Alejandro Suarez Sánchez-Ocaña, empresário do Setor de Tecnologia desde 1998, CEO do Grupo Publispain e da Rede de Blogs Lazer y Ocio Networks SL, presidente da Inversora Foley, conselheiro e fundador da Yes.fm, assessor e inversor de várias companhias de inovação, novas tecnologias e Internet.
Os 10 + 1 mandamentos
Na realidade não são 10, são 11. Gostei muito de ler. Gosto da figura de Bill Gates, acredito que com o tempo essa imagem de tirano dos 90 foi desaparecendo e se ajustando à realidade, ficou o da pessoa; brilhante, empreendedora e terrivelmente generosa.
Nos anos 90 “Mocosoft e Enganofonica”, como as conhecíamos, eram os nexos da união de muitos jovens rebeldes que começava, a ter atividade na Internet, e muitas vezes, naqueles anos se podia fazer pouco mais que se rebelar contra algo. Penso que Microsoft atuou durante anos com uma prepotência sem limites. Agora, com números fracassos, baixou um pouco o topete e como alguém me falou outro dia e é um sentir cada vez mais geral no setor: “Os da Microsoft dentro de uns anos parecerão irmãzinhas de caridade perto da Google.
Concordo.
Passou muito tempo e olhando para trás penso que uma empresa como telefônica preferia envelhecer com uma figura como a de Bill Gates dando sombra. É a sorte que tem Microsoft. Reio que a figura do homem superou a imagem da companhia. Não esqueçamos que Bill Gates demonstrou ser o maior filantropo do mundo.

Essas frases me fazem pensar e são as chaves que Bill Gates dedica a sés filhos, e muitas delas me parecem tremendamente aplicadas por seu valor e sua experiência a muitos de nos e ao mundo da empresa e da tecnologia.
1. A vida não e justa, acostume-se com isso.
2. O mundo não se importa com sua auto-estima. O mundo esperará que consiga algo, independentemente de que não se sinta bem com você mesmo. 3. Não ganhará 5.000 dólares mensais logo quando saia da universidade e não será um vice-presidente até que seu esforço haja ganhado ambas vitorias.
4. Se você pensa que seu professor é duro espera ter um chefe. Esse sim não terá vocação para ensinar nem paciência requerida.
5. Dedicar-se a cozinhar hambúrgueres não tira sua dignidade. Seus avôs tinham uma palavra diferente para descrevê-lo: chamavam de oportunidade.
6. Se você dá um fora, não é culpa dos seus pais, assim que não chore por seus erros: aprenda com eles.
7. Antes de nascer, seus pais não eram tão “entediantes” como são agora. Eles começaram a ser por pagar suas contas, limpar sua roupa e te escutar falar da nova onda em que você esta. Assim que, antes de empreender sua luta pelas selvas virgens contaminadas pela geração dos seus pais, inicia o caminho limpando as coisas da sua própria vida, começando pelo seu quarto.
8. Na escola podem ter eliminado a diferença entre ganhadores e perdedores, mas na vida real não. Algumas escolas já não perdem alôs letivos e te dão a oportunidade que necessite para encontrar a resposta correta dos seus exames e para que suas tarefas sejam cada vez mais fáceis. Isso não tem nenhuma semelhança com a vida real.
9. A vida não se divide em semestres. Não terá férias de verão largas em luigares longes e muito menos chefes que se interessam em te ajudar que encontre seu eu. Tudo isso terá que fazê-lo, se quiser, em seu tempo livre.
10. A televisão não é a vida diária. Na vida cotidiana, as pessoas de verdade têm que sair da cafeteria, do filme, para ir trabalhar.
11. Seja amável com os “nerds” (eu fui um deles). Há muitas probabilidades de que termine trabalhando para um deles.
Tags: bill gates, Empreendedores, frases, Management
Não me faça isso
Teve certa repercussão meu post “Não compre mina publicidade, mas me respeite, caramba!”, no qual eu falava e denunciava a atitude de desapreço que em ocasiões recebemos nesse meio, assim como pedia dignificação da publicidade online.
Tanta que inclusive uma das pessoas que mais sigo dentro do mundo das Relações Publicas como Octávio Rojas respondeu com outra nota no seu blog “Te respeito, publica?”
Creio que esse completara uma trilogia sobre o tema
A relação entre as agencias de Publicidade/Meios e relações Publicas e o mundo online são confusas, e muitas vezes há desapreço como eu trata de denunciar o outro dia, mas também muitas outras vezes desconhecimento.
Por isso escrevo essas linhas, com objetivo de que possam servir às agencias para saber o que nos desagrada e como “não entrar”.
É claro que não sou ninguém para estabelecer um decálogo de boa práxis e esta é só minha opinião, que sem nenhum tipo de duvidas será pontuada, corrigida e melhorada nos comentários.
Muitas vezes desde as agencias nos vêem como uns “paranóicos do spam, ególatras e uns moleques aos que lhes incomoda tudo”. Bom, pois chegando a esse ponto, isso é provavelmente o que molesta a alguns moleques ególatras:
- Não minta:
Cada vez que recebo um email de uma agencia de relações Publicas por algo que publicamos na que me dizem que querem saber o trafego do blog que o publicou “com o objetivo de valorizar futuras campanhas”: sei que não é assim. É para seu clipping e dar dados de trafego e marcar um ponto com o cliente. O diretor de uma conhecida agencia de relações publicas me dizia outro dia “Ah…, é que dizer isso já não funciona?” A resposta é clara: não, não funciona e te faz ficar mal. Não minta.
- Dirija-se a mim pessoalmente: demonstre que sabe quem sou e o que faço:
Você se dirige a mim, me pede colaboração, mas não distingue do que é um blog comercial, por exemplo de nossa rede de blogs Ócio Networks, onde SIM vendemos publicidade, de um blog pessoal como este, no qual NÃO se aceita publicidade e falo das minhas coisas, projetos e idéias. Se não entende isso, que é básico, o dialogo será impossível; você vai acabar me ofendendo quanto seja cansativo insistindo em que escreva algo a nivel pessoal. Eu NÃO ESTOU à venda. O que sim esta a venda é a publicidade nos meus suportes comerciais. E você deverá distinguir que é um suporte comercial e o que é um blog profissional. Distingue a pessoa do produto.
Creio que passou suficientes meses como para poder contá-lo…Espero que não me puxem as orelhas por fazê-lo…Faz alguns meses que uma agencia de publicidade me ligou para perguntar se “estaria disposto a escrever em primeira pessoa” a nova campanha de branding de uma conhecida marca de refrigerantes de extratos de coca-cola) nesse blog. Deixou-me um pouco perplexo porque esse não é um espaço comercial e nesse caso sabiam perfeitamente e não lhes importava, mas queriam saber se eu aceitaria a possibilidade já que comento campanhas e ponho vídeos as vezes.
Ou seja, a pergunta era se minha opinião estava à venda. Muito educadamente respondi o único que posso dizer. Que se gosto da campanha a comentarei como comento outras, e as dessa marca costumam me agradar… Mas ainda que o fizesse não aceitaria dinheiro por isso. A campanha saiu a 2-3 semanas depois e lembro que a vi em casa e segui os comentários de Twitter de pessoas como Enrique Burgos que acredito lembrar que comentou que à sua mulher havia emocionado. Eu gostei, mas esperava mais e fiquei algo decepcionado. Não publiquei nada.
- Não me peça permissão para me mandar “merda”:
Não me peça por email para me mandar notas de imprensa r quando te dou não me mande merda. Manda-me notas de imprensa relevantes para meu trabalho e que sejam defendíveis. Se uma vez que te digamos sim e acredite estar autorizado a nos enviar são para coisas intranscedentes e de outras temáticas nos fará perder tempo.
Você não necessita permissão para me enviar coisas, mas ao blog de motor, por exemplo, envie informação e RELEVANTE, se cada vez que seu cliente, uma marca de pneu, muda um preço o lança uma nova roda nos envie e gere lixo (dezenas de emails por dia), obviamente nem abriremos seus emails.
- Se te interessamos, cuide de nós:
Imaginemos que te interessa nosso blog de telefonia e nos pede uma demo do teu produto, este é um caso real e dedico aos meninos responsáveis pela comunicação de Samsung. Te pedimos não uma, nem dois, nem três vezes prová-lo, mas sim alguma mais. Recebemos uma resposta tipo “vai publicando, que nos próximos dias vocês poderão ver o terminal de provas”. Jamais nos ligaram para experimentá-lo e isso se repete dezenas de vezes. Não cuida da gente e nos engana, você pensará que somos tontos porque a primeira ou segunda vez publicamos algo para você. Acredite, deixaremos de fazê-lo, não é serio com a gente, não nos deixe falando sozinhos, diga a verdade sempre.
Nesse aspecto há temas que estão claros. Não pode pedir uma review de um videogame que não nos manda por exemplo. Ou o distribui ou nos ligue para que mandemos alguém aos seus escritórios para prová-lo. Se quiser comunicar necessitará material de trabalho e não somente sua nota de imprensa.
- Respeita nossa opinião:
Opinamos de algum produto e não é exatamente o que sai na sua nota de prensa. O motivo é que “vende motos” com ela e não nos parece tal qual você o define. Que nos ligue e encha nosso saco para discutir é feio e estéril- Pode ser que estejamos errados, o usuário decidirá, mas respeite nossa opinião e não tente forçá-la. Nossa publicação é isso, nossa opinião.
- Vendedores de influência
São engraçadas as agencias que vendem “influência”. Dizem AL cliente, que vão conseguir que os “bloggers mais influentes” ou que “centenas de blogs” falem da sua marca. Te cobram por isso e logo pretendem dar um “presentinho” a troca de uma publicação de algo, ou no pior dos casos organizam como vi no outro dia “ficadas de bloggers convidando a tomar umas cervejas”. É surrealista, é ofensiva e demonstra que não distingue as coisas. Em pouco tempo todo mundo terá seu blog o twitter. A quantidade não é o que busca, que 50 garotos publiquem algo e escrevam no seu blog porque beberam umas cervejas com você não é o mesmo que pode te vender gente séria.
Tags: bloggers, ocio networks, Relaçoes Publicas
Nasce uma idéia e uma ilusão
(Esse post se publica simultaneamente em espanhol no blog da fundação)
No final de Outubro do ano passado, publiquei no meu blog pessoal uma resenha intitulada “Uma verdade Incomoda e Real” na qual relatava como me sentia, creio que se pode definir como confuso, depois de escutar um duro testemunho que me surpreendeu uma manha desde um programa de radio.
Naquele momento mobilizei alguns amigos, aos que expliquei que acreditava que, dentro das minhas limitações, poderia por meu grãozinho de areia naquele momento e senti necessidade “fazer coisas”, não sei se grandes ou pequenas, em definitiva as que estejam ao meu alcance. Expliquei minha idéia e recebi todo tipo de feedbacks e com a ajuda de meu advogado José Antonio Salaverri, quis criar essa fundação.

Gostaria de dizer também que os requisitos, os tramites e as dificuldades para constituir uma fundação benéfica nos fazem pensar duas vezes… Mas depois de seis meses de briga, com notificações perdidas incluídas, estamos em andamento.
Essa fundação se nutrirá economicamente dos benefícios de algumas de minhas empresas, em concreto do Grupo Publispain, Ócio Networks e Inversora Foley, assim como colaborações pessoais que ire fazendo em diferentes momentos do ano. Uma porcentagem estabelecida inicialmente em 2% desses benefícios se destinará a ações e colaborações que desde essa fundação iremos levando a cabo. Estas ações se realizarão a distinto nível dentro de nossas possibilidades e do âmbito de ação das mesmas. Temos uma vinculação física a países como Espanha e Argentina, e as necessidades de um e de outro são totalmente diferentes. Ações como as que esperamos realizar em Espanha seria uma frivolidade para a América Latina.
Não teremos um orçamento milionário, mas sim muita vontade de poder fazer coisas por nós mesmos e também colaborar em ações de terceiros. Para isso contamos com uma ampla equipe humana formada pelas pessoas que trabalham em nossas companhias, comprometidos de maneira generosa com a idéia, e tentaremos estruturar ações úteis.
Esse post é de certo modo uma primeira pedra, um ponto de partida. Colocaremos-nos em andamento e começaremos a valorizar ações, a buscar e amadurecer idéias, a ver em que pontos podemos ajudar e ser úteis e para isso necessitamos e buscaremos o apoio pontual de muitas empresas que trabalham conosco no dia a dia, em nenhum caso buscamos nem queremos colaborações econômicas, (não creio que essa deva ser nossa função, nem que sejamos os receptores idéias das mesmas, o que buscamos são colaborações, nas quais cada um possa chegar a ajudar se assim o deseja, mas no âmbito da sua ação habitual e não de forma econômica.
Quero agradecer publicamente a alguns amigos como a Anel Maria ou Emilio Marquez que ao conhecer a idéia quiseram por fundos a disposição da fundação, como digo, não é o se pretende e isso seria muita responsabilidade para mim, mas infinito agradecimento pela confiança a ambos.
Obrigado também a alguns de nossos clientes e provedores que nascem apoiando esta idéia (aos que não nascem apoiando, um aviso: os perseguirei para que cada uno apóie nossas iniciativas), ao apoio de todos os que formamos Ócio Networks, Grupo Publispain e Inversora Foley, especialmente a Chalotte, Fernanda, Constanza, Monica, Diego e Daniela que escreverão nesse blog, a todos os que nos convidam uma nota, email ou twitt nesses dias oferecendo-se a colaborar e a todos os que esta lendo essa linhas.
Poderão seguir vendo as novidades dessa iniciativa no nosso blog, assim como em nosso twitter, agradeceremos todo tipo de idéias, comentários e sugestões que nos possam chegar.
Estamos em andamento, obrigada por ler.
Alejandro Suàrez Sánchez-Ocaña
Tags: - Fundação Alejandro Suárez, fundaçao, Iniciativas, solidarios
10 Conselhos para quebrar sua StarUp
Vi esses últimos meses uma multidão de posts, sérios, reflexivos e em ocasiões úteis e brilhantes do tipo “10 Conselhos para ter uma startup de êxito” ou “10 Conselhos para ser um empreendedor de êxito”. É talvez por esse motivo pelo qual decidi publicar minha particular visão, uma perspectiva talvez menos instrutiva: poderá ver dezenas de formas de como chegar ao sucesso, nesse poderá ver como quebrar rápida e rotundamente sua companhia.

10 conselhos para quebrar – rapidamente – sua startup:
- Se você não necessita, não importa; tem que fazer! Assim que procure e consiga financiamento. Nem pergunte se é necessário ou não seu modelo de negócio, e muito menos pergunte se pode por sua parte dos fundos. Você tem que procurar e aproveitar.
- Se você encontra pelo caminho alguém de perfil técnico muito valido que quer se integrar no seu projeto, ignore-o. Já lhe contratará quando tiver dinheiro. Não se envolva, com certeza estará por ai disponível para você quando já tenha grana.
- Super dimensione tudo. Caíram na sua conversa poucos friends, pouca family, mas a lot of fools e há dinheiro. Pois, vamos gastar! Começar sempre por um mega salário, secretaria explosiva e carro da empresa. Quanto antes gastemos, antes nos dará mais lucros.
- Se inspire na bolha. Os negócios rentáveis e sustentáveis são os dos demais. Argumenta constantemente… ”e que modelo de negocio tem Twitter? Quanto fatura e quanto vale Facebook? E o Youtube?”. Essa gente não entende que seu caso é como o dessas companhias; nem ligue, continue.
- Escolha investidores baixo o modelo “quem tem o mais grande”. Não valorize modelos industriais nem sinergias para o futuro. Isso é leilão. Se alguém der 1.000 euros mais que o outro, não há discussão, que me importa quem seja cada um, conclusão, nunca vou necessitar nada já que sou auto-suficiente.
- Rodeie-se de medíocres. Procura não se rodear de talento. E se vêem conhecer seu projeto e roubam sua idéia para montá-la por sua própria conta? Nada, selecionamos medíocres que os bons já serão contratados por Google. Que importa o talento interno? O importante do projeto é você.
- Escolha um nome estridente, muito web 2.0 e um modelo inovador. Se não há casos de exemplo com seu modelo de negocio a nível internacional já que as pessoas não têm idéia de nada. Você não copia de ninguém, você é inovação pura.
- Pense pouco. Não é necessário nem imprescindível comer a cabeça. Para isso você pode se permitir com a grana que conseguiu levantar um orçamento de consultoria. Há companhias de nome que fazem esse trabalho, para que você vai complicar sua própria vida. Poe em suas mãos.
- Não se audite, pra quê? Você sabe onde esta e onde vai o dinheiro. Seus investimentos confiam cegamente em você, essas quantidades para eles não são nada e não te pedirão contas demais no futuro, não teria sentido, você é o guru.
- Não fature nem para cobrir custos, mas não importa, não dedique seu tempo a resolver esses pequenos detalhes operativos, insignificantes dentro de um projeto maior como o seu. Difunde, evangeliza, o faturamento já virá, você ao seu ritmo, dê conferências e explica seu modelo de negocio como o caso de êxito que já é. O dia a dia não é imprescindível.
E o bônus via Twitter de @danielpeiro:
- Google soluciona tudo para você. Leia, não duvide e siga a pé da letra os posts que encontre tipo “10 conselhos para ser um empreendedor de sucesso”, e tenha escrito quem tenha escrito. (especialmente se são de “empreendedores conceituais”)
Tags: conselhos, Empreendedores, exito startup, quebrar sua empresa
Ócio Networks compra o blog IphoneDiario.com
Uma das temáticas que por vários motivos fazia falta na rede de Ócio Networks era a dedicada ao Iphone e ao Ipod Touch. Trata-se de IphoneDiario.

Primeiro porque acredito que é um nicho e um setor cada vez mais consolidado, e em segundo lugar porque francamente desde a aplicação da Yes.fm para Iphone dependo mais do meu que antes e o aproveito mais ainda. Me custa pensar na substituição do meu Iphone e nem quero pensar em dispositivos como BlackBerry, etc. Ao meu Apple sou fiel ao 100%.
Faz algumas semanas que tive a possibilidade de conhecer um jovem empreendedor, Juan Pablo Morales, com um blog que funcionava bem de tráfego. Começamos a conversar sobre possibilidades de colaboração e concretizamos nesses últimos dia a compra do blog e sua incorporação à equipe editorial de Ócio.net como responsável do mesmo.
Iphonediario tem atualmente 150.000 usuários únicos mensais, umas 800.000 paginas vistas por mês.
Esperamos que na mão de Juan Pablo, esse novo blog de Ócio Networks possa crescer muito dentro de nossa rede, como aconteceu com TodoWoW, publicação que compramos em Agosto de 2008 e que dentro de nossa rede e graças ao Raul e nossa equipe SEO acumula desde então um crescimento do 400%, passando de 300.000 paginas vistas a mais de 1.200.000 atuais.
Dos blogs de Ócio em três ocasiões, seriesblog, todowow e IphoneDiario foram frutos de aquisições e não de desenvolvimentos próprios.
Juan Pablo, bem-vindo a equipe. Agora, a trabalhar duro que temos daqui ao final do ano muito trabalho por diante.
Tags: compra, Iphone, iphonediario.com, juan pablo morales, ocio networks
Onde esta a universidade? (no apoio ao empreendedor)
Vendo exemplos americanos especialmente, mas também franceses, ingleses, japoneses e dos países nórdicos, esta manha me perguntava a mim mesmo onde esta na Espanha e obviamente no Brasil, a universidade n campo de alentar empreendedores e ser a fabrica de negócios de novas tecnologias. De lhes empurrar, lhes formar, encontrar sócias industriais que apóiem e validem o projeto.
Numa agradável conversa outro dia com Raul Mata de Factoria de Ideais, ele me comentava algumas iniciativas da Universidade Politécnica para alentar empreendedores e ser uma verdadeira incubadora que valida projetos de investigação e tecnologia. A idéia me parece apaixonante. Mas claro que estarmos nesse ponto em 2009 me resulta chamativo.
Não acredito que exista melhor universidade que aquela que possa levar projetos adiante, melhor formação que a de construir realidade nenhuma. Podemos gerar alunos em melhor ou pior medida, mas também poderíamos tirar das universidades (que para essas coisas sim tem meios suficientes) fornadas de empreendedores e projetos que nasçam na universidade, ali se rodem e se validem e os que vão saindo diante e sejam inteligentes contem com o apoio interno de contato com sócios industriais, Bussiness Angels, empresas do setor, com acesso a financiamento, e a investidores, mas também com envolvimento de pessoas relacionadas com o mundo universitário que serve como filtro e validação das idéias.

A mim, se me chega um projeto de tecnologia interessante, visado por uma universidade espanhola de prestigio, com recorrido dentro dela, e havendo passado filtros sérios e saindo adiante com vistos de viabilidade, isso me animaria mais a apóie-lo e investir.
Sim, sei que agora alguém me enviará por email exemplos de universidade que” investem”, “apóiam” “atuam como viveiros” , etc. Mas falemos em sério, não de orçamentos que costumam acabar onde sempre, falemos de criar empresas de verdade. É viável que dentro da Universidade exista projetos que cresçam apoiados desde a faculdade como viveiro e saiam dela? Conhecem algum caso?
Algum Bussiness Angel participa com alguma universidade publica ou privada nessa segunda fase apoiando e avaliando os projetos dela? Algum exemplo de projeto de Internet e tecnologia que triunfou saindo de uma universidade? Cuidado, eu não me refiro criado por universitários, mas sim nascendo desde a mesma universidade como guarda-chuva de apoio.
Empreendedores na universidade vêm possível e buscam apoio para iniciativas empresarias embrionárias dentro dela? O acabam mandando embora alternativas à margem desta?
Há poucos casos ou estou perdendo algo? Se o novo Google não tivesse administrado nas aulas de Stanford, mas sim nas de USP alguém apoiaria? Ou haveria sido um estâse mais de uns estudantes que termina em nada.
Ultimamente estou de saco cheio de ver Bussiness Plans. Nenhum foi remetido a mim direta ou indiretamente por uma universidade. Nenhum dos que me chegaram por outras vias nunca contaram com o apoio ou esteve visado por uma universidade publica nem particular. Podemos nos limitar a ir a Universidade quando nos convidam a dar uma palestra, o que o tema de verdade seja proativo e bidirecional como deveria.
Ao meu entender, aqui, há algo que falha.
Tags: Empreendedores, Empresas, Iniciativas, Investimentos, Off Topic
Compramos InGames
Quando a mediados de Janeiro lançamos Lazer Rede de Blogs no Brasil, com 4 blogs temáticos, já comentei que tínhamos idéia de não só ir lançando publicações próprias, mas também, para crescer rápido e gerar tráfico, ir comprando blogs com sinergias na rede, ou incluso rede de blogs sociais locais.
Este processo começou e posso anunciar a compra do nosso primeiro blog no Brasil, InGames. Até a presente data esse blog de jogos pertencia à rede de blogs Antenando e é nossa primeira aquisição para Lazer Rede de Blogs.

Atualmente InGames é nosso quinto blog comercial em português, e o primeiro de uma série de compras que preparamos com objetivo de poder acelerar nossa presença no Brasil.
Lazer Rede de Blogs ainda não publica dados, gostaria esperar ao menos 6 meses já que são momentos muito iniciais, mas sim posso adiantar que estou muito contente com sua progressão e que vamos marcando nos tempos algo melhor do que o previsto. Se bem que em Ócio Networks sempre baseamos nosso crescimento n publicação de blogs próprios, (35 blogs, 33 foram sido desenvolvimentos próprios do zero, e 2, todo wow, e series blogs forram compras ao largo de 2008), acredito firmemente em compras pontuais já que atuam como “aceleradores” de crescimento de rede, melhorando o posicionamento global dos blogs e somando trafico interessante para poder criar sinergias de conteúdo e maior percepção de rede.
Espero nas próximas semanas fechar outras compras que acelerem o processo de implantação de nossa rede no Brasil e que nos melhorem em nível de SEO, capacidade de rede, percepção local, acordos comerciais e fundo de negócio e conteúdos. Para isso esta sendo muito importante a implantação desse mesmo blog em português que esta convertendo-se num interessante meio de contato com a realidade doa dia-a-dia dos empreendedores no setor das Tics do Brasil.
A meta da Lazer Blogs é dispor de aproximadamente 10 blogs de diferentes publicações dentro dos próximos meses e mostramos nosso interesse em adquirir novas páginas de diversos temas interessantes e que nos possam aportar tráfego, assim como fizemos com InGames. Dessa forma, se você dispõe de um blog com tráfego importante e deseja vendê-lo, não duvide em contatar-nos por meio desse blog, será um prazer estudar sua proposta e fecharmos uma parceria.
Tags: antenando, compra blogs, compra web, comprar blogs, comprar portal venda de blogs, comprar web, compras, ingames, Lazer Blogs, ocio networks, venda de web, vender blog, vender portal, vender web
Olho por Olho, dente por…
A delicada situação econômica que vivemos, me faz “desfrutar” de certos movimentos empresarias. Sim, digo desfrutar e sei que chia e que soa mal nessa momento, mas é como haver passado de um partido de futebol chato de 0-0, onde poucos dos estabelecidos arriscam, a um partido rápido de basquete onde passam coisas a cada poucos minutos.
Há uma nova geração em postos diretivos de multinacionais, que não concebem esse cenário faz um ano, que não tem a experiência de haver passado por uma situação mcro-econômica tão complexa com anterioridade (que simpáticos!…talvez não deveríamos haver aposentado a uns anos atrás aos maiores de 50 anos, verdade? É possível que muitos de aqueles diretivos que se foram a casa hoje pudessem aportar algo necessário: experiência em gestão de crise).
Essa mistura de nervos, preocupação, e falta de experiência contrastada está fazendo que todas as grandes empresas, geralmente conservadoras tentando crescer principalmente no perder sua quota de mercado, tenham que passar a um plano B que não tinham escrito e sejam obrigados a “fazer algo”. E estão fazendo já muitas delas e as que não, estudam a fazer nos próximos meses.
Para os que como eu, desfrutam analisando os movimentos empresariais e as ações de marketing e publicidade, isso é entretido de certa forma, e dará para que dentro de 3-5 anos se escrevam muitos livros falando de grandes acertos e grandes erros nesses momentos.
Como consumidores é um momento tão especial que todos devemos prestar atenção ao que nossas marcas de referencia fazem, mas principalmente, como consumidores temos que tomar nota e atuar em conseqüência.
“Olho por olho, e dente por dente”, em outras palavras lex talionios ou seja, a lei do talião. Acredito que não está bem visto aplicá-la e que em público fica mais bonito dizer que o fim não justifica os meios e bla bla bla, e não querendo ser radical mas…que vamos fazer, a mim me pedem o corpo, creio que os consumidores deveriam por cruzes nesses momentos determinadas empresas.
Gosto do que fez Iberia, com seu anuncio de apertar os cintos e sua mensagem “estamos com você, abaixamos o preço para que você possa viajar”. Conseguiram gerar um consumo inexistente (muito mérito!), muita gente à minha volta conseguiram vôos a Paris, Londres, NYC a preços de dar risada. Consta-me que a ação foi um enorme êxito e superou suas previsões.
Chamou-me a atenção a ação de Mercadona, valente, mas com claros-escuros. Atreveram-se a expulsar a pulso a grandes marcas retirando os produtos daquelas que não eram lideres do setor de indiscutíveis para dar mais peso a marcas brancas e produtos mais econômicos com o objetivo de que a experiência de compra seja mais barata. A mensagem é clara “consumidor, estamos com você, não com as marcas”.
Este movimento, hábil sobre o papel também aborreceram os usuários que não encontram em Mercadona suas marcas habituais e não querem mudar, e chegaram a ter momentos ridículos como que no pais por antonomásia do ouro liquido, azeite de oliva fabricado na África, sem indicar a procedência. Graças a uma diretiva européia se acaba essa “facilidade” e haverá que detalhar nas etiquetas o pais de procedência do azeite (veremos por quanto venderão “Made in Turquia” agora, queridos).
Muitas marcas, como Danone, me deixam algo gelado com sua postura. Seu medo das marcas brancas acreditando que o consumo se mover até ali lhes fez variar sua comunicação para deixar claro que “não fabricamos para outras marcas”. Não gostei desse movimento, me parece soberbo, me soa a um “estão ferrados, se querem o yogurte dos bifidus, o compra aqui, não creia que os outros são iguais, que não são nossos”. Não gosto disso, parece que é um momento para dizer ao consumidor em primeira pessoa que está com ele, que compreende o momento e que siga confiando na marca, não para advertências. “Que não passe por sua cabeça nos por os chifres que não é o mesmo”. (A propósito, não sofra pelo famoso bifidus ativo, não vale a pena, assim que compre o que te der vontade).
Carrefour por exemplo, (se os franceses tivessem feito o azeite do Mercadona, retirar quase todos e deixar o africano sem avisar na etiqueta… possivelmente nos teríamos metido num rolo a pedradas com seus luminosos), tiveram um movimento intrépido. Lastima que a campanha de publicidade na TV roce o patético, mas a comunicação com a imprensa foi bastante boa. Anunciaram a maior liquidação permanente de preços da historia, que pena que para TV não esteja seriamente comunicado.
Defraudou-me um pouco a Coca-Cola, esperava alguma medida, algum anuncio: ALGO: Fez um anúncio muito bonito como sempre, porém me deixa um pouco gelado porque esperava deles o melhor, e fiquei com a sensação de que não dizem nada. Fizeram um anuncio maravilhoso mas que não era seu momento e que diz o básico e sai de fininho pela situação. O presidente da Coca-Cola diz que “Querem dar um toque de otimismo”, e eu lhe perguntaria “e que aportam vocês a esse otimismo? Nos contam um bonito conto cuja moral é que não fazem nada pelo consumidor.

Se de todas as marcas tivesse que ficar com uma que me impactou, o premio seria de Vodafone. Acredito que estão loucos, demonstraram para que estão na Espanha, sem mais. Foi realmente patético ver que como caíram os resultados do grupo na Espanha, nesses momentos em vez de ajudar o consumidor anunciam que para “compensá-lo sobem suas tarifas em três centavos de Euro/minuto. Em alguns planos de contrato sobem 25% as chamadas a outros operadores. Essa decisão, que parece tomada por um diretivo em Londres ao que a filial na Espanha e nada é o mesmo, e ao que não se dá bem com o Excel, creio que lhes custara caríssima já que estabeleceram uma relação entre a medida e a queda dos benefícios maior que os de Telefônica que caíram 2,6% e os de Vodafone um 5,8% na Espanha, a pachorra de subir os preços. Ë possível que eu não seja o cliente tipo, e as pessoas não tomem tão a peito, mas eu dei de baixa das linhas de Vodafone, e será o único operador com o que jamais terei linhas. E não é pelos três centavos/minuto, é pela falta de sensibilidade e má leitura de uma situação. Vodafone é a única marca a que tenho vetada mentalmente no sucessivo.
(bom, e a Pepsi, mas é que estou totalmente viciado na Coca-Cola light)
Tags: carrefour, coca cola, crise, Empresas, garrafone, gestao, Iberia, mercadona, Telefônica, vodafone
As Relações Públicas e o êxito em Social Media
Não sou a pessoa mais indicada em realizar um guia de atualização do velho código ético de internet; Netiquette à época das redes sociais. De fato estou seguro que há muitas pessoas vinculadas à web 2.0 que poderiam fazer muito melhor que eu, mas é verdade que levo muitos meses observando o fenômeno em silêncio e tirando muitas conclusões.
Gostaria ao menos de poder enumerar as pautas que creio que são importantes para não agredir literalmente aos contatos e prejudicar a imagem da sua empresa, serviço ou a tua em particular. As relações publicas e marketing em social media agradarão mais ou menos, mas são uma clara tendência em 2009 e em muitas empresas, as pressas, entram com o pé esquerdo e o usuário não perdoa certas coisas.
A grande revolução do social media consiste em colocar num mesmo plano o emissor e receptor da mensagem. Em igualar os róis. É por isso que as empresas que querem trabalhar o conceito de social media corretamente tem que fazer gala de um bom uso de relações públicas e atenção ao cliente, tão esquecidas durante esses 15 anos de internet. É uma posição mais incômoda para o emissor da mensagem, acostumado a não ter que escutar, mas também mais justa e que permitirá retratar a qualidade da atenção ao cliente de produtos e serviços.
E porque são importantes as RR. PP?
Em primeiro lugar pela necessidade de comunicação bidirecional real. Terminou-se o “isto é assim”, “é pegar ou largar”, o mudar uni-literalmente termos de serviço ou que este seja interessante; se sente participante dele e de fato é assim já que forma parte da geração de conteúdo do mesmo. O usuário não é um ser passivo, não só opina agora cria e, portanto se sente participante e exige.
Estas são algumas de minhas conclusões:
- O meio não é o fim, é só parte INICIAL do caminho:
Você criou sua conta no Twitter, seu canal no Facebook ou Myspace. Por isso não se adaptou aos tempos nem entendeu nada. Esse é o dia zero, ainda não empatou com ninguém. Muitas são as empresas que consideram que o fim é estar aí, isso não é mais que o principio.
Não caia no erro de criar estas vias de comunicação com seus possíveis usuários para simplesmente comunicar offline que pelo mero feito de fazê-lo, sua companhia se adaptou aos novos tempos. Num ano esses canais se criaram por defeito, a diferença será quem os emprega corretamente e isso é complicado. Abrir grupos e contas para abandoná-los ou usá-los com pouco acento, tem uma percepção negativa por parte dos usuários.
- Aporta algo:
Poderá fazê-lo no Twitter, no Facebook, onde seja… Mas aporte algo. Não venha somente a “vender seu peixe” se a comunidade vê que é um ator mais, participante da conversação, colaborativo e não um ente criado para promover um produto, possivelmente quando realize alguma ação de marketing, a capilaridade e percepção serão muito melhores. A idéia ano é um robô de promoção, Mas sim um usuário que indague, participe, colabore e APORTE, que tenha cintura para ter opinião própria, e que sua função de imagem de empresa e marca não prostitua sua presença pessoal e real.
Por exemplo, esta original e muito interessante aplicação para Facebook pelo Burger King, onde te presenteavam um Whopper em troca de um pequeno sacrifício no Facebook; uma iniciativa divertida. Em outra ordem de iniciativas, CAN (Caja Ahorros de Navarra) cria a comunidade da Banca Cívica com blogs sobre Investigação, Meio Ambiente, Cultura, Cooperação…
- Não encha o saco:
O que não pode pretender é incomodar todo dia com seu produto, por melhor que seja. Essa imagem é um exemplo perfeito do que é encher o saco. Seu partido político parece diferente, me chama a atenção o que fazem e gostaria conhecê-lo um “pouco mais”. Uno-me ao seu grupo e não param de enviar spam, até 4 mensagens em 3 dias. Obviamente, me canso, juro em arameo e te elimino. Por que não ser esperto, dosificar a informação, y pensar que se, por exemplo, estou em São Paulo, não me mande uma mensagem das eleições da Bahia a cada dia ou PERGUNTAR, talvez não me interesse e me resulta literalmente um fardo…talvez o que foi uma ocasião para nos conhecer terminou em desencontro.

- Tenha jogo de cintura
Ainda sendo extremamente delicado verá que há pessoas as quais não gostam que as empresas utilizem fins de promoção e marketing às redes sócias, respeite. Se você for de encontro e provocar enfrentamentos e especialmente se atua com soberba (ver caso Keteke em Twitter), a comunidade te dará as costas.

- Organiza, crie e aporte:
Ofereça a possibilidade de seus usuários participarem. Aceita a critica e seja esperto. Possivelmente seu produto não seja o melhor do mundo; se tem que falar e felicitar ao seu concorrente; faça, o usuário apreciara sua sinceridade e ânsia de melhora. Não importa que eles não façam o mesmo com você, se é assim o usuário também percebe. Demonstra que você é de verdade, próximo, disponível e acessível.
- Se você der um fora: peça desculpas, ria e seja original:
Não acredite que sabe tudo sobre redes sociais e social media, isso é muito novo para quase todos; fora da base de que dará um fora: assuma e reconheça quando seja necessário. É um terreno novo e enfastiante. Interaja, aprenda e se tiver que fazê-lo, desculpe-se. Nada mais desagradável que uma empresa que vai para frente atropelando tudo sempre dá um fora evitando pedir desculpas. Muitas vezes é necessário e a comunidade a aceita e a valoriza.
Principalmente não pegue atalhos, não tente fazer estupidez como criar um fuleiro-blog que ninguém lê para parir aos que te criticam e não acredita que um post seu pode ser referente para ninguém e tem valor se não tem anos detrás como blogger e as pessoas te seguem, o exemplo mais claro, o responsável de marketing de Keteke, Ángel Riveira, que desde seu próprio blog se poe a parir aos usuários do Twitter que lhe deram as costas (whois) e logo o referenciei no Twitter de Keteke como se fosse um post de um terceiro.
Pior ainda se alguém internamente te vende a idéia de “colocamos nossos conhecidos a deixar comentários como loucos” a favor de nossa empresa/produto/serviço. Os Trolls não são do agrado de ninguém na blogosfera mas se ainda por cima o faz utilizando as IPs d sua companhia…obvio demais. Fará um ponto fraco a favor de tua empresa (e possivelmente ridículo), se você é juiz e em parte, opina como todo o mundo, mas não se camufle de um usuário normal e explica seu papel em nível pessoal.
Memorável se dúvida o caso de Eletronic Arts que depois de um erro no seu jogo Tiger Woods PGA 2008, no qual fazia que Tiger pudesse caminhar sobre a água que foi caricaturizado num vídeo do Youtube, não só arrumaram o agravo Mas sim responderam com um GLORIOSO vídeo com Tiger Woods de carne e osso na versão de 2009 ao usuário Levinator25 que comunicou e criou um vide sobre o falho. Agora em 2009 Tiger não anda sobre as águas por um bug, se descalça e o faz porque é assim de bom. Mensagem: Te ouvimos, arrumamos a falha, nos pareceu gracioso, e te fazemos um agrado para que o que empregamos ao próprio Tiger Woods: viral 100%, efetivo 100%, trata-se de transformar um erro em acerto.
- Se algo falha, não o oculte:
Não minimize erros, não desapareça se há problemas e volte quando estejam resolvidos, ou te limite a dizer “que informou o responsável”, se algo falha, reconheça, explique e inclusive o tome com uma certa filosofia e simpatia para com o usuário. Igual que Keteke recebeu muitas criticas – algumas minhas-, mas aqui estiveram bem, detectam um bug e avisam, o tomam como filosofia.

- Aprende, melhora seu serviço:
Essa aprendizagem deverá fazer você sozinho. Deduza. Não acredite que pode perguntar abertamente “como melhoro isso” a não ser que haja confiança para isso. Se você é de Telefônica e pergunta como melhoro isso, te dirão – possivelmente com razão e muitos daremos risadas. “eu não faço consultoria grátis a Telefônica; me pague”.
O fim deve se comunicar, atender, aprender do usuário. Cada vez vejo mais objetivos de presença em redes sociais quantificadas do tipo “5.000 amigos no Facebook”, isso não pode ser medido assim, o usuário é muito mais que um número, buscamos uma boa percepção dos usuários, que te agreguem é que te dêem a oportunidade de fazer seu trabalho; chegar NÃO AO OBJTIVO, o objetivo é ser bem recebido, participar, atender, entreter e comunicar. Sempre melhor 500 usuários felizes que 5.000 fartos de você.
- Maximiza seus êxitos offline:
Um produto como gás natural não é precisamente viral nem 2.0, ao contrario um tijolo total…a não ser que seu caso de êxito offline de publicidade em televisão (o anuncio do homem morto de frio que sai cantando e solicita gás natural), seja utilizado em redes sociais como Facebook. O resultado, 165.000!!! fãs do homem do gás natural, dispostos receber comunicações e novos anúncios e promoções.
Outro caso de êxito é o de Pancho, o cachorro de Loterias e Apostas do Estado da Espanha, com o qual se promove já a algumas temporadas a Loteria Primitiva. Pancho dispõe do seu canal em Facebook, perfil de Tuenti, fotolog próprio e canal de Youtube.
- Escute e uma vez que tenha feito: Utilize para dar suporte e ajudar:
Para mim uma das diferenças com a promoção em social media em USA e Europa. Nos EUA o suporte “persegue” o usuário onde esteja. É a chave ESCUTAR. Muitas vezes um usuário não gosta ou não entende um serviço, e sempre agradecerá que haja interesse não em lhe rebater, mas sim lhe escutar, lhe indicar que sua queixa ou petição não cai num saco furado e/ou lhe ampliar informação se necessário. Esta foi uma das minhas preocupações na YES.fm, o escutar que é muito diferente de se limitar a ouvir, não somente o que t dizem, mas especialmente El buzz escutando comentários nos blogs e twitter. Muitas vezes, detectamos mal entendidos e pudemos explicar nossa posição em determinados temas com final feliz.
O diretor de uma companhia, por grande que seja, não só perde o tempo escutando a um usuário, mas sim que além disso recebe um feedback valiosíssimo e enriquecedor que não encontrara em nenhum focus group, de fato, lhe faz fiel, lhe deixa ver que é de carne e osso e lhe faz colaborador do serviço em muitas ocasiões.
Na Yes.fm tivemos alguns casos assim, um no qual participei eu foi com o usuário SpaceBom, ao que sigo faz um tempo pela rede porque creio que é um bom SEO. Curiosamente vi em Twitter um comentário seu dando uma “boa viagem” à Yes.fm:

Tomei nota do comentário e o movi em interno; contatei com Kiko Fuentes, Diretor de Conteúdo da Yes. E aproveitando dias mais tarde que SpaceBom comentava casualmente no meu blog:

Aproveitei a conjuntura para que ele soubesse que havia lido seu twitt:

Assim chega a mim um feedback valioso que atender e analisar:

E posso pedir a Kiko Fuentes que participe e nos aclare:

Seguimos a um usuário em twitter e em blogs, conversamos com ele, e acredito que pode ver que sua opinião nos interessa e queremos melhorar nosso produto, e que veja nosso ponto de vista; que há alguém do outro lado, que escuta, aceita critica e tenta melhorar o serviço e que seu feedback (sim, inclusive ainda que nos de uma boa viagem; é útil e valorizado).
A atenção sempre se agradece, e é parte da imagem de nossa companhia e se conseguimos fazer fiel um usuário ou ao menos captar seu interesse, melhor que melhor:

Para finalizar um ultimo comentário. Tenho grandes duvidas se esses canais (Twitter, Facebook) devem ser mantidos por uma agencia ou alguém do serviço. Para mi pode ser administrado por uma agência sempre que 1) conheça muito bem o serviço e 2) tenha acesso imediato à empresa e conte com um representante que possa no caso de ser necessário prestar atenção pessoal, com toma de decisões incluída.
(Obrigada a Christian Rojo por alguns dos casos de exemplo. Escrevi esse post pensando numa classe que dou esta tarde para alunos de Marketing Online no IED, se você é um deles te “destripei” tudo.)
Tags: agencia comunicaçao, comunicaçao web 2.0, EA, ea sports, keteke, Marketing, social media, Yes.FM
Carta aberta a Aurélio Martinez, presidente do Instituto de Crédito Oficial (ICO)
Segui durante vários dias a evolução e os comentários de um oportuno post de Eneko Knorr sobre os créditos ICO e escutei com atenção muitos comentários nesse e em outros posts, assim como em reuniões e almoços sobre o papel do ICO que não incentiva a economia real.
É uma pena – pensei- que o pessoal do ICO, possivelmente não lê blogs ao não estarem escritos sobre papel com fundo salmão e não lhes chegue um feedback tão valioso como o desse post, sobre seu escritório, até a reunião de banqueiros, ou em seu tempo livre ao yate ou ao clube de golf. É por isso que esta manha, que estou especialmente ácido, e de mau humor, redigi e enviei por mensageiro esta carta ao presidente do ICO. A reproduzo aqui:
Carta aberta a Aurélio Martinez, presidente do Instituto de Crédito Oficial (ICO)
Atenção de Don Aurélio Martinez
INSTITUTO DE CRÉDITO OFICIAL
Paseo Del Prado, 4 – 28014 Madrid
Madrid, a 18 de fevereiro 2009
Meu querido Aurélio:
Li nas ultimas semanas declarações surpreendentemente triunfalistas sobre a linha ICO – Liquidez, dotada com 100.000 milhões de Euros e que teoricamente ajudaria a milhares de medianos e pequenos empresários, assim como autônomos, os problemas de liquidez nesses tempos duros. Durante uns minutos você foi meu herói.
Como sabes, milhares de empresas viáveis estão literalmente fechando suas portas por problemas de liquidez; os não pagos, os atrasos em fazer efetivos abonos já concertados, e a queda do consumo geraram uma crise de circulante, na qual entendo que pensava quando criou ICO-Liquidez dotada com esse jorro de milhões.
Assisti algo perplexo à evolução em meu entorno, de empresários e empreendedores sobre vossa atuação. Em primeiro lugar se gerou expectativa e certo alivio diante de uma situação que parecia que o ICO poderia entrar na economia real e deixar de ser um lamentável instrumento político para financiar amiguinhos e operações político-financeiras, como quando o ICO vergonhosamente financiaram em 2006 com 350 milhões de euros a compra de ações da Repsol por parte de Sacyr, além do que aceitaram participar com o papel de protagonista no multimilionário empréstimo sindicado da operação.
Imagino que esta nova linha tenha servido para que tire a foto “injetamos 100.000 milhões”, para que tenha recebido algum tapinha e é possível que inclusive tenha dado a si mesmo uma boa homenagem num restaurante com algum conselheiro de uns dos principais bancos. De fato não me cabe nenhuma dúvida de que em certos setores da rua, a percepção foi que havia sido feito algo. Parece incrível que 100.000 milhões de euros; maravilhoso, redondo, sensacional, mas acredito que você como eu sabemos que é um bluff.
Hei de dizer que pouco a pouco essas expectativas de gente empreendedora e de empresários se foram frustrando. Tenho a sorte ou o mérito (sim, possivelmente será o primeiro) de que não necessitei nunca a ICO, nem sequer seu financiamento bancário para minha atividade empresarial, e vendo como atuam devo te dizer que espero seguir assim por muitos anos. Ainda assim nessa ocasião liguei para o meu banco habitual, La Caixa, para me informar, já que parecia interessante essa liquidez extra principalmente por uma certa tranqüilidade mental.
No meu banco, me explicaram que sua contribuição é mais do mesmo. Não colabora nada mais que um pequeno diferencial nos interesses da operação, mas os bancos seguem pedindo as mesmas garantias desproporcionadas (avais de propriedades taxadas com 30-40% do valor que adquiriram nessas mesmas entidades, nominas, garantis pessoais) que foram o motivo dessa mudança de ciclo econômico e que nos levaram esse ponto de fechamento de fato do crédito; não é que não haja dinheiro, sim há, mas para poucos, e curiosamente não são os que necessitam.
Talvez o feito de não necessitá-lo unido a que se algum dia chegara a necessitar financiamento, a solidez e patrimônio de minhas companhias me fazem um cliente preferencial e não deveria ter problemas, me fazem perder essa manha – sim, reconheço, talvez tenha levantado de mau-humor – o tempo te escrevendo.
O motivo dessas linhas não é mais que te recordar que não esta cumprindo com seu papel, isso é mera propaganda pseudo – política e se limitam a uma foto; não estão dinamizando a industria nem a empresa, não estão apoiando a gente jovem nem a empresas solidas com problemas de liquidez que estão num momento duro porque lhes é negado financiamento. As pessoas 100% solventes as quais se oferece e se empresta esse dinheiro é possivelmente que menos necessita, e economizar algo de dinheiro dos interesses graças ao ICO, que é o único valor que aportam sobre o financiamento habitual, não e nem sequer relevante a certos níveis nem atalha o momento de milhares de pessoas nesses momentos.
Gostaria de te animar a reconsiderar a quem devem apoiar, que é precisamente a essa gente empreendedora, pequenos empresários e autônomos aos que o banco lhes fechou a torneira, precisamente as pessoas as quais não estão chegando.
Espero que baixem a poeira e vejam o que há na rua e me permito enviar um pequeno obsequio à altura e como homenagem a labor que estão desempenhando nesses momentos duros nos que a sociedade necessita.
É possível que depois destas linhas não joguemos ao golf nenhum dia juntos, nem tenhamos a grata oportunidade de almoçar, mas também é possível e inclusive seria útil e muito necessário para muita gente, que movesse um pouco sua consciência e da sua equipe, que requeira uma breve reflexão e que possam estudar como fazer chegar esses números tão grandiosos (100.000 milhões de Euros, maravilhoso, redondo, sensacional) às pessoas, que de verdade o necessitam.
Receba um forte e carinhoso abraço,

Alejandro Suarez Sanchez-Ocaña
Empreendedor, Empresário e espanhol muito queimado
DNI: XXXX
E anexo uma bonita caixinha dourada, que inclui um presente à altura da labor do ICO nessa crise com os empresários e empreendedores: uma bosta, um detrito, uma evacuação, desfeito orgânico ou defecado, ou seja merda com todas as letras (isso sim, de plástico
)

Quem sabe até cabe na estante cheia de prêmios e reconhecimentos de tão brilhante instituição. Claro, quando pedi que saíssem a comprá-la no escritório e que a envolvessem carinhosamente em uma caixa de plástico, anexando a carta e que a buscasse MRW á boa Constanza, a pobre literalmente ficou passada.
Porque faço essa palhaçada?
Sei que é raiva, um brinde ao sol, é em definitiva o recurso do esperneio. Uma maneira de chamar a atenção do personagem e de seus colaboradores, de me queixar e de que lhes apitem nos ouvidos, de protestar e chamar a atenção sobre uma situação injusta e grave na que partindo da falsa premissa que “não há dinheiro” se poe mais dinheiro ao mercado, mas a disposição dos que tem patrimônio de sobra e não o necessitam, não a disposição das pessoas que estão passando dificuldades, as quais os bancos estão pondo a listona do acesso ao financiamento muito alto.
O problema não e que não há dinheiro; é que não há dinheiro para você, para jovens, hipotecados, para esses empreendedores e pequenas empresas e autônomos, muitos deles já endividados ou tentando criar seu primeiro projeto, que são os que necessitam de verdade. É possível que no ICO sejam impermeáveis desde seu escritório com vistas ao Paseo Del Prado a esse tipo de queixas, mas creio que se lembrarão do que lhes disse aquele idiota que se levantou uma manha e lhes envio uma bonita bosta, um detrito, uma evacuação, um desfeito orgânico ou defecado, uma merda com todas letras (isso sim, de plástico
)
Bom, pelinhos ao mar e a seguir trabalhando que o dia requer.
Tags: Aurelio Martinez, crise, Empreendedores, empresarios, Governo, ICO, ZP
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