Alejandro Suarez Sánchez-Ocaña, empresário do Setor de Tecnologia desde 1998, CEO do Grupo Publispain e da Rede de Blogs Lazer y Ocio Networks SL, presidente da Inversora Foley, conselheiro e fundador da Yes.fm, assessor e inversor de várias companhias de inovação, novas tecnologias e Internet.
Parking de Domínios, uma razão para evitá-lo
Não vou descobrir nada novo mas talvez possa exemplificar graficamente com uma experiência num domínio que utilizamos depois de estar um tempo no parking de domínios.
Pensei bem antes de ter os domínios que não uso estacionados. Principalmente porque como contei em alguma ocasião a idéia da nossa carteira de domínio não é a venda, mas sim o desenvolvimento. Obviamente se chega uma boa oferta poderíamos valorizar a venda, mas não é essa a idéia.
Atualmente temos uns 600-800 domínios estacionados em SEDO. Isso nos gera que enquanto estão “dormindo” posamos acessar a uns ingressos publicitários em base a seus typeins. Esses ingressos são muito baixos, para os que tenham curiosidade lhes direi que do tipo de 400-500 Euros ao mês, não muito mais que isso. É verdade também que aparentemente outros provedores reinvistam mais no parking dos domínios que por seu uso, ou ao menos muitas pessoas que conheço trabalhando com outras companhias estão mais contentes.
Sé que existem pessoas que são especialistas em parking, que compram domínios parecidos a nomes de portais e/ou marcas de trafico e que economicamente se exploram de maneira incrível, por exemplo, twiter.com com só um “t” ou yutube.com, coisas assim… Vi casos de 300 e 500 Euros diários em publicidade nestes casos nos EUA, mas esse é outro negocio, nos nunca registramos esse tipo de domínios, só registramos genéricos interessantes de tornarem-se úteis gerando conteúdo.
Faz uns meses que Google liberou Adsense for Domains sem pedir um volume mínimo. Isso faz pensar que não tem muita lógica trabalhar com intermediários que são revendedores e distribuidores de Adsense. Mais que nada a lógica é a preguiça de não mover o DNS e ocupar de golpe centenas de domínios, ainda que mover DNS e gerar seu próprio sistema de parking pode te fazer fugir de penalizações massivas que têm os parkings de domínios.
Mas o tema dos ingressos do parking de domínios não é o que eu gostaria de tratar, já estou indo pelas estribeiras! O que eu gostaria de mencionar é o tema de posicionamento de um domínio que esteve anos ou meses “estacionado” e seu problema na é em listar-se, mas sim responder a buscas segundo seu potencial.
É claro que os buscadores penalizam a esse tipo de domínio estacionado, e há ocasiões nas que Google mantém durante muito tempo apesar de deixar de esta em parking. Demorar 4-5 meses mais em arrancar um projeto que produziu 100 Euros em 2 ou 3 anos de parking é ridículo. Não vale a pena e geralmente quando estamos nessa situação pensando “porque não deixei offline ao invés de estacionado!”
Insisto que há vezes que a despenalização é rápida, e em 3-4 meses você já começa a sair em buscas. Este gráfico é de um domínio que durante 3 anos esteve estacionado. Em janeiro de 2007 começamos a gerar conteúdo e se mantinha em 1xxx visitas diárias. 6 meses mais tarde, em Junho de nos alarmava já que apesar dos nossos esforços a web se mantinha nessa posição e não crescia, observando o caudal de trafico de buscadores era mínimo e fazendo provas de buscas vimos que nosso posicionamento existis mas era suspeitosamente mau para o potencial que tínhamos. O domínio tinha PageRank, estava indexado mas não respondia bem às buscas.
Através de Webmaster Tools (ferramenta cada vez mais útil) contatamos com Google a principio de Julho de 2008. Eu não via razão para nenhuma penalização é como se “estivesse ficado preso” no seu status anterior e o parking nos pesaria ainda 6-7 meses mais tarde encima.
Google não responde quase nunca, imagino que é mais fácil e cômodo não fazê-lo, mas como podem ver no gráfico 1-2 semanas mais tarde o domínio seguiu com a mesma indexação, o mesmo PageRank e conteúdo, mas começou a responder à buscas multiplicando até 5x seu trafico e 10x o caudal de trafico desde Google. É como se tivessem atado com uma cordinha, e a penduraram deixando voar.

Esses 6 meses perdidos de um comportamento normal, o tempo e recursos de analise, provas, etc., que nos levaram, faz que para mim valha a pena deixar as coisas num parking de domínios. Essas penalizações podem levar 2-3 meses normalmente em pular, mas há vezes que s estendem e desesperam como é este caso.
Tags: Buscadores, Domínios, Geral, google, Internet, Meus Domínios, Opinião, Parking de Domínios, SEO
O que representa (realmente) estar em primeiro lugar num buscador
Estou trabalhando no redesenho de um velho site de música, criado em 2006, se trata de uma web que contém vídeos musicais o qual pretendo melhorar muitíssimo para SEO já que tem muitas falhas estruturais e outros detalhes que ficaram atrás no tempo.
Gosto antes de realizar mudanças drásticas avaliar as stats de cada site e como indexam os buscadores. Cheguei à conclusão de que esse domínio tem alguns erros enormes de programação, usabilidade e desenho que nos limitam muito um caudal massivo de trafico a partir de Google. (Além do desenho que envelheceu ficando muito muito feio e antigo).
Atualmente este domínio tem entre 450.000 e 500.000 usuários únicos e chega a imprimir entre 2,5 e 3,5 milhões de páginas/mês. Por determinados fatores creio que são quantidades mínimas para o que é seu potencial e penso que em seis meses, aplicando uma lista de mudanças de desenho, usabilidade, número de urls indexadas, conteúdo, seções, estrutura e otimização, etc. poderemos triplicar o número de usuários (sobre 1,5 milhões mensais) e sobre 4-5 vezes esse numero de páginas vistas (penso que podemos estar sobre 10-12 milhões).
O caso é que desenvolver um documento que nos guia em todos as mudanças e que implica meu trabalho junto ao desenho, redação, e programação, realizei uma analise muito intensa das estatísticas e os resultados em buscadores.
Enquanto o fazia me surpreendi vendo que musica.pro estava em primeiro no Yahoo, buscando por música; nem eu tinha notado. Sem dúvida em Google o mesmo termo, estamos na segunda página, no posto 16; sejamos sinceros, ninguém entra com “musica” no Google.

O que isso significa? Pode-se ver claramente o tráfico. Apesar de mal posicionado por “Musica” uma palavra top10 de trafico e mal posicionado em buscas Long Tail no Google (estas últimas são a chave para multiplicar o tráfico), podemos ver como 86% do tráfico que provém de buscadores chega de Google. De Yahoo, inclusive, com essa primeira aposição numa palavra tão demandada, um pequeno % quase residual.
(Prefiro não precisar de quanto tempo é o gráfico, mas lhes digo que é de um período largo).

Acredito que é uma maneira gráfica e numérica de ver para que ficam as palavras Premium em Yahoo. Pessoalmente calculo que estar em primeiro em “musica” no Google poderia trazer umas 50.000 visitas ao dia.
Moral da história: Inclusive estando mal posicionado no Google e muito bem no Yahoo, o primeiro pode seguir te reportando 90% do seu tráfico de buscadores. E o terceiro em discórdia, MSN?…nas stats terá você mesmo a resposta.
Não, também não sai em Cuil
Tags: buscas, google, música, musica.pro, posicionamento, SEO, yahoo
A importância do SEO e a planificação no tráfico estacional
Há muitos sites de picos de tráfico estacional. Os sites de jogos, os de postais ou os de cozinha são um bom exemplo disso.
Pessoalmente, acredito que o trafico no quantitativo é importante, mas cada vez nos vamos centrando mais no qualitativo; em buscar um perfil de usuário que responda melhor aos estímulos do site (publicidade, taxa de retorno, consumo em TMC, etc.).
Dentro de nossas planificações cada vez dou uma importância maior a uma mistura de SEO, o tipo de conteúdo, a analítica e a planificação estacional de conteúdos. Temos experiência em praticamente todos os campos…talvez todos exceto viagens esportes (onde fizemos historicamente bastante mal exceto em motor), e economia e negócios, onde não entramos a gerar conteúdos, nunca me decidi e não creio ter estrutura necessária nem a equipe para fazer algo sério.
Queria por o exemplo do nosso site de cozinha em Ócio Networks que leva alguns anos online e tem 270.000 usuários únicos imprimindo umas 600.000 páginas vistas por mês (dados de Dezembro de 2008). A cozinha e a alimentação em geral são nichos nos quais não se pode alcançar tráficos extremos como em outros assuntos, mas que se trabalha constante e vamos conhecendo o setor e assim fazendo coisas interessantes. Além disso, há um valor adicionado, que não deixa de ser chave neste nicho, os picos do setor estão no mês de Dezembro, fim de ano, mês de maior penetração publicitária e de fim de contas anuais. Um mês mais interessante que outros para gerar picos de trafico já que se traduzem em ingressos publicitários com mais facilidade.
No ano passado analisamos o comportamento dos usuários nas datas natalinas. As ceias de Natal e Ano Novo nos deixaram ver que a demanda de informação para essas datas a nível gastronômico poderia fazer disparar o trafico de um site em mais de 100%. Observamos com atenção o fenômeno e vimos que em Dezembro de 2007 o trafico web efetivamente dispara (tráfico de RSS permanecia estável) enquanto que o volume de trafico de buscadores quase triplicava. Passamos de uma média de 5.000 visitas diárias a picos de quase 11.000 os dias 24 e 31 de Dezembro. O caudal que provem de buscadores subiu nessas datas um 300%.

Em Outubro-Novembro de 2008 com a experiência do ano passado quisemos provar a forçar um pouco a máquina conhecendo nosso grande potencial SEO neste domínio (muito mais consciente para aceitar tráfico de buscadores e mais maduro que 1 ano atrás). Para isso quis gerar certos conteúdos muito específicos semanas antes para poder captar esse tráfico natalino de forma mais forte e ver se podíamos aplicando essa analise gerar um ratio de maior crescimento. O resultado é o que segue, conseguimos passar uma média de 8.000 visitas únicas diárias a picos de 22.000. O ratio de crescimento de trafico de buscadores criou uma curva mais pronunciada, e chegou a crescer um 500% no mês de Dezembro de 2008 (quase o dobro do crescimento do ano passado ).

Creio que cada vez será especialmente em blogs, definir um target e momento de publicação para captar nichos de trafico muito específicos, mas ainda que isso seja interessante outra das chaves é que o conteúdo e a usabilidade, e inclusive o nome do domínio facilitem a possibilidade de que esse trafico bruto possa fidelizar-se e ser consumidor de conteúdos em outras ocasiões ao largo do ano.
A propósito vejo para a busca cozinha em Google Espanha, o primeiro e segundo é um crack, Karlos Arquiñano que é pioneiro em internet com uma web magnífica…, não havia prestado atenção. Nosso cocina.org (espantosamente listado em sua página principal;, coisa que devo arrumar urgente), esta apesar de tudo em sétimo. Me proponho em coisas pendentes otimizar essa página inicial e conseguir em alguns meses dar um cafungada no cangote nessas buscar a Karlos
Tags: analitica, Audiência, cocina.org, cozinha, estatisticas, google analitycs, trafico, trafico web
Adsense: minha verdade e alguma confidência
Em muitos dos eventos de empreendedores e Internet que tive a oportunidade de visitar em 2008, ouvi idéias que comparto só em alguma parte como que “um negócio não deve viver de Adsense”, “Adsense é a solução fácil”, “Adsense só vale para auto-emprego”.
E digo que comparto essas idéias por determinados motivos.
O primeiro porque é importante dizer que Adsense foi um dinamizador desse negócio, trouxe a democratização da publicidade e permitiu a muitas pequenas e GRANDES empresas resistir e ter um negócio de modelo viável. Creio que não se devem demonizar os modelos de negócio destinados à monetizar sozinho ou em grande parte com publicidade desse sistema porque demonstrou que é tão estável ou mais, que o anunciante direto, as redes de afiliação e as grandes redes publicitárias.

É muito baixo o que se paga por CPC? O custo por milhar de impressões (COM) que se consegue é insuficiente? Uma empresa não pode viver só de Adsense? A partir de certos umbrais não se pode ganhar mais? Piora o rendimento se não só uso esse sistema contextual? Há temas ou formatos ruins para usar Adsense?
Tudo é relativo, e vou tentar dar minha opinião, em base a minha experiência com Adsense, já que tenho umas das primeiras contas da Espanha, desde 2002 e a sigo utilizando. Tive muitas alegrias e desgostos, como é possível que a algum dos meus amigos de Google aconteça ao ler esse post
e acredito que é justo refletir ambos e não ficar só no negativo.
Lembro-me que em meados de 2002 desde Google Inc. em USA – naquele então pouco mais que um buscador – entrou em contato comigo Kristen Jeppssop, me falou por primeira vez do Adsense, um programa que haviam lançado nos EUA e que queriam implantar na Espanha. Ofereceu-me uma conta Premium e me explicou que tinham interesse em contar comigo para começar a implantá-lo na Espanha. Imagine se não era a pré-história desse programa, estivemos meses trocando por email fax e propostas de contrato (uns contratos muito made-in-USA com 15-20 folhas de ridículas clausulas). Igualzinho que hoje em dia que é possível registrar-se em 2 minutos via web.
Incrivelmente para os que conhecem o programa, me propunham comprar e pagar TODO o inventário de forma fixa a CPM. Propunham-me comprar por 3 anos toda minha publicidade. Garantiam-me poder crescer de forma sustentável e compatível com a publicidade gráfica na época pós-borbulha.
Em uma dessas decisões de guru que tomo (esta está no top3 das tomadas de decisões nos últimos 10 anos) decidi ir “mais suave” e não comprometer toda a publicidade de forma tão agressiva nesta nova invenção com esse pessoal da Google :-D e preferi outra opção em revenue share a CPC e provar e aprender pouco a pouco que futuro tinha essa historia. É dizer, entrei no que agora conhecemos como Adsense puro e duro.
Não sei se foi em 2002 ou 2003 quando publiquei meus primeiros anúncios de contextuais, ainda os continuo publicando.
O Adsense é rentável? Existe dependência ao Adsense?
Minha opinião em ambos temas é rotundamente SIM.
Os portais do Grupo Publispain dependeram enormemente de Adsense de 2002 a 2006. O fato de ter contrato com 8-9 agências de publicidade nacionais e internacionais não fez que essa Adsense-dependência minguasse. O motivo é claro: funcionava melhor e a qualidade e relevância dos anúncios o fazia muito mais rentável que a publicidade gráfica convencional!
É verdade que aprendemos muito nesse período, não somente nós, também Google e há certos truques de localização, cor, relevância textual, formatos e inclusive assuntos, etc. que são básicos testar e conhecer para ter boa conversão de Adsense a eCPM.
Fatores como a cor do anuncio, a esquina redonda ou não, a caixa ou não, são críticos e podem fazer variar na mesma posição e formato até um 35-40% o rendimento da sua conta. Nem tudo funciona segundo sites e tipologia de conteúdo.
Adsense-dependência?
Devo confessar que sim. Em 2005 no momento auge chegou a representar um 78% do faturamento total dos portais do Grupo Publispain. Cheguei a me sentir um empregado bem pago de Google. Ao montar Ócio Networks quis minimizar esse “problema” ao máximo. Posso comentar que a porcentagem do faturamento do sistema Adsense na rede de blogs de Ócio Networks é residual; exatamente o 12% no ultimo trimestre de 2008.
Ouvi de forma depreciativa que uma empresa pode ter um modelo válido baseado em Adsense. Isso é verdade? Adsense é uma solução de auto-emprego?
Google Inc. não me permite, (baixo pena de expulsão do paraíso o algo do tipo) publicar dados detalhados de tráfico nem de rendimento da minha conta, especialmente são problemáticas capturas com o CPC, eCPM, etc., mas sim posso dizer que é uma solução real e válida inclusive como modelo de negócio para uma companhia (cuidado, isso não quer dizer que seja ideal depender assim de uma única empresa).
Quanto dinheiro se pode ganhar com Adsense?
Não acredito romper nenhuma informação confidencial já que é informação pública fiscal, se digo que chegamos a faturar num mesmo ano com Adsense uma quantidade perto a 1 milhão de dólares em nossa rede de portais. Esse faturamento publicitário não seria modelo de negócio suficiente para uma companhia espanhola? Minha resposta é clara; uma empresa pode viver de Adsense, porém cuidado, pois depender de Adsense é um risco.

Aonde não colocaria Adsense?
Há sites aonde Adsense não funciona. Sites de fóruns, fotologs, de fotografias, wallpapers e em geral pouco conteúdo contextual dão rendimento ruim, em redes sociais acredito que não será aceita e em blogs também falta certa versatilidade de integração. Nichos de economia, energias renováveis, finanças, informática, empresa e ciência SE A INTEGRAÇAO QUE É A CHAVE, É BOA, deveria funcionar bem.
Que é eCPM podia aspirar a conseguir?
Há pessoas com eCPM altíssimos. Sim, sei que os vi, mas muitos são amostras de tráfico muito especificas e pequenas (menos de 5 ou 10 Mll de páginas vistas). Minha experiência é que manejando grandes volumes, o maior eCPM médio de um mês esteve em torno a 2,x US$.
Temos publicações com 8 y 10 US$/COM mas esse tipo de rendimento não se dá em publicações com inventários de milhões de paginas vistas ao mês. Buscaremos o equilíbrio trafico VS. eCPM.

Se além de Adsense utilizo outras soluções de publicidade gráfica, piora minha CPM?
Sim, mas minimamente. Ambas as opções são perfeitamente compatíveis e em minha opinião recomendáveis para não depender de um único sistema.
Qual é o maior risco?
Que você é um número. Há pessoas que gostam de serem, outras que não.
Se um dia te fecham a conta e é injusto, pois não é bonito ser um número mais. Terá que enviar emails e receber emails tipo em muitas ocasiões. A falta de certo contato direto e pessoal num negócio do qual pode depender em alta porcentagem, é um risco evidente, e uma intranqüilidade.
Devo quebrar uma lança a favor de Google ao dizer que nos últimos tempos tentam melhorar esse ponto. Há um departamento para isso. Lamentavelmente não na Espanha nem no Brasil, mas sim na Irlanda. Se servir de exemplo a alguém, eu não tenho contato direto com Google na Espanha, surrealista, não? Sim nos EUA, Irlanda e França. Na Espanha só com comercias de Adwords. Uma pena.
Ouço que Adsense piorou isso é verdade?
Sim, sem nenhum tipo de dúvidas fatores como a queda do dólar, medidas de separar o CPC da rede de busca de Google (que geralmente rende mais ao anunciante) e a rede de conteúdo, os novos produtos de Google ou inclusive as medidas para tentar minimizar e click fraudulento ou errôneo em beneficio do sistema e os anunciantes, fizeram que se reduzam os depósitos de Adsense aos suportes (empresas e webmasters).
É necessário ter uma ou varias contas em Adsense?
Bom, eu tenho 3. Vejo razoável ter mais que uma. Uma vez, em 2004 me eliminaram uma por problema em um fórum com conteúdo adicionado por um usuário. Hoje em dia já não atuam assim tão fortemente, compreendem melhor o conteúdo auto-gerado e analisam mais as coisas… Mas… Eu mantenho 3 contas
O Adsense é um sistema tirano?
Sim, como todo mo-no-pó-lio. Mas se adaptado e se o entende poderá aproveitar dessa tirania sem se importar, já que também é um sistema justo se souber utilizá-lo bem. Se trabalhar com um tráfico razoável, um bom tema, e otimiza bem os anúncios, funcionará.
Ouço muito falarem das redes sociais e sua potência num futuro para a publicidade online. Isso, mais o sistema de publicidade contextual poderiam engrandecer o êxito de Adsense na minha rede social?
Acredito que as grandes redes sociais gerais no fundo sabem que não vão faturar o que acreditam e com Adsense. Necessita-se uma evolução de Adsende para blogs e outra para redes sociais totalmente diferentes às atuais. As redes sociais não ganharão em relação às páginas vistas (enormes) mas sim em relação aos usuários únicos. De certa forma os usuários comportam-se como os usuários de fóruns, vão com uma finalidade, não lerão nem clickarão nessa publicidade, estão “vacinados” e vão diretamente ao conteúdo que buscam de forma mecânica. Redes como Tuenti poderão ganhar dinheiro com Adsense, mas não encontrarão nesse sistema grandes eCPM; de fato creio que serão muito baixos e devem experimentar como fazem com outro tipo de soluções.
Que formato NÃO deixaria a Adsense?
Não deixaria o cabeçalho, o banner 729×90 (megabanner) superior. Funciona regular, não se relaciona com o texto (importante para ter anúncios com maior qualidade) e é o formato por excelência da publicidade gráfica.
Não gosto nada dos vínculos de enlaces. É dar/perder trafico sem receber depósitos já que se há será depois do segundo click. Além disso esteticamente me espantam.
Não gosto de habilitar publicidade gráfica, só texto. Sou da opinião que “Zapatero…aos seus sapatos”.
É possível criar um competidor de Adsense?
Bom, Yahoo e Microsoft deveriam ao menos ter tentado melhor ou mais sério… Se Yahoo começa a usar o sistema só resta a Microsoft. Se eles não puderam você muito menos poderá: É possível que consiga 100.000 ou 200.000 anunciantes na Espanha?
O êxito de Google radica num sistema eficaz, sólido e que ataca o Long Tail dos anunciantes na Espanha. Companhias aéreas usam Adsense e invertem muitos centos de milhares de Euros ao ano no programa, mas esse não é o êxito, o êxito não replicável e relevante é o capital de 1.000-10.000 Euros que invertem milhares de agências de viagens na Espanha.
Acredita-se que hoje em dia poderá sair um player local a competir nesse campo contextual… Possivelmente também acredita que poderá lançar uma bebida de cola que compita com Coca-Cola. É para mim, atualmente quase impossível, o que consiga me surprenderá muitíssimo.

Hum, enquanto escrevo isso é possível que alguém creia que faço apologia à Adsense, ou que ontem jantei com alguém da Google e estou um pouco contaminado
. Sou tremendamente crítico nesse blog, com essa companhia em muitas coisas, obviamente também a admiro por outras, mas ultimamente não ouço boas coisas de Adsense e queria contar minha experiência e dar minha visão do sistema de publicidade contextual.
Ainda assim não quero deixar de contar os problemas que tem para mim Adsense e sei que não descubro nada de novo:
- Que aparentemente esteja mexido. Sempre tenho a sensação de que é uma maquina de churros na qual o churreiro vive na Califórnia e corta e abre o grifo em determinados momentos.
- Que cada dia minimize mais os depósitos aos webmasters/suportes porque Google tem uma quota de mercado tão alta que a maneira de melhorar o rendimento e os benefícios muitas vezes é arranhar a margem operativa do suporte fazendo seus também esses depósitos. Vimos exemplos claros em música com que se prepara Google Labs, mas também em buscas locais, ou vendo projetos como Knol está claro que persegue Google Inc.
- Que na Espanha se recebe em Euros e se paga em dólares. Sangrento e pouco sério para os que como eu são anunciantes e suportes ao mesmo tempo. Disseram faz 1 ano que iam solver…fumando espero…
- Os emails tipo !! Nada como escrever a eles e receber um email tipo que não se encaixa no seu problema. Nos últimos anos parecem tentar melhorar o suporte, mas devem administrar centos de milhares de contas…e …ainda assim eu quando tive um problema sério hei de agradecer que Isabel Macis me dedicou seu tempo e atenção. Ainda assim, gostaria que pudéssemos trabalhar mais cara a cara com as pessoas de Google na otimização já que tenho claro que podíamos alcançar resultados muito melhores.
- É um mistério porque se compro uma palavra em concreto me custa no mínimo 0,08 Euros/click, e esses clicks em minhas páginas do mesmo assunto ano estão nessa proporção nem tirando a margem operativa de Google… É um tema de mistérios sem resolver… A não ser que Google disponha os clicks mais altos nos seus suportes, e os baixos CPC se derivem residuais a conteúdos de terceiros.
- Trabalhamos juntos há anos, me parece justo e ético que ambos (Adsense e eu) saibamos o que ganha o outro. Somos partners para tudo não?
Sou consciente que dou nesse post alguns dados pessoais de nossa relação com Google, que é importante por muitos motivos e não só econômicos para minhas companhias, e tenho cuidado para não violar os termos de serviço ao dá-los. Se dou dados reais de nossa relação é só com o objetivo de que possa ser útil essa informação a alguém e porque não vejo habitualmente que se comentem números reais de funcionamento. Creio que à algumas pessoas poderá ser útil conhecê-los.
Se é assim gostaria saber que foi assim.
Os gráficos de calor de Adsense para portais, blogs e fóruns que ilustram esse texto são da FAQ de Adsense Google.
Tags: adsense, Agencias, Buscadores, Empreendedores, google, iniciativa, Internet, ocio networks, publispain, SEM, SEO, webmasters
Não toque o maldito código!
Desde sempre me deu pânico tocar certas coisas dos portais quando estas funcionam de forma estável.
Nos últimos 45 dias tivemos um “divertido” momento de tensão ao tocar a programação de um portal de jogos flash que tínhamos online desde 2004. Esse portal recebe aproximadamente 25.000-30.000 visitas únicas diárias desde 2006 de forma estável. Ou seja, o gráfico jamais diminui essas cifras e imprime 6.000.000 de páginas vistas ao mês.
A estabilidade da web e o tráfico se pode ver neste gráfico de Analitycs referente aos primeiros 10 meses do ano.

No gráfico se pode ver a estabilidade do site, no qual se repetem ciclicamente os dentes de serra do fim de semana, exceto os meses de verão que o conceito fim de semana desaparece nas webs de lazer e entretenimento.
Conto o caso hoje porque acredito que é especialmente gráfico para poder ver duas coisas, o porquê muitas vezes serviços antigos não funcionam, melhor não experimentar muito com eles, e o porquê Google manda de forma radical.
Pois bem, fará 1 mês e meio, em uma dessas idéias brilhantes que as vezes tenho, decido atualizar um pouco o site diante de um conceito mais 2.0, contando com Jorge, nosso programador, Jaume, nosso Chefe Técnico e Diego, coordenador de Ócio Networks, lhes dando em alguns dias o trabalhinho de fazer as mudanças.
Em 10 dias retocamos o código e cambiamos o conceito, sem mudar as url indexadas nem a estrutura do site integramos num velho CMS um blog, no qual baseado no WordPress, se lancem noticias que não se publicam em WorPress mas sim se pintam no velho CMS na página principal, dando maior sensação de atualização da web.
Ficou bonito, eu me sinto bacana e ficamos com a sensação de ter lavado a cara da web, de haver aplicado algumas mudanças SEO que nos ajudariam a subir-lo um pouco de ranking e haver melhorado velhos detalhes de usabilidade, tão tranqüilos…
Parece que Google não ficou muito satisfeito com as mudanças e em 1 semana nos mandou ao abismo de forma inexplicável para mim e para minha equipe. Literalmente eliminou 90% do site do índex e deixou somente as novas urls. Por mais que revisamos o site não encontramos o motivo e juro nesses 45 dias dedicar muitas horas pensando o que fizemos de errado, sem encontrar a resposta. O resultado? Uma queda de 90% de url indexadas no Google, e uma queda de 90% do trafico do site. O mesmo gráfico anterior de uns dias atrás DÁ MEDO:

O desabe em cifras: de 25.000-30.000 usuários únicos ao dias à 3.500-3.800 ao dia. Um domínio que passa de imprimir 6.000.000 páginas vistas ao mês à 450.000 ao mês, da noite para o dia. O pior é seguir sem saber exatamente porque e a cara de tonto que fica.
Isso nos quer dizer 2 coisas mais, a primeira que Yahoo ou Live não existem. A segunda que não mantivemos fiéis por marca nem 10% dos usuários.
Após muito dar voltas, nosso programador chega à conclusão de que poderia ser um conflito gerado entre o WordPress e o velho CMS que, apesar de não ser perceptível aos usuários e para nossos spiders de prova, e não encontrar descrito nada assim, nem ter problema algum de usabilidade, poderia estar afetando ao buscador, que decidiu eliminar 6.000 urls do índice bem indexadas e com boas posições em menos de 7 dias, nos deixando com umas simbólicas 230.
Conclusão, Jorge realiza algumas modificações, em concreto no htacess e a relação do WordPress com nosso CMS, Jaume e eu não tínhamos a mais mínima confiança de que resolveríamos o tema por essa via porque seguíamos sem ver o problema, mas voilá…Google começa a comer de novo as urls (segue por 1.800 indexadas e ainda nos falta muito) e começa a recuperar o trafico pouco a pouco. Espero que dentro de um mês nos deixe onde estávamos… Já começamos a escalada em relação à posição anterior.

E é que muitas vezes, em coisas que funcionam, o “olha, mas não toca” se justifica totalmente, e necessitamos ter cuidado com as coisas que se fazem para não correr riscos tontos.
Tags: analitycs, google, jogos, SEO, usabilidade
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