Alejandro Suarez Sánchez-Ocaña, empresário do Setor de Tecnologia desde 1998, CEO do Grupo Publispain e da Rede de Blogs Lazer y Ocio Networks SL, presidente da Inversora Foley, conselheiro e fundador da Yes.fm, assessor e inversor de várias companhias de inovação, novas tecnologias e Internet.
Superar-se
É outra de minhas 20 palavras, das 20 com as quais quis refletir esta temporada que começa. Francamente não sei se muita gente lerá estas breves notas algo abstratas e conceituais, não importa.
Em ocasiões escrevi posts para os demais e creio ter tentado ser, dentro dos meus limites, divulgador. Esses posts, outra dessas 20 palavras, não o escrevo para os demais, essa vez o escrevo para mim mesmo, é um dialogo unipessoal e é possível que muitos o creiam que é estéril, no que tento ordenar idéias e reflexionar sobre conceitos. Descobri que me afasta do ruído e me relaxa.
Creio que me agrega, e se alguém mais esta disposto a comparti-lo, ótimo: bem vindo ao clube.
A superação é o poder de romper os limites vitais que estão objetivamente predefinidos para você. Creio que há poucas coisas mais bonitas que conseguir isso. Talvez por isso conceitualmente a superação esteja mas empregada, é muito difícil ver uma ação de superação pessoal. Se olhar para trás, não encontro um só feito na minha vida em que tenha quebrado essa barreira. Creio que há momentos que dei o máximo, que me aproximei, que objetivamente pude fazer algo mais ou menos bem, mas francamente não lembro uma só frame de minha vida que possa marcar, no qual eu acredite que não foi possível “esse pouquinho mais” que marca a diferença.
Superar-se é ser Derek Redmon. É trabalhar e focalizar algo, o que seja, durante toda uma vida, trabalhar duro durante anos, y quando chegado o momento ainda que todo caia pelo chão, ainda que algo suceda adaptar-se. Esse algo é a motivação chave que te faz superar e te faz passar à historia.
Derek Redmon era um atleta britânico, um atleta mais. Trabalho duramente por 4 anos para conseguir a marca de 45 segundos, os que correria nos Jogos Olímpicos de Barcelona de 1992. Focalizar tua vida, sua carreira nesse caso como atleta, em 45 segundos já é por si só um esforço generoso e enorme risco. O inesperado, a desgraça, possivelmente provocada pela tensão do momento, fez com que Derek fosse muito mais que um atleta.
A metade da corrida, Derek se lesionou um tendão, caindo e sentindo uma enorme dor. O mundo caia encima dele, anos trabalhando para esse momento e em meio, a maior das desgraças, mas sofrendo e com dor soube levantar-se com a ajuda do seu pai que pulou do publico, e com dor e já correndo uma corrida diferente, cruzou a linha de chegada em meio a enorme ovação do publico em pé. Não sei se ganharia ou perderia, a quem lhe importa? O obstáculo o fez se superar, superar a frustração, vencer a dor, encontrar a motivação e se recrear nela. Ainda que possivelmente não foi consciente naquele momento. Derek Redmon ganhou essa corrida, e ainda hoje, 17 anos depois, continua sendo lembrado.
Quando um necessita essa motivação extra e necessita se encontrar para assim poder se superar, ver este vídeo uns minutos como Derek pode ajudar.
Tags: 20 palavras, coaching, derek redmon, motivaçao, superaçao, superar-se
Os 10 + 1 mandamentos
Na realidade não são 10, são 11. Gostei muito de ler. Gosto da figura de Bill Gates, acredito que com o tempo essa imagem de tirano dos 90 foi desaparecendo e se ajustando à realidade, ficou o da pessoa; brilhante, empreendedora e terrivelmente generosa.
Nos anos 90 “Mocosoft e Enganofonica”, como as conhecíamos, eram os nexos da união de muitos jovens rebeldes que começava, a ter atividade na Internet, e muitas vezes, naqueles anos se podia fazer pouco mais que se rebelar contra algo. Penso que Microsoft atuou durante anos com uma prepotência sem limites. Agora, com números fracassos, baixou um pouco o topete e como alguém me falou outro dia e é um sentir cada vez mais geral no setor: “Os da Microsoft dentro de uns anos parecerão irmãzinhas de caridade perto da Google.
Concordo.
Passou muito tempo e olhando para trás penso que uma empresa como telefônica preferia envelhecer com uma figura como a de Bill Gates dando sombra. É a sorte que tem Microsoft. Reio que a figura do homem superou a imagem da companhia. Não esqueçamos que Bill Gates demonstrou ser o maior filantropo do mundo.

Essas frases me fazem pensar e são as chaves que Bill Gates dedica a sés filhos, e muitas delas me parecem tremendamente aplicadas por seu valor e sua experiência a muitos de nos e ao mundo da empresa e da tecnologia.
1. A vida não e justa, acostume-se com isso.
2. O mundo não se importa com sua auto-estima. O mundo esperará que consiga algo, independentemente de que não se sinta bem com você mesmo. 3. Não ganhará 5.000 dólares mensais logo quando saia da universidade e não será um vice-presidente até que seu esforço haja ganhado ambas vitorias.
4. Se você pensa que seu professor é duro espera ter um chefe. Esse sim não terá vocação para ensinar nem paciência requerida.
5. Dedicar-se a cozinhar hambúrgueres não tira sua dignidade. Seus avôs tinham uma palavra diferente para descrevê-lo: chamavam de oportunidade.
6. Se você dá um fora, não é culpa dos seus pais, assim que não chore por seus erros: aprenda com eles.
7. Antes de nascer, seus pais não eram tão “entediantes” como são agora. Eles começaram a ser por pagar suas contas, limpar sua roupa e te escutar falar da nova onda em que você esta. Assim que, antes de empreender sua luta pelas selvas virgens contaminadas pela geração dos seus pais, inicia o caminho limpando as coisas da sua própria vida, começando pelo seu quarto.
8. Na escola podem ter eliminado a diferença entre ganhadores e perdedores, mas na vida real não. Algumas escolas já não perdem alôs letivos e te dão a oportunidade que necessite para encontrar a resposta correta dos seus exames e para que suas tarefas sejam cada vez mais fáceis. Isso não tem nenhuma semelhança com a vida real.
9. A vida não se divide em semestres. Não terá férias de verão largas em luigares longes e muito menos chefes que se interessam em te ajudar que encontre seu eu. Tudo isso terá que fazê-lo, se quiser, em seu tempo livre.
10. A televisão não é a vida diária. Na vida cotidiana, as pessoas de verdade têm que sair da cafeteria, do filme, para ir trabalhar.
11. Seja amável com os “nerds” (eu fui um deles). Há muitas probabilidades de que termine trabalhando para um deles.
Tags: bill gates, Empreendedores, frases, Management
Um vídeo que você tem que ver SIM ou SIM
Não o conhecia, mas se você é empreendedor, se você é um sonhador, ou simplesmente tem ilusões de futuro na sua vida, esses dois vídeos que totalizam aproximadamente 14 minutos são imprescindíveis.
É possível que no passado esses largos 14 minutos me dariam preguiça, que não passe o mesmo com você, serão os 14 minutos mais bem aproveitados da sua vida.
Steve Jobs, fundador da Apple e Pixar, abertura do curso Stanford 2005 (legendas em português):
Tags: motivaçao, stanford, steve jobs, video
Clichês que você escutará
São tópicos e são cíclicos. Você os escutará uma e outra vez. Creio que o melhor e tomá-los com certa filosofia. Não digo que não sejam assim, o que digo é que levam sendo algo tipo “cuidado que vem o lobo” muitos anos.
Si você puder dar risada com eles é possível que encontre alguém bastante ofendido que te peça dados para justificar e argumentar. Não discuta, possivelmente levará muito a sério porque essa pessoa leva 13 anos escutando o mesmo. Dou fé que lhes ouvi ciclicamente desde o ano de 96…e ainda espero que se cumpram.
- O celular é o futuro (do Universo)
O resto não existirá, o mundo começa e acaba no celular. Se não estiver trabalhando em aplicações e serviços móveis, você não existe. A primeira vez que ouvi isso faz muitos anos. Naquele momento era uma das palavras chave para captar dinheiro de Capital de Risco.
- O papel desaparecerá
É genial porque existe a 10 anos…trata.se da absoluta migração a meios digitais dos mass media. Não comparto a idéia em sua totalidade. Acredito que sim, que as revistas de imprensa técnica passarão muito mal e terão que dar um salto, creio que se venderão menos jornais e que a maneira de consumir noticia mudará. Sim, mas também acredito que as grandes cabeceiras editorias sempre estarão ai e sempre terão reflexo no papel. Aind assim, aposto a que dentro de 10 anos estaremos esperando o desaparecimento total e defendendo o “restam dois dias ao papel”.
- A publicidade online estralará e acabará comendo a TV:
No Brasil o mercado de publicidade em internet é muito pequeno. Desde 98 simplesmente sorrio quando me entregam um novo informe que me diz o de sempre: o meio é o futuro, triplicará faturamento nos próximos anos, a publicidade branding buscará internet desde meios como a televisão, as revistas ou a rádio, na Inglaterra o volume de investimento na Internet já supera a televisão…etc…veremos se consigo vê-lo aqui
Tags: Empreendedores, General, Iniciativas, Management
Ócio Networks compra o blog IphoneDiario.com
Uma das temáticas que por vários motivos fazia falta na rede de Ócio Networks era a dedicada ao Iphone e ao Ipod Touch. Trata-se de IphoneDiario.

Primeiro porque acredito que é um nicho e um setor cada vez mais consolidado, e em segundo lugar porque francamente desde a aplicação da Yes.fm para Iphone dependo mais do meu que antes e o aproveito mais ainda. Me custa pensar na substituição do meu Iphone e nem quero pensar em dispositivos como BlackBerry, etc. Ao meu Apple sou fiel ao 100%.
Faz algumas semanas que tive a possibilidade de conhecer um jovem empreendedor, Juan Pablo Morales, com um blog que funcionava bem de tráfego. Começamos a conversar sobre possibilidades de colaboração e concretizamos nesses últimos dia a compra do blog e sua incorporação à equipe editorial de Ócio.net como responsável do mesmo.
Iphonediario tem atualmente 150.000 usuários únicos mensais, umas 800.000 paginas vistas por mês.
Esperamos que na mão de Juan Pablo, esse novo blog de Ócio Networks possa crescer muito dentro de nossa rede, como aconteceu com TodoWoW, publicação que compramos em Agosto de 2008 e que dentro de nossa rede e graças ao Raul e nossa equipe SEO acumula desde então um crescimento do 400%, passando de 300.000 paginas vistas a mais de 1.200.000 atuais.
Dos blogs de Ócio em três ocasiões, seriesblog, todowow e IphoneDiario foram frutos de aquisições e não de desenvolvimentos próprios.
Juan Pablo, bem-vindo a equipe. Agora, a trabalhar duro que temos daqui ao final do ano muito trabalho por diante.
Tags: compra, Iphone, iphonediario.com, juan pablo morales, ocio networks
Olho por Olho, dente por…
A delicada situação econômica que vivemos, me faz “desfrutar” de certos movimentos empresarias. Sim, digo desfrutar e sei que chia e que soa mal nessa momento, mas é como haver passado de um partido de futebol chato de 0-0, onde poucos dos estabelecidos arriscam, a um partido rápido de basquete onde passam coisas a cada poucos minutos.
Há uma nova geração em postos diretivos de multinacionais, que não concebem esse cenário faz um ano, que não tem a experiência de haver passado por uma situação mcro-econômica tão complexa com anterioridade (que simpáticos!…talvez não deveríamos haver aposentado a uns anos atrás aos maiores de 50 anos, verdade? É possível que muitos de aqueles diretivos que se foram a casa hoje pudessem aportar algo necessário: experiência em gestão de crise).
Essa mistura de nervos, preocupação, e falta de experiência contrastada está fazendo que todas as grandes empresas, geralmente conservadoras tentando crescer principalmente no perder sua quota de mercado, tenham que passar a um plano B que não tinham escrito e sejam obrigados a “fazer algo”. E estão fazendo já muitas delas e as que não, estudam a fazer nos próximos meses.
Para os que como eu, desfrutam analisando os movimentos empresariais e as ações de marketing e publicidade, isso é entretido de certa forma, e dará para que dentro de 3-5 anos se escrevam muitos livros falando de grandes acertos e grandes erros nesses momentos.
Como consumidores é um momento tão especial que todos devemos prestar atenção ao que nossas marcas de referencia fazem, mas principalmente, como consumidores temos que tomar nota e atuar em conseqüência.
“Olho por olho, e dente por dente”, em outras palavras lex talionios ou seja, a lei do talião. Acredito que não está bem visto aplicá-la e que em público fica mais bonito dizer que o fim não justifica os meios e bla bla bla, e não querendo ser radical mas…que vamos fazer, a mim me pedem o corpo, creio que os consumidores deveriam por cruzes nesses momentos determinadas empresas.
Gosto do que fez Iberia, com seu anuncio de apertar os cintos e sua mensagem “estamos com você, abaixamos o preço para que você possa viajar”. Conseguiram gerar um consumo inexistente (muito mérito!), muita gente à minha volta conseguiram vôos a Paris, Londres, NYC a preços de dar risada. Consta-me que a ação foi um enorme êxito e superou suas previsões.
Chamou-me a atenção a ação de Mercadona, valente, mas com claros-escuros. Atreveram-se a expulsar a pulso a grandes marcas retirando os produtos daquelas que não eram lideres do setor de indiscutíveis para dar mais peso a marcas brancas e produtos mais econômicos com o objetivo de que a experiência de compra seja mais barata. A mensagem é clara “consumidor, estamos com você, não com as marcas”.
Este movimento, hábil sobre o papel também aborreceram os usuários que não encontram em Mercadona suas marcas habituais e não querem mudar, e chegaram a ter momentos ridículos como que no pais por antonomásia do ouro liquido, azeite de oliva fabricado na África, sem indicar a procedência. Graças a uma diretiva européia se acaba essa “facilidade” e haverá que detalhar nas etiquetas o pais de procedência do azeite (veremos por quanto venderão “Made in Turquia” agora, queridos).
Muitas marcas, como Danone, me deixam algo gelado com sua postura. Seu medo das marcas brancas acreditando que o consumo se mover até ali lhes fez variar sua comunicação para deixar claro que “não fabricamos para outras marcas”. Não gostei desse movimento, me parece soberbo, me soa a um “estão ferrados, se querem o yogurte dos bifidus, o compra aqui, não creia que os outros são iguais, que não são nossos”. Não gosto disso, parece que é um momento para dizer ao consumidor em primeira pessoa que está com ele, que compreende o momento e que siga confiando na marca, não para advertências. “Que não passe por sua cabeça nos por os chifres que não é o mesmo”. (A propósito, não sofra pelo famoso bifidus ativo, não vale a pena, assim que compre o que te der vontade).
Carrefour por exemplo, (se os franceses tivessem feito o azeite do Mercadona, retirar quase todos e deixar o africano sem avisar na etiqueta… possivelmente nos teríamos metido num rolo a pedradas com seus luminosos), tiveram um movimento intrépido. Lastima que a campanha de publicidade na TV roce o patético, mas a comunicação com a imprensa foi bastante boa. Anunciaram a maior liquidação permanente de preços da historia, que pena que para TV não esteja seriamente comunicado.
Defraudou-me um pouco a Coca-Cola, esperava alguma medida, algum anuncio: ALGO: Fez um anúncio muito bonito como sempre, porém me deixa um pouco gelado porque esperava deles o melhor, e fiquei com a sensação de que não dizem nada. Fizeram um anuncio maravilhoso mas que não era seu momento e que diz o básico e sai de fininho pela situação. O presidente da Coca-Cola diz que “Querem dar um toque de otimismo”, e eu lhe perguntaria “e que aportam vocês a esse otimismo? Nos contam um bonito conto cuja moral é que não fazem nada pelo consumidor.

Se de todas as marcas tivesse que ficar com uma que me impactou, o premio seria de Vodafone. Acredito que estão loucos, demonstraram para que estão na Espanha, sem mais. Foi realmente patético ver que como caíram os resultados do grupo na Espanha, nesses momentos em vez de ajudar o consumidor anunciam que para “compensá-lo sobem suas tarifas em três centavos de Euro/minuto. Em alguns planos de contrato sobem 25% as chamadas a outros operadores. Essa decisão, que parece tomada por um diretivo em Londres ao que a filial na Espanha e nada é o mesmo, e ao que não se dá bem com o Excel, creio que lhes custara caríssima já que estabeleceram uma relação entre a medida e a queda dos benefícios maior que os de Telefônica que caíram 2,6% e os de Vodafone um 5,8% na Espanha, a pachorra de subir os preços. Ë possível que eu não seja o cliente tipo, e as pessoas não tomem tão a peito, mas eu dei de baixa das linhas de Vodafone, e será o único operador com o que jamais terei linhas. E não é pelos três centavos/minuto, é pela falta de sensibilidade e má leitura de uma situação. Vodafone é a única marca a que tenho vetada mentalmente no sucessivo.
(bom, e a Pepsi, mas é que estou totalmente viciado na Coca-Cola light)
Tags: carrefour, coca cola, crise, Empresas, garrafone, gestao, Iberia, mercadona, Telefônica, vodafone
O efeito Paul Potts
Não é um editor de publicação de moda nos EUA, nem é um guru de nada. Paul Potts é um tipo normal, da multidão. Ou ao menos era há pouco tempo.
Ontem num café-da-manhã informal com uns jornalistas no escritório ficaram surpreendidos quando mencionei o que chamo de “O efeito Paul Potts” O que é para mim esse efeito? Para vê-lo deveria ver esse vídeo, é menos de 3 minutos e poderá tirar algumas conclusões (é possível que talvez muitos já o tenham visto; esse vídeo tem cerca de 6.000.000 de visitas no Youtube).
Provavelmente pensará: bom, mais um reality de televisão e um cara feio que canta bem. Correto, mas não é para mim o transcendente. Para mim o incrível é que esse tipo, com uma voz excepcionalmente educada e que nasceu pra cantar ópera, consumiu sua vida até entrar nesse concurso detrás de uma mesa, vendendo telefones celulares para South West; é tão triste como incrível. É triste que alguém que tem um dom, que tem uma ilusão e que tem possibilidades excepcionais de fazer algo bonito e importante seja engolido pela sociedade e não possa fazer aquilo para o que realmente nasceu; nesse caso cantar.
Logicamente Paul é um privilegiado, um golpe de fortuna; o esforço, Constancia e finalmente a televisão, um concurso, uma bonita historia, fama , gravar um disco, concertos por meio mundo. Poderíamos dizer que é algo assim como uma Cinderela moderna.
O problema é que com toda essa incerteza econômica que vivemos, estas bonitas histórias vão escassear cada vez mais ainda do que já o estavam fazendo, e a inércia da sociedade, que nos vá limitando como indivíduos e nos tirando ambição, será mais cruel ainda e generalizará que este tipo de personagens, empreendedores, com uma ilusão ou inclusive com um dom acabem num trabalho cinza, onde estão limitados, não possam superar-se, cumprir ilusões e fazer aquilo para o que nasceram. O efeito Paul Potts é entregar os pontos, romper com o preestabelecido para você, com o papel que alguém te atribui, lutar pelo que quer e tentar destacar, não auto-limitante dentro de uma sociedade ou estrutura medíocre.
Se acredita que tem possibilidades, ilusões ou “que nasceu” para fazer algo em concreto; luta por ele, que a situação econômica no te intimide, nem te pare, creio que se sente que nasceu pra algo distinto deve pelo menos tentar lutar por isso. Ainda que fracasse.
Tags: coaching, efeito Paul Potts, empreendedor, empreender, Management, Paul Potts, sonhoos, superaçao
Nem Deus vai te dar um real. E agora, quê?
Sim… sim, sei que parece cruel e duro. É possível que a alguns até pareça uma provocação, mas jogamos a real; se leva meses passeando um bussiness plan por várias empresas, vai à eventos e reuniões e encontra-se numa “divertida” situação de não receber repostas claras; nem “sim” nem “não”…pensa se deve também aplicar o titulo desse post.
Se encontra-se nessa situação, ou prevê estar nos próximos meses porque tem uma idéia ou um projeto que quer desenvolver: Houston; temos um problema. E a solução passa por aceitar o momento e se adaptar; não dar cabeçadas na parede, que além de doer, cansa.
O dinheiro é covarde e a situação é difícil. O cenário mudou e estará muito mais caro conseguir dinheiro. Podíamos meter o pau na economia, no governo, nos bancos, nos inversores…mas francamente não te ajuda muito. É o momento de valorar friamente o que podemos fazer, porém alem de frios devemos ser principalmente práticos.
Para quem o momento é bom?
Em minha opinião para os de cima e para os de baixo, a grande zona média – a maior de nosso tecido empresarial, tecnológico e empreendedor – é a mais afetada. Muito graficamente eu diria que os bons projetos não deveriam ter problemas de financiamento para crescer e resistir, possivelmente consigam menos fundos do que se espera, mas não deveriam ter problemas com maiúsculas. Há pouco dinheiro e o dinheiro se faz tremendamente seletivo.
Os grandes projetos de tecnologia com modelos validados, números emergentes e certo êxito vão adiante. Os projetos de tipo médio terão que demonstrar que podem crescer e resistir sem fundos, que há engenho e que está “a ponto de dar certo”, se não for assim não haverá dinheiro para essa grande zona media.
Em nível de startups creio que estamos voltando a um cenário de 10 anos atrás. Vejo muito esses dias de “não me conte o que quer fazer, dá os primeiros passos e me ensina”. Nesse momento é mais importante que nunca demonstrar que você é empreendedor e por em funcionamento, com seus meios, e cada um ao seu nível seu modelo de negócio, seu portal ou plataforma tecnológico em funcionamento sustentável. Sinceramente, isso não me parece mal, me parece seletivo; o papel volta ao papel e tem mais valor que veja o que esta fazendo, do que ver o que me diz que poderia fazer.
Um pdf ou um bussiness plan são o que são, puro papel, no se centre nisso somente; mova-se de alguma maneira e rápido. Estamos num período de 1, 2 ou 3 anos (pessoalmente creio que será largo), se sentar e esperar o Papai Noel; não avançará e ficará para trás. Adapte-se ao meio.
Nesse cenário os empreendedores e os inversores com os que estou falando constantemente diria que estão divididos em vários grupos, seria algo assim:
Os “amentirados” (caça-pechincha):
É a sensação de que o tempo corre a favor. Não há pressa, amanhã minha inversão dará muito mais do que hoje. Ontem me diz um 20%, amanhã me oferecerá um 30% e se não, não entro.
Os afetados pela crise:
Esse ano não invisto e saio de férias, ou diretamente me centro em 1-2 inversões seguras reduzindo minha atividade um 90%.
Os mais seniors:
Geralmente tem xx inversões em startups e vêem um ano para ir à segundas rodadas de suas melhores inversões, mas em nenhum caso para ir a novas aventuras. Muitos deles sorriem diante da situação, estavam aqui quando houve uma crise tremenda em 2000-2002 dentro do setor das TICs, não os pega de surpresa e sei que costumam tomar um certo otimismo ou ao menos com mais filosófico “isso não e uma crise;…aquilo sim foi uma crise…”.
Alguns esperam talvez a grande oportunidade de entrar a um preço razoável em companhias já formadas que lhes escaparam na primeira rodada, diante do cerre global do financiamento.
O empreendedor-inversor:
Investir em terceiros? Os fundos nesse momento estão par cobrir as necessidades das minhas companhias; inadimplência, queda de preços de publicidade, perdas de clientes, etc. É quase mais fácil –se há liquidez a médio prazo – pensar em adquirir companhias do meu entorno para melhorar minha posição do que inverter em startups. Para entrar em novas aventuras não me peça dinheiro demais em cash, entro se bem valorada minha contribuição industrial, me peça pouco dinheiro que agora mesmo eu não arrisco (se é que tenho).

Mas, e o empreendedor?
Creio que é momento de tomar decisões. Conheço ao menos uma dezena de empreendedores que numa situação de mercado de 1 ano e meio atrás teriam conseguido suas necessidades iniciais de capital entre 100.000-3000.000€. Agora não acredito que o consigam facilmente.
Vejo nesse ponto varias opções.
A primeira ACEITÁ-LO relativamente rápido, não perca o tempo pensando e dando voltas a coisas macro que não esta em suas mãos solucionar; se lamentar não te aproxima do êxito na sua empresa; procura não se queimar e não perder tempo perambulando por ai sem sentido.
Decida se é o momento de se jogar na piscina, de realizar você essa primeira inversão inicial e por o negócio em andamento esperando que passem 10-12 meses, situação tenha melhorado e você se colocou como um dos primeiros da lista quando se abra a torneira.
Outra opção é optar pelo guarda-chuva de um grande grupo; buscar um sócio industrial, que te permita crescer, por para funcionar e minimizar custos. Esta pode ser uma boa solução inicial de guerra.
Mas também pode ver que se sua situação pessoal (gastos, financiamento habitacional se a possui, etc.) não te permite, que talvez – e não é uma derrota, é tão digna como as outras soluções – é o momento de dobrar as asas, adaptar-se e estacionar uns anos a idéia de empreender. Igualmente, se não encontra financiamento é momento de ser conservador já que o desemprego no setor ainda não se disparou como no resto da sociedade e de buscar ou seguir com seu trabalho atual. Se fizer isso, aproveitara o tempo para amadurecer seu conceito, sua idéia e seu projeto. Tem um ano, talvez dois ou mais pela frente perfeitos para ganhar experiência e se formar.
Ser conservador, com a chuva que cai fora, não e muito menos uma derrota e me parece uma opção realista e válida como qualquer outra.
Tags: Business Angel, Capital Risco, crise, Emprendedores, inversao, socios industriais, startups
Loucura ou oportunidade?
Sou daqueles que pensam que é necessário arriscar e que, em ocasiões, tentar fazê-lo olhando um metro mais a frente que os demais. Óbvio que às vezes se erra.
Nesses momentos difíceis estamos assistindo ao desabamento dentre outras coisas do modelo de meios de comunicação. As redações dos meios offline, e também algumas online, estão vivendo um enorme processo de recortes. A tendência é clara; não é momento de abrir meios e sim de fechá-los. Esses jornalistas que acabam no seguro-desemprego não encontrarão trabalho facilmente e menos em outro meio de comunicação; muitos estão buscando trabalho em empresas, se estabelecem como freelancers ou inclusive criam Gabinetes de comunicação.
Nesse panorama aquele que pensa em abrir um meio de comunicação com a tormenta que cai fora, é um pouco louco…ou não?
Levo alguns dias pensando e queria comentar em voz alta com a intenção de saber que opinião podem ter as pessoas que lêem meu blog, porque creio que estamos diante de um momento-oportunidade.
Minha percepção pessoal é que os grandes meios como El Pais (não sei seus usuários, mas minha percepção e que Prisacom fez um bom trabalho depois da loucura de querer cobrar pelos conteúdos) ou o El Mundo (10,5 milhões usuários únicos segundo OJD) ganhou a batalha de Internet a base de força bruta; “eu sou o que tenho tanques, assim que os mando à rua”. Isso contrasta com a labor de audácia de um player menor que fez um grande trabalho em Internet, falo do Diário 20 Minutos (6 Milhões de usuários únicos segundo a OJD), que compreende muito melhor o meio e principalmente que são muito mais dinâmicos e arriscam. Sou leitor habitual do El Pais e do El Mundo (que ultimamente me deixa nervoso ao permitir publicidade tremendamente intrusiva, e creio que pagarão caro por isso e que Fernando Baeta deverá fazer algo a respeito).
Outros meio como Soitu (que tem em Gumersindo Lafuente seu principal ativo), ou o mesmo ABC estão também tendo alguns acertos significativos.

Acredito que é possível construir outro tipo de meio, com uma estrutura 100% online, deslocalizando as redações (um dos grandes custos operativos do meio) e as fazendo participes do negócio publicitário, em primeira pessoa, creio que se pode criar um grande meio online global, no qual cada usuário em base a seu perfil e geo-localização veja no mesmo momento em página diferente, conteúdos especialmente desenvolvidos para ele por seu consumo anterior e fazê-lo social, mas social de verdade, creio que poderia haver um meio global em espanhol, com conteúdos de Espanha, Mas também com outros locais de cada país.
Estou pensando e amadurecendo uma idéia baseada em conceitos cloud computing, deslocalização, e baseando-se em inteligência artificial para oferecer um maior rendimento ao usuário. Creio que e factível aportar novas soluções a meio online. Creio que um grande trabalho SEO de posicionamento em um meio dessas características, e atrair tráfico, pode ser uma opção de auto-emprego não só para muitos desses jornalistas que estão ficando sem comer e sem beber trabalho, assim como para muita gente que sem ser jornalista (não vejo que seja nem necessário nem imprescindível) possam aportar ao mesmo nível.
Você não acha que teria sentido um sistema de voluntários, com semelhanças com a Wikipedia e Dmoz, (inclusive com algumas similaridades de funcionamento com as redes de blogs), que permitam adaptar certos conceitos ao negocio dos meios de comunicação, mas com a diferença chave que o trabalho não seja voluntario, mas sim remunerado?
Uma estrutura muito leve, em base a certas particularidades técnicas, que permita uma operativa com uns custos fixos mínimos, que possa dar trabalho a muita gente, e aspirar a ser global nos momentos nos que a competência e capacidade de reação dos grandes meios durante os próximos 12-18 meses estará muito limitada.
Teria sentido?
Sei que é uma idéia bastante inicial, mas francamente acredito que seja viável. Sei que há um enorme handicap técnico e de desenvolvimento, mas o vejo capaz de ser salvo. Creio que a inversão inicial seria muito alta e estou disposto a ouvir opiniões, a indagar no tema e evolucionar muito esta idéia, muito inicial ainda, e jogar-me ao rio e tentar, isto é, se há pessoas dispostas a acompanhar-me nesse aventura.
Adoraria saber a opinião de todos, a idéia é lançar a lebre à todo aquele que possa aportar. Se a idéia madura e há pessoas dispostas a envolver-se no projeto, creio que poderíamos tentá-lo, mas esse não é um projeto pra ser desenvolvido sozinho. Esse é um projeto para a inteligência coletiva, acredito que é um desafio apaixonante e creio que com um pequeno desembolso econômico de um limitado número de pessoas, que aportem principalmente conhecimento e estejam dispostas a envolver-se, poderiam ser feitas grandes coisas.
Com as limitações dos 140 caracteres, troquei idéias com algumas pessoas pelo Twitter :-) e vendo a reação ao meu twitt de replays e mensagens diretas, acredito que não me equivoco pensando que é uma idéia viável e que não só me parece um desafio apaixonante – insisto, muito verde ainda, e pendente de um enorme Brainstorming que poderia começar nesse post.
(Se é uma idiotice romântica, estas que damos 5 minutos de vida, não se avergonhem e me façam saber também sua opinião)
Tags: 20 minutos, abc, el mundo, el pais, fernando baeta, futuro meios, Gumersindo Lafuente, imprensa digital, Soitu
Nasce Lazer Rede de Blogs, nossa filial no Brasil
Para mim, pessoalmente, e creio que para todos que formamos parte de Ócio Networks, hoje é um dia especial já que podemos anunciar algo no qual levamos em silêncio 4 meses; o lançamento de Lazer Rede de Blogs, nossa filial no mercado brasileiro.
Tenho uma enorme fé e confiança nessa decisão que tomamos faz alguns meses e que se traduzirá em 2009 no lançamento de 2 filiais fora de Espanha e em outros idiomas; a primeira como podem ver em Brasil. A segunda a lançaremos em Junho de 2009 em um país que de momento prefiro no revelar qual é.
Foram meses de muito trabalho, investigação silenciosa, muita informação, advogados, o Ministério de Assuntos Exteriores, consultas a embaixada e câmaras de comércio, seleção de colaboradores, estrutura, desenho…mas, por fim, podemos anunciar que já fazem algumas semanas começamos a rodar os primeiros metros de nossas publicações.

Lançamos Lazer Blogs com quatro publicações temáticas, Beleza, Esportes, Tecnologia e Música, a final de 2009 serão até 12 no total. Nossas previsões são que finalizemos 2009 em Lazer Blogs com um quadro de funcionários de 16 pessoas.
Nosso objetivo é posicionar-nos no idioma português num mercado apaixonante, o brasileiro, e em um país com 190 milhões de pessoas das quais 47 milhões são usuários de Internet. Ou seja, no Brasil há mais internautas que habitantes na Espanha com um dado demolidor; o ano passado se duplicou a população de internautas de 24 a 47 milhões de pessoas. Um crescimento sem precedentes nos últimos anos.
Tem lógica escolher como primeiro destino Brasil antes que mercados mais potentes publicitariamente falando como o anglo-saxão?
Em minha opinião, sim.
Brasil é um mercado emergente e ainda há possibilidades de posicionar-se já que não é um mercado maduro. Os mercado anglo-saxões têm muita mais travas à entrada no setor de conteúdos de empresas de fora do pais. As publicações estão muito mais maduras, dificultando a concorrência e o sistema publicitário é mais duro de entrada.
A nível publicitário, Brasil é um mercado que esta madurando rapidamente e que oferece enormes oportunidades nesse momento e que esse ano contará com uma inversão publicitária na Internet próxima aos 300 milhões de dólares para 2009, que segundo todos os estudos crescerá de forma exponencial nos próximos anos.
Umas das coisas que mais me apaixona desse país é que esta totalmente voltado à internet, e com muitas particularidades. Um claro caso de estudo é que por exemplo é o pais que mais resiste a Facebook (e não será por falta de tentativas) já que o Orkut é curiosamente a rede social por excelência e o “must have” de todo brasileiro.
A frente da rede temos Fernanda Guerzoni que a partir de nosso escritório em Madrid, será o enlace direto e coordenadora da rede no Brasil.
Não só chegamos a um novo país, coisa que é nova para nós, assim como chegamos a um novo idioma, algo que além de uma novidade diria que uma proposta apaixonante. Diante dessa barreira é habitual em nosso país, no qual a exportação de conteúdos aponte mercados na América Latina, tomei a decisão de duplicar meu blog pessoal em português, que estará diariamente acessível desde (http://www.alejandrosuarez.com.br) no qual a cada dia se traduziram meus posts pela manha, no horário do Brasil (a idéia é traduzir o conteúdo desse blog diariamente como post exclusivamente centrado ao mercado brasileiro). Eu não falo português, ainda que seja possível entender tudo que se lê, espero que nos próximos meses Fernanda me evangelize
e que ao final possa arranhar algo antes das minhas primeiras visitas ao país, ao largo de 2009.
Temos a intenção de que o blog pouco a pouco nos possa, igual que a web e o blog corporativo de Lazer Blogs, introduzir no mercado das novas tecnologias e dos empreendedores brasileiros com objetivo de poder chegar a acordos estratégicos e valorizar do mesmo modo possibilidades de inversão no pais.
Quero aproveitar essas linhas para agradecer a Fernanda, Diego, Jaume, Constanza, Jose Antonio, Monica e Raúl Ortiz, o esforço realizado esses meses e especialmente essas semanas para pôr esse projeto em andamento.
O lançamento oficial da rede de blogs foi realizado hoje, dia 22. A nota à Imprensa completa poderá ser vista por meio do seguinte link:
http://www.alejandrosuarez.com.br/prensa/lazer-blogs.pdf
Para mais informações sobre Alejandro Suarez e Ócio Networks, acesse o link:
http://www.alejandrosuarez.com.br/prensa/ocio-networks-y-alejandro-suarez.pdf
Tags: alejandro suarez, brasil, exportaçao de conteudos, Fernanda Guerzoni, Lazer Blogs, ocio networks
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