Alejandro Suarez Sánchez-Ocaña, empresário do Setor de Tecnologia desde 1998, CEO do Grupo Publispain e da Rede de Blogs Lazer y Ocio Networks SL, presidente da Inversora Foley, conselheiro e fundador da Yes.fm, assessor e inversor de várias companhias de inovação, novas tecnologias e Internet.
Reinventar-se ou morrer
Existem pessoas às quais lhes custa um trabalhão reinventar-se e duvidar de si mesmo e das coisas que vêm fazendo. Eu o necessito ciclicamente, é uma exigência pessoal que me marco.
Para mim, reinventar-se é remoer as coisas, mas remoer as coisas de verdade, de golpe, desde abaixo, duvidando de si mesmo. Começar a pensar duas vezes em tudo aquilo que até o momento considerava indiscutível. Discutir com você mesmo, exigir de você mesmo.
Cada “x” tempo sinto que necessito um descanso, e não de um descanso físico ou umas férias, geralmente a cada não sei quantos anos fazendo o mesmo noto que mentalmente estou esgotado e necessito repensar para onde vou, reinventar o que faço e repensar em um montão de circunstancias pessoais e profissionais.
Imagino que cada pessoa nesses momentos atua de uma maneira muito diferente, eu só posso falar do que sinto e do que faço. Em algumas ocasiões me levanto como se estivesse hibernando e descubro que o que considerava mais importante agora me parece trivial, que minhas prioridades já não são tão prioridades, e que talvez não tenha usado bem o que tenho de mais precioso; o tempo e o que fiz não somando nada de transcendente, nem as pessoas que estão a minha volta nem a mim mesmo.
Nesses momentos penso que necessito uns dias longe e sozinho. São poucos os dias que me sobram um computador, uma conexão de internet ou um celular, mas quando necessito repensar minhas próprias coisas, me sobra de tudo; gera ruído. Nessas horas acredito que devo repensar coisas, pensar se não estou partindo e construindo iniciativas desde um ponto de vista errôneo, desde um erro de base e valorizar se estou tão metido numa frenética dinâmica que não consigo parar e refletir se a inércia me leva para frente sem sentido.
Há vezes que o mais inteligente é parar o tempo, descansar mentalmente e para mim nesses momentos o corpo pede estar sozinho um ou dois dias, perdido e refletindo. Esses dias, por trabalho, por stress e por família, a vezes é um luxo difícil de explicar aos que te rodeiam, mas em definitiva é necessário. Comer um kitkat, como dizia o anuncio, mas de 2-3 dias tranqüilo longe di ruído do dia a dia e de uma dinâmica de inércia que faz em algumas ocasiões que nos levantemos e cheguemos ao escritório como zombies, sem nem sequer saber se faremos algo interessante ali nesse dia, sem um plano, sem uma idéia e acabando perdendo tempo.
As pessoas mais brilhantes que conheci na minha vida se reinventam constantemente. Inclusive desde o ponto no que os demais pensam que pode estar no topo profissional e em pleno êxito, eles não param de contemplar-se, são inconformistas e então tomam uma decisão para alguns surpreendente; renunciam a muitas coisas e mentalmente partem do zero…e voltam a começar. Lamentavelmente para mim as coisas não saem assim sozinhas, talvez por isso procuro parar e refletir me forçando a imitá-los.
Creio que nesse ritmo frenético da sociedade da informação, às vezes corremos como frangos sem cabeça e nos esquecemos no meio da corrida de sentar, oxigenar e pensar. Entender um pouco mais a nós mesmos e finalmente reinventar-nos.
Ninguém melhor que a águia para fazê-lo. Se retira, descansa, se reinventa e ressurge das cinzas depois de um processo de catarses total no qual garante sua sobrevivência, mais forte, mais dura, mais realizada e com a força suficiente para poder afrontar uma nova etapa na sua visa depois de renunciar a tudo.
Nesse vídeo inspirador e real como a vida é, a fabula da águia. Você pode ver e sentir que a resposta esta muito mais próxima, muito mais do que pensamos, geralmente se pode encontrar dentro de nós mesmos se olhamos detalhadamente, e se pode amplificar contemplando a nossa volta, sim, por exemplo, observando a lição da águia.
Tags: aguia, Empreendedores, fenix, pensar, reinventar-se ou morrer
Superar-se
É outra de minhas 20 palavras, das 20 com as quais quis refletir esta temporada que começa. Francamente não sei se muita gente lerá estas breves notas algo abstratas e conceituais, não importa.
Em ocasiões escrevi posts para os demais e creio ter tentado ser, dentro dos meus limites, divulgador. Esses posts, outra dessas 20 palavras, não o escrevo para os demais, essa vez o escrevo para mim mesmo, é um dialogo unipessoal e é possível que muitos o creiam que é estéril, no que tento ordenar idéias e reflexionar sobre conceitos. Descobri que me afasta do ruído e me relaxa.
Creio que me agrega, e se alguém mais esta disposto a comparti-lo, ótimo: bem vindo ao clube.
A superação é o poder de romper os limites vitais que estão objetivamente predefinidos para você. Creio que há poucas coisas mais bonitas que conseguir isso. Talvez por isso conceitualmente a superação esteja mas empregada, é muito difícil ver uma ação de superação pessoal. Se olhar para trás, não encontro um só feito na minha vida em que tenha quebrado essa barreira. Creio que há momentos que dei o máximo, que me aproximei, que objetivamente pude fazer algo mais ou menos bem, mas francamente não lembro uma só frame de minha vida que possa marcar, no qual eu acredite que não foi possível “esse pouquinho mais” que marca a diferença.
Superar-se é ser Derek Redmon. É trabalhar e focalizar algo, o que seja, durante toda uma vida, trabalhar duro durante anos, y quando chegado o momento ainda que todo caia pelo chão, ainda que algo suceda adaptar-se. Esse algo é a motivação chave que te faz superar e te faz passar à historia.
Derek Redmon era um atleta britânico, um atleta mais. Trabalho duramente por 4 anos para conseguir a marca de 45 segundos, os que correria nos Jogos Olímpicos de Barcelona de 1992. Focalizar tua vida, sua carreira nesse caso como atleta, em 45 segundos já é por si só um esforço generoso e enorme risco. O inesperado, a desgraça, possivelmente provocada pela tensão do momento, fez com que Derek fosse muito mais que um atleta.
A metade da corrida, Derek se lesionou um tendão, caindo e sentindo uma enorme dor. O mundo caia encima dele, anos trabalhando para esse momento e em meio, a maior das desgraças, mas sofrendo e com dor soube levantar-se com a ajuda do seu pai que pulou do publico, e com dor e já correndo uma corrida diferente, cruzou a linha de chegada em meio a enorme ovação do publico em pé. Não sei se ganharia ou perderia, a quem lhe importa? O obstáculo o fez se superar, superar a frustração, vencer a dor, encontrar a motivação e se recrear nela. Ainda que possivelmente não foi consciente naquele momento. Derek Redmon ganhou essa corrida, e ainda hoje, 17 anos depois, continua sendo lembrado.
Quando um necessita essa motivação extra e necessita se encontrar para assim poder se superar, ver este vídeo uns minutos como Derek pode ajudar.
Tags: 20 palavras, coaching, derek redmon, motivaçao, superaçao, superar-se
Quando a torneira abrirá?
A crise vai seguindo a evolução esperada. Ou ao menos, a eu imaginava/teia, ou seja, não sei se vão recuperando já como parece alguns países, o que sei é que por aqui não há o mínimo sintoma de melhora.
Muitos de nós estivemos pensando se chegava a crise ou não. Logo se chegava ou não ao setor das TICs e internet, logo a assumimos e tentamos por em posições defensivas com maior ou menor acerto, tentamos adivinhar como seria este momento, quando sairíamos dele, começamos a assumir que Espanha demoraria 1-2 anos mais que os demais países do mesmo entorno, vimos com respiração contida como aumentava o desemprego…em que momento estamos?

Eu penso que em terra de ninguém, estamos num momento no qual se começa a ver como países que, SIM, tomaram as medidas e fizeram seus deveres de casa como USA, Alemanha, França tocaram o chão e começam a pensar em voar outra vez. E para nós ainda falta muito.
Publicava há muitos meses um post chamado “Fechando a torneira” que acredito que era muito realista de acordo com o que pensava nesse momento. Nele, eu explicava que fechávamos os investimentos externos, que era o momento de descansar e de preparar-se para problemas, duvidas, quedas de benefícios. Nesse momento seguimos atados… Mas, quando sairemos dessa?
Ontem vendo o gráfico do IPC no qual se via que a queda começava a moderar-se e em minha percepção é que finalmente tocaremos o solo para começar a decolar em vários meses, mas que provavelmente a decolagem seja tão lenta que não recuperaremos o nível aquisitivo de 2007 até pelo menos 2011.
Eu continuo nos meus treze, talvez constrangido por uma situação na qual o que é mais lógico é re-investir e apoiar as empresas nas quais já participa em suas necessidades de capital. Não realizarei investimentos importantes em projetos de terceiros nem no que resta do ano nem muito menos no primeiro semestre de 2010, ai será o momento de pensar se é a hora ideal para voltar a valorizar opções no segundo semestre de 2010 ou já 2011.
Obviamente esta atitude pode fazer perder boas oportunidades, mas acredito que o momento é tão mal e o risco tão grande, que é o mais inteligente ou ao menos o mais sensato, perdendo o trem que se perca, para não gerar problemas maiores.
O que sigo com muita atenção é a evolução dos projetos que apresenta a AIEI, vejo em nossa reunião mensal alguns projetos muito interessantes e outros que não gosto tanto e pelos quais não apostaria. Estive tentando investir em alguma coisa esse ultimo mês, mas me encontro em ocasiões coisas que me envergonho como valorações de companhias não existentes, sem modelo de negocio valido, sem pagina web, e em definitiva sem haver começado a funcionar, nas quais os empreendedores sem pestanejar dizem que sua valoração é de cerca de 3 milhões de euros, te pedem 200, 300.000 ou 500.000 para ganhar uma mínima participação de algo que nem existe e que não investiram nem um euro e ficam tão a vontade.
É ou não é isso um bluf, uma bolha, uma piada de mau gosto?
Nesses casos, se pode esperar a que baixe o efeito gasoso e que voltem à realidade, ou simplesmente esquecer o assunto. Não gosto das pessoas que constroem castelos de naipes, yo nesses casos me esqueço do projeto, e em ocasiões do empreendedor, por mim, que aposte o seguinte.
Ainda que alguns costumam ligar mais tarde e reconhecem que sua valorização não era sustentável, que era meter um gol ridículo e que depois de tentar vender a burra estão dispostos a entrar em alguma equipe da lógica, eu já não quero estar nesse tipo de projetos que estão ou estiveram inchados artificialmente, que não se sustentam. Não estou cômodo.
Gosto dos empreendedores lógicos, sensatos, é imprescindível o talento e a seriedade em qualquer aventura e se não é, ou eu, ainda que seja erroneamente não o vejo, não quero estar na equipe, não seria coerente.
Tags: bolha, Business Angel, crise, empreender, invertir, investidor
Os 10 + 1 mandamentos
Na realidade não são 10, são 11. Gostei muito de ler. Gosto da figura de Bill Gates, acredito que com o tempo essa imagem de tirano dos 90 foi desaparecendo e se ajustando à realidade, ficou o da pessoa; brilhante, empreendedora e terrivelmente generosa.
Nos anos 90 “Mocosoft e Enganofonica”, como as conhecíamos, eram os nexos da união de muitos jovens rebeldes que começava, a ter atividade na Internet, e muitas vezes, naqueles anos se podia fazer pouco mais que se rebelar contra algo. Penso que Microsoft atuou durante anos com uma prepotência sem limites. Agora, com números fracassos, baixou um pouco o topete e como alguém me falou outro dia e é um sentir cada vez mais geral no setor: “Os da Microsoft dentro de uns anos parecerão irmãzinhas de caridade perto da Google.
Concordo.
Passou muito tempo e olhando para trás penso que uma empresa como telefônica preferia envelhecer com uma figura como a de Bill Gates dando sombra. É a sorte que tem Microsoft. Reio que a figura do homem superou a imagem da companhia. Não esqueçamos que Bill Gates demonstrou ser o maior filantropo do mundo.

Essas frases me fazem pensar e são as chaves que Bill Gates dedica a sés filhos, e muitas delas me parecem tremendamente aplicadas por seu valor e sua experiência a muitos de nos e ao mundo da empresa e da tecnologia.
1. A vida não e justa, acostume-se com isso.
2. O mundo não se importa com sua auto-estima. O mundo esperará que consiga algo, independentemente de que não se sinta bem com você mesmo. 3. Não ganhará 5.000 dólares mensais logo quando saia da universidade e não será um vice-presidente até que seu esforço haja ganhado ambas vitorias.
4. Se você pensa que seu professor é duro espera ter um chefe. Esse sim não terá vocação para ensinar nem paciência requerida.
5. Dedicar-se a cozinhar hambúrgueres não tira sua dignidade. Seus avôs tinham uma palavra diferente para descrevê-lo: chamavam de oportunidade.
6. Se você dá um fora, não é culpa dos seus pais, assim que não chore por seus erros: aprenda com eles.
7. Antes de nascer, seus pais não eram tão “entediantes” como são agora. Eles começaram a ser por pagar suas contas, limpar sua roupa e te escutar falar da nova onda em que você esta. Assim que, antes de empreender sua luta pelas selvas virgens contaminadas pela geração dos seus pais, inicia o caminho limpando as coisas da sua própria vida, começando pelo seu quarto.
8. Na escola podem ter eliminado a diferença entre ganhadores e perdedores, mas na vida real não. Algumas escolas já não perdem alôs letivos e te dão a oportunidade que necessite para encontrar a resposta correta dos seus exames e para que suas tarefas sejam cada vez mais fáceis. Isso não tem nenhuma semelhança com a vida real.
9. A vida não se divide em semestres. Não terá férias de verão largas em luigares longes e muito menos chefes que se interessam em te ajudar que encontre seu eu. Tudo isso terá que fazê-lo, se quiser, em seu tempo livre.
10. A televisão não é a vida diária. Na vida cotidiana, as pessoas de verdade têm que sair da cafeteria, do filme, para ir trabalhar.
11. Seja amável com os “nerds” (eu fui um deles). Há muitas probabilidades de que termine trabalhando para um deles.
Tags: bill gates, Empreendedores, frases, Management
Um vídeo que você tem que ver SIM ou SIM
Não o conhecia, mas se você é empreendedor, se você é um sonhador, ou simplesmente tem ilusões de futuro na sua vida, esses dois vídeos que totalizam aproximadamente 14 minutos são imprescindíveis.
É possível que no passado esses largos 14 minutos me dariam preguiça, que não passe o mesmo com você, serão os 14 minutos mais bem aproveitados da sua vida.
Steve Jobs, fundador da Apple e Pixar, abertura do curso Stanford 2005 (legendas em português):
Tags: motivaçao, stanford, steve jobs, video
Não me faça isso
Teve certa repercussão meu post “Não compre mina publicidade, mas me respeite, caramba!”, no qual eu falava e denunciava a atitude de desapreço que em ocasiões recebemos nesse meio, assim como pedia dignificação da publicidade online.
Tanta que inclusive uma das pessoas que mais sigo dentro do mundo das Relações Publicas como Octávio Rojas respondeu com outra nota no seu blog “Te respeito, publica?”
Creio que esse completara uma trilogia sobre o tema
A relação entre as agencias de Publicidade/Meios e relações Publicas e o mundo online são confusas, e muitas vezes há desapreço como eu trata de denunciar o outro dia, mas também muitas outras vezes desconhecimento.
Por isso escrevo essas linhas, com objetivo de que possam servir às agencias para saber o que nos desagrada e como “não entrar”.
É claro que não sou ninguém para estabelecer um decálogo de boa práxis e esta é só minha opinião, que sem nenhum tipo de duvidas será pontuada, corrigida e melhorada nos comentários.
Muitas vezes desde as agencias nos vêem como uns “paranóicos do spam, ególatras e uns moleques aos que lhes incomoda tudo”. Bom, pois chegando a esse ponto, isso é provavelmente o que molesta a alguns moleques ególatras:
- Não minta:
Cada vez que recebo um email de uma agencia de relações Publicas por algo que publicamos na que me dizem que querem saber o trafego do blog que o publicou “com o objetivo de valorizar futuras campanhas”: sei que não é assim. É para seu clipping e dar dados de trafego e marcar um ponto com o cliente. O diretor de uma conhecida agencia de relações publicas me dizia outro dia “Ah…, é que dizer isso já não funciona?” A resposta é clara: não, não funciona e te faz ficar mal. Não minta.
- Dirija-se a mim pessoalmente: demonstre que sabe quem sou e o que faço:
Você se dirige a mim, me pede colaboração, mas não distingue do que é um blog comercial, por exemplo de nossa rede de blogs Ócio Networks, onde SIM vendemos publicidade, de um blog pessoal como este, no qual NÃO se aceita publicidade e falo das minhas coisas, projetos e idéias. Se não entende isso, que é básico, o dialogo será impossível; você vai acabar me ofendendo quanto seja cansativo insistindo em que escreva algo a nivel pessoal. Eu NÃO ESTOU à venda. O que sim esta a venda é a publicidade nos meus suportes comerciais. E você deverá distinguir que é um suporte comercial e o que é um blog profissional. Distingue a pessoa do produto.
Creio que passou suficientes meses como para poder contá-lo…Espero que não me puxem as orelhas por fazê-lo…Faz alguns meses que uma agencia de publicidade me ligou para perguntar se “estaria disposto a escrever em primeira pessoa” a nova campanha de branding de uma conhecida marca de refrigerantes de extratos de coca-cola) nesse blog. Deixou-me um pouco perplexo porque esse não é um espaço comercial e nesse caso sabiam perfeitamente e não lhes importava, mas queriam saber se eu aceitaria a possibilidade já que comento campanhas e ponho vídeos as vezes.
Ou seja, a pergunta era se minha opinião estava à venda. Muito educadamente respondi o único que posso dizer. Que se gosto da campanha a comentarei como comento outras, e as dessa marca costumam me agradar… Mas ainda que o fizesse não aceitaria dinheiro por isso. A campanha saiu a 2-3 semanas depois e lembro que a vi em casa e segui os comentários de Twitter de pessoas como Enrique Burgos que acredito lembrar que comentou que à sua mulher havia emocionado. Eu gostei, mas esperava mais e fiquei algo decepcionado. Não publiquei nada.
- Não me peça permissão para me mandar “merda”:
Não me peça por email para me mandar notas de imprensa r quando te dou não me mande merda. Manda-me notas de imprensa relevantes para meu trabalho e que sejam defendíveis. Se uma vez que te digamos sim e acredite estar autorizado a nos enviar são para coisas intranscedentes e de outras temáticas nos fará perder tempo.
Você não necessita permissão para me enviar coisas, mas ao blog de motor, por exemplo, envie informação e RELEVANTE, se cada vez que seu cliente, uma marca de pneu, muda um preço o lança uma nova roda nos envie e gere lixo (dezenas de emails por dia), obviamente nem abriremos seus emails.
- Se te interessamos, cuide de nós:
Imaginemos que te interessa nosso blog de telefonia e nos pede uma demo do teu produto, este é um caso real e dedico aos meninos responsáveis pela comunicação de Samsung. Te pedimos não uma, nem dois, nem três vezes prová-lo, mas sim alguma mais. Recebemos uma resposta tipo “vai publicando, que nos próximos dias vocês poderão ver o terminal de provas”. Jamais nos ligaram para experimentá-lo e isso se repete dezenas de vezes. Não cuida da gente e nos engana, você pensará que somos tontos porque a primeira ou segunda vez publicamos algo para você. Acredite, deixaremos de fazê-lo, não é serio com a gente, não nos deixe falando sozinhos, diga a verdade sempre.
Nesse aspecto há temas que estão claros. Não pode pedir uma review de um videogame que não nos manda por exemplo. Ou o distribui ou nos ligue para que mandemos alguém aos seus escritórios para prová-lo. Se quiser comunicar necessitará material de trabalho e não somente sua nota de imprensa.
- Respeita nossa opinião:
Opinamos de algum produto e não é exatamente o que sai na sua nota de prensa. O motivo é que “vende motos” com ela e não nos parece tal qual você o define. Que nos ligue e encha nosso saco para discutir é feio e estéril- Pode ser que estejamos errados, o usuário decidirá, mas respeite nossa opinião e não tente forçá-la. Nossa publicação é isso, nossa opinião.
- Vendedores de influência
São engraçadas as agencias que vendem “influência”. Dizem AL cliente, que vão conseguir que os “bloggers mais influentes” ou que “centenas de blogs” falem da sua marca. Te cobram por isso e logo pretendem dar um “presentinho” a troca de uma publicação de algo, ou no pior dos casos organizam como vi no outro dia “ficadas de bloggers convidando a tomar umas cervejas”. É surrealista, é ofensiva e demonstra que não distingue as coisas. Em pouco tempo todo mundo terá seu blog o twitter. A quantidade não é o que busca, que 50 garotos publiquem algo e escrevam no seu blog porque beberam umas cervejas com você não é o mesmo que pode te vender gente séria.
Tags: bloggers, ocio networks, Relaçoes Publicas
Nasce uma idéia e uma ilusão
(Esse post se publica simultaneamente em espanhol no blog da fundação)
No final de Outubro do ano passado, publiquei no meu blog pessoal uma resenha intitulada “Uma verdade Incomoda e Real” na qual relatava como me sentia, creio que se pode definir como confuso, depois de escutar um duro testemunho que me surpreendeu uma manha desde um programa de radio.
Naquele momento mobilizei alguns amigos, aos que expliquei que acreditava que, dentro das minhas limitações, poderia por meu grãozinho de areia naquele momento e senti necessidade “fazer coisas”, não sei se grandes ou pequenas, em definitiva as que estejam ao meu alcance. Expliquei minha idéia e recebi todo tipo de feedbacks e com a ajuda de meu advogado José Antonio Salaverri, quis criar essa fundação.

Gostaria de dizer também que os requisitos, os tramites e as dificuldades para constituir uma fundação benéfica nos fazem pensar duas vezes… Mas depois de seis meses de briga, com notificações perdidas incluídas, estamos em andamento.
Essa fundação se nutrirá economicamente dos benefícios de algumas de minhas empresas, em concreto do Grupo Publispain, Ócio Networks e Inversora Foley, assim como colaborações pessoais que ire fazendo em diferentes momentos do ano. Uma porcentagem estabelecida inicialmente em 2% desses benefícios se destinará a ações e colaborações que desde essa fundação iremos levando a cabo. Estas ações se realizarão a distinto nível dentro de nossas possibilidades e do âmbito de ação das mesmas. Temos uma vinculação física a países como Espanha e Argentina, e as necessidades de um e de outro são totalmente diferentes. Ações como as que esperamos realizar em Espanha seria uma frivolidade para a América Latina.
Não teremos um orçamento milionário, mas sim muita vontade de poder fazer coisas por nós mesmos e também colaborar em ações de terceiros. Para isso contamos com uma ampla equipe humana formada pelas pessoas que trabalham em nossas companhias, comprometidos de maneira generosa com a idéia, e tentaremos estruturar ações úteis.
Esse post é de certo modo uma primeira pedra, um ponto de partida. Colocaremos-nos em andamento e começaremos a valorizar ações, a buscar e amadurecer idéias, a ver em que pontos podemos ajudar e ser úteis e para isso necessitamos e buscaremos o apoio pontual de muitas empresas que trabalham conosco no dia a dia, em nenhum caso buscamos nem queremos colaborações econômicas, (não creio que essa deva ser nossa função, nem que sejamos os receptores idéias das mesmas, o que buscamos são colaborações, nas quais cada um possa chegar a ajudar se assim o deseja, mas no âmbito da sua ação habitual e não de forma econômica.
Quero agradecer publicamente a alguns amigos como a Anel Maria ou Emilio Marquez que ao conhecer a idéia quiseram por fundos a disposição da fundação, como digo, não é o se pretende e isso seria muita responsabilidade para mim, mas infinito agradecimento pela confiança a ambos.
Obrigado também a alguns de nossos clientes e provedores que nascem apoiando esta idéia (aos que não nascem apoiando, um aviso: os perseguirei para que cada uno apóie nossas iniciativas), ao apoio de todos os que formamos Ócio Networks, Grupo Publispain e Inversora Foley, especialmente a Chalotte, Fernanda, Constanza, Monica, Diego e Daniela que escreverão nesse blog, a todos os que nos convidam uma nota, email ou twitt nesses dias oferecendo-se a colaborar e a todos os que esta lendo essa linhas.
Poderão seguir vendo as novidades dessa iniciativa no nosso blog, assim como em nosso twitter, agradeceremos todo tipo de idéias, comentários e sugestões que nos possam chegar.
Estamos em andamento, obrigada por ler.
Alejandro Suàrez Sánchez-Ocaña
Tags: - Fundação Alejandro Suárez, fundaçao, Iniciativas, solidarios
Reflexões sobre a Identidade Digital
Gerar uma Identidade digital SIM ou NÃO?
Conheço pouca gente do setor das TICs que não responda com um rotundo “SIM”. Não sei se isso poderia ser inteligência coletiva.
Pessoalmente sou dos que respondem como um galego. Identidade digital SIM ou NÃO? “Depende…de quem e para quê”.
O correto ou não de ter uma identidade digital depende principalmente de um final: o objetivo da mesma. Ter visibilidade por ter simplesmente… Nunca fui partidário e me esquivei durante muitos anos. Se não necessita dela, meu conselho é que não a tenha uma, permaneça num perfil tranqüilo e baixo; você viverá melhor, muito melhor.
Há pessoas que conheço com uma identidade digital muito ativa, muito mais ampla que sua própria identidade profissional ou pessoal, é o que costumo pensar que são reflexos, largos perfis online reflexo de uma presença intranscendente offline. Realmente, para algumas dessas pessoas, seu “trabalho real!”, ao que – seja qual seja sua ocupação – dedica mais tempo a ter que cuidar e manter essa identidade digital tão ativa, mas muitas vezes sem objetivo que o obter visibilidade por obtê-la.
Se há um fim, tem uma necessidade real de participar e no fundo de comunicar se deve cultivar essa identidade, mas o primeiro de tudo encontra esse motivo, que pode ser desde um beneficio pessoal ou profissional para você ou uma soma dessa presença no seu trabalho e/ou empresa.

Não sou o mais apropriado para dar conselhos e menos nesse campo, mas baseado em minha pouca experiência “saindo do armário”, me atreveria a te recomendar o seguinte:
- Participa ativamente, teu blog, teu twitter, vá a eventos… sim sim, isso é obvio, some, comparte informação, não somente a consuma e espere dos demais. Arrisca e comparte temas interessantes, não os guarde para você.
- Molhe-se. Seja valente e real nas suas opiniões, não tente ser só politicamente correto, você pode criar alguns inimigos, é verdade, mas isso deve te motivar, nenhum grande homem não os tem.
- Seja generoso. Não só participe nos teus suportes. Você gosta que comentem no seu blog, faça o mesmo no dos demais, escuta e participa.
- Aporte ar fresco, originalidade. A internet está cheia de blog abordando o mesmo tema. Fala do que conhece, que a ultima nota de imprensa de Google não te fez falar de temas que possivelmente não conhece de primeira mão e nos que não você pode aportar nada. Deixa esse inútil trabalho aos meios gerais.
- Conheça pessoas, isso te enriquece. Não pré-julgue, poderá aprender coisas de muita gente que pode não ir com a cara por sua imagem virtual e logo pode descobrir que são pessoas brilhantes, longe da realidade que em ocasiões reflete a rede.
(foto do blog de red.es)
Tags: conselhos, identidade digital
10 Conselhos para quebrar sua StarUp
Vi esses últimos meses uma multidão de posts, sérios, reflexivos e em ocasiões úteis e brilhantes do tipo “10 Conselhos para ter uma startup de êxito” ou “10 Conselhos para ser um empreendedor de êxito”. É talvez por esse motivo pelo qual decidi publicar minha particular visão, uma perspectiva talvez menos instrutiva: poderá ver dezenas de formas de como chegar ao sucesso, nesse poderá ver como quebrar rápida e rotundamente sua companhia.

10 conselhos para quebrar – rapidamente – sua startup:
- Se você não necessita, não importa; tem que fazer! Assim que procure e consiga financiamento. Nem pergunte se é necessário ou não seu modelo de negócio, e muito menos pergunte se pode por sua parte dos fundos. Você tem que procurar e aproveitar.
- Se você encontra pelo caminho alguém de perfil técnico muito valido que quer se integrar no seu projeto, ignore-o. Já lhe contratará quando tiver dinheiro. Não se envolva, com certeza estará por ai disponível para você quando já tenha grana.
- Super dimensione tudo. Caíram na sua conversa poucos friends, pouca family, mas a lot of fools e há dinheiro. Pois, vamos gastar! Começar sempre por um mega salário, secretaria explosiva e carro da empresa. Quanto antes gastemos, antes nos dará mais lucros.
- Se inspire na bolha. Os negócios rentáveis e sustentáveis são os dos demais. Argumenta constantemente… ”e que modelo de negocio tem Twitter? Quanto fatura e quanto vale Facebook? E o Youtube?”. Essa gente não entende que seu caso é como o dessas companhias; nem ligue, continue.
- Escolha investidores baixo o modelo “quem tem o mais grande”. Não valorize modelos industriais nem sinergias para o futuro. Isso é leilão. Se alguém der 1.000 euros mais que o outro, não há discussão, que me importa quem seja cada um, conclusão, nunca vou necessitar nada já que sou auto-suficiente.
- Rodeie-se de medíocres. Procura não se rodear de talento. E se vêem conhecer seu projeto e roubam sua idéia para montá-la por sua própria conta? Nada, selecionamos medíocres que os bons já serão contratados por Google. Que importa o talento interno? O importante do projeto é você.
- Escolha um nome estridente, muito web 2.0 e um modelo inovador. Se não há casos de exemplo com seu modelo de negocio a nível internacional já que as pessoas não têm idéia de nada. Você não copia de ninguém, você é inovação pura.
- Pense pouco. Não é necessário nem imprescindível comer a cabeça. Para isso você pode se permitir com a grana que conseguiu levantar um orçamento de consultoria. Há companhias de nome que fazem esse trabalho, para que você vai complicar sua própria vida. Poe em suas mãos.
- Não se audite, pra quê? Você sabe onde esta e onde vai o dinheiro. Seus investimentos confiam cegamente em você, essas quantidades para eles não são nada e não te pedirão contas demais no futuro, não teria sentido, você é o guru.
- Não fature nem para cobrir custos, mas não importa, não dedique seu tempo a resolver esses pequenos detalhes operativos, insignificantes dentro de um projeto maior como o seu. Difunde, evangeliza, o faturamento já virá, você ao seu ritmo, dê conferências e explica seu modelo de negocio como o caso de êxito que já é. O dia a dia não é imprescindível.
E o bônus via Twitter de @danielpeiro:
- Google soluciona tudo para você. Leia, não duvide e siga a pé da letra os posts que encontre tipo “10 conselhos para ser um empreendedor de sucesso”, e tenha escrito quem tenha escrito. (especialmente se são de “empreendedores conceituais”)
Tags: conselhos, Empreendedores, exito startup, quebrar sua empresa
Chocante product placement (vídeo incrível)
Há vezes que as casualidades deveriam custar postos de trabalho. Sim é duro, mas depois de ver esse vídeo reafirmo esse pensamento.
Isso que vocês verão aconteceu no corte publicitário de BattleStar Gallactica em USA, quando o vi, não dei importância, primeiro pelo corte em si nesse momento e logo ao apropriado anuncio e a relação com o que acabava de ocorrer na série.
O vídeo dura dois minutos, é um pouco forte e começa algo lento, mas, por favor, não deixe de ver porque lhes dará um arrepio, e desde o ponto de vista publicitário pensaram na pobre marca a que fraco favor foi feito. Alucinante é pouco, talvez por isso coloquei a tag deste post como “idealizador sacana”, que pode parecer previamente exagerado, mas depois de vê-lo…
Tags: anuncio, criativos, idealizador sacana, product placement, publicidade, publicidade 2.0
O Blog do Alejandro Suarez





