Alejandro Suarez Sánchez-Ocaña, empresário do Setor de Tecnologia desde 1998, CEO do Grupo Publispain e da Rede de Blogs Lazer y Ocio Networks SL, presidente da Inversora Foley, conselheiro e fundador da Yes.fm, assessor e inversor de várias companhias de inovação, novas tecnologias e Internet.
Fatores que determinam o valor de um link
Essa matéria foi publicada na coluna da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios
Os links são na Internet o que a gasolina é para um carro e são imprescindíveis para um bom posicionamento de um projeto na web.
Mas todos têm o mesmo valor? A resposta é um categórico NÃO.
O valor de um link depende de inúmeros fatores, ele é um dos principais responsáveis pelo posicionamento e êxito na web. Não podemos pensar só na quantidade (força bruta), mas também na qualidade (seleção).
O SEO (Search Engine Optimization) deve ser interpretado como uma progressão que jamais conheceremos completamente. É como controlar um “grande equalizador” num sistema de música, onde o disc-jockey, que vive na Califórnia e se chama Google, mês a mês, ajusta um pouco os botões para que a música vá tocando diferente. O SEO é adaptar sua posição a essa nova equalização. O que vale hoje, amanhã pode influenciar em menor proporção.
Cada link entrante passa um valor diferente ao nosso site. Este valor geralmente é positivo, mas também pode ser neutro e inclusive negativo.
Estes são alguns dos principais fatores relevantes, ainda que existam ao menos 20 fatores diferentes a ter em conta ao analisar o valor de cada enlace que recebemos.

Anchor Text
O anchor text é o texto sublinhado que compreende o link. É uma chave para que os buscadores relacionem a web enlaçada num canal semântico determinado. Este é um dos fatores mais importantes no valor de um link, o que contribui para o posicionamento por palavra chave do índice.
Idade do link
Os links envelhecem de forma desigual. Cheguei a me preocupar com a possível existência de um fator de desgaste dos links ou que um link fixo teria “vencido”, o que dilui seu valor.
Bulk linking
Eu o chamo de enlaçar em série. Não digo que esses links, (que todos usamos em sua grande maioria) não tenham valor (tudo o que não é mal, soma; em maior ou menor medida, mas soma), mas sim acredito que haja uma enorme diferença do que pode ser detectado e tratado como link “em série” e o que não.
Um link “em série” em todos os htmls de um portal indica que “não há valor único”, o que poderia ser interpretado pelo buscador como uma rede, troca de links, compra de links etc., de modo que será valorizado em menor medida.
Relevância textual
A relevância do texto que acompanha o link (texto no code fonte, não confundir com o anchor text) tem uma importância média, mas eu a tenho muito presente. Este será um fator importante no futuro para o valor dos links, tão importante que podemos chegar a pensar que em um ano terá muito mais peso no valor dos links que atualmente. Uma das últimas patentes de Google chamada “Extensive Testing” centra-se em interpretar a relevância deste texto, a semântica e sinônimos versus conteúdo real da sua web e anchor text.
Reciprocidade
Durante anos, vi um imenso debate sobre se uma troca de links era válida ou não para posicionamento e escutei todo o tipo de opinião. Os que me conhecem sabem que não gosto de trocar links, ainda que sejam dentro da mesma temática – e que geralmente se reconheça que nesses casos a troca é valida, ainda tendo menor valor que um link de sentido único. O que comprovamos é que se um site onde se localizam os links recíprocos é um footer, blogroll e inclusive um menu, ainda que sejam relevantes e do mesmo assunto, valerão pouco para o Google.
A base e uma estratégia de linking não deve ser a troca com sites de temática similar. Necessita-se de links entrantes sem ser recíproco se você busca resultados excelentes.
É importante que a troca de links seja realizada entre páginas de conteúdo similar, mas minha percepção é que isso funciona pior que há dois ou três anos. Alguns estudos cifram essa queda de até 50% menos de potência.
Tags: anchor text, Buscadores, google, link seo, posicionamiento web, posicionar web, valor link
Parking de Domínios, uma razão para evitá-lo
Não vou descobrir nada novo mas talvez possa exemplificar graficamente com uma experiência num domínio que utilizamos depois de estar um tempo no parking de domínios.
Pensei bem antes de ter os domínios que não uso estacionados. Principalmente porque como contei em alguma ocasião a idéia da nossa carteira de domínio não é a venda, mas sim o desenvolvimento. Obviamente se chega uma boa oferta poderíamos valorizar a venda, mas não é essa a idéia.
Atualmente temos uns 600-800 domínios estacionados em SEDO. Isso nos gera que enquanto estão “dormindo” posamos acessar a uns ingressos publicitários em base a seus typeins. Esses ingressos são muito baixos, para os que tenham curiosidade lhes direi que do tipo de 400-500 Euros ao mês, não muito mais que isso. É verdade também que aparentemente outros provedores reinvistam mais no parking dos domínios que por seu uso, ou ao menos muitas pessoas que conheço trabalhando com outras companhias estão mais contentes.
Sé que existem pessoas que são especialistas em parking, que compram domínios parecidos a nomes de portais e/ou marcas de trafico e que economicamente se exploram de maneira incrível, por exemplo, twiter.com com só um “t” ou yutube.com, coisas assim… Vi casos de 300 e 500 Euros diários em publicidade nestes casos nos EUA, mas esse é outro negocio, nos nunca registramos esse tipo de domínios, só registramos genéricos interessantes de tornarem-se úteis gerando conteúdo.
Faz uns meses que Google liberou Adsense for Domains sem pedir um volume mínimo. Isso faz pensar que não tem muita lógica trabalhar com intermediários que são revendedores e distribuidores de Adsense. Mais que nada a lógica é a preguiça de não mover o DNS e ocupar de golpe centenas de domínios, ainda que mover DNS e gerar seu próprio sistema de parking pode te fazer fugir de penalizações massivas que têm os parkings de domínios.
Mas o tema dos ingressos do parking de domínios não é o que eu gostaria de tratar, já estou indo pelas estribeiras! O que eu gostaria de mencionar é o tema de posicionamento de um domínio que esteve anos ou meses “estacionado” e seu problema na é em listar-se, mas sim responder a buscas segundo seu potencial.
É claro que os buscadores penalizam a esse tipo de domínio estacionado, e há ocasiões nas que Google mantém durante muito tempo apesar de deixar de esta em parking. Demorar 4-5 meses mais em arrancar um projeto que produziu 100 Euros em 2 ou 3 anos de parking é ridículo. Não vale a pena e geralmente quando estamos nessa situação pensando “porque não deixei offline ao invés de estacionado!”
Insisto que há vezes que a despenalização é rápida, e em 3-4 meses você já começa a sair em buscas. Este gráfico é de um domínio que durante 3 anos esteve estacionado. Em janeiro de 2007 começamos a gerar conteúdo e se mantinha em 1xxx visitas diárias. 6 meses mais tarde, em Junho de nos alarmava já que apesar dos nossos esforços a web se mantinha nessa posição e não crescia, observando o caudal de trafico de buscadores era mínimo e fazendo provas de buscas vimos que nosso posicionamento existis mas era suspeitosamente mau para o potencial que tínhamos. O domínio tinha PageRank, estava indexado mas não respondia bem às buscas.
Através de Webmaster Tools (ferramenta cada vez mais útil) contatamos com Google a principio de Julho de 2008. Eu não via razão para nenhuma penalização é como se “estivesse ficado preso” no seu status anterior e o parking nos pesaria ainda 6-7 meses mais tarde encima.
Google não responde quase nunca, imagino que é mais fácil e cômodo não fazê-lo, mas como podem ver no gráfico 1-2 semanas mais tarde o domínio seguiu com a mesma indexação, o mesmo PageRank e conteúdo, mas começou a responder à buscas multiplicando até 5x seu trafico e 10x o caudal de trafico desde Google. É como se tivessem atado com uma cordinha, e a penduraram deixando voar.

Esses 6 meses perdidos de um comportamento normal, o tempo e recursos de analise, provas, etc., que nos levaram, faz que para mim valha a pena deixar as coisas num parking de domínios. Essas penalizações podem levar 2-3 meses normalmente em pular, mas há vezes que s estendem e desesperam como é este caso.
Tags: Buscadores, Domínios, Geral, google, Internet, Meus Domínios, Opinião, Parking de Domínios, SEO
Fatores que determinam o valor de um enlace
Os links são na Internet “a gasolina” e são imprescindíveis para um bom posicionamento de um projeto web.
Mas, todos os links têm o mesmo valor?
A resposta é um rotundo NÃO, o valor de um link depende de milhares de fatores. Sendo o principal fator de posicionamento e êxito web faz anos não podemos pensar só em quantidade (força bruta), mas sim também em qualidade (seleção).
Em interno levamos alguns meses maravilhosos estudando mais detalhadamente a “potência” que aporta um link à web de destino. Dediquei muito tempo – possivelmente demais – a analisá-lo e medir resultados e estudei dezenas de informes de experts em posicionamento, basicamente americanos, para chegar a algumas conclusões que comparto aqui.
Disclaimer: Minha intenção não é criar nenhum tipo de debate, nem muito menos falar com toda autoridade do mundo, isso é simplesmente opinativo e só penso que talvez, já que me levaram meses de leitura, analise e provas com mais de 30 dominios, esta informação pode resultar útil a outras pessoas. Sou consciente de que algumas pessoas podem não estar de acordo com essas conclusões.
Não me cabe nenhuma dúvida de que algumas das coisas que enumero podem chegar a ser percepções erradas minhas, e que muito especialmente quando passe tempo vão envelhecendo. O SEO deve interpretar como uma progressão, um “grande equalizador” em um tempo de musica onde o disc-jockey, que vive em Califórnia, mês a mês ajusta um pouco seus botões para que a música vai tocando diferente. Ou seja, o relativo valor que se possa dar a esses dados, deverá ser relativizado com o tempo. O que hoje nos vale amanha pode influir em menor medida.
Cada enlace entrante passa um valor diferente a nosso site web. Esse valor geralmente é positivo, mas também pode ser neutro ou inclusive negativo. Esse valor positivo varia tremendamente, o valor que passa de um enlace é tão diferente de uns a outros links que chega a ser chave interpretar onde encontrar s que aportem o maior valor possível.

Estes são alguns fatores chave; alguns são bastante conhecidos e outros talvez, menos habituais:
Anchor text:
O que é anchor text? O Anchor Text é o texto sublinhado que compreende o link. É uma chave para que os buscadores relacionem a web enlaçada num canal semântico determinado. Esse é um dos fatores mais influentes no valor de um enlace, o que aporta para posicionamento por palavra chave do índice. Isso é algo conhecido e obvio, mas não por isso menos importante. De fato utilizar bem o anchor e variá-lo corretamente é muito importante.
Além de ser uma boa ferramenta se bem empregada, seu mal uso pode prejudicar o posicionamento por uma palavra concreta. Se aparecem uma quantidade importante de enlaces de qualidade a uma web com várias palavras diferentes, isso não prejudica e aporta “valor” ao site, mas poderia fazer perder relevância e peso em alguma busca concreta e, portanto posições na palavra principal. É dizer, se sua web é de cinema, e a maioria de enlances entrantes diz “cinema” e começa a haver muitos outros que dizem “filmes” sendo ambos em bom numero e de qualidade, o efeito negativo pode ser perder Rank na busca “cinema” ao gerar um ruído que não deixa claro a Google onde te posicionar se em uma outra busca. Pessoalmente prefiro ser top3 em uma busca antes que top 7=10 com 2 buscas diferentes.
Idade do link:
Os links envelhecem de forma desigual Me chegou a preocupar que haja um fator desgaste nos links, que um link fixo acabará “vencendo” ou diluindo valor. Não comprovamos que assim seja e fizemos testes com links dentro de nossa rede desde o ano 1999. Parecem seguir tão ativos como o primeiro dia. O que sim comprovamos é que paginas antigas que ainda crescem (seguem recebendo enlaces de forma periódica) tem um peso muito superior aos de páginas que vão ficando órfãs e tiveram uma relevância que vai diluindo com o tempo. É algo assim como os vinhos de reserva, se a pagina segue recebendo enlaces terá mais valor e esse “passo do tempo” melhora o resultado.
Isso é especialmente interessante analisando blogs VS portais convencionais, já que pela organização do WordPress e outros CMS no formato blog os conteúdos se reordenam de forma cronológica isso, de não seguir recebendo enlaces entrantes esse post de forma periódica, nos leva a que os links possam envelhecer pior que em outros portais num horizonte médio de mais de 2-3 anos vista. Em portais horizontais segundo sua arquitetura, muitas vezes temática e estrutural (e não cronológica), é possível seguir recebendo enlaces entrantes de forma atemporal inclusive sem atualização de conteúdo. Para os que como nós desenvolvemos blogs e portais, é um interessante fator a ter em conta para tomar decisões. De fato, para abrir um novo projeto é um tema que nos convém analisar desde agora.
Tipo de enlaces:
Há variantes que marcam diferenças. Muitas vezes acreditei que a resposta era óbvia e finalmente decidi comprovar se é assim sem confiar no meu instinto nem do que leio e se supõe socialmente (nisso levei muitas surpresas).
Por exemplo: É melhor um link contextual, que uma imagem enlaçando com um atributo ALT? Depois de varias provas cheguei a conclusão que um link funciona e passa muito mais valor sendo textual que uma imagem inclusive se esta enlaçada utilizando o atributo ALT.
O mais curioso de nossas provas não é que já isso, que poderia supor, senão que podemos comprovar as diferenças de percepção de Google de imagens com o atributo ALT. Se a imagem é pequena, tipo ícone, ou media, aparentemente funciona pior e é menos valioso o link, que uma imagem de dimensões maiores. É como se tivesse 2 tabelas diferentes segundo tamanho e que esses aportarão diferente valor. Isso determina que ao menos pelo que vimos enlaçando com imagens o rango de tamanho sim importa.
Li – e me parece lógico – mas não comprovei ainda que o esteja fazendo (esperaremos um pouco ainda, se alguém esta interessado em conhecer o resultado que me escreva comentários e te farei saber), que alguns tamanhos de imagens na passam valor de link, se trataria dos tamanhos mais habituais de banners, especialmente os 125×125, 300×250, 728×90 e 468×60.
Bulk linking:
Eu o chamo de enlaçar em série. Não digo que esses enlaces, (que todos usamos majoritariamente) não tenham valor (tudo o que não e mal, soma; em maior o menor medida pero soma), pero se acreditamos que há uma enorme diferença do que pode ser detectado e tratado como enlace “em série” e que não.
Se seu site tem 1.000 páginas indexadas e no menu há um enlace fixo, o valor individual desses links é muito menor ao potencial que poderia ter de forma individual capacidade de passar cada um das paginas. É dizer, em minha opinião pelas provas que realizei, é possível que em alguns casos pontuais, que inclusive passe mais valor com um único enlace desde sua pagina de mais capacidade se não tem muitos enlaces salientes (seletivo VS força bruta), que se incluísse um enlace nessa página e em outras muitas mais do mesmo site web do mesmo modo e forma.
Um link “em série” em todos htmls de um portal indica que “não há valor único”, o que poderia interpretar-se pelo buscador como que pode ser uma rede, troca de links, compra de links, etc. com que se valora em menor medida.
Relevância textual
A relevância do texto que acompanha o link ( texto próximo no code fonte, não confundir com o Anchor Text) tem uma importância media, mas eu levaria muito em conta. Este é um fator de um futuro no valor dos links e irá mais com que podemos chegar a pensar que em 1 ano pode ter muito mais peso no valor dos links que agra mesmo. Uma das ultimas patentes de Google chamada “Extensive testing” centra-se em interpretar a relevância do texto próximo, a semântica e sinônimos VS conteúdo real da sua web e anchor text. Obviamente Google investigou e patenteou… Para utilizá-lo e melhorar a classificação e valor dos enlaces seguindo o contexto semântico dos mesmos.
Localização:
Para mim um fator de importância media que muita gente não valoriza e que cada vez mais tem peso é a localização dos enlaces dentro do HTML.
Penso que um enlace-tipo no footer e/ou no blogroll se falamos de um blog perdeu muito peso relativo do mesmo valor que poderia transportar esse link. O valor Maximo está no corpo do conteúdo, entre frases e com um mínimo de distância do seguinte ou anterior link.
O footer, os menus de uma web, o blogroll rendem muito pior que um bom enlace de texto com um archor text aceleradi, num artigo com uma relevância temática para nosso conteúdo.
MSN documenta num estudo como valida de forma diferente os link de footer a respeito ao resto dos links da web. É uma evolução lógica, na localização é chave tentar fugir do footer, do blogroll, dos menus fixos e dos links seguidos sem texto no meio.
Existe o truque de por o footer encima de todo código fonte, para isso, se é uma lista de link, não solucionará em minha opinião o problema.
Reciprocidade:
Durante anos vi um intenso debate se uma troca de link era valida ou não para posicionamento, ouvi todo tipo de opiniões. Os que me conhecem sabem que não gosto de trocar links, inclusive ainda que sejam dentro da mesma temática e que geralmente se reconheça que nesses casos é valido ainda tendo menor valor que um link num sentido único. O que sim comprovamos, é que se o site onde de localizam os enlaces recíprocos é um footer, blogroll ou num menu inclusive, ainda sendo relevantes do mesmo tema, valem pouco para o Google.
A base de uma estratégia de linking não deve ser troca de sites de temática similar. Necessitam-se links entrantes sem recíproco se buscamos resultados ótimos.
Que a troca de link de enlaces seja da mesma temática é importante, mas minha percepção é que funciona pior que a 2-3 anos. Alguns estudos cifram essa queda em até um 50% menos de potencia.

Determinar o target:
Cada vez é mais importante distribuir os enlaces entrantes na medida em que seja possível. Um enlace a sua pagina principal não é muito valido e distribui esse valor no site web, mas muito mais valido é ter balanceado o numero de enlaces entrantes ao interior (seções principais enlaçadas diretamente) que a sua pagina principal.
Se uma web A e outra B em igualdade de condições, enlaçam um a minha pagina principal (www.dominio.com) e outro a uma seção (www.dominio.com/secao) comprovamos que o valor se distribui e o aporta em maior medida o enlace interno. Ou seja, a tecla pode ser dar com um alto numero de enlaces entrantes diretos a pontos chaves de distribuição interior. Se o conteúdo é bom talvez os enlaces ao seu root virão sozinhos, poderia centrar nos internos.
Autoridade:
Possivelmente trata-se diferente a autoridade das páginas principais que das internas e os enlaces não se podem valorizar do mesmo modo. Em qualquer caso que a pagina interna diretamente (e não só o domínio) tenha muitos enlaces entrantes parece dinamizar o efeito link.
Total de links de uma página:
Google diz que só lê 100 links por HTML. É verdade? Não serei eu o que discuta a Google, mas me prece uma “norma” relativa. Temos webs com autoridade alta que conseguem assumir e distribuir mais de 100 enlaces por pagina e vemos como Google os lê e envia Page Rank sem nenhum problema. Esta quer dizer que é geralmente assim, um limite de 100, mas com exceções segundo a importância da pagina.
Quantidade de links salientes.
É óbvio que o numero de enlaces salientes divide a qualidade de um link recebido. De nada serve conseguir um bom link de PR6 ou PR7 se este aponta a 20 ou 30 sites externos aparte do seu. É muito freqüente a compra de links em paginas PR7, que vendem links a dezenas de webs simultâneas. Não é uma boa idéia realizar essas compras, é um risco e em ocasiões por temática, idioma e localização são muito óbvios de detectar e se não são detectados, o alto número de enlaces salientes e a rotação mensal dos mesmos faz que aportem pouco.
Links entrantes de um mesmo domínio:
São valiosos e necessários principalmente em uma correta arquitetura de níveis da web, mas muito menos valiosos que os externos. O que sim parece uma tendência para evitar penalizações, é que seja “natural” o ratio de link externos VS internos, deve existir uma proporcionalidade.
Idade do domínio:
Sempre vejo que na idade do domínio se fala da data de registro. Inclusive os domainers vendem “domínios valiosos” já que seu primeiro registro é dos anos 90. Não estou de acordo, a antiguidade é MUITO importante. Mas essa “antiguidade” não marca a data de registro. O que determina a idade de um domínio é a data de primeira leitura do buscador, por isso domínios antigos que levam anos estacionados, não têm valor. Mas se seu domínio leva conteúdo de mesma temática indexado desde 1005-1999, esses enlaces são autentico ouro. Para mim é claro que um desses enlaces em igualdade de condições, tem muito mais valor que um desde uma web teoricamente similar muito mais jovem.
Relevância dos links salientes:
Os links devem ter uma certa concordância temática. Se uma web de carros enlaça uma web de música, um de jogos, uma de artesanato, etc. e assim uma dezena de temáticas possível que o valor relativo dos enlaces diminua. Do mesmo modo acompanhar num mesmo HTML seu enlace de outros de conteúdos duvidosos, como os relativos a cassinos, Viagra, adultos, ou que estejam num idioma diferente do seu ou que por algum motivo estejam penalizados de forma direta, afeta ao resto dos links do HTML e, portanto afetará ao valor desse enlace para com tu web. Este é um dos motivos fundamentais pelo qual gosto de comprar links, não pode controlar esses fatores, que, ainda ao sendo negativos, poderiam ser neutros e você estar pagando pó eles e não ter em conta.
Tipo de páginas:
Nos últimos tempos se especula que os enlaces .pdf esta começando a ter um maior peso e valor que os enlaces em .html o php. É um rumor que de ser verdade (estamos provando, em uns meses poderemos saber algo, digo o mesmo, se alguém quer saber o resultado das provas, que deixe um comentário e ao ter conclusões lhe enviarei um email) fará que haja um enorme SPAM nesse tipo de arquivos o ano que vem e como conseqüência, que se reduza ou elimine essa vantagem, e incluso que a médio-largo prazo posso chegar a ser senão penalizável AL menos de valor neutro.
TLDs:
SE supõe que os .gov ou .edu tem possibilidade de transmitir muito mais valor. Isso parece ser um padrão e que majoritamente se esteja de acordo. Sendo assim limita o mundo ao umbigo de USA e não é nada justo. O que sim parece estar claro é que o truque de forçar enlaces entrantes na sua web desde páginas de alguns servidores de universidade americanas com urls .edu que ao final são paginas pessoais de estudantes, já que não funciona. Se acabou a festa para os que exploraram faz meses e anos. Ainda que poucos espanhóis ou brasileiros o provaram.
O que sim comprovamos é um muito interessante efeito que tem utilizar links entrantes desde Country TLDs. Faz uns meses solucionamos o posicionamento em Google.es de um domínio a base de enlaces desde domínio.es.
O que Webmaster Tools tardava meses em solucionar (porque o domínio era um Country TLD no .es)apesar de que selecionaram Espanha como pais objetivo o solucionaram a base de força bruta os link desde servidores espanhóis baixo domínios .es. Esta pode ser uma boa alternativa para melhorar presença de domínios .tv .fm, etc. em Google.es que geralmente é lento em responder a La geolocalização usando Webmasters Tools.
Tags: anchor text, Country TLDs, enlaces, experimento SEO; links, google, importancia de links, links geolocalizados, page rank, posicionamento, promoçao, SEO, webmasters tools
Sinto muito por Karlos Arguiñano
Faz uma semana que comentei no meu post “A importância do SEO no trafico estacional”, que havia visto por casualidade em Google, que ao termo “cocina” (cozinha) estava nosso blog de Ócio Networks cocina.org em sétimo lugar e que o primeiro era meu admirado (experimento muito as receitas de Karlos Arguiñaro).
Cozinha é uma busca que tem 59.000.000resultados em Google. A web de Karlos estava em primeiro a vários anos.
Às vezes, as tentativas SEO saem bem, e as vezes custam mais. Por exemplo, sigo tentando desbancar a Alejandro Magno no Wikipedia por Alejandro, e ainda me custa (estou em quinto). É justo recordar isso porque nem sempre as coisas saem como a gente quer.
Comentava no passado dia 15 de janeiro nesse post que tocaria certas coisinhas e tentaríamos tirar a primeira posição à Arguiñano, que já levava anos demais desfrutando. :-) Custaram 15 dias, mas hoje estamos em primeiros no Google: (Comentarei o tráfico que chega por essa keyword em 1 mês para os que tenham curiosidade).

Com isso ganhei uma aposta de 1000 Euros com um grande cozinheiro catalão, para o meu gosto o melhor da Espanha, fixado em Madrid e viciado em Internet, ao qual ainda não falei por telefone para encher seu saco
só mandei o link desse post, que deverá estar lendo nesse momento.
(Psssss, isso é para você; prefiro cobrar a aposta em comidas – ainda que ao preço que cobra darão para pouco no seu novo restaurante, antes que em metálico. A merluza com lula, que chama de uma maneira estranhíssima, me espera a semana que vem. Abraços)
A.
Tags: Blogs, cocina, cocina.org, cozinha, karlos arguiñano, posicionamento, SEO
O que representa (realmente) estar em primeiro lugar num buscador
Estou trabalhando no redesenho de um velho site de música, criado em 2006, se trata de uma web que contém vídeos musicais o qual pretendo melhorar muitíssimo para SEO já que tem muitas falhas estruturais e outros detalhes que ficaram atrás no tempo.
Gosto antes de realizar mudanças drásticas avaliar as stats de cada site e como indexam os buscadores. Cheguei à conclusão de que esse domínio tem alguns erros enormes de programação, usabilidade e desenho que nos limitam muito um caudal massivo de trafico a partir de Google. (Além do desenho que envelheceu ficando muito muito feio e antigo).
Atualmente este domínio tem entre 450.000 e 500.000 usuários únicos e chega a imprimir entre 2,5 e 3,5 milhões de páginas/mês. Por determinados fatores creio que são quantidades mínimas para o que é seu potencial e penso que em seis meses, aplicando uma lista de mudanças de desenho, usabilidade, número de urls indexadas, conteúdo, seções, estrutura e otimização, etc. poderemos triplicar o número de usuários (sobre 1,5 milhões mensais) e sobre 4-5 vezes esse numero de páginas vistas (penso que podemos estar sobre 10-12 milhões).
O caso é que desenvolver um documento que nos guia em todos as mudanças e que implica meu trabalho junto ao desenho, redação, e programação, realizei uma analise muito intensa das estatísticas e os resultados em buscadores.
Enquanto o fazia me surpreendi vendo que musica.pro estava em primeiro no Yahoo, buscando por música; nem eu tinha notado. Sem dúvida em Google o mesmo termo, estamos na segunda página, no posto 16; sejamos sinceros, ninguém entra com “musica” no Google.

O que isso significa? Pode-se ver claramente o tráfico. Apesar de mal posicionado por “Musica” uma palavra top10 de trafico e mal posicionado em buscas Long Tail no Google (estas últimas são a chave para multiplicar o tráfico), podemos ver como 86% do tráfico que provém de buscadores chega de Google. De Yahoo, inclusive, com essa primeira aposição numa palavra tão demandada, um pequeno % quase residual.
(Prefiro não precisar de quanto tempo é o gráfico, mas lhes digo que é de um período largo).

Acredito que é uma maneira gráfica e numérica de ver para que ficam as palavras Premium em Yahoo. Pessoalmente calculo que estar em primeiro em “musica” no Google poderia trazer umas 50.000 visitas ao dia.
Moral da história: Inclusive estando mal posicionado no Google e muito bem no Yahoo, o primeiro pode seguir te reportando 90% do seu tráfico de buscadores. E o terceiro em discórdia, MSN?…nas stats terá você mesmo a resposta.
Não, também não sai em Cuil
Tags: buscas, google, música, musica.pro, posicionamento, SEO, yahoo
A importância do SEO e a planificação no tráfico estacional
Há muitos sites de picos de tráfico estacional. Os sites de jogos, os de postais ou os de cozinha são um bom exemplo disso.
Pessoalmente, acredito que o trafico no quantitativo é importante, mas cada vez nos vamos centrando mais no qualitativo; em buscar um perfil de usuário que responda melhor aos estímulos do site (publicidade, taxa de retorno, consumo em TMC, etc.).
Dentro de nossas planificações cada vez dou uma importância maior a uma mistura de SEO, o tipo de conteúdo, a analítica e a planificação estacional de conteúdos. Temos experiência em praticamente todos os campos…talvez todos exceto viagens esportes (onde fizemos historicamente bastante mal exceto em motor), e economia e negócios, onde não entramos a gerar conteúdos, nunca me decidi e não creio ter estrutura necessária nem a equipe para fazer algo sério.
Queria por o exemplo do nosso site de cozinha em Ócio Networks que leva alguns anos online e tem 270.000 usuários únicos imprimindo umas 600.000 páginas vistas por mês (dados de Dezembro de 2008). A cozinha e a alimentação em geral são nichos nos quais não se pode alcançar tráficos extremos como em outros assuntos, mas que se trabalha constante e vamos conhecendo o setor e assim fazendo coisas interessantes. Além disso, há um valor adicionado, que não deixa de ser chave neste nicho, os picos do setor estão no mês de Dezembro, fim de ano, mês de maior penetração publicitária e de fim de contas anuais. Um mês mais interessante que outros para gerar picos de trafico já que se traduzem em ingressos publicitários com mais facilidade.
No ano passado analisamos o comportamento dos usuários nas datas natalinas. As ceias de Natal e Ano Novo nos deixaram ver que a demanda de informação para essas datas a nível gastronômico poderia fazer disparar o trafico de um site em mais de 100%. Observamos com atenção o fenômeno e vimos que em Dezembro de 2007 o trafico web efetivamente dispara (tráfico de RSS permanecia estável) enquanto que o volume de trafico de buscadores quase triplicava. Passamos de uma média de 5.000 visitas diárias a picos de quase 11.000 os dias 24 e 31 de Dezembro. O caudal que provem de buscadores subiu nessas datas um 300%.

Em Outubro-Novembro de 2008 com a experiência do ano passado quisemos provar a forçar um pouco a máquina conhecendo nosso grande potencial SEO neste domínio (muito mais consciente para aceitar tráfico de buscadores e mais maduro que 1 ano atrás). Para isso quis gerar certos conteúdos muito específicos semanas antes para poder captar esse tráfico natalino de forma mais forte e ver se podíamos aplicando essa analise gerar um ratio de maior crescimento. O resultado é o que segue, conseguimos passar uma média de 8.000 visitas únicas diárias a picos de 22.000. O ratio de crescimento de trafico de buscadores criou uma curva mais pronunciada, e chegou a crescer um 500% no mês de Dezembro de 2008 (quase o dobro do crescimento do ano passado ).

Creio que cada vez será especialmente em blogs, definir um target e momento de publicação para captar nichos de trafico muito específicos, mas ainda que isso seja interessante outra das chaves é que o conteúdo e a usabilidade, e inclusive o nome do domínio facilitem a possibilidade de que esse trafico bruto possa fidelizar-se e ser consumidor de conteúdos em outras ocasiões ao largo do ano.
A propósito vejo para a busca cozinha em Google Espanha, o primeiro e segundo é um crack, Karlos Arquiñano que é pioneiro em internet com uma web magnífica…, não havia prestado atenção. Nosso cocina.org (espantosamente listado em sua página principal;, coisa que devo arrumar urgente), esta apesar de tudo em sétimo. Me proponho em coisas pendentes otimizar essa página inicial e conseguir em alguns meses dar um cafungada no cangote nessas buscar a Karlos
Tags: analitica, Audiência, cocina.org, cozinha, estatisticas, google analitycs, trafico, trafico web
Adsense: minha verdade e alguma confidência
Em muitos dos eventos de empreendedores e Internet que tive a oportunidade de visitar em 2008, ouvi idéias que comparto só em alguma parte como que “um negócio não deve viver de Adsense”, “Adsense é a solução fácil”, “Adsense só vale para auto-emprego”.
E digo que comparto essas idéias por determinados motivos.
O primeiro porque é importante dizer que Adsense foi um dinamizador desse negócio, trouxe a democratização da publicidade e permitiu a muitas pequenas e GRANDES empresas resistir e ter um negócio de modelo viável. Creio que não se devem demonizar os modelos de negócio destinados à monetizar sozinho ou em grande parte com publicidade desse sistema porque demonstrou que é tão estável ou mais, que o anunciante direto, as redes de afiliação e as grandes redes publicitárias.

É muito baixo o que se paga por CPC? O custo por milhar de impressões (COM) que se consegue é insuficiente? Uma empresa não pode viver só de Adsense? A partir de certos umbrais não se pode ganhar mais? Piora o rendimento se não só uso esse sistema contextual? Há temas ou formatos ruins para usar Adsense?
Tudo é relativo, e vou tentar dar minha opinião, em base a minha experiência com Adsense, já que tenho umas das primeiras contas da Espanha, desde 2002 e a sigo utilizando. Tive muitas alegrias e desgostos, como é possível que a algum dos meus amigos de Google aconteça ao ler esse post
e acredito que é justo refletir ambos e não ficar só no negativo.
Lembro-me que em meados de 2002 desde Google Inc. em USA – naquele então pouco mais que um buscador – entrou em contato comigo Kristen Jeppssop, me falou por primeira vez do Adsense, um programa que haviam lançado nos EUA e que queriam implantar na Espanha. Ofereceu-me uma conta Premium e me explicou que tinham interesse em contar comigo para começar a implantá-lo na Espanha. Imagine se não era a pré-história desse programa, estivemos meses trocando por email fax e propostas de contrato (uns contratos muito made-in-USA com 15-20 folhas de ridículas clausulas). Igualzinho que hoje em dia que é possível registrar-se em 2 minutos via web.
Incrivelmente para os que conhecem o programa, me propunham comprar e pagar TODO o inventário de forma fixa a CPM. Propunham-me comprar por 3 anos toda minha publicidade. Garantiam-me poder crescer de forma sustentável e compatível com a publicidade gráfica na época pós-borbulha.
Em uma dessas decisões de guru que tomo (esta está no top3 das tomadas de decisões nos últimos 10 anos) decidi ir “mais suave” e não comprometer toda a publicidade de forma tão agressiva nesta nova invenção com esse pessoal da Google :-D e preferi outra opção em revenue share a CPC e provar e aprender pouco a pouco que futuro tinha essa historia. É dizer, entrei no que agora conhecemos como Adsense puro e duro.
Não sei se foi em 2002 ou 2003 quando publiquei meus primeiros anúncios de contextuais, ainda os continuo publicando.
O Adsense é rentável? Existe dependência ao Adsense?
Minha opinião em ambos temas é rotundamente SIM.
Os portais do Grupo Publispain dependeram enormemente de Adsense de 2002 a 2006. O fato de ter contrato com 8-9 agências de publicidade nacionais e internacionais não fez que essa Adsense-dependência minguasse. O motivo é claro: funcionava melhor e a qualidade e relevância dos anúncios o fazia muito mais rentável que a publicidade gráfica convencional!
É verdade que aprendemos muito nesse período, não somente nós, também Google e há certos truques de localização, cor, relevância textual, formatos e inclusive assuntos, etc. que são básicos testar e conhecer para ter boa conversão de Adsense a eCPM.
Fatores como a cor do anuncio, a esquina redonda ou não, a caixa ou não, são críticos e podem fazer variar na mesma posição e formato até um 35-40% o rendimento da sua conta. Nem tudo funciona segundo sites e tipologia de conteúdo.
Adsense-dependência?
Devo confessar que sim. Em 2005 no momento auge chegou a representar um 78% do faturamento total dos portais do Grupo Publispain. Cheguei a me sentir um empregado bem pago de Google. Ao montar Ócio Networks quis minimizar esse “problema” ao máximo. Posso comentar que a porcentagem do faturamento do sistema Adsense na rede de blogs de Ócio Networks é residual; exatamente o 12% no ultimo trimestre de 2008.
Ouvi de forma depreciativa que uma empresa pode ter um modelo válido baseado em Adsense. Isso é verdade? Adsense é uma solução de auto-emprego?
Google Inc. não me permite, (baixo pena de expulsão do paraíso o algo do tipo) publicar dados detalhados de tráfico nem de rendimento da minha conta, especialmente são problemáticas capturas com o CPC, eCPM, etc., mas sim posso dizer que é uma solução real e válida inclusive como modelo de negócio para uma companhia (cuidado, isso não quer dizer que seja ideal depender assim de uma única empresa).
Quanto dinheiro se pode ganhar com Adsense?
Não acredito romper nenhuma informação confidencial já que é informação pública fiscal, se digo que chegamos a faturar num mesmo ano com Adsense uma quantidade perto a 1 milhão de dólares em nossa rede de portais. Esse faturamento publicitário não seria modelo de negócio suficiente para uma companhia espanhola? Minha resposta é clara; uma empresa pode viver de Adsense, porém cuidado, pois depender de Adsense é um risco.

Aonde não colocaria Adsense?
Há sites aonde Adsense não funciona. Sites de fóruns, fotologs, de fotografias, wallpapers e em geral pouco conteúdo contextual dão rendimento ruim, em redes sociais acredito que não será aceita e em blogs também falta certa versatilidade de integração. Nichos de economia, energias renováveis, finanças, informática, empresa e ciência SE A INTEGRAÇAO QUE É A CHAVE, É BOA, deveria funcionar bem.
Que é eCPM podia aspirar a conseguir?
Há pessoas com eCPM altíssimos. Sim, sei que os vi, mas muitos são amostras de tráfico muito especificas e pequenas (menos de 5 ou 10 Mll de páginas vistas). Minha experiência é que manejando grandes volumes, o maior eCPM médio de um mês esteve em torno a 2,x US$.
Temos publicações com 8 y 10 US$/COM mas esse tipo de rendimento não se dá em publicações com inventários de milhões de paginas vistas ao mês. Buscaremos o equilíbrio trafico VS. eCPM.

Se além de Adsense utilizo outras soluções de publicidade gráfica, piora minha CPM?
Sim, mas minimamente. Ambas as opções são perfeitamente compatíveis e em minha opinião recomendáveis para não depender de um único sistema.
Qual é o maior risco?
Que você é um número. Há pessoas que gostam de serem, outras que não.
Se um dia te fecham a conta e é injusto, pois não é bonito ser um número mais. Terá que enviar emails e receber emails tipo em muitas ocasiões. A falta de certo contato direto e pessoal num negócio do qual pode depender em alta porcentagem, é um risco evidente, e uma intranqüilidade.
Devo quebrar uma lança a favor de Google ao dizer que nos últimos tempos tentam melhorar esse ponto. Há um departamento para isso. Lamentavelmente não na Espanha nem no Brasil, mas sim na Irlanda. Se servir de exemplo a alguém, eu não tenho contato direto com Google na Espanha, surrealista, não? Sim nos EUA, Irlanda e França. Na Espanha só com comercias de Adwords. Uma pena.
Ouço que Adsense piorou isso é verdade?
Sim, sem nenhum tipo de dúvidas fatores como a queda do dólar, medidas de separar o CPC da rede de busca de Google (que geralmente rende mais ao anunciante) e a rede de conteúdo, os novos produtos de Google ou inclusive as medidas para tentar minimizar e click fraudulento ou errôneo em beneficio do sistema e os anunciantes, fizeram que se reduzam os depósitos de Adsense aos suportes (empresas e webmasters).
É necessário ter uma ou varias contas em Adsense?
Bom, eu tenho 3. Vejo razoável ter mais que uma. Uma vez, em 2004 me eliminaram uma por problema em um fórum com conteúdo adicionado por um usuário. Hoje em dia já não atuam assim tão fortemente, compreendem melhor o conteúdo auto-gerado e analisam mais as coisas… Mas… Eu mantenho 3 contas
O Adsense é um sistema tirano?
Sim, como todo mo-no-pó-lio. Mas se adaptado e se o entende poderá aproveitar dessa tirania sem se importar, já que também é um sistema justo se souber utilizá-lo bem. Se trabalhar com um tráfico razoável, um bom tema, e otimiza bem os anúncios, funcionará.
Ouço muito falarem das redes sociais e sua potência num futuro para a publicidade online. Isso, mais o sistema de publicidade contextual poderiam engrandecer o êxito de Adsense na minha rede social?
Acredito que as grandes redes sociais gerais no fundo sabem que não vão faturar o que acreditam e com Adsense. Necessita-se uma evolução de Adsende para blogs e outra para redes sociais totalmente diferentes às atuais. As redes sociais não ganharão em relação às páginas vistas (enormes) mas sim em relação aos usuários únicos. De certa forma os usuários comportam-se como os usuários de fóruns, vão com uma finalidade, não lerão nem clickarão nessa publicidade, estão “vacinados” e vão diretamente ao conteúdo que buscam de forma mecânica. Redes como Tuenti poderão ganhar dinheiro com Adsense, mas não encontrarão nesse sistema grandes eCPM; de fato creio que serão muito baixos e devem experimentar como fazem com outro tipo de soluções.
Que formato NÃO deixaria a Adsense?
Não deixaria o cabeçalho, o banner 729×90 (megabanner) superior. Funciona regular, não se relaciona com o texto (importante para ter anúncios com maior qualidade) e é o formato por excelência da publicidade gráfica.
Não gosto nada dos vínculos de enlaces. É dar/perder trafico sem receber depósitos já que se há será depois do segundo click. Além disso esteticamente me espantam.
Não gosto de habilitar publicidade gráfica, só texto. Sou da opinião que “Zapatero…aos seus sapatos”.
É possível criar um competidor de Adsense?
Bom, Yahoo e Microsoft deveriam ao menos ter tentado melhor ou mais sério… Se Yahoo começa a usar o sistema só resta a Microsoft. Se eles não puderam você muito menos poderá: É possível que consiga 100.000 ou 200.000 anunciantes na Espanha?
O êxito de Google radica num sistema eficaz, sólido e que ataca o Long Tail dos anunciantes na Espanha. Companhias aéreas usam Adsense e invertem muitos centos de milhares de Euros ao ano no programa, mas esse não é o êxito, o êxito não replicável e relevante é o capital de 1.000-10.000 Euros que invertem milhares de agências de viagens na Espanha.
Acredita-se que hoje em dia poderá sair um player local a competir nesse campo contextual… Possivelmente também acredita que poderá lançar uma bebida de cola que compita com Coca-Cola. É para mim, atualmente quase impossível, o que consiga me surprenderá muitíssimo.

Hum, enquanto escrevo isso é possível que alguém creia que faço apologia à Adsense, ou que ontem jantei com alguém da Google e estou um pouco contaminado
. Sou tremendamente crítico nesse blog, com essa companhia em muitas coisas, obviamente também a admiro por outras, mas ultimamente não ouço boas coisas de Adsense e queria contar minha experiência e dar minha visão do sistema de publicidade contextual.
Ainda assim não quero deixar de contar os problemas que tem para mim Adsense e sei que não descubro nada de novo:
- Que aparentemente esteja mexido. Sempre tenho a sensação de que é uma maquina de churros na qual o churreiro vive na Califórnia e corta e abre o grifo em determinados momentos.
- Que cada dia minimize mais os depósitos aos webmasters/suportes porque Google tem uma quota de mercado tão alta que a maneira de melhorar o rendimento e os benefícios muitas vezes é arranhar a margem operativa do suporte fazendo seus também esses depósitos. Vimos exemplos claros em música com que se prepara Google Labs, mas também em buscas locais, ou vendo projetos como Knol está claro que persegue Google Inc.
- Que na Espanha se recebe em Euros e se paga em dólares. Sangrento e pouco sério para os que como eu são anunciantes e suportes ao mesmo tempo. Disseram faz 1 ano que iam solver…fumando espero…
- Os emails tipo !! Nada como escrever a eles e receber um email tipo que não se encaixa no seu problema. Nos últimos anos parecem tentar melhorar o suporte, mas devem administrar centos de milhares de contas…e …ainda assim eu quando tive um problema sério hei de agradecer que Isabel Macis me dedicou seu tempo e atenção. Ainda assim, gostaria que pudéssemos trabalhar mais cara a cara com as pessoas de Google na otimização já que tenho claro que podíamos alcançar resultados muito melhores.
- É um mistério porque se compro uma palavra em concreto me custa no mínimo 0,08 Euros/click, e esses clicks em minhas páginas do mesmo assunto ano estão nessa proporção nem tirando a margem operativa de Google… É um tema de mistérios sem resolver… A não ser que Google disponha os clicks mais altos nos seus suportes, e os baixos CPC se derivem residuais a conteúdos de terceiros.
- Trabalhamos juntos há anos, me parece justo e ético que ambos (Adsense e eu) saibamos o que ganha o outro. Somos partners para tudo não?
Sou consciente que dou nesse post alguns dados pessoais de nossa relação com Google, que é importante por muitos motivos e não só econômicos para minhas companhias, e tenho cuidado para não violar os termos de serviço ao dá-los. Se dou dados reais de nossa relação é só com o objetivo de que possa ser útil essa informação a alguém e porque não vejo habitualmente que se comentem números reais de funcionamento. Creio que à algumas pessoas poderá ser útil conhecê-los.
Se é assim gostaria saber que foi assim.
Os gráficos de calor de Adsense para portais, blogs e fóruns que ilustram esse texto são da FAQ de Adsense Google.
Tags: adsense, Agencias, Buscadores, Empreendedores, google, iniciativa, Internet, ocio networks, publispain, SEM, SEO, webmasters
Não toque o maldito código!
Desde sempre me deu pânico tocar certas coisas dos portais quando estas funcionam de forma estável.
Nos últimos 45 dias tivemos um “divertido” momento de tensão ao tocar a programação de um portal de jogos flash que tínhamos online desde 2004. Esse portal recebe aproximadamente 25.000-30.000 visitas únicas diárias desde 2006 de forma estável. Ou seja, o gráfico jamais diminui essas cifras e imprime 6.000.000 de páginas vistas ao mês.
A estabilidade da web e o tráfico se pode ver neste gráfico de Analitycs referente aos primeiros 10 meses do ano.

No gráfico se pode ver a estabilidade do site, no qual se repetem ciclicamente os dentes de serra do fim de semana, exceto os meses de verão que o conceito fim de semana desaparece nas webs de lazer e entretenimento.
Conto o caso hoje porque acredito que é especialmente gráfico para poder ver duas coisas, o porquê muitas vezes serviços antigos não funcionam, melhor não experimentar muito com eles, e o porquê Google manda de forma radical.
Pois bem, fará 1 mês e meio, em uma dessas idéias brilhantes que as vezes tenho, decido atualizar um pouco o site diante de um conceito mais 2.0, contando com Jorge, nosso programador, Jaume, nosso Chefe Técnico e Diego, coordenador de Ócio Networks, lhes dando em alguns dias o trabalhinho de fazer as mudanças.
Em 10 dias retocamos o código e cambiamos o conceito, sem mudar as url indexadas nem a estrutura do site integramos num velho CMS um blog, no qual baseado no WordPress, se lancem noticias que não se publicam em WorPress mas sim se pintam no velho CMS na página principal, dando maior sensação de atualização da web.
Ficou bonito, eu me sinto bacana e ficamos com a sensação de ter lavado a cara da web, de haver aplicado algumas mudanças SEO que nos ajudariam a subir-lo um pouco de ranking e haver melhorado velhos detalhes de usabilidade, tão tranqüilos…
Parece que Google não ficou muito satisfeito com as mudanças e em 1 semana nos mandou ao abismo de forma inexplicável para mim e para minha equipe. Literalmente eliminou 90% do site do índex e deixou somente as novas urls. Por mais que revisamos o site não encontramos o motivo e juro nesses 45 dias dedicar muitas horas pensando o que fizemos de errado, sem encontrar a resposta. O resultado? Uma queda de 90% de url indexadas no Google, e uma queda de 90% do trafico do site. O mesmo gráfico anterior de uns dias atrás DÁ MEDO:

O desabe em cifras: de 25.000-30.000 usuários únicos ao dias à 3.500-3.800 ao dia. Um domínio que passa de imprimir 6.000.000 páginas vistas ao mês à 450.000 ao mês, da noite para o dia. O pior é seguir sem saber exatamente porque e a cara de tonto que fica.
Isso nos quer dizer 2 coisas mais, a primeira que Yahoo ou Live não existem. A segunda que não mantivemos fiéis por marca nem 10% dos usuários.
Após muito dar voltas, nosso programador chega à conclusão de que poderia ser um conflito gerado entre o WordPress e o velho CMS que, apesar de não ser perceptível aos usuários e para nossos spiders de prova, e não encontrar descrito nada assim, nem ter problema algum de usabilidade, poderia estar afetando ao buscador, que decidiu eliminar 6.000 urls do índice bem indexadas e com boas posições em menos de 7 dias, nos deixando com umas simbólicas 230.
Conclusão, Jorge realiza algumas modificações, em concreto no htacess e a relação do WordPress com nosso CMS, Jaume e eu não tínhamos a mais mínima confiança de que resolveríamos o tema por essa via porque seguíamos sem ver o problema, mas voilá…Google começa a comer de novo as urls (segue por 1.800 indexadas e ainda nos falta muito) e começa a recuperar o trafico pouco a pouco. Espero que dentro de um mês nos deixe onde estávamos… Já começamos a escalada em relação à posição anterior.

E é que muitas vezes, em coisas que funcionam, o “olha, mas não toca” se justifica totalmente, e necessitamos ter cuidado com as coisas que se fazem para não correr riscos tontos.
Tags: analitycs, google, jogos, SEO, usabilidade
O Blog do Alejandro Suarez














