Alejandro Suarez Sánchez-Ocaña, empresário do Setor de Tecnologia desde 1998, CEO do Grupo Publispain e da Rede de Blogs Lazer y Ocio Networks SL, presidente da Inversora Foley, conselheiro e fundador da Yes.fm, assessor e inversor de várias companhias de inovação, novas tecnologias e Internet.
Liberdade ou Almoço?
Enquanto se decide se a companhia Mountain View é herói ou vila para o povo chinês, aparecem dezenas de razoes políticas e comerciais pela quais o Google teria muito que perder se finalmente abandona um pais com mais de quatrocentos milhões de internautas e crescimento de 40% anual. Um cenário onde o hipotético regresso seria muito lento e extremadamente custoso.
Mas Google não sempre foi um todo liberdades, inscreveu voluntariamente um contrato com o governo chinês pelo qual se prestavam a censurar determinados conteúdos, pornografia, Tibet movimentos dissidentes, violência…para poder se estabelecer com China.
Internet por definição é um espaço livre e anárquico, no qual o usuário valida a informação que deseja consumir e quer informação deseja emitir. Isso nos poe num cenário no qual por muito que as autoridades de um pais desejem limitar um conteúdo, se o usuários final deseja consumi-lo, poderá fazê-lo igualmente, tecnicamente é factível pular com os servidores proxys todo tipo de limitações. Não se trata de bloquear determinados emissores da mensagem, todos podemos sê-lo, e não se pode técnica nem humanamente limitar milhões de indivíduos como potenciais fontes de informação; se há interesse na população em chegar a determinados conteúdos, isso sucederá.
Mas Google teme as represálias do governo chinês e tardaram muitio pouco em emitir um comunicado eximindo de responsabilidade alguma seus empregados, não podem evitar que se cancelem acordos comerciais com grandes corporações chinesas, que não podem trabalhar com empresas condenadas por Beijing, veremos dezenas de denuncias por acordos de publicidade sem cumprire cada dia corre o risco de um possível castigo nos mercados. Mas a vendetta das autoridades chinesas ode ser ainda maior e supor uma barreira de entrada sem salvação para o futuro.
Os chineses poderiam aplicar ao pé da letra aquela famosa frase de Kennedy, “perdoe aos seus inimigos, mas jamais esqueça seus nomes”.
Tags: china, google, Iniciativas
Assalto ao Império de Google
(Essa é uma tribuna publicada no jornal Mercantil Valenciano)
As editorais, os grupos de comunicação, as organizações em defesa dos direitos do autor, governos de países europeus, o inquietante conflito entre o governo chinês e até os operadores de telefonia levantados… Por terra, mar e ar se abrem diariamente mais frentes em torno de Google.
Detecto certa mudança de ciclo no plácido namoro que parecia ter a sociedade com a companhia com sede em Califórnia. Cada vez mais empresas e governos que começam a temer o império que se forjou ao redor de Google, poder demais, muita capacidade econômica e ambiciosos interesses se vêem no nosso até agora querido buscador; e é que e é que já não só falamos de internet, onde a presença de alguns mercados é praticamente um monopólio de fato, mas sim de interessas na televisão, aeroespacial, industria editorial, telefonia fixa e móvel e um sem fim de setores.
Falamos de uma companhia que conta com uma capitalização atual superior aos 180 milhões de dólares, valor muito aproximado ao produto interno bruto (PIB) de países como Egito. Um enorme pulmão financeiro que unido aos ambiciosos planos de expansão multi-setorial, começa a resultar um coquetel inquietante, para um crescente numero de pessoas.

Ninguém nunca havia chegado tão longe nem tão rápido. Empresas IBM ou Microsoft, empresas que chegaram a ocupar um posto de liderança no setor das Tics, sempre que tentaram sair do seu terreno e impor seu reinado a outros setores, encontraram-se com a firme oposição de governos e usuários, mas parecia que com Google não havia essa mesma oposição institucional ou não havia até agora, já que antanho era uma “ponte de prata” para as atividades e projetos de este gigante começam já a ser discutido e conseqüência disso é que se multiplicam as frentes abertas.
Mas as desgraças nunca chegam sozinhas, paralelamente a essa mudança de ventos favoráveis chegam outras más noticias, como a caída de suas ações desde que começaram em janeiro as tensões entre Pekin e o buscador, os títulos da firma baixaram um 6.3%, enquanto Nasdaq melhorou um 3.4%.
E não foi somente isso que se teve que preocupar Google, também chegaram fracassos em alguns dos seus produtos, o exemplo mais recente seria o Google BUzz, uma tentativa de emular o êxito do Twitter, mas que gerou uma enorme contestação social, não só porque chega atrasado, mas também pelos problemas de privacidade e inutilidade do serviço. Como conseqüência desses movimentos a boa estrela de Google se apaga pouco a pouco e perde passos agigantados a batalha das redes sociais, que em definitiva a batalha pelo usuário final.
Mas se existe algo que realmente deveria preocupar Google, são as reclamações sobre privacidade e as acusações de monopólio.
O que respeita a privacidade ataca diretamente a liberdade do usuário.
Google recopila nossos dados pessoais com uma voracidade desconhecida até a data e possivelmente tem informação demais de nós, mas esta fazendo bom uso dessa informação? Isso nos deveria preocupar? O problema fundamenta que vejo nele, não é se Google esta fazendo atualmente o correto com nossos dados pessoais, mas sim como podemos garantir que o fará no futuro.
As acusações de monopólio geram intensos debates a favor e em contra, são muitas já as vozes que pedem intervenção das autoridades antitrust nos EUA e Europa.
Google utiliza seu monopólio nas buscas com quotas as quais alguns países como Espanha superam o 90%, para poder posicionar seus próprios produtos com especial carinho e minimizar a cauda de trafico que recebem seus adversários. Mas não é só isso, a sombra do dumping pousa sobre suas atividades, que aglutinam tanto poder que, por exemplo, o mero anúncio de que oferecerá um sistema de navegação gratuito para celulares, faz com que se desplumem os líderes mundiais do setor, Tom Tom y Garmin na bolsa.
No futuro Google poderia chegar a oferecer qualquer tipo de serviço através de internet da do seu músculo financeiro, pode posicioná-lo pelo seu monopólio de fato através do seu buscador, pode explorá-lo publicitariamente ao ser o maior ator de publicidade online e com ele ofertar gratuitamente baseado num modelo publicitário. As conseqüências gerariam usuários mais felizes, mas também setores que poderiam ficar arrasados ao seu passo, menor concorrência e cerres massivos de companhias onde o gigante ponha seu foco. Difícil calibrar quem, como e quando a cobra dá o bote.
Tags: fim do monopolio google, google, imperio google, monopolio google
A educação morreu; chega a evolução do e-learning
“O problema de nossos tempos é que o futuro já não é o que era “ (Paul Valery, ensaísta e poeta Frances).
2.015 não é um horizonte longínquo e, sem dúvida, a evolução tecnológica fará que tão somente dentro de uns cinco anos a forma que educamos e aprendemos mudará radicalmente. Nesse cenário, os alunos de Educação Infantil como em qualquer centro se especializarão em trabalhos que ainda não existem e utilizarão diariamente a tecnologia, que em muitos casos, ainda hoje não foi inventada.
É um cenário complexo e requereram de uma total adaptação a esse novo meio por parte dos centros, dos docentes, dos pais e de muitos dos modelos educativos que, a dia de hoje são discutíveis.
Diariamente, um profissional espanhol de perfil médio recebe uns 150 mensagens e impactos originados por outras pessoas mediante as diferentes plataformas tecnologias atuais. Em 2015 serão mais de 350 impactos diários recebidos pelo nosso querido professor e uma alta porcentagem deles serão estímulos gerados pela própria tecnologia em primeira pessoa, sem intervenção de um ser humano, de uma forma totalmente autônoma. Todos coincidimos em compartir que muito possivelmente hoje não poderíamos assumir tal quantidade de estímulos e informação, nossos filhos o farão.
Dizia o prestigioso guru e palestrante, expert em e-learning, Marc Prensky que “os alunos mudaram de forma radical; já não são as pessoas para as quais foi desenhado nosso sistema educativo”. Acredito que não podemos estar mais de acordo com ele. Esse cenário já é real, mas se fará mais evidente em muitos poucos anos e essa brecha criada entre um sistema educativo paralisado e seus alunos 2.0 crescerá exponencialmente nos próximos anos, até o ponto de que o sistema educativo atual, tal e como concebemos, carecerá completamente de sentido.
Nativos Digitais
Em breve, os nativos digitais nascidos a partir de 1985 serão as vértebras de uma nova sociedade que criará a ruptura de gerações como jamais antes na historia da humanidade havia ocorrido, e nunca num espaço de tempo tão curto. Assim, veremos como durante muitos anos conviveremos com duas gerações: os filhos do Baby Boom e os nativos digitais, só nos separaram trinta anos, seremos tão próximos e ao mesmo tempo tão distantes…
Os nativos digitais respondem e aprendem de estímulos que seus predecessores nem sequer conseguiram compreender; evoluem rápido, não compreendem o conceito da tecnologia, já que para eles a tecnologia não existe, a tecnologia “é”, nasceram com ela, são mais rápidos, mais criativos, mais abertos e interagindo de outra maneira muito diferente às gerações anteriores. Falamos de uma geração que não observa e aprende; simplesmente participa, comparte, interatua.
Vamos conhecer uma geração que viverá a maior parte da sua vida baixo o conceito de “conexão total”, conectividade entre os indivíduos, conectividade na Internet, e também num cenário muito próximo, desenvolverão a conectividade da pessoa com as máquinas inteligentes ao seu entorno. É uma geração que nunca compreenderá o que é um telefono; o primeiro terminal de comunicação que terão em suas mãos e possivelmente muito cedo, será um avançado dispositivo tipo Smarth-phone, onde a comunicação que realizarão não se parecerá muito ao nosso querido “Alô, sou o Edu. Feliz Natal” – que apesar de nos tocar o coração – para essa nova geração de nativos digitais, terá muito que ver com as limitações atuais do mundo em que vivemos.
A revolução do e-learnign 2.0 chegará aos colégios de nossos filhos, que viverão uma reestruturação similar ao que a Internet viveu com as novas tecnologias e a aparição da web 2.0. O aluno não será um receptor passivo da mensagem, mas sim interatuará com ela, mudando o rol do educador, fazendo com que participe da comunicação, que deixará de ser um canal unidirecional para se converter num novo meio, que incentiva e estimula o alto rendimento intelectual e revoluciona a mensagem de aprendizagem.
Internet, um novo professor
O lugar natural de um professor passa a ser o de um imigrante diante dos seus alunos, pois desde cedo serão experts em tecnologias e poderão manifestar um rol de relativa superioridade no uso das ferramentas técnicas mais comuns no entorno escolar, que para eles serão tão simples e acessíveis como complicadas para nossos mestres.
O conceito de exposição e aprendizagem escolar, realizando duas ou três perguntas diárias a um mentor, mudará radicalmente com a aprendizagem digital. Os alunos farão centenas de perguntas ao dia através de um motor de busca na Internet, que saciarão e retroalimentarão a inteligência e ânsia de informação do aluno, forçando a um crescimento intelectual nunca antes experimentado.
Atualmente se realizam três bilhões de buscas diárias no Google. Em 2015 se estima que serão cerca de nove bilhões de buscas diárias de informação.
A principal reflexão que podemos extrair é que o modelo tradicional educativo, o modelo “broadcasting”, desaparece e o mais importante e a conversação, aprender interatuando e não observando. Essas mudanças exigirão uma mudança formativa sem precedentes do corpo docente e diante do qual todos devemos estar preparados.
O guia da informação e aprendizagem de um aluno não será seu professor, será Internet. O professor exercerá um rol de moderador nessa aprendizagem entre aluno e seu meio natural: a rede. Conceitos como os livros de texto e os cadernos de trabalho não só existirão, como que carecerão de toda lógica e será muito difícil defender sua necessidade nos próximos 10 ou 15 anos.
Em que situação fica a geração anterior diante desse novo cenário?
Somos os primeiros a ter filhos nativos digitais, careceremos de referencias e experiências pessoais validas que nos podem orientar nessa situação. O modelo anterior não serve, necessitamos encontrar e criar nossas próprias referências pessoais, que previsivelmente darão forma a um novo modelo, que pode ser de orientação, e depois será avaliado e adaptado pelas gerações que virão.
O modelo familiar deveria passar de ser “protetor e repressor” diante dos estímulos tecnológicos para se converter num modelo aberto e participativo que favoreça o estimulo para as novas tecnologias. A família deve ajudar nesse labor de intermediação na informação que se recebe, moderando e relativizando os conteúdos, ajudando a consumir informação com um ponto de vista critico, forçando a equilibrar o tempo físico e digital, buscando um equilíbrio emocional e moral no uso das novas tecnologias, e adaptando a nós mesmos, seus progenitores, a um meio que já hoje em dia está mudando o mundo.
O novo rol dos centros de ensino
A escola passará a se ruma comunidade colaborativa que potenciará e moderará o aprendizado, dentro de um ecossistema de informação que aprende e comparte elementos, interatua e mantém num mesmo rol o aluno e o professor.
A escola do século que vem cruza os limites fixos e leva o aprendizado a um conceito 24×7, no qual o aluno recebe estímulos, interatua comparte e aprende, dentro e fora das aulas por igual, os sete dias da semana e a todas as horas. A educação não se escreve a um espaço físico fechado, a escola é uma rede social de pessoas que inter-relacionam umas com as outras em qualquer momento, a escola não e um lugar, é um sistema acessível desde qualquer lugar e desde múltiplos suportes tecnológicos ao mesmo tempo em que já se conhece como “aula aberta digital”
Aproxima-se um tempo fascinante, onde as graves deficiências educativas atuais desaparecerão, tentemos não desaparecer com elas por não querer entender essa nova espécie: os nativos digitais.
Tags: e-learning, nativos digitais, Tecnologia, Web 2.0
Google Chrome OS: O assalto da Google
(Tribuna publicada no dia 10 de Julho no diário espanhol 5 Dias)
Com noturnidade e aleivosia, como o que sabe que ultrapassam certos limites até agora vetados, Google anunciava seu sistema operativo baseado em Linux, que com o nome de Google Chrome OS, cujo código será liberado a final do ano, estará disponível para o grande publico a mediados de 2010. Não podemos passar por alto a transcendência dessa noticia, não só porque supõe o fato de uma declaração de guerra entra ambas companhias, mas sim pelas repercussões que terá para o usuário final.
No cenário conhecido até a data, o mercado dos computadores portáteis esta dominado pelos distintos sistemas operativos da Microsoft, representando um monopólio com um 96% de quota de mercado. Agora Google pretende reverter em poucos anos esta situação, apresentando Chrome OS como um sistema operativo especialmente rápido, baseado em código livre e desenhado para equipamentos portáteis, o único segmento do mercado de PC em continuo crescimento, atacando assim um dos ingressos chave e recorrentes que ainda restavam à companhia de Bill Gates e nos que se baseia para financiar suas aventuras, geralmente falidas nos últimos anos dentro da Internet.
A transcendência desse movimento estratégico se assemelha a potencia de um enorme tsunami, que não por anunciado deixará de arrasar com tudo e fará cambalear os cimentos da Microsoft. É possível que esse movimento seja o principio do fim do monopólio que exerceu o sistema operativo Windows durante mais de 15 anos.
Em primeiro lugar, os fabricantes de hardware esperavam a noticia esperando ter uma alternativa ao trato monopolístico de Microsoft nos últimos anos, no qual se viram forçados diante da falta de alternativas a cumprir uma a uma todas as exigências do gigante de Redmond. Ate a data, as alternativas de código livre não tinham interesse comercial para eles, nem apenas uma demanda por parte dos usuários. Agora isso muda, Google e soma uma imagem de marca e garantias incontestáveis, um sistema operativo novo, baseado em conceitos de cloud computing e tudo isso…a custo zero.
E se não é suficiente, Google já prepara um plano estratégico com ações de revenue share, para estimular e incentivar aos fabricantes a dar o primeiro passo e basear seus produtos no novo Chrome OS.
O usuário final terá um beneficio imediato, ao prescindir o fabricante do equipamento o custo do sistema operativo do Windows, que se pode repercutir numa redução de preço rondando um 10%-15% de um equipamento portátil.
Microsoft fica a espera de jogar as ultimas cartas. No primeiro lugar, uma política de redução de preços sobre seu sistema operativo como via de minimizar o problema, e em segundo lugar confiar na até agora alta dependência do usuário de executar os programas desenhados para PC, coisa que não poderá ser feita baixo Google Chrome. Seja como seja, a guerra total começou, e cada usuário deve escolher seu lado.
Tags: 5 Dias, chrome, google, microsoft, tribuna, windows 7
Onde esta a universidade? (no apoio ao empreendedor)
Vendo exemplos americanos especialmente, mas também franceses, ingleses, japoneses e dos países nórdicos, esta manha me perguntava a mim mesmo onde esta na Espanha e obviamente no Brasil, a universidade n campo de alentar empreendedores e ser a fabrica de negócios de novas tecnologias. De lhes empurrar, lhes formar, encontrar sócias industriais que apóiem e validem o projeto.
Numa agradável conversa outro dia com Raul Mata de Factoria de Ideais, ele me comentava algumas iniciativas da Universidade Politécnica para alentar empreendedores e ser uma verdadeira incubadora que valida projetos de investigação e tecnologia. A idéia me parece apaixonante. Mas claro que estarmos nesse ponto em 2009 me resulta chamativo.
Não acredito que exista melhor universidade que aquela que possa levar projetos adiante, melhor formação que a de construir realidade nenhuma. Podemos gerar alunos em melhor ou pior medida, mas também poderíamos tirar das universidades (que para essas coisas sim tem meios suficientes) fornadas de empreendedores e projetos que nasçam na universidade, ali se rodem e se validem e os que vão saindo diante e sejam inteligentes contem com o apoio interno de contato com sócios industriais, Bussiness Angels, empresas do setor, com acesso a financiamento, e a investidores, mas também com envolvimento de pessoas relacionadas com o mundo universitário que serve como filtro e validação das idéias.

A mim, se me chega um projeto de tecnologia interessante, visado por uma universidade espanhola de prestigio, com recorrido dentro dela, e havendo passado filtros sérios e saindo adiante com vistos de viabilidade, isso me animaria mais a apóie-lo e investir.
Sim, sei que agora alguém me enviará por email exemplos de universidade que” investem”, “apóiam” “atuam como viveiros” , etc. Mas falemos em sério, não de orçamentos que costumam acabar onde sempre, falemos de criar empresas de verdade. É viável que dentro da Universidade exista projetos que cresçam apoiados desde a faculdade como viveiro e saiam dela? Conhecem algum caso?
Algum Bussiness Angel participa com alguma universidade publica ou privada nessa segunda fase apoiando e avaliando os projetos dela? Algum exemplo de projeto de Internet e tecnologia que triunfou saindo de uma universidade? Cuidado, eu não me refiro criado por universitários, mas sim nascendo desde a mesma universidade como guarda-chuva de apoio.
Empreendedores na universidade vêm possível e buscam apoio para iniciativas empresarias embrionárias dentro dela? O acabam mandando embora alternativas à margem desta?
Há poucos casos ou estou perdendo algo? Se o novo Google não tivesse administrado nas aulas de Stanford, mas sim nas de USP alguém apoiaria? Ou haveria sido um estâse mais de uns estudantes que termina em nada.
Ultimamente estou de saco cheio de ver Bussiness Plans. Nenhum foi remetido a mim direta ou indiretamente por uma universidade. Nenhum dos que me chegaram por outras vias nunca contaram com o apoio ou esteve visado por uma universidade publica nem particular. Podemos nos limitar a ir a Universidade quando nos convidam a dar uma palestra, o que o tema de verdade seja proativo e bidirecional como deveria.
Ao meu entender, aqui, há algo que falha.
Tags: Empreendedores, Empresas, Iniciativas, Investimentos, Off Topic
Parking de Domínios, uma razão para evitá-lo
Não vou descobrir nada novo mas talvez possa exemplificar graficamente com uma experiência num domínio que utilizamos depois de estar um tempo no parking de domínios.
Pensei bem antes de ter os domínios que não uso estacionados. Principalmente porque como contei em alguma ocasião a idéia da nossa carteira de domínio não é a venda, mas sim o desenvolvimento. Obviamente se chega uma boa oferta poderíamos valorizar a venda, mas não é essa a idéia.
Atualmente temos uns 600-800 domínios estacionados em SEDO. Isso nos gera que enquanto estão “dormindo” posamos acessar a uns ingressos publicitários em base a seus typeins. Esses ingressos são muito baixos, para os que tenham curiosidade lhes direi que do tipo de 400-500 Euros ao mês, não muito mais que isso. É verdade também que aparentemente outros provedores reinvistam mais no parking dos domínios que por seu uso, ou ao menos muitas pessoas que conheço trabalhando com outras companhias estão mais contentes.
Sé que existem pessoas que são especialistas em parking, que compram domínios parecidos a nomes de portais e/ou marcas de trafico e que economicamente se exploram de maneira incrível, por exemplo, twiter.com com só um “t” ou yutube.com, coisas assim… Vi casos de 300 e 500 Euros diários em publicidade nestes casos nos EUA, mas esse é outro negocio, nos nunca registramos esse tipo de domínios, só registramos genéricos interessantes de tornarem-se úteis gerando conteúdo.
Faz uns meses que Google liberou Adsense for Domains sem pedir um volume mínimo. Isso faz pensar que não tem muita lógica trabalhar com intermediários que são revendedores e distribuidores de Adsense. Mais que nada a lógica é a preguiça de não mover o DNS e ocupar de golpe centenas de domínios, ainda que mover DNS e gerar seu próprio sistema de parking pode te fazer fugir de penalizações massivas que têm os parkings de domínios.
Mas o tema dos ingressos do parking de domínios não é o que eu gostaria de tratar, já estou indo pelas estribeiras! O que eu gostaria de mencionar é o tema de posicionamento de um domínio que esteve anos ou meses “estacionado” e seu problema na é em listar-se, mas sim responder a buscas segundo seu potencial.
É claro que os buscadores penalizam a esse tipo de domínio estacionado, e há ocasiões nas que Google mantém durante muito tempo apesar de deixar de esta em parking. Demorar 4-5 meses mais em arrancar um projeto que produziu 100 Euros em 2 ou 3 anos de parking é ridículo. Não vale a pena e geralmente quando estamos nessa situação pensando “porque não deixei offline ao invés de estacionado!”
Insisto que há vezes que a despenalização é rápida, e em 3-4 meses você já começa a sair em buscas. Este gráfico é de um domínio que durante 3 anos esteve estacionado. Em janeiro de 2007 começamos a gerar conteúdo e se mantinha em 1xxx visitas diárias. 6 meses mais tarde, em Junho de nos alarmava já que apesar dos nossos esforços a web se mantinha nessa posição e não crescia, observando o caudal de trafico de buscadores era mínimo e fazendo provas de buscas vimos que nosso posicionamento existis mas era suspeitosamente mau para o potencial que tínhamos. O domínio tinha PageRank, estava indexado mas não respondia bem às buscas.
Através de Webmaster Tools (ferramenta cada vez mais útil) contatamos com Google a principio de Julho de 2008. Eu não via razão para nenhuma penalização é como se “estivesse ficado preso” no seu status anterior e o parking nos pesaria ainda 6-7 meses mais tarde encima.
Google não responde quase nunca, imagino que é mais fácil e cômodo não fazê-lo, mas como podem ver no gráfico 1-2 semanas mais tarde o domínio seguiu com a mesma indexação, o mesmo PageRank e conteúdo, mas começou a responder à buscas multiplicando até 5x seu trafico e 10x o caudal de trafico desde Google. É como se tivessem atado com uma cordinha, e a penduraram deixando voar.

Esses 6 meses perdidos de um comportamento normal, o tempo e recursos de analise, provas, etc., que nos levaram, faz que para mim valha a pena deixar as coisas num parking de domínios. Essas penalizações podem levar 2-3 meses normalmente em pular, mas há vezes que s estendem e desesperam como é este caso.
Tags: Buscadores, Domínios, Geral, google, Internet, Meus Domínios, Opinião, Parking de Domínios, SEO
O que representa (realmente) estar em primeiro lugar num buscador
Estou trabalhando no redesenho de um velho site de música, criado em 2006, se trata de uma web que contém vídeos musicais o qual pretendo melhorar muitíssimo para SEO já que tem muitas falhas estruturais e outros detalhes que ficaram atrás no tempo.
Gosto antes de realizar mudanças drásticas avaliar as stats de cada site e como indexam os buscadores. Cheguei à conclusão de que esse domínio tem alguns erros enormes de programação, usabilidade e desenho que nos limitam muito um caudal massivo de trafico a partir de Google. (Além do desenho que envelheceu ficando muito muito feio e antigo).
Atualmente este domínio tem entre 450.000 e 500.000 usuários únicos e chega a imprimir entre 2,5 e 3,5 milhões de páginas/mês. Por determinados fatores creio que são quantidades mínimas para o que é seu potencial e penso que em seis meses, aplicando uma lista de mudanças de desenho, usabilidade, número de urls indexadas, conteúdo, seções, estrutura e otimização, etc. poderemos triplicar o número de usuários (sobre 1,5 milhões mensais) e sobre 4-5 vezes esse numero de páginas vistas (penso que podemos estar sobre 10-12 milhões).
O caso é que desenvolver um documento que nos guia em todos as mudanças e que implica meu trabalho junto ao desenho, redação, e programação, realizei uma analise muito intensa das estatísticas e os resultados em buscadores.
Enquanto o fazia me surpreendi vendo que musica.pro estava em primeiro no Yahoo, buscando por música; nem eu tinha notado. Sem dúvida em Google o mesmo termo, estamos na segunda página, no posto 16; sejamos sinceros, ninguém entra com “musica” no Google.

O que isso significa? Pode-se ver claramente o tráfico. Apesar de mal posicionado por “Musica” uma palavra top10 de trafico e mal posicionado em buscas Long Tail no Google (estas últimas são a chave para multiplicar o tráfico), podemos ver como 86% do tráfico que provém de buscadores chega de Google. De Yahoo, inclusive, com essa primeira aposição numa palavra tão demandada, um pequeno % quase residual.
(Prefiro não precisar de quanto tempo é o gráfico, mas lhes digo que é de um período largo).

Acredito que é uma maneira gráfica e numérica de ver para que ficam as palavras Premium em Yahoo. Pessoalmente calculo que estar em primeiro em “musica” no Google poderia trazer umas 50.000 visitas ao dia.
Moral da história: Inclusive estando mal posicionado no Google e muito bem no Yahoo, o primeiro pode seguir te reportando 90% do seu tráfico de buscadores. E o terceiro em discórdia, MSN?…nas stats terá você mesmo a resposta.
Não, também não sai em Cuil
Tags: buscas, google, música, musica.pro, posicionamento, SEO, yahoo
A importância do SEO e a planificação no tráfico estacional
Há muitos sites de picos de tráfico estacional. Os sites de jogos, os de postais ou os de cozinha são um bom exemplo disso.
Pessoalmente, acredito que o trafico no quantitativo é importante, mas cada vez nos vamos centrando mais no qualitativo; em buscar um perfil de usuário que responda melhor aos estímulos do site (publicidade, taxa de retorno, consumo em TMC, etc.).
Dentro de nossas planificações cada vez dou uma importância maior a uma mistura de SEO, o tipo de conteúdo, a analítica e a planificação estacional de conteúdos. Temos experiência em praticamente todos os campos…talvez todos exceto viagens esportes (onde fizemos historicamente bastante mal exceto em motor), e economia e negócios, onde não entramos a gerar conteúdos, nunca me decidi e não creio ter estrutura necessária nem a equipe para fazer algo sério.
Queria por o exemplo do nosso site de cozinha em Ócio Networks que leva alguns anos online e tem 270.000 usuários únicos imprimindo umas 600.000 páginas vistas por mês (dados de Dezembro de 2008). A cozinha e a alimentação em geral são nichos nos quais não se pode alcançar tráficos extremos como em outros assuntos, mas que se trabalha constante e vamos conhecendo o setor e assim fazendo coisas interessantes. Além disso, há um valor adicionado, que não deixa de ser chave neste nicho, os picos do setor estão no mês de Dezembro, fim de ano, mês de maior penetração publicitária e de fim de contas anuais. Um mês mais interessante que outros para gerar picos de trafico já que se traduzem em ingressos publicitários com mais facilidade.
No ano passado analisamos o comportamento dos usuários nas datas natalinas. As ceias de Natal e Ano Novo nos deixaram ver que a demanda de informação para essas datas a nível gastronômico poderia fazer disparar o trafico de um site em mais de 100%. Observamos com atenção o fenômeno e vimos que em Dezembro de 2007 o trafico web efetivamente dispara (tráfico de RSS permanecia estável) enquanto que o volume de trafico de buscadores quase triplicava. Passamos de uma média de 5.000 visitas diárias a picos de quase 11.000 os dias 24 e 31 de Dezembro. O caudal que provem de buscadores subiu nessas datas um 300%.

Em Outubro-Novembro de 2008 com a experiência do ano passado quisemos provar a forçar um pouco a máquina conhecendo nosso grande potencial SEO neste domínio (muito mais consciente para aceitar tráfico de buscadores e mais maduro que 1 ano atrás). Para isso quis gerar certos conteúdos muito específicos semanas antes para poder captar esse tráfico natalino de forma mais forte e ver se podíamos aplicando essa analise gerar um ratio de maior crescimento. O resultado é o que segue, conseguimos passar uma média de 8.000 visitas únicas diárias a picos de 22.000. O ratio de crescimento de trafico de buscadores criou uma curva mais pronunciada, e chegou a crescer um 500% no mês de Dezembro de 2008 (quase o dobro do crescimento do ano passado ).

Creio que cada vez será especialmente em blogs, definir um target e momento de publicação para captar nichos de trafico muito específicos, mas ainda que isso seja interessante outra das chaves é que o conteúdo e a usabilidade, e inclusive o nome do domínio facilitem a possibilidade de que esse trafico bruto possa fidelizar-se e ser consumidor de conteúdos em outras ocasiões ao largo do ano.
A propósito vejo para a busca cozinha em Google Espanha, o primeiro e segundo é um crack, Karlos Arquiñano que é pioneiro em internet com uma web magnífica…, não havia prestado atenção. Nosso cocina.org (espantosamente listado em sua página principal;, coisa que devo arrumar urgente), esta apesar de tudo em sétimo. Me proponho em coisas pendentes otimizar essa página inicial e conseguir em alguns meses dar um cafungada no cangote nessas buscar a Karlos
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Adsense: minha verdade e alguma confidência
Em muitos dos eventos de empreendedores e Internet que tive a oportunidade de visitar em 2008, ouvi idéias que comparto só em alguma parte como que “um negócio não deve viver de Adsense”, “Adsense é a solução fácil”, “Adsense só vale para auto-emprego”.
E digo que comparto essas idéias por determinados motivos.
O primeiro porque é importante dizer que Adsense foi um dinamizador desse negócio, trouxe a democratização da publicidade e permitiu a muitas pequenas e GRANDES empresas resistir e ter um negócio de modelo viável. Creio que não se devem demonizar os modelos de negócio destinados à monetizar sozinho ou em grande parte com publicidade desse sistema porque demonstrou que é tão estável ou mais, que o anunciante direto, as redes de afiliação e as grandes redes publicitárias.

É muito baixo o que se paga por CPC? O custo por milhar de impressões (COM) que se consegue é insuficiente? Uma empresa não pode viver só de Adsense? A partir de certos umbrais não se pode ganhar mais? Piora o rendimento se não só uso esse sistema contextual? Há temas ou formatos ruins para usar Adsense?
Tudo é relativo, e vou tentar dar minha opinião, em base a minha experiência com Adsense, já que tenho umas das primeiras contas da Espanha, desde 2002 e a sigo utilizando. Tive muitas alegrias e desgostos, como é possível que a algum dos meus amigos de Google aconteça ao ler esse post
e acredito que é justo refletir ambos e não ficar só no negativo.
Lembro-me que em meados de 2002 desde Google Inc. em USA – naquele então pouco mais que um buscador – entrou em contato comigo Kristen Jeppssop, me falou por primeira vez do Adsense, um programa que haviam lançado nos EUA e que queriam implantar na Espanha. Ofereceu-me uma conta Premium e me explicou que tinham interesse em contar comigo para começar a implantá-lo na Espanha. Imagine se não era a pré-história desse programa, estivemos meses trocando por email fax e propostas de contrato (uns contratos muito made-in-USA com 15-20 folhas de ridículas clausulas). Igualzinho que hoje em dia que é possível registrar-se em 2 minutos via web.
Incrivelmente para os que conhecem o programa, me propunham comprar e pagar TODO o inventário de forma fixa a CPM. Propunham-me comprar por 3 anos toda minha publicidade. Garantiam-me poder crescer de forma sustentável e compatível com a publicidade gráfica na época pós-borbulha.
Em uma dessas decisões de guru que tomo (esta está no top3 das tomadas de decisões nos últimos 10 anos) decidi ir “mais suave” e não comprometer toda a publicidade de forma tão agressiva nesta nova invenção com esse pessoal da Google :-D e preferi outra opção em revenue share a CPC e provar e aprender pouco a pouco que futuro tinha essa historia. É dizer, entrei no que agora conhecemos como Adsense puro e duro.
Não sei se foi em 2002 ou 2003 quando publiquei meus primeiros anúncios de contextuais, ainda os continuo publicando.
O Adsense é rentável? Existe dependência ao Adsense?
Minha opinião em ambos temas é rotundamente SIM.
Os portais do Grupo Publispain dependeram enormemente de Adsense de 2002 a 2006. O fato de ter contrato com 8-9 agências de publicidade nacionais e internacionais não fez que essa Adsense-dependência minguasse. O motivo é claro: funcionava melhor e a qualidade e relevância dos anúncios o fazia muito mais rentável que a publicidade gráfica convencional!
É verdade que aprendemos muito nesse período, não somente nós, também Google e há certos truques de localização, cor, relevância textual, formatos e inclusive assuntos, etc. que são básicos testar e conhecer para ter boa conversão de Adsense a eCPM.
Fatores como a cor do anuncio, a esquina redonda ou não, a caixa ou não, são críticos e podem fazer variar na mesma posição e formato até um 35-40% o rendimento da sua conta. Nem tudo funciona segundo sites e tipologia de conteúdo.
Adsense-dependência?
Devo confessar que sim. Em 2005 no momento auge chegou a representar um 78% do faturamento total dos portais do Grupo Publispain. Cheguei a me sentir um empregado bem pago de Google. Ao montar Ócio Networks quis minimizar esse “problema” ao máximo. Posso comentar que a porcentagem do faturamento do sistema Adsense na rede de blogs de Ócio Networks é residual; exatamente o 12% no ultimo trimestre de 2008.
Ouvi de forma depreciativa que uma empresa pode ter um modelo válido baseado em Adsense. Isso é verdade? Adsense é uma solução de auto-emprego?
Google Inc. não me permite, (baixo pena de expulsão do paraíso o algo do tipo) publicar dados detalhados de tráfico nem de rendimento da minha conta, especialmente são problemáticas capturas com o CPC, eCPM, etc., mas sim posso dizer que é uma solução real e válida inclusive como modelo de negócio para uma companhia (cuidado, isso não quer dizer que seja ideal depender assim de uma única empresa).
Quanto dinheiro se pode ganhar com Adsense?
Não acredito romper nenhuma informação confidencial já que é informação pública fiscal, se digo que chegamos a faturar num mesmo ano com Adsense uma quantidade perto a 1 milhão de dólares em nossa rede de portais. Esse faturamento publicitário não seria modelo de negócio suficiente para uma companhia espanhola? Minha resposta é clara; uma empresa pode viver de Adsense, porém cuidado, pois depender de Adsense é um risco.

Aonde não colocaria Adsense?
Há sites aonde Adsense não funciona. Sites de fóruns, fotologs, de fotografias, wallpapers e em geral pouco conteúdo contextual dão rendimento ruim, em redes sociais acredito que não será aceita e em blogs também falta certa versatilidade de integração. Nichos de economia, energias renováveis, finanças, informática, empresa e ciência SE A INTEGRAÇAO QUE É A CHAVE, É BOA, deveria funcionar bem.
Que é eCPM podia aspirar a conseguir?
Há pessoas com eCPM altíssimos. Sim, sei que os vi, mas muitos são amostras de tráfico muito especificas e pequenas (menos de 5 ou 10 Mll de páginas vistas). Minha experiência é que manejando grandes volumes, o maior eCPM médio de um mês esteve em torno a 2,x US$.
Temos publicações com 8 y 10 US$/COM mas esse tipo de rendimento não se dá em publicações com inventários de milhões de paginas vistas ao mês. Buscaremos o equilíbrio trafico VS. eCPM.

Se além de Adsense utilizo outras soluções de publicidade gráfica, piora minha CPM?
Sim, mas minimamente. Ambas as opções são perfeitamente compatíveis e em minha opinião recomendáveis para não depender de um único sistema.
Qual é o maior risco?
Que você é um número. Há pessoas que gostam de serem, outras que não.
Se um dia te fecham a conta e é injusto, pois não é bonito ser um número mais. Terá que enviar emails e receber emails tipo em muitas ocasiões. A falta de certo contato direto e pessoal num negócio do qual pode depender em alta porcentagem, é um risco evidente, e uma intranqüilidade.
Devo quebrar uma lança a favor de Google ao dizer que nos últimos tempos tentam melhorar esse ponto. Há um departamento para isso. Lamentavelmente não na Espanha nem no Brasil, mas sim na Irlanda. Se servir de exemplo a alguém, eu não tenho contato direto com Google na Espanha, surrealista, não? Sim nos EUA, Irlanda e França. Na Espanha só com comercias de Adwords. Uma pena.
Ouço que Adsense piorou isso é verdade?
Sim, sem nenhum tipo de dúvidas fatores como a queda do dólar, medidas de separar o CPC da rede de busca de Google (que geralmente rende mais ao anunciante) e a rede de conteúdo, os novos produtos de Google ou inclusive as medidas para tentar minimizar e click fraudulento ou errôneo em beneficio do sistema e os anunciantes, fizeram que se reduzam os depósitos de Adsense aos suportes (empresas e webmasters).
É necessário ter uma ou varias contas em Adsense?
Bom, eu tenho 3. Vejo razoável ter mais que uma. Uma vez, em 2004 me eliminaram uma por problema em um fórum com conteúdo adicionado por um usuário. Hoje em dia já não atuam assim tão fortemente, compreendem melhor o conteúdo auto-gerado e analisam mais as coisas… Mas… Eu mantenho 3 contas
O Adsense é um sistema tirano?
Sim, como todo mo-no-pó-lio. Mas se adaptado e se o entende poderá aproveitar dessa tirania sem se importar, já que também é um sistema justo se souber utilizá-lo bem. Se trabalhar com um tráfico razoável, um bom tema, e otimiza bem os anúncios, funcionará.
Ouço muito falarem das redes sociais e sua potência num futuro para a publicidade online. Isso, mais o sistema de publicidade contextual poderiam engrandecer o êxito de Adsense na minha rede social?
Acredito que as grandes redes sociais gerais no fundo sabem que não vão faturar o que acreditam e com Adsense. Necessita-se uma evolução de Adsende para blogs e outra para redes sociais totalmente diferentes às atuais. As redes sociais não ganharão em relação às páginas vistas (enormes) mas sim em relação aos usuários únicos. De certa forma os usuários comportam-se como os usuários de fóruns, vão com uma finalidade, não lerão nem clickarão nessa publicidade, estão “vacinados” e vão diretamente ao conteúdo que buscam de forma mecânica. Redes como Tuenti poderão ganhar dinheiro com Adsense, mas não encontrarão nesse sistema grandes eCPM; de fato creio que serão muito baixos e devem experimentar como fazem com outro tipo de soluções.
Que formato NÃO deixaria a Adsense?
Não deixaria o cabeçalho, o banner 729×90 (megabanner) superior. Funciona regular, não se relaciona com o texto (importante para ter anúncios com maior qualidade) e é o formato por excelência da publicidade gráfica.
Não gosto nada dos vínculos de enlaces. É dar/perder trafico sem receber depósitos já que se há será depois do segundo click. Além disso esteticamente me espantam.
Não gosto de habilitar publicidade gráfica, só texto. Sou da opinião que “Zapatero…aos seus sapatos”.
É possível criar um competidor de Adsense?
Bom, Yahoo e Microsoft deveriam ao menos ter tentado melhor ou mais sério… Se Yahoo começa a usar o sistema só resta a Microsoft. Se eles não puderam você muito menos poderá: É possível que consiga 100.000 ou 200.000 anunciantes na Espanha?
O êxito de Google radica num sistema eficaz, sólido e que ataca o Long Tail dos anunciantes na Espanha. Companhias aéreas usam Adsense e invertem muitos centos de milhares de Euros ao ano no programa, mas esse não é o êxito, o êxito não replicável e relevante é o capital de 1.000-10.000 Euros que invertem milhares de agências de viagens na Espanha.
Acredita-se que hoje em dia poderá sair um player local a competir nesse campo contextual… Possivelmente também acredita que poderá lançar uma bebida de cola que compita com Coca-Cola. É para mim, atualmente quase impossível, o que consiga me surprenderá muitíssimo.

Hum, enquanto escrevo isso é possível que alguém creia que faço apologia à Adsense, ou que ontem jantei com alguém da Google e estou um pouco contaminado
. Sou tremendamente crítico nesse blog, com essa companhia em muitas coisas, obviamente também a admiro por outras, mas ultimamente não ouço boas coisas de Adsense e queria contar minha experiência e dar minha visão do sistema de publicidade contextual.
Ainda assim não quero deixar de contar os problemas que tem para mim Adsense e sei que não descubro nada de novo:
- Que aparentemente esteja mexido. Sempre tenho a sensação de que é uma maquina de churros na qual o churreiro vive na Califórnia e corta e abre o grifo em determinados momentos.
- Que cada dia minimize mais os depósitos aos webmasters/suportes porque Google tem uma quota de mercado tão alta que a maneira de melhorar o rendimento e os benefícios muitas vezes é arranhar a margem operativa do suporte fazendo seus também esses depósitos. Vimos exemplos claros em música com que se prepara Google Labs, mas também em buscas locais, ou vendo projetos como Knol está claro que persegue Google Inc.
- Que na Espanha se recebe em Euros e se paga em dólares. Sangrento e pouco sério para os que como eu são anunciantes e suportes ao mesmo tempo. Disseram faz 1 ano que iam solver…fumando espero…
- Os emails tipo !! Nada como escrever a eles e receber um email tipo que não se encaixa no seu problema. Nos últimos anos parecem tentar melhorar o suporte, mas devem administrar centos de milhares de contas…e …ainda assim eu quando tive um problema sério hei de agradecer que Isabel Macis me dedicou seu tempo e atenção. Ainda assim, gostaria que pudéssemos trabalhar mais cara a cara com as pessoas de Google na otimização já que tenho claro que podíamos alcançar resultados muito melhores.
- É um mistério porque se compro uma palavra em concreto me custa no mínimo 0,08 Euros/click, e esses clicks em minhas páginas do mesmo assunto ano estão nessa proporção nem tirando a margem operativa de Google… É um tema de mistérios sem resolver… A não ser que Google disponha os clicks mais altos nos seus suportes, e os baixos CPC se derivem residuais a conteúdos de terceiros.
- Trabalhamos juntos há anos, me parece justo e ético que ambos (Adsense e eu) saibamos o que ganha o outro. Somos partners para tudo não?
Sou consciente que dou nesse post alguns dados pessoais de nossa relação com Google, que é importante por muitos motivos e não só econômicos para minhas companhias, e tenho cuidado para não violar os termos de serviço ao dá-los. Se dou dados reais de nossa relação é só com o objetivo de que possa ser útil essa informação a alguém e porque não vejo habitualmente que se comentem números reais de funcionamento. Creio que à algumas pessoas poderá ser útil conhecê-los.
Se é assim gostaria saber que foi assim.
Os gráficos de calor de Adsense para portais, blogs e fóruns que ilustram esse texto são da FAQ de Adsense Google.
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Não toque o maldito código!
Desde sempre me deu pânico tocar certas coisas dos portais quando estas funcionam de forma estável.
Nos últimos 45 dias tivemos um “divertido” momento de tensão ao tocar a programação de um portal de jogos flash que tínhamos online desde 2004. Esse portal recebe aproximadamente 25.000-30.000 visitas únicas diárias desde 2006 de forma estável. Ou seja, o gráfico jamais diminui essas cifras e imprime 6.000.000 de páginas vistas ao mês.
A estabilidade da web e o tráfico se pode ver neste gráfico de Analitycs referente aos primeiros 10 meses do ano.

No gráfico se pode ver a estabilidade do site, no qual se repetem ciclicamente os dentes de serra do fim de semana, exceto os meses de verão que o conceito fim de semana desaparece nas webs de lazer e entretenimento.
Conto o caso hoje porque acredito que é especialmente gráfico para poder ver duas coisas, o porquê muitas vezes serviços antigos não funcionam, melhor não experimentar muito com eles, e o porquê Google manda de forma radical.
Pois bem, fará 1 mês e meio, em uma dessas idéias brilhantes que as vezes tenho, decido atualizar um pouco o site diante de um conceito mais 2.0, contando com Jorge, nosso programador, Jaume, nosso Chefe Técnico e Diego, coordenador de Ócio Networks, lhes dando em alguns dias o trabalhinho de fazer as mudanças.
Em 10 dias retocamos o código e cambiamos o conceito, sem mudar as url indexadas nem a estrutura do site integramos num velho CMS um blog, no qual baseado no WordPress, se lancem noticias que não se publicam em WorPress mas sim se pintam no velho CMS na página principal, dando maior sensação de atualização da web.
Ficou bonito, eu me sinto bacana e ficamos com a sensação de ter lavado a cara da web, de haver aplicado algumas mudanças SEO que nos ajudariam a subir-lo um pouco de ranking e haver melhorado velhos detalhes de usabilidade, tão tranqüilos…
Parece que Google não ficou muito satisfeito com as mudanças e em 1 semana nos mandou ao abismo de forma inexplicável para mim e para minha equipe. Literalmente eliminou 90% do site do índex e deixou somente as novas urls. Por mais que revisamos o site não encontramos o motivo e juro nesses 45 dias dedicar muitas horas pensando o que fizemos de errado, sem encontrar a resposta. O resultado? Uma queda de 90% de url indexadas no Google, e uma queda de 90% do trafico do site. O mesmo gráfico anterior de uns dias atrás DÁ MEDO:

O desabe em cifras: de 25.000-30.000 usuários únicos ao dias à 3.500-3.800 ao dia. Um domínio que passa de imprimir 6.000.000 páginas vistas ao mês à 450.000 ao mês, da noite para o dia. O pior é seguir sem saber exatamente porque e a cara de tonto que fica.
Isso nos quer dizer 2 coisas mais, a primeira que Yahoo ou Live não existem. A segunda que não mantivemos fiéis por marca nem 10% dos usuários.
Após muito dar voltas, nosso programador chega à conclusão de que poderia ser um conflito gerado entre o WordPress e o velho CMS que, apesar de não ser perceptível aos usuários e para nossos spiders de prova, e não encontrar descrito nada assim, nem ter problema algum de usabilidade, poderia estar afetando ao buscador, que decidiu eliminar 6.000 urls do índice bem indexadas e com boas posições em menos de 7 dias, nos deixando com umas simbólicas 230.
Conclusão, Jorge realiza algumas modificações, em concreto no htacess e a relação do WordPress com nosso CMS, Jaume e eu não tínhamos a mais mínima confiança de que resolveríamos o tema por essa via porque seguíamos sem ver o problema, mas voilá…Google começa a comer de novo as urls (segue por 1.800 indexadas e ainda nos falta muito) e começa a recuperar o trafico pouco a pouco. Espero que dentro de um mês nos deixe onde estávamos… Já começamos a escalada em relação à posição anterior.

E é que muitas vezes, em coisas que funcionam, o “olha, mas não toca” se justifica totalmente, e necessitamos ter cuidado com as coisas que se fazem para não correr riscos tontos.
Tags: analitycs, google, jogos, SEO, usabilidade
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