Alejandro Suarez Sánchez-Ocaña, empresário do Setor de Tecnologia desde 1998, CEO do Grupo Publispain e da Rede de Blogs Lazer y Ocio Networks SL, presidente da Inversora Foley, conselheiro e fundador da Yes.fm, assessor e inversor de várias companhias de inovação, novas tecnologias e Internet.
Privacidade em redes sociais
Esse é um artigo que foi publicado semana passada no jornal espanhol “5 Dias”.

Existe privacidade nas redes sociais?
Acredito que esse é um assunto que criará um intenso debate e ganhará muita repercussão em 2010. Do mesmo modo é possível que alguns devam se adaptar às legislações locais.
Espanha, por exemplo, é o segundo pais da Europa que usa redes sociais, com uma penetração de 73% dos internautas segundo o informe e Espanha, isso quer dizer que 13,2 milhões de internautas espanhóis visitam, como mínimo, uma rede social todos os meses e na Europa, somente somos superados pelo Reino Unido, com uma penetração de cerca de 80%.
As redes sociais têm muitas vantagens, muitas delas muito evidentes, como a de não perder nunca contato com seus conhecidos apesar de mudar de residência, trabalho, telefone, etc…e a possibilidade de compartir espaços da vida do individuo apesar da distancia, como eventos ou fotografias e com a facilidade de poder organizá-las para fazê-las mais acessível ao nosso entorno. Mas de forma paralela ao seu crescimento, as redes sociais alimentam três fantasmas, que geram sombras sobre sua utilização; a privacidade, o uso de dados pessoais e os perfis falsos de usuários.
O crescente problema da privacidade
Cabe destacar que cada vez mais as redes sociais generalistas como Facebook, ou na Espanha o Tuenti, ou no Brasil, o Orkut, se preocupam por melhorar todo o referente à privacidade do usuário e permitem poder administrar e definir o grau da exposição publica do individuo, mas não é menos certo que há muito caminho para percorrer e que falta uma legislação ad-hoc que toda rede social tenha que se inscrever em nível de privacidade, para poder estar on-line.
O Real Madrid e o Presidente Obama, não escapam aos erros
O usuário das redes sociais muitas vezes desconhece como utilizar as ferramentas de proteção ou simplesmente é descuidado e pouco cuidadoso com sua intimidade, são nesses casos onde por uma manobra indevida e seguramente não autorizada, a informação de perfis passa a ser de conhecimento publico em milhares de web, blogs, fóruns e escapa da segurança de nossa pequena rede de contatos, deixando o próprio usuário em maus lençóis.
Um dos casos mais celebres de fuga de informação golpeou de cheio no real Madrid faz alguns meses. Na assembléia do club detectaram em documentos gráficos, que dezenas de pessoas que estavam votando como sócios compromissados do clube sem ser. Obviamente havia uma fraude, mas como relacionar o entorno do então presidente Ramón Calderón? A labor de investigação através do Tuenti e Facebook de vários jornalistas de um meio esportivo espanhol os levou a encontrar no perfil de cada um dos seus colaboradores, Nanin Rodriguez de Barutell, as fotos pessoais de muitas pessoas que, não sendo sócios compromissários, apareciam nas provas gráficas exercendo o mesmo.
Outro caso, muito evidente nos chegou depois das ultimas eleições americanas, nas quais, o Facebook deu muitas alegras à candidatura do presidente Obama, mas também chegou a por em sérios apertos, tanto o futuro do próprio presidente como do seus colaboradores mais próximos, ao fazer publicas atitudes privadas pouco responsáveis.
Um dos seus mais prometedores e próximos assessores, o jovem Jon Favreau, de 27 anos, que depois de uma carreira brilhantes e havia posicionado como coordenador dos discursos do então candidato, e que foi fotografado num suspeitoso estado de felicidade temporal, a um cartaz de tamanha real de Hilary Clinton e ao que, com uma cerveja na mão, tocava divertidamente seus peitos. A fotografia, foi publicada só por umas horas na rede social, mas deu a volta ao mundo e hoje pode ser vista em dezenas e dezenas de paginas de Internet tão somente com introduzir em qualquer buscador “Jon Favreau Hillary”. Imediatamente Favreau teve que se desculpar publicamente por sua inaceitável atitude.
Uma pequena festa que acabou em desastre
Os perigos da privacidade não só podem levar à la fuga da informação sensível ou privada do seu contexto e âmbito adequado, mas também se pode ver amplificada ao mundo de forma viral, e também a viralidade, conceito intrínseco á web 2.0 e as social media, pode derivar num problema de privacidade.
É de supor que algo mais sério que um simples problema de privacidade pareceu à família de uma jovem britânica o sucesso que lhes ocorreu há um ano em sua vila de Mallorca. A jovem, aproveitando a ausência dos seus pais decidiu convocar uma pequena festa em uma magnífica mansão valorizada em quase 6 milhões de euros. Que melhor e mais rápido meio que utilizar as redes sociais Bebo e Facebook – deve ter pensado – , assim como um bom argumento viral: “será a festa do verão, terá álcool e um DJ incrível”. Os resultados dessa enorme e descontrolada ação viral foram terríveis e parecidos a uma zona de guerra; televisores arrojados à piscina, porta quebradas, roupas pelo chão, a intervenção final da policia e jóias roubadas pelos “convidados” no valor de 10.000 euros.
Sem ir mais longe, faz poucos dias que a identidade do chefe de espionagem britânico foi exposta no Facebook, detalhes chave relativos á sua segurança pessoal e das pessoas qe o rodeiam ficaram a mercê de qualquer usuário dessa rede. Sr. Jonh Sawers, que deve assumir seu posto como chefe do serviço secreto de inteligência britânico em novembro, viu como sua própria esposa Lady Shelley Sawers, publicava tranquilamente fotografias da família e alimentou detalhes muito sensíveis para sua segurança e a de sua família como onde vive e passa as férias e quem são seus amigos e parentes. Os detalhes puderam ser vistos por qualquer usuário da rede social.

O que fazer para estarmos mais tranqüilos
A massificação do uso dessas ferramentas e sua maior complexidade fará que cada vez mais vejamos mais casos de privacidade, e incluso segurança comprometida pelo uso das mesmas. Se bem que é verdade que o usuário deve encontrar um marco no qual sentir-se protegido, lembrando-se algumas medidas básicas a segurança e privacidade que todos podemos tomar dentro desses entorno:
- Desconfie dos desconhecidos:
Quando um usuário é novo numa rede sócia, compartir acessos e ter “amigos” quanto antes. Isso nos leva a adicionar em ocasiões de forma compulsiva, outros usuários que não conhecemos que não acrescenta dados suficientes ou que se identificam baixo nome de uma empresa ou produto, desconhecemos que esta detrás.
- Não pressuponha
Esse conhecido que te adicionou talvez não seja realmente ele. Procure lhe escrever para comprovar realmente que é quem diz ser, tente averiguar sempre; poderia ser um caso de suplantação de personalidade. Se for esse o caso, reporte-lo imediatamente aos moderadores que atuaram em conseqüência.
- Má sorte; acredite em mim, Angelina Jolie não quer te adicionar ao seu perfil
Geralmente está provado que uma foto atrativa ganhará muitos mais contatos. Se ágüem desconhece e ES suspeitosamente atrativo te adiciona; desconfie. Há milhares de perfis falsos tentando captar acessos de incautos com qualquer fim, os mais incautos caem como patos, sem cessar. Pense que um acesso a sua informação pessoal pode derivar inclusive em um problema de segurança pessoal.
- Os amigos dos meus amigos, não são meus amigos:
É um erro freqüente nos usuários o adicionar a pessoas totalmente desconhecidas por afinidade com outros “amigos”, ou seja por conhecer alguma pessoa em comum. Do mesmo modo é freqüente que muito menos sejam amigos dos mesmos e possa gerar fugas de informação.
- Criar grupos de confiança
Pouca gente o faz e a maioria das redes sociais permitem por catalogar níveis de acesso de usuários. Por exemplo, não queremos que um companheiro de trabalho tenha acesso a fotos nossas de caráter pessoal e familiar.
Configuremos diferentes graus y níveis de acesso
As redes sociais são ferramentas úteis e básicas e estão aqui para ficar. Usemo-las com cabeça e quanto antes aprendamos a fazê-lo corretamente, mais poderemos curtir dela e com certeza com essas 5 regaras economizaremos algum desgosto.
Tags: facebook, privacidade, Redes Sociais, tuenti, tuiter
Eventos em Social Mídia
Não só o mundo dos eventos virtuais, assim como também o mundo dos eventos físicos começa a ter um lugar destacado dentro das redes sociais e a web 2.0 em geral.
Salas de shows, discotecas ou simplesmente agencias de comunicação e relações públicas começaram a descobrir que redes sociais como, por exemplo, Facebook e Tuenti passam já de ser meros canais de comunicação a eixos de captação de usuários não somente para eventos virtuais mas também presenciais.
A agrupação de usuários com os mesmos gostos em grandes plataformas 2.0 faz que uma boa parte do trabalho de comunicação e captação fique em mãos do virótico entre os mesmos. Não há melhor canal de comunicação que o que não se percebe como publicidade e para isso, recorrer a um usuário como promotor da mensagem é simplesmente efetivo, e a melhor porta de entrada possível.

Nos EUA o grande gigante Facebook é desde anos uma arma imprescindível dentro das grandes giras de shows de artistas americanos. Se existe uma comunidade de fans dos Rolling Stones, com centenas de membros que interagem entre si, não seriam esses os melhores promotores da mensagem e captadores de novos adeptos? E se não existe essa comunidade, não seria hábil criá-la, fomentá-la e participar dela.
Inclusive essa presença chega na política, onde o atual presidente dos Estados Unidos nas passadas eleições, Barack Obama utilizou as redes sociais como um dos motores básicos da sua proposta presidencial, chave na convocatória e organização de eventos e atos de campanha com um seguimento através dessa rede de mais de 3.000.000 de pessoas, que não somente eram receptores da mensagem mas também que além disso se prestavam a colaborar nos atos locais da mesma.
A outra escala se podem observar casos similares na Espanha. Dezenas de discotecas e salas de eventos realizam e captam usuários com um modelo no qual o tradicional relações publicas mudou de papel e agora através da Internet convida usuários a participar dos seus eventos. Faz pouco tempo que houve com grande êxito lugar a uma convocatória em Shoko em Madrid para um show privado da banda “Oreja de Van Gogh” com assistência limitada a jantar e show privado. O único canal de comunicação internet e as redes sociais. O resultado um notável êxito de assistência.
Não somente os eventos físicos têm seu espaço. Para grandes marcas a utilização do viral da web 2.0 é critica, e não somente dentro das redes sócias, mas também em outros suportes como blogs e utilizando meios de promoção interativos como os widgets.
Uma interessante ação exemplo disso foi durante 2008 a emissão ao vivo de uma parte de um show de “Amaral”, que emitiu em centenas de blogs por meio de widgets interativos numa promoção realizada pela agencia Addoor para um sponsor de telefonia celular. O resultado de audiência não similar, senão muito superior a que teria obtido sendo emitido pela TV. O custo, uma décima parte do preço a compra desse espaço promocional em uma cadeia nacional.
É importante compreender o uso da web 2.0 no marco dos eventos, como um canal bidirecional. A rede social juvenil por excelência na Espanha, Tuenti (no Brasil, Orkut), investiga esses novos tipos de comunicação e publicidade com objetivo de melhorar e adaptar-se a novos modelos publicitários não convencionais. Uma das experiências físicas mais interessantes desenvolvida nos últimos dias com motivo d estréia do filme Valkiria em Madrid. Um campanha viral bastante efetiva ofereci selecionar dentro da rede de 4 milhões de usuários de Tuenti a vários deles e convidá-los a ver a estréia do filme de Tom Cruise. Sucesso de participação, sucesso do evento, penetração e promoção online de um ato que transcenderia de outro modo na rede e o ponto mais interessante dessa ação, a retroalimentação entre o ato online e offline; os usuários selecionados subiam em tempo real desde seus celulares no tapete vermelho as fotos e comentários do evento, que a sua vez eram seguidos ao vivo pó centenas de pessoas via web.
Tags: apresentaçoes, concertos, convocatorias, eventos 2.0, eventos em social midia, festas, grupos e eventos, shows
As Relações Públicas e o êxito em Social Media
Não sou a pessoa mais indicada em realizar um guia de atualização do velho código ético de internet; Netiquette à época das redes sociais. De fato estou seguro que há muitas pessoas vinculadas à web 2.0 que poderiam fazer muito melhor que eu, mas é verdade que levo muitos meses observando o fenômeno em silêncio e tirando muitas conclusões.
Gostaria ao menos de poder enumerar as pautas que creio que são importantes para não agredir literalmente aos contatos e prejudicar a imagem da sua empresa, serviço ou a tua em particular. As relações publicas e marketing em social media agradarão mais ou menos, mas são uma clara tendência em 2009 e em muitas empresas, as pressas, entram com o pé esquerdo e o usuário não perdoa certas coisas.
A grande revolução do social media consiste em colocar num mesmo plano o emissor e receptor da mensagem. Em igualar os róis. É por isso que as empresas que querem trabalhar o conceito de social media corretamente tem que fazer gala de um bom uso de relações públicas e atenção ao cliente, tão esquecidas durante esses 15 anos de internet. É uma posição mais incômoda para o emissor da mensagem, acostumado a não ter que escutar, mas também mais justa e que permitirá retratar a qualidade da atenção ao cliente de produtos e serviços.
E porque são importantes as RR. PP?
Em primeiro lugar pela necessidade de comunicação bidirecional real. Terminou-se o “isto é assim”, “é pegar ou largar”, o mudar uni-literalmente termos de serviço ou que este seja interessante; se sente participante dele e de fato é assim já que forma parte da geração de conteúdo do mesmo. O usuário não é um ser passivo, não só opina agora cria e, portanto se sente participante e exige.
Estas são algumas de minhas conclusões:
- O meio não é o fim, é só parte INICIAL do caminho:
Você criou sua conta no Twitter, seu canal no Facebook ou Myspace. Por isso não se adaptou aos tempos nem entendeu nada. Esse é o dia zero, ainda não empatou com ninguém. Muitas são as empresas que consideram que o fim é estar aí, isso não é mais que o principio.
Não caia no erro de criar estas vias de comunicação com seus possíveis usuários para simplesmente comunicar offline que pelo mero feito de fazê-lo, sua companhia se adaptou aos novos tempos. Num ano esses canais se criaram por defeito, a diferença será quem os emprega corretamente e isso é complicado. Abrir grupos e contas para abandoná-los ou usá-los com pouco acento, tem uma percepção negativa por parte dos usuários.
- Aporta algo:
Poderá fazê-lo no Twitter, no Facebook, onde seja… Mas aporte algo. Não venha somente a “vender seu peixe” se a comunidade vê que é um ator mais, participante da conversação, colaborativo e não um ente criado para promover um produto, possivelmente quando realize alguma ação de marketing, a capilaridade e percepção serão muito melhores. A idéia ano é um robô de promoção, Mas sim um usuário que indague, participe, colabore e APORTE, que tenha cintura para ter opinião própria, e que sua função de imagem de empresa e marca não prostitua sua presença pessoal e real.
Por exemplo, esta original e muito interessante aplicação para Facebook pelo Burger King, onde te presenteavam um Whopper em troca de um pequeno sacrifício no Facebook; uma iniciativa divertida. Em outra ordem de iniciativas, CAN (Caja Ahorros de Navarra) cria a comunidade da Banca Cívica com blogs sobre Investigação, Meio Ambiente, Cultura, Cooperação…
- Não encha o saco:
O que não pode pretender é incomodar todo dia com seu produto, por melhor que seja. Essa imagem é um exemplo perfeito do que é encher o saco. Seu partido político parece diferente, me chama a atenção o que fazem e gostaria conhecê-lo um “pouco mais”. Uno-me ao seu grupo e não param de enviar spam, até 4 mensagens em 3 dias. Obviamente, me canso, juro em arameo e te elimino. Por que não ser esperto, dosificar a informação, y pensar que se, por exemplo, estou em São Paulo, não me mande uma mensagem das eleições da Bahia a cada dia ou PERGUNTAR, talvez não me interesse e me resulta literalmente um fardo…talvez o que foi uma ocasião para nos conhecer terminou em desencontro.

- Tenha jogo de cintura
Ainda sendo extremamente delicado verá que há pessoas as quais não gostam que as empresas utilizem fins de promoção e marketing às redes sócias, respeite. Se você for de encontro e provocar enfrentamentos e especialmente se atua com soberba (ver caso Keteke em Twitter), a comunidade te dará as costas.

- Organiza, crie e aporte:
Ofereça a possibilidade de seus usuários participarem. Aceita a critica e seja esperto. Possivelmente seu produto não seja o melhor do mundo; se tem que falar e felicitar ao seu concorrente; faça, o usuário apreciara sua sinceridade e ânsia de melhora. Não importa que eles não façam o mesmo com você, se é assim o usuário também percebe. Demonstra que você é de verdade, próximo, disponível e acessível.
- Se você der um fora: peça desculpas, ria e seja original:
Não acredite que sabe tudo sobre redes sociais e social media, isso é muito novo para quase todos; fora da base de que dará um fora: assuma e reconheça quando seja necessário. É um terreno novo e enfastiante. Interaja, aprenda e se tiver que fazê-lo, desculpe-se. Nada mais desagradável que uma empresa que vai para frente atropelando tudo sempre dá um fora evitando pedir desculpas. Muitas vezes é necessário e a comunidade a aceita e a valoriza.
Principalmente não pegue atalhos, não tente fazer estupidez como criar um fuleiro-blog que ninguém lê para parir aos que te criticam e não acredita que um post seu pode ser referente para ninguém e tem valor se não tem anos detrás como blogger e as pessoas te seguem, o exemplo mais claro, o responsável de marketing de Keteke, Ángel Riveira, que desde seu próprio blog se poe a parir aos usuários do Twitter que lhe deram as costas (whois) e logo o referenciei no Twitter de Keteke como se fosse um post de um terceiro.
Pior ainda se alguém internamente te vende a idéia de “colocamos nossos conhecidos a deixar comentários como loucos” a favor de nossa empresa/produto/serviço. Os Trolls não são do agrado de ninguém na blogosfera mas se ainda por cima o faz utilizando as IPs d sua companhia…obvio demais. Fará um ponto fraco a favor de tua empresa (e possivelmente ridículo), se você é juiz e em parte, opina como todo o mundo, mas não se camufle de um usuário normal e explica seu papel em nível pessoal.
Memorável se dúvida o caso de Eletronic Arts que depois de um erro no seu jogo Tiger Woods PGA 2008, no qual fazia que Tiger pudesse caminhar sobre a água que foi caricaturizado num vídeo do Youtube, não só arrumaram o agravo Mas sim responderam com um GLORIOSO vídeo com Tiger Woods de carne e osso na versão de 2009 ao usuário Levinator25 que comunicou e criou um vide sobre o falho. Agora em 2009 Tiger não anda sobre as águas por um bug, se descalça e o faz porque é assim de bom. Mensagem: Te ouvimos, arrumamos a falha, nos pareceu gracioso, e te fazemos um agrado para que o que empregamos ao próprio Tiger Woods: viral 100%, efetivo 100%, trata-se de transformar um erro em acerto.
- Se algo falha, não o oculte:
Não minimize erros, não desapareça se há problemas e volte quando estejam resolvidos, ou te limite a dizer “que informou o responsável”, se algo falha, reconheça, explique e inclusive o tome com uma certa filosofia e simpatia para com o usuário. Igual que Keteke recebeu muitas criticas – algumas minhas-, mas aqui estiveram bem, detectam um bug e avisam, o tomam como filosofia.

- Aprende, melhora seu serviço:
Essa aprendizagem deverá fazer você sozinho. Deduza. Não acredite que pode perguntar abertamente “como melhoro isso” a não ser que haja confiança para isso. Se você é de Telefônica e pergunta como melhoro isso, te dirão – possivelmente com razão e muitos daremos risadas. “eu não faço consultoria grátis a Telefônica; me pague”.
O fim deve se comunicar, atender, aprender do usuário. Cada vez vejo mais objetivos de presença em redes sociais quantificadas do tipo “5.000 amigos no Facebook”, isso não pode ser medido assim, o usuário é muito mais que um número, buscamos uma boa percepção dos usuários, que te agreguem é que te dêem a oportunidade de fazer seu trabalho; chegar NÃO AO OBJTIVO, o objetivo é ser bem recebido, participar, atender, entreter e comunicar. Sempre melhor 500 usuários felizes que 5.000 fartos de você.
- Maximiza seus êxitos offline:
Um produto como gás natural não é precisamente viral nem 2.0, ao contrario um tijolo total…a não ser que seu caso de êxito offline de publicidade em televisão (o anuncio do homem morto de frio que sai cantando e solicita gás natural), seja utilizado em redes sociais como Facebook. O resultado, 165.000!!! fãs do homem do gás natural, dispostos receber comunicações e novos anúncios e promoções.
Outro caso de êxito é o de Pancho, o cachorro de Loterias e Apostas do Estado da Espanha, com o qual se promove já a algumas temporadas a Loteria Primitiva. Pancho dispõe do seu canal em Facebook, perfil de Tuenti, fotolog próprio e canal de Youtube.
- Escute e uma vez que tenha feito: Utilize para dar suporte e ajudar:
Para mim uma das diferenças com a promoção em social media em USA e Europa. Nos EUA o suporte “persegue” o usuário onde esteja. É a chave ESCUTAR. Muitas vezes um usuário não gosta ou não entende um serviço, e sempre agradecerá que haja interesse não em lhe rebater, mas sim lhe escutar, lhe indicar que sua queixa ou petição não cai num saco furado e/ou lhe ampliar informação se necessário. Esta foi uma das minhas preocupações na YES.fm, o escutar que é muito diferente de se limitar a ouvir, não somente o que t dizem, mas especialmente El buzz escutando comentários nos blogs e twitter. Muitas vezes, detectamos mal entendidos e pudemos explicar nossa posição em determinados temas com final feliz.
O diretor de uma companhia, por grande que seja, não só perde o tempo escutando a um usuário, mas sim que além disso recebe um feedback valiosíssimo e enriquecedor que não encontrara em nenhum focus group, de fato, lhe faz fiel, lhe deixa ver que é de carne e osso e lhe faz colaborador do serviço em muitas ocasiões.
Na Yes.fm tivemos alguns casos assim, um no qual participei eu foi com o usuário SpaceBom, ao que sigo faz um tempo pela rede porque creio que é um bom SEO. Curiosamente vi em Twitter um comentário seu dando uma “boa viagem” à Yes.fm:

Tomei nota do comentário e o movi em interno; contatei com Kiko Fuentes, Diretor de Conteúdo da Yes. E aproveitando dias mais tarde que SpaceBom comentava casualmente no meu blog:

Aproveitei a conjuntura para que ele soubesse que havia lido seu twitt:

Assim chega a mim um feedback valioso que atender e analisar:

E posso pedir a Kiko Fuentes que participe e nos aclare:

Seguimos a um usuário em twitter e em blogs, conversamos com ele, e acredito que pode ver que sua opinião nos interessa e queremos melhorar nosso produto, e que veja nosso ponto de vista; que há alguém do outro lado, que escuta, aceita critica e tenta melhorar o serviço e que seu feedback (sim, inclusive ainda que nos de uma boa viagem; é útil e valorizado).
A atenção sempre se agradece, e é parte da imagem de nossa companhia e se conseguimos fazer fiel um usuário ou ao menos captar seu interesse, melhor que melhor:

Para finalizar um ultimo comentário. Tenho grandes duvidas se esses canais (Twitter, Facebook) devem ser mantidos por uma agencia ou alguém do serviço. Para mi pode ser administrado por uma agência sempre que 1) conheça muito bem o serviço e 2) tenha acesso imediato à empresa e conte com um representante que possa no caso de ser necessário prestar atenção pessoal, com toma de decisões incluída.
(Obrigada a Christian Rojo por alguns dos casos de exemplo. Escrevi esse post pensando numa classe que dou esta tarde para alunos de Marketing Online no IED, se você é um deles te “destripei” tudo.)
Tags: agencia comunicaçao, comunicaçao web 2.0, EA, ea sports, keteke, Marketing, social media, Yes.FM
À web 3.0?
É difícil filosofar até que ponto nos leva a Internet e as novas tecnologias. É um tema tão apaixonante como recorrente e lamentavelmente ninguém pode predizer as tecnologias que virão e como afetarão nossas vidas.
A web e o comportamento dos usuários em relação às novas tecnologias foram evolucionando ao largo da ultima década, a um ritmo sem precedentes. Esse frenético ritmo, que em ocasiões parece insustentável, chega a questionar os padrões aos poucos anos de serem criados, e não somente se manterá dessa forma, como que muito possivelmente que se acentue na próxima década.
A incidência em nossas vidas de diversos conceitos como o social media ou web 2.0, a interpretação da informação em chave geolocalizada, evolução dos dispositivos móveis ou web semântica, também conhecida como web 3.0, criará uma nova internet, muito mais interativa e dinâmica no qual não se entenderá o meio “computador pessoal” como um veiculo de conexão, mas sim que estaremos conectados, por defeito.
O grande salto começou com a conectividade total, dispositivos moveis como as BlackBerrys, os Iphone ou HTC são os pioneiros nessa evolução do PC à conexão permanente. Em uns anos, não haverá diferença de prestações entre esse tipo de dispositivos portáteis e um computador pessoal, ou um simples vídeo game chegará a conectividade total e permanente. Viveremos a integração de todo esse hardware em um só, sem que chegue a importar se é telefone, videogame ou notebook.
Mas, ainda que essas mudanças sejam apaixonantes, possivelmente o principal seja a chegada da web semântica, também conhecido como web 3.0. A primeira mudança será algo mais estético, a chegada da web 3.0 em três dimensões e não em dois como a conhecemos agora mesmo.
O conceito de web semântica chega a nós desde os país da WWW, o premio Nobel Sir Timothy “Tim” John Berners – Lee. Trata-se de poder enriquecer a comunicação mediante metadatos semânticos que aportam um valor a mais à informação, a diferenciam e a fazem mais inteligente.
Quando uma pessoa busca informação na web, fala com uma máquina de pouca precisão, em ocasiões, mexendo em conceitos básicos atualmente conhecidos como “palavras chave”, sem que o interlocutor, nem o servidor destino possa interpretar e servir de maneira racional nossas necessidades. O conceito de web semântica se baseia em dar a estas máquinas a capacidade de raciocínio e interpretação mediante metadata semântica, com o que poderão não só servir informação albergada na sua base de dados, assim como processaria conosco, interagiria conosco e trabalharíamos em equipe valorizando e interpretando nossas necessidades.
O conceito se baseia em que a máquina nos possa interpretar e colabore com a gente, e a raiz, dessa interpretação possa oferecer distintas soluções de acordo com o que necessitamos em cada momento. O usuário não deve estar preocupado em realizar buscas e redefini-las para obter resultados mais relevantes, mas sim ir tomando decisões adequadas. Máquina selecionará e interpretará a informação segundo nossas necessidades pessoais em cada momento e inclusive em cada horário ou localização geográfica. O humano e a máquina trabalharão em cooperação mútua, mediante o desenvolvimento de maquinas capazes de interpretar várias fontes de informação, e ao mesmo tempo oferecer opções em tempo real ao usuário.
Para exemplificar, hoje em dia qualquer usuário pode perguntar em Google “qual é a capital da Espanha” e recebe perfeitamente o resultado “Madrid”. Com a web semântica poderemos realizar e redefinir perguntas muito mais complexas, intuitivas e interpretativas e não baseadas em conceitos simples de defasadas palavras chave. Assim, por exemplo, poderemos perguntar, “um hotel de Madrid, de cinco estrelas, que esteja próximo ao Retiro e tenha restaurante”, chegando a trabalhar com um suporte informático que processará essa informação, nos oferecendo as alternativas validas e sendo a única tarefa do humano de processar a informação e tomar decisões.
Não só chegaremos a buscas mais complexas como que interpretaremos informação de forma mais inteligente. Por exemplo, se quero buscar um restaurante italiano, em uma distância de 500 metros de minha localização atual, por meio de geolocalização, o motor de busca lerá e processará de forma inteligente alternativas na zona oferecendo uma pizzaria na rua ao lado, por exemplo (supondo que o dito estabelecimento se promova como “pizzaria” e não como “restaurante italiano”), ou dando outro exemplo, recomendando um restaurante que apesar de ser de cozinha mediterrânea, tem magnífico spaghetti como prato especialmente recomendado do cardápio. Chegar a esse ponto é complexo e requer d interação da máquina e o conhecimento humano, de que a máquina aprenda e valorize as reações das pessoas e em definitiva a Inteligência Artificial.
Outra enorme mudança, ainda que mais a largo prazo, será a mudança que chegará com a imposição de voz como veiculo principal na comunicação não somente entre usuários, mas também com nossos dispositivos.
Dentro de uns anos em nossas estruturas empresariais será habitual contar com um agente de informação semântica com uma tecnologia baseada em Inteligência Artificial, que poderá realizar parte do trabalho, interagir com nossa equipe humana para que esta tome suas próprias decisões, e com outros agentes e máquinas de outras organizações, criando uma “mente coletiva artificial” que otimize tempos e ajude à produtividade e a toma de decisões humanas. Falamos de uma máquina definitiva de respostas, expert na sua própria temática (capaz por si só), de consultar a outras maquinas interconectadas em busca da informação total substituindo aos velhos motores de busca de uma forma local, inteligente e a medida das necessidades de cada estrutura e/ou organização. Possivelmente possamos chegar a esse nível dentro de uns 10 anos.
Estamos ainda nas árvores da web 2.0, já definíamos a médio-largo prazo a web 3.0 ou web semântica, mas podemos ir, mas além, falando da web 4.0 como interconexão total, um ponto ainda longe, no qual as máquinas não só interagem com o usuário final, mas que também o farão entre elas mesmas criando uma rede inteligente de interconexão entre máquina e humanos; a web total que poderíamos definir como:
Web 3D+ Web 3.0 (web semântica) + Inteligência Artificial + Voz como veiculo de intercomunicação = Web 4.0 (web total).
Adianto do livro “La web 2.0…y la madre que la parió” de próxima publicação.
Tags: la web 2.0 y la madre que la parió, livro, Web 2.0, web 3.0
Um elefante numa festa infantil. Política 2.0
Não gosto especialmente da política, ainda que possua minhas opiniões formadas como todo mundo. Mas sim me interessa especialmente como começa a entrar no âmbito das novas tecnologias.
Na época na qual tudo o que acaba em “2.0” (parece estar na moda) é interessante dar uma olhada ao que poderíamos chamar como “política 2.0”.
O caso é que ontem tive uma interessante e – inquietante – conversa cujo interlocutor que não posso ainda revelar quem é, relacionava com as futuras eleições do Real Madrid, que pouco tem a ver com o esporte; é uma política pura e dura.
Acontece que atendi durante quase 1 hora uma ligação de um emissário de uma personagem extremadamente interessante, ao que não conheço ainda pessoalmente, e que ainda não confirmou sua apresentação às eleições do Real Madrid em Julho de 2009. Queria saber se me podia chegar a interessar “lhes assessorar no que se diz respeito às redes sociais, blogs e em geral na web 2.0 dentro da sua possível estratégia na campanha a Presidência do Real Madrid”.
No caso de apresentarem-se pensam, e creio que não estão errados, que um dos principais pontos de sua campanha, e onde mais resultados dariam sua inversão, é o de gerar e captar opinião via web, aproveitando as Novas Tecnologias, as redes sociais e web 2.0, para, por um lado mostrar músculo em forma de apoio público e acabar com as ilusões dos seus rivais, e por outro lado, interatuar, e ter um canal de comunicação direto e bidirecional com torcedores, sócios e sócios representantes.
Não sou assessor, muito menos consultor, mas sim uma pessoa que gosta de desafios e se me parece divertido e interessante e tenho tempo para isso é possível que colabore.
(É claro que interpreto a ligação como uma confirmação, de fato, que essa pessoa já decidiu apresentar-se nas eleições e esta começando a mexer seus pauzinhos de maneira bem sutil).
Estas aproximações são no mínimo curiosas. Sou empreendedor, sou inversor, sou empresário… e agora sou “blogger” desde uns meses – com pouca experiência já que este blog começou em Julho de 2007. É verdade que vejo que muita gente segue – espero que com interesse – algumas das coisas que com maior o menor acerto comento. Tive várias aproximações desde então um tanto curiosas (não, não me passava isso antes).
Vendo isso me pergunto que aproximações desse tipo, que teriam e terão gente de verdade relevante e influente, o que não é o meu caso.
Todas essas aproximações são de boa fé e em ocasiões diria que no mínimo ousadas: “Te convidamos a comer, nos conhecemos mais, te contamos e nos dá sua opinião e avalia o produto”.
Costumo ser politicamente correto (talvez seja mais um erro na minha ampla lista), mas sempre me pergunto: “E por quê? Não me dedico a isso, não sou consultor, nem sequer te conheço pessoalmente. Pague uma consultoria que há muitas que se dedicam a fazê-lo”.
Minha opinião é que algumas grandes empresas, setores da banca, ainda não entendem o que lhes caiu encima… não sabem como, onde e de que forma chamar a porta sem parecer uns elefantes infiltrados de camuflagem numa festa infantil. Entendo que pela imagem e perfil de algumas destas corporações é até normal que seja duro, complexo, mas um elefante que caminha de mãos dadas comigo não deixaria de ser um elefante que fez um amigo; devem mudar seus conceitos, seus discursos e devem entrar numa nova dimensão com um funcionamento diferente, que é possível que em certas ocasiões choque e lhes faça duvidar do que eles mesmos acreditam.

Não creio romper um off the record se digo que nesses meses ao menos 2 bancos, 1 multinacional de alimentação, uma empresa de telefonia, um partido político, ou uma empresa de venda de refrescos estiveram interessados em que eu “prescrevesse” algo em primeira pessoa, em que “assessorasse” ou “avaliasse”.
Não me ruboriza, nem sequer me incomoda, de fato até tem seu ponto gratificante no meu ego e lhes atendo de todo coração, mas simplesmente se equivocam especialmente porque me dão um valor que estou seguro que não tenho, e o que me transmitem é que estão perdidos. Muito perdidos e necessitam uma travessia do deserto na qual encontrar, com ou sem ajuda, um novo caminho.
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