivos ou criminosos pela promotoria.
Um dos pontos que justifica a ação contra o provedor é o processo pelo qual a denúncia passa: primeiro, a promotoria reporta casos de abusos realizados no site, em seguida, essas denúncias são submetidas à administração do site que verifica se a página fere a política de utilização do Orkut. Por fim, decide se deleta ou não o perfil ou comunidade. Do ponto de vista da promotoria, o Google age como se estivesse acima da legislação brasileira. E os processos vêm de todos os lados.A Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro também se cansou do argumento de que o Google não se responsabiliza pelo conteúdo publicado por seus usuários e abriu ação contra a empresa, exigindo cooperação nas investigações de denúncia.

Privacidade em discussão
As redes sociais servem para muita coisa. Por meio delas, as pessoas mantêm o contato umas comas outras, conversam, compartilham fotos e eventos,paqueram… O problema é que nem tudo são flores. Ao mesmo tempo que as redes aproxima mas pessoas, deixam escancarada a vida delas na internet. A questão da privacidade tem sido muito discutida. As redes sociais se empenham cada vez mais em garantir que as informações pessoais de cada usuário sejam realmente mantidas em sigilo.
Nem sempre, porém, isso acontece. Em maio, por exemplo, um problema técnico no Facebook permitiu que as pessoas conseguissem ver mensagens pessoais de seus amigos e pedidos de amizade ainda sem resposta por um curto período de tempo. O drama da privacidade não para por aí: no primeiro semestre, uma polêmica rendeu, inclusive, discussão no Senado americano, quando permitiu que anunciantes externos do Facebook armazenassem dados sobre usuários.
Nebulosidade na web
Você deleta uma foto, um recado, desfaz uma atualização. Essas informações somem da internet? Na verdade,não.As informações se perdem e ficam fora do seu controle. “Nuvem” tem sido o termo usado para falar da internet. Isso porque nela os dados são “evaporados” da privacidade de todos os internautas, por meio do envio intencional de informações, pela desinformação ou por erros técnicos.
O espanhol Alejandro Suárez é presidente da Inversora Foley, conselheiro e fundador da Yes.fm e assessor de várias companhias de inovação, novas tecnologias e internet. Segundo ele, existe privacidade na internet, mas o usuário deve ficar atento. “Desconfie dos desconhecidos, tente averiguar sempre quem são as pessoas que te adicionam, se alguém suspeitosamente atrativo te adiciona, desconfie. Está provado que uma foto atrativa ganhará muitos mais contatos, não caia nessa. Desconfie, também de perfis com poucas informações”, adverte. Ele ressalta, ainda, a necessidade de esclarecer os usuários a respeito das ferramentas de privacidade e das redes sociais em se adequar à legislação de cada país. Alejandro aconselha, também, a ficar atento à importância da privacidade na internet, já que ela pode afetar as relações sociais e profissionais: “Cada vez mais, os departamentos de recursos humanos, antes de contratar pessoas, navegam em redes sociais em busca de informações de perfil que possam ser interessantes na hora de valorizar esse currículo.”
Rede do bem
Se por um lado alguns usuários usam o Orkut para disseminar mensagens violentas e preconceituosas, a maioria usa a rede para a finalidade que ela foi criada: se relacionar com outras pessoas. É o caso do estudante José Humberto Matias, 23. “Uso o Orkut para manter contato e achar amigos. É a rede social mais antiga e todo mundo está nela, por isso, se acabar, vou achar ruim”, explica. Éverton Luís Giordano, 26, cientista da computação, não é daqueles que atualiza muito o Orkut, mas mantém a conversa com alguns amigos. “Entro na minha página para responder um recado que alguém eventualmente me deixa”, diz.admite que se a rede social acabasse não seria tão ruim: “Já rolou muita confusão com várias pessoas que eu conheço devido a fofocas de Orkut.Uma mensagem mal- interpretada pode dar uma dor de cabeça violenta”.

Para Ana Frazão, professora de direito comercial da Universidade de Brasília, retirar o Orkut do ar seria uma solução extremada. “A rede é utilizada por muita gente para conversar, trocar idéias. Esses espaços devem ser preservados e fomentados”, defende.
A solução, sem uma opinião, seria algo mais pontual, como a retirada imediata do conteúdo ilícito: “Particularmente, entendo que se qualquer pessoa notifica ao site alguma ilicitude e ele não retira o, ele passa a ser responsável também pelo conteúdo publicado, já que era de seu conhecimento”. Ana garante que tirar o site do ar é muito complicado em razão da liberdade de expressão assegurada pela Constituição brasileira. Cabe, porém, ao provedor-no caso, o Google —revelar a identidade ou o endereço de IP (Internet Protocol) do usuário que realizar atividades ilícitas. Isso porque a constituição veda o anonimato. “Assim, a pessoa pode exercer sua liberdade de expressão, mas de forma responsável”, afirma a professora.
Tags: correio braziliense, fim do orkut, google, orkut, privacidade redes sociais, Redes Sociais
Por dentro do cloud computing
A idéia de cloud computing nos chega da mão da personalização que representa a web 2.0 e a universalização dos dispositivos de acesso como os smartphones, que nos permitem uma conectividade quase total e ininterrupta. O negocio baseado na nuvem representou nos últimos anos mais de 45 milhões de dólares e os analistas cifram seu impacto em mais de 150 mil milhões no ano de 2013.
Esse cenário de crescimento exponencial faz com que as grandes companhias se adaptem a oferecer serviços baseados na nuvem. Os pioneiros na Internet em compreender a importância de oferecer serviços remotos foram Google com Google Docs e Amazon Webservices por meio da Amazon EC outros como IBM e Microsoft chegaram tarde ao fenômeno e tentam reagir. De fato, o gigante de Richmond anunciou que seu popular produto Microsoft Office estará em breve baseado no conceito de cloud computing, executando-se desde a nuvem.
É um dos termos de moda. O cloud computing é um conceito técnico que se baseia em ofertar aos usuários que não se armazenem localmente no seu dispositivo, mas sim que executem e se sirvam da “nuvem” que representa Internet.
Por outro lado, duas companhias mais dinâmicas como Google e Apple apostou faz tempo por este conceito que facilita o uso da tecnologia por parte do usuário. A simplicidade e segurança vendem e o usuário as aprecia. As vantagens de utilizar sistemas que se executam em nuvem são entre outras:
Seguro: as falhas de segurança e intromissões podem ser corrigidas e atualizadas em tempo real aos usuários do sistema de forma transparente e imediata
Auto-reparável: no caso de catástrofe: o tempo de atualização de uma copia de segurança é mínimo, os usuários do serviço não deveriam ver-se afetados por uma falha no software nem depender de atualizar localmente seus sistemas.
Virtualiza as máquinas: o rendimento do sistema estará sempre otimizado, independentemente da capacidade do dispositivo do usuário. O hardware dos nossos usuários não executa senão que se limita a ser um canal que permite acesso. Múltiplos clientes e usuários podem compartir aplicativos sem compartir dados nem por em risco a privacidade das suas comunicações.
Imediato: permite a uma organização dispor de todo tipo de dados de atividade em tempo real e centralizado dentro de um único sistema.
Quanto as desvantagens do cloud computing, a principal é a dependência de um serviço de um terceiro, pelo qual a confiança e fiabilidade do serviço desse companhia que armazena nossos dados é um ponto critico que não podemos controlar. A nuvem nos permite otimizar; deixar nas mãos de técnicos e experts, as aplicações, processamento e armazenamento seguro de dados, ao mesmo tempo que facilitamos o uso e acesso à informação dos usuários.
Tags: cloud computing, desvantagens cloud computing, nuvem internet, o que é cloud computing, Web 2.0
Desconexão total
A penetração da Internet móvel, que seguirá crescendo em 2011, nos leva a um cenário de conexão total, no qual o individuo estará conectado de forma permanente, permitindo aumentar a produtividade pessoal aproveitando melhor os tempos mortos.
São vários os elementos que dispararão ainda mais a taxa de penetração móvel. Podemos observar que estão desaparecendo as classes médias, na qual se marcam as diferenças entre os celulares de baixas prestações e termina com terminais com conexão a internet de alta gama. A oportunidade de negócio esta clara. Existe uma marcada necessidade por parte dos profissionais de renovar o parque de telefones celulares até conseguir um smartphone com o qual pode estar conectado a Internet.
Esta oportunidade não só é para os fabricantes, mas também para as conscientes operadoras que estão lançando tarifas a medida para profissionais que permitem já conexões de dados através do celular com tarifas ajustáveis a diversos bolsos.
Os negócios ao redor dos celulares se multiplicam de forma proporcional a como se popularizam mais novas funcionalidades no emrcado. Aplicativos (só em App Store já foram registradas mais de 4 milhões de downloads), novos serviços como os derivados de geo-localização ou poder receber quase em tempo real os gols do nosso time de futebol começam a star presentes em cada lar.
A tendência é que se dispare nessas datas o consumo de internet celular, nas quais a conexão em períodos de férias e descanso não e uma necessidade. Isso contemplará uma transformação do consumo de internet , mas ao mesmo tempo, uma mudança nos hábitos de muita gente, nos que a desconexão total começa a ser cada vez mais difícil e o descanso e o afastamento dos problemas do dia a dia será cada vez mais relativo.
Tags: App Store, internet celulares, internet movil, smartphones
De desempregados à empreendedores
Talvez tenha chegado o momento de converter desempregados em empreendedores. Chegou o momento de ajudar a esses desempregados a empreender, transformar uma parte em empreendedores, em futuros empresários que nos próximos anos possam criar valor e oferecer a terceiros postos de trabalho. Reverter essa situação é critico não somente para mudar o drama atual de milhões de famílias, mas sim para nos situar num cenário de crescimento sustentável no futuro. O objetivo chave de qualquer governo deveria ser os nascidos nos anos 70 e especialmente as mulheres.
Pessoas entre 30 e 40 anos, com iniciativa, que sejam o germe da revolução do modelo produtivo e para isso são necessárias mensagens positivas, incentivos e estímulos nessa direção; chegou o momento de que dêem o salto, de assumir riscos e de ter incentivos para tal. Empreender não é tão simples e as gerações jovens têm um handcap a mais.
A falta de claros referentes em gerações anteriores, falta de espelhos onde se olhar, sucessos pessoais que querer emular. Falamos de dar a volta ao que conhecemos como “geração perdida”, uma geração onde a falta de empreendedores será um lastre para toda a sociedade num futuro próximo. Que essa geração perdida não seja a chave nessa conjuntura econômica e é um imperativo para a administração lhes estimular, lhes formar e lhes empurrar a dar um salto. Não há melhor receita contra a crise.
É o momento de ser decidido, não de duvidar. Olhar pela janela e ainda que não haja rede, ter claro que chegou o momento de pular. Com uma crise global que nos afeta a todos e que provoca o desemprego seja uma lacra cada dia maior e um drama real para as famílias, manter essas famílias por parte do Estado se converte num enorme handicap no balanço econômico de qualquer pais.
Isso que deveria ser obvio por desgraça não é. No caso de Espanha, por exemplo, segundo o informe Doing Business 2010 que elabora o banco Mundial e mede a facilidade para fazer negócios em 168 países, este pais se encontra no numero 62 do ranking mundial, sendo a nação desenvolvida de maior retrocesso no ultimo ano. O Banco Mundial analisa com este indicador quatro pontos chave (facilidade para abrir uma empresa, contratação laboral, proteção dos investidores e pagamento de impostos) e situa Espanha com capacidade de fazer negócios atrás de países como Botswana, Armênia, Samoa ou Mongólia. Como não poderia ser de outra maneira no Top10 dessa classificação estão países como EUA, Reino Unido, Dinamarca, Canadá, Austrália e Noruega.
É ai onde temos que nos posicionar e é obrigação da administração estimular a geração perdida e transformar o drama do alto numero de desempregados numa oportunidade para essa esperança de mudanças.
Tags: crise, desemprego, geraçao perdida, incentivo empreendedores
A web social, uma ferramenta a vigiar
O fenômeno do Social Media chegou como um vendaval e o fez para ficar e o mundo empresarial não é uma exceção. As empresas tendem a prestar uma maior atenção ao uso de blogs e redes sociais, um fenômeno que anteriormente depreciavam. A web social deu o poder ao usuário e muitas vezes isso pode gerar algum quebra cabeças em nossa própria companhia; empregados infiéis, filtração e intoxicação de informação, confusões que entorno a nossos produtos e/o serviços recorrem à rede e podem, se não são rápidos de resolver, resultar um enorme problema ao que teremos que enfrentar. Internet se converteu em poucos anos no meio dos meios.
A anarquia e a liberdade do sistema, o halo do anonimato que se desfruta e a rapidez com a qual fluí a informação, que circula de usuário pra usuário em segundos, faz que haja que estar especialmente atentos ao que sucede entorno a nossa marca. Comercialmente os danos podem ser graves se não se cuida do problema, se não o minimizamos a tempo.
A esse respeito podemos destacar o caso de uma empresa espanhola; Ikea. Por vários anos, um post em um blog de referencia em Espanha dentro do âmbito da web 2.0, Microsiervos, era o primeiro resultado no Google ao buscar Ikea, encima da web da empresa. Esse post fazia uma cruel critica à companhia com base a experiência de um único usuário baixo o titulo “Ikea, como mente aos clientes”
Ainda hoje se buscamos no Google sairá entre os primeiros resultados do buscador. Nos últimos anos esta situação foi um puzzle para uma empresa sueca os comentários negativos de outros usuários participando desse artigo foram sucedendo sem parar, se alimentando uns dos outros. Faz pouco tempo que a companhia conseguiu posicionar sua web encima do conteúdo prejudicial. Uma solução parcial, uma batalha ganha. Mas um único usuário, hábil no uso de ferramentas 2.0, colocou em xeque-mate a estratégia de comunicação do Ikea, durante mais de um ano.
Essa erosão ainda hoje continua. No mundo existem milhões de internautas; uma percepção negativa na rede nos afeta e é um golpe direto a nossa linha de flotação. A informação positiva é uma pequena gota, mas a negativa, incluso se errônea, é viral por natureza.
Por isso, nos últimos meses começam a nascer empresas dedicadas a escutar e administrar o buzz, os rumores, os ecos de Internet em fóruns, redes sociais, blogs e Twitter. Se busca captar tendências negativas e positivas (que melhor focus group que esse?) de encontrar problemas e fugas de informação e inclusive empregados desleais. Temos que cuidar da nossa imagem e para isso é imprescindível começar escutando e monitorando o que acontece, resolver muito rápido e escalar internamente os problemas, por pequenos que pareçam e nunca subestimar o meio.
Tags: buzz, focus group, Redes Sociais, social media, web social
O fim dos downloads; principio ou fim dos direitos civis?
Vários países decidiram aprovar normativas através das quais cada região poderá decidir, livremente, se corta ou não a linha de internet aos usuários que baixem conteúdo protegido por direitos de autor. A partir de ai vimos como os governantes, pressionados pelas indústria discográfica e cinematográfica incluíram modificações em suas leis que afetam o livre exercício das liberdades de expressão, informação e o direito de acesso à cultura a através de internet.
Desde o momento em que saíram à luz, levantaram empresários, bloggers, as associações e os usuários de Internet alarmados ante o possível e justificável corte das linhas e fechamento de paginas, tudo isso sem contar com autorização judicial. E não é para menos. Este corte de linhas e fechamento de webs não é culpa dos ministros mas sim da industria discográfica e cinematográfica, mal chamadas industria cultural, que ao amparo de artistas e pseudo-criadores saludam uma iniciativa que veio orquestrada da sua Mao e que não lhes será suficiente para<salvar um modelo de industria que a todas luzes se mostra insustentável e que necessita do amparo das leis para poder manter seu nível de vida.
Em vários países se redigiram anexos nas suas leis que permitiram o bloqueio das paginas ou a retirada de conteúdos ilícitos pela via judicial. Assim, se velará e salva-guardará os direitos de propriedade intelectual da atrasada indústria discográfica e cinematográfica, frente às hordas de usuários dispostas a arruinar os artistas nacionais.
Ë verdade que a propriedade intelectual e muito especialmente o software e os conteúdos multimídia, cine, televisão e musica foram os grandes prejudicados do avance e a implantação massiva de internet; mas não é menos verdade que esta situação tentou paliar com golpe baixos aos direitos civis, de formas injustas e ininteligíveis, em lugar de buscar uma saída com o consenso de todos os atores que intervenem nesse mundo que esta deixando de ser off-line para<ser on-line.
Este cenário complexo deixa varias dúvidas para com os internautas e tememos que dentro de pouco, com a lei na mao, os governos, a industria discográfica ou cinematográfica, as operadoras ou qualquer entidade relacionada com dos direitos de propriedade intelectual poderão controlar, espiar e utilizar estas normativas para estender ilegalmente seu controle sobre as comunidades digitais dos cidadãos, sem mais opção por parte de esses que acudir uma e outra vez as instituições judiciais em busca de amparo. Ë ai donde esta o x da questão: o problema não é a propriedade intelectual, o problema chegará quando alguémE tenha patente de corso para olhar por sistema nossas comunicações privadas e empresariais. Esse cavalo de Troia navegará em nossos computadores e fará que nos preocupemos por quem controla o controlador. E muito temo que já sabemos a resposta.
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Preparando-nos para a ciberguerra

A administração America revolucionou seus corpos militares com uma nova força de intervenção; os “cibercomandos”. Dependentes da Força Aérea dos Estados Unidos e com um orçamento de 2 milhões de dólares no seu primeiro ano de operações, garantem a proteção dos sistemas militares americanos na internet e respondem aos recentes descobrimentos que aportam a certeza de que, durante anos, hackers vinculados a países como China e Rússia entraram em computadores da Nasa e de diversas organizações militares, roubando informação militar classificada e dados satélites, foguetes e inclusive dos transbordadores espaciais.
Talvez possa nos parecer uma necessidade futura para os exércitos dos principais estados incorporarem corpos de elite informática para levar a cabo ações de ataque e defesa através de internet, mas a realidade é que, para nossa intranqüilidade, alguns países estão muito adiantados. Corria o ano de 1996 quando em Beijing se criou o primeiro exercito de guerra informática, que desde então, se encontra a serviço do governo chinês para toso o tipo de operações. Muitas são operações internas, como a censura, a propaganda e o controle de opinião e da dissidência, mas nos preparando para a ciberguerra.
O controle da internet deve ser entendido como o controle sobre a informação e as telecomunicações. Por um lado, esta a capacidade de defesa dos sistemas de um pais ante um ataque e roubo de informação classificada de empresas e governos estrangeiros. A Republica de Estônia sofreu entre abril e maio de 2001 a maior ofensiva cibernética conhecida ate a data. Empresas, meio de comunicação, instituições governamentais, comunicações e bancos deixaram de funcionar. O resultado foi o total colapso informático do pais. As suspeitas sobre a autoria desses ataques recaíram sobre a Rússia.
Uma arma poderosa demais como para deixar passar alto tanto peligro que poderia desprender um mal usa de tanto poder. A ciberguerra e inclusive o ciberterrorismo, abrem novos e inesperados campos de batalhas na segurança e seu foco se transporta à internet. A crescente dependência da rede para as comunicações e as atividades de milhões de pessoas e organizações fazem que deva ser um campo protegido e seguro, longe dos interesses próprios de cada pais.
Cenários cinematográficos e apocalípticos como os narrados no filme “A Rede” (1995, onde Sandra Bullock descobre uma misteriosa rede de espionagem na internet que a envolvera posteriormente numa perigosa trama internacional, já não estão tão longes e tecnicamente impossíveis. Governos de todos os países devem se preparar para esses cenários. E quanto antes, melhor.
Tags: cibercomandos, ciberguerra, grupo de elite informatica, guerra, Internet
Desmistificando o fracasso do empreendedor
Nos tempos que correm a chave é ter uma atitude positivo frente ao erro. Nos países mediterrâneos não se fala de fracasso, se acostuma a utilizar a expressão “mal fario”, que em bom português seria algo parecido a um mal pressagio. Os anglo-saxões afrontam de uma maneira mais natural e com certeza mais pratica.
Se nos aventurássemos a escrever uma reportagem de empresários de êxito, com certeza sairiam candidatos até debaixo das pedras dispostos a contar sua historia. É uma foto atraente. Si quiséssemos fazê-lo de fracassos, é possível que apenas conseguíssemos respostas e personagens para participar de nossa historia. O fracasso não só não vende, é impopular e ninguém quer sair nessa foto. Poucos currículos refletem suas experiências falidas, e isso, em minha opinião, é um erro.
Na Espanha o fracasso é um estigma. Se um empreendedor se lança a uma aventura e esta não chega a ser um bom porto, geralmente não volta a tentá-lo, inclusive me atreveria a dizer que fica socialmente marcado. É uma pena e um enorme fator diferencial que caracteriza nossa classe empreendedora se a comparamos com as de outros países.
São muitos os exemplos que nos demonstram que segundas partes muitas vezes foram boas Thomas Edison fracassou milhões de vezes antes de dar com o filamento ideal para sua lâmpada incandescente. Richard Brandson (fundados de Virgin) teve duas empresas falidas antes de saborear o sucesso. Inclusive Google, a gigante da Internet, desenvolveu ou comprado projetos que fecharam por seu escasso interesse, ou mais próxima a Telefônica e sua fracassada rede social Keteke.
Todos os empreendedores de sucesso têm uma – maior ou menos – lista de fracassos a suas costas. Que se fale mais dos êxitos que dos fracassos não quer dizer que estes não existam, de fato, não se pode entender uma trajetória brilhante se não é construída desde o ponto de inflexão de um ou vários fracassos. Do erro se aprende, o sucesso se desfruta.
As estatísticas indicam que em média um 80% dos novos projetos fracassam antes dos 5 anos e o 90% não chega aos 10 anos. Para os empreendedores, as razoes do fracasso não se encontram geralmente fora das suas empresas, é dentro e desde dentro onde se faz necessário analisar e identificar as causas do fracasso e num grande número, o principal fator é a capacidade de gestão de suas responsáveis.
Recordo uma larga reunião com uma fundo de capital de risco de Silicom Valley a vários anos. Me surpreendeu muito quando analisando um investimento de vários milhões de dólares num projeto de Internet argentina, a descartaram por uma razão menos curiosa: o empreendedor não havia fracassado antes. Chamou-me muita a atenção e me lembro quase indagar o tema. Ante minha surpresa me responderam com naturalidade. “É o melhor máster que pode fazer um empreendedor, buscamos perfis que tenham vivido, entre outras essa experiência e tenha aprendido dela. Navegar no mar calmo é relativamente simples, queremos gente que naufragaram já ao menos uma vez seu próprio barco numa tormenta. Esse momento sempre chega e se não chegou ainda, poderia ser essa ocasião.. Que voltem a ver-nos depois de viver essa experiência, nos dará mais confiança”.
Esse episódio me deixou muito pensativo. Na Espanha ninguém haveria discutido em nenhum caso o perfil de um empreendedor que constituía uma trajetória de sucesso. O mercado americano a via incompleta e partia da base de que “o fracasso sempre chega”. O empreendedor que vive uma e outra vez iniciativas de sucesso não é mais nem menos brilhante; é que simplesmente teve muita sorte. Ninguém garante que se os problemas afloram sua intuição e fortuna possam solver os momentos de crise.
Todos recebemos com certa freqüência convites a participar de um negocio aparentemente seguro, dentro de um setor em forte crescimento e com um target disposto a compra, mas isso não é suficiente, não serve nem como ponto de partida, a margem de definir completamente e em profundidade o Bussiness Plan, sempre há variáveis que se podem estudar em profundidade, os companheiros de viagem, o momento de se lançar, a capacidade de resposta e por onde nos pode chegar o fracasso. Ser conscientes de nossas limitações é a melhor forma de avançar.
Quando um erro se cobre, este volta a aflorar irremediavelmente. A chave é não só não ocultá-lo como compartir os erros, analisá-los e poder construir a partir deles; vivê-los como uma experiência mais dentro de um projeto e, em nenhum caso, como algo traumático do qual avergonhar-se.
Errar pode ser u bom ponto de partida para começar a construir na direção correta.
Tags: coaching, diario de sevilla, Empreendedores, fracaso, fracasso empreendedor, Imprensa, tribunas
O Blog do Alejandro Suarez


O espanhol Alejandro Suárez é presidente da Inversora Foley, conselheiro e fundador da Yes.fm e assessor de várias companhias de inovação, novas tecnologias e internet. Segundo ele, existe privacidade na internet, mas o usuário deve ficar atento. “Desconfie dos desconhecidos, tente averiguar sempre quem são as pessoas que te adicionam, se alguém suspeitosamente atrativo te adiciona, desconfie. Está provado que uma foto atrativa ganhará muitos mais contatos, não caia nessa. Desconfie, também de perfis com poucas informações”, adverte. Ele ressalta, ainda, a necessidade de esclarecer os usuários a respeito das ferramentas de privacidade e das redes sociais em se adequar à legislação de cada país. Alejandro aconselha, também, a ficar atento à importância da privacidade na internet, já que ela pode afetar as relações sociais e profissionais: “Cada vez mais, os departamentos de recursos humanos, antes de contratar pessoas, navegam em redes sociais em busca de informações de perfil que possam ser interessantes na hora de valorizar esse currículo.” 














