Alejandro Suarez Sánchez-Ocaña, empresário do Setor de Tecnologia desde 1998, CEO do Grupo Publispain e da Rede de Blogs Lazer y Ocio Networks SL, presidente da Inversora Foley, conselheiro e fundador da Yes.fm, assessor e inversor de várias companhias de inovação, novas tecnologias e Internet.
A bolha Facebook.com
Facebook acaba de superar a bonita cifra dos 500 milhões de usuários, não me atrevo a dizer 500 milhões de pessoas já que se assim fosse seria o 3º pais mais povoado do mundo, ficando atrás de China e Índia. Com esses dados parece ser que esta pensando numa próxima saída a bolsa com um valor próximo aos 33.700 milhões de dólares em função das transações desenvolvidas nos mercados secundários. Isso situaria a popular rede social com um valor de mercado superior ao de empresas consolidadas do setor cotizadas em Wall Street.
Vendo essas cifras, minha mente se traslada aos anos 1997-2001, onde se deu uma corrente especulativa muito forte, na qual as bolsas das nações ocidentais viram um rápido aumento do seu valor devido ao avanço das empresas vinculadas ao novo setor de internet e a chamada Nova Economia. Um período marcado pela fundação (e em muitos casos, espetacular quebra) de um novo grupo de companhias baseadas em Internet designadas comumente como empresas pontocom. A combinação de um veloz aumento do preço das ações, a especulação individual e a grande disponibilidade de capital de risco criaram um ambiente exuberante. Estaremos no auge da segunda bolha?

Em 199 e começo de 200 – em plena bolha - a valorização através de múltiplos (baseada que a empresa a valorizar deveria comportar-se de forma similar à media das empresas do seu setor): foi amplamente utilizada. Se você tinha uma idéia sobre o negocio de Internet, seu valor era a media do setor, ainda que somente tivesse uma empresa similar a sua no mundo. Seu projeto não tinha nascido e já dispunha de uma boa valorização.
No top100 das marcas mais valiosas, seis das primeiras dez marcas pertencem ao setor TIME (Internet e novas tecnologias). A número um – Google – se mantém por quarto ano consecutivo- 144.260 milhões de dólares. Três tecnológicos o seguem: IBM, APPle e Microsoft deixando para trás grandes ícones do consumo como Coca-Cola (5º) ou Mc Donald´s (6º).
Faz pouco tempo que se confirmava a venda do Burger King à empresa de capital de risco 3G Capital por 3.1000 milhões de euros. Burger King, a segunda empresa mundial em comida rápida, foi fundada mais de 50 anos, dispõe de mais de 11.000 restaurantes em 67 paises e 300.000 trabalhadores em todo o mundo.
Facebook ainda é muito jovem e deve demosntrar que sabe como converter visitas em dinheiro. Do contrario ano poderá evitar que em qualquer momento volte a espetar a bolha da web.2.0
Tags: bolha internet, facebook, google, novas tecnologias, setor TIME, Web 2.0
Por dentro do cloud computing
A idéia de cloud computing nos chega da mão da personalização que representa a web 2.0 e a universalização dos dispositivos de acesso como os smartphones, que nos permitem uma conectividade quase total e ininterrupta. O negocio baseado na nuvem representou nos últimos anos mais de 45 milhões de dólares e os analistas cifram seu impacto em mais de 150 mil milhões no ano de 2013.
Esse cenário de crescimento exponencial faz com que as grandes companhias se adaptem a oferecer serviços baseados na nuvem. Os pioneiros na Internet em compreender a importância de oferecer serviços remotos foram Google com Google Docs e Amazon Webservices por meio da Amazon EC outros como IBM e Microsoft chegaram tarde ao fenômeno e tentam reagir. De fato, o gigante de Richmond anunciou que seu popular produto Microsoft Office estará em breve baseado no conceito de cloud computing, executando-se desde a nuvem.
É um dos termos de moda. O cloud computing é um conceito técnico que se baseia em ofertar aos usuários que não se armazenem localmente no seu dispositivo, mas sim que executem e se sirvam da “nuvem” que representa Internet.
Por outro lado, duas companhias mais dinâmicas como Google e Apple apostou faz tempo por este conceito que facilita o uso da tecnologia por parte do usuário. A simplicidade e segurança vendem e o usuário as aprecia. As vantagens de utilizar sistemas que se executam em nuvem são entre outras:
Seguro: as falhas de segurança e intromissões podem ser corrigidas e atualizadas em tempo real aos usuários do sistema de forma transparente e imediata
Auto-reparável: no caso de catástrofe: o tempo de atualização de uma copia de segurança é mínimo, os usuários do serviço não deveriam ver-se afetados por uma falha no software nem depender de atualizar localmente seus sistemas.
Virtualiza as máquinas: o rendimento do sistema estará sempre otimizado, independentemente da capacidade do dispositivo do usuário. O hardware dos nossos usuários não executa senão que se limita a ser um canal que permite acesso. Múltiplos clientes e usuários podem compartir aplicativos sem compartir dados nem por em risco a privacidade das suas comunicações.
Imediato: permite a uma organização dispor de todo tipo de dados de atividade em tempo real e centralizado dentro de um único sistema.
Quanto as desvantagens do cloud computing, a principal é a dependência de um serviço de um terceiro, pelo qual a confiança e fiabilidade do serviço desse companhia que armazena nossos dados é um ponto critico que não podemos controlar. A nuvem nos permite otimizar; deixar nas mãos de técnicos e experts, as aplicações, processamento e armazenamento seguro de dados, ao mesmo tempo que facilitamos o uso e acesso à informação dos usuários.
Tags: cloud computing, desvantagens cloud computing, nuvem internet, o que é cloud computing, Web 2.0
A web social, uma ferramenta a vigiar
O fenômeno do Social Media chegou como um vendaval e o fez para ficar e o mundo empresarial não é uma exceção. As empresas tendem a prestar uma maior atenção ao uso de blogs e redes sociais, um fenômeno que anteriormente depreciavam. A web social deu o poder ao usuário e muitas vezes isso pode gerar algum quebra cabeças em nossa própria companhia; empregados infiéis, filtração e intoxicação de informação, confusões que entorno a nossos produtos e/o serviços recorrem à rede e podem, se não são rápidos de resolver, resultar um enorme problema ao que teremos que enfrentar. Internet se converteu em poucos anos no meio dos meios.
A anarquia e a liberdade do sistema, o halo do anonimato que se desfruta e a rapidez com a qual fluí a informação, que circula de usuário pra usuário em segundos, faz que haja que estar especialmente atentos ao que sucede entorno a nossa marca. Comercialmente os danos podem ser graves se não se cuida do problema, se não o minimizamos a tempo.
A esse respeito podemos destacar o caso de uma empresa espanhola; Ikea. Por vários anos, um post em um blog de referencia em Espanha dentro do âmbito da web 2.0, Microsiervos, era o primeiro resultado no Google ao buscar Ikea, encima da web da empresa. Esse post fazia uma cruel critica à companhia com base a experiência de um único usuário baixo o titulo “Ikea, como mente aos clientes”
Ainda hoje se buscamos no Google sairá entre os primeiros resultados do buscador. Nos últimos anos esta situação foi um puzzle para uma empresa sueca os comentários negativos de outros usuários participando desse artigo foram sucedendo sem parar, se alimentando uns dos outros. Faz pouco tempo que a companhia conseguiu posicionar sua web encima do conteúdo prejudicial. Uma solução parcial, uma batalha ganha. Mas um único usuário, hábil no uso de ferramentas 2.0, colocou em xeque-mate a estratégia de comunicação do Ikea, durante mais de um ano.
Essa erosão ainda hoje continua. No mundo existem milhões de internautas; uma percepção negativa na rede nos afeta e é um golpe direto a nossa linha de flotação. A informação positiva é uma pequena gota, mas a negativa, incluso se errônea, é viral por natureza.
Por isso, nos últimos meses começam a nascer empresas dedicadas a escutar e administrar o buzz, os rumores, os ecos de Internet em fóruns, redes sociais, blogs e Twitter. Se busca captar tendências negativas e positivas (que melhor focus group que esse?) de encontrar problemas e fugas de informação e inclusive empregados desleais. Temos que cuidar da nossa imagem e para isso é imprescindível começar escutando e monitorando o que acontece, resolver muito rápido e escalar internamente os problemas, por pequenos que pareçam e nunca subestimar o meio.
Tags: buzz, focus group, Redes Sociais, social media, web social
A educação morreu; chega a evolução do e-learning
“O problema de nossos tempos é que o futuro já não é o que era “ (Paul Valery, ensaísta e poeta Frances).
2.015 não é um horizonte longínquo e, sem dúvida, a evolução tecnológica fará que tão somente dentro de uns cinco anos a forma que educamos e aprendemos mudará radicalmente. Nesse cenário, os alunos de Educação Infantil como em qualquer centro se especializarão em trabalhos que ainda não existem e utilizarão diariamente a tecnologia, que em muitos casos, ainda hoje não foi inventada.
É um cenário complexo e requereram de uma total adaptação a esse novo meio por parte dos centros, dos docentes, dos pais e de muitos dos modelos educativos que, a dia de hoje são discutíveis.
Diariamente, um profissional espanhol de perfil médio recebe uns 150 mensagens e impactos originados por outras pessoas mediante as diferentes plataformas tecnologias atuais. Em 2015 serão mais de 350 impactos diários recebidos pelo nosso querido professor e uma alta porcentagem deles serão estímulos gerados pela própria tecnologia em primeira pessoa, sem intervenção de um ser humano, de uma forma totalmente autônoma. Todos coincidimos em compartir que muito possivelmente hoje não poderíamos assumir tal quantidade de estímulos e informação, nossos filhos o farão.
Dizia o prestigioso guru e palestrante, expert em e-learning, Marc Prensky que “os alunos mudaram de forma radical; já não são as pessoas para as quais foi desenhado nosso sistema educativo”. Acredito que não podemos estar mais de acordo com ele. Esse cenário já é real, mas se fará mais evidente em muitos poucos anos e essa brecha criada entre um sistema educativo paralisado e seus alunos 2.0 crescerá exponencialmente nos próximos anos, até o ponto de que o sistema educativo atual, tal e como concebemos, carecerá completamente de sentido.
Nativos Digitais
Em breve, os nativos digitais nascidos a partir de 1985 serão as vértebras de uma nova sociedade que criará a ruptura de gerações como jamais antes na historia da humanidade havia ocorrido, e nunca num espaço de tempo tão curto. Assim, veremos como durante muitos anos conviveremos com duas gerações: os filhos do Baby Boom e os nativos digitais, só nos separaram trinta anos, seremos tão próximos e ao mesmo tempo tão distantes…
Os nativos digitais respondem e aprendem de estímulos que seus predecessores nem sequer conseguiram compreender; evoluem rápido, não compreendem o conceito da tecnologia, já que para eles a tecnologia não existe, a tecnologia “é”, nasceram com ela, são mais rápidos, mais criativos, mais abertos e interagindo de outra maneira muito diferente às gerações anteriores. Falamos de uma geração que não observa e aprende; simplesmente participa, comparte, interatua.
Vamos conhecer uma geração que viverá a maior parte da sua vida baixo o conceito de “conexão total”, conectividade entre os indivíduos, conectividade na Internet, e também num cenário muito próximo, desenvolverão a conectividade da pessoa com as máquinas inteligentes ao seu entorno. É uma geração que nunca compreenderá o que é um telefono; o primeiro terminal de comunicação que terão em suas mãos e possivelmente muito cedo, será um avançado dispositivo tipo Smarth-phone, onde a comunicação que realizarão não se parecerá muito ao nosso querido “Alô, sou o Edu. Feliz Natal” – que apesar de nos tocar o coração – para essa nova geração de nativos digitais, terá muito que ver com as limitações atuais do mundo em que vivemos.
A revolução do e-learnign 2.0 chegará aos colégios de nossos filhos, que viverão uma reestruturação similar ao que a Internet viveu com as novas tecnologias e a aparição da web 2.0. O aluno não será um receptor passivo da mensagem, mas sim interatuará com ela, mudando o rol do educador, fazendo com que participe da comunicação, que deixará de ser um canal unidirecional para se converter num novo meio, que incentiva e estimula o alto rendimento intelectual e revoluciona a mensagem de aprendizagem.
Internet, um novo professor
O lugar natural de um professor passa a ser o de um imigrante diante dos seus alunos, pois desde cedo serão experts em tecnologias e poderão manifestar um rol de relativa superioridade no uso das ferramentas técnicas mais comuns no entorno escolar, que para eles serão tão simples e acessíveis como complicadas para nossos mestres.
O conceito de exposição e aprendizagem escolar, realizando duas ou três perguntas diárias a um mentor, mudará radicalmente com a aprendizagem digital. Os alunos farão centenas de perguntas ao dia através de um motor de busca na Internet, que saciarão e retroalimentarão a inteligência e ânsia de informação do aluno, forçando a um crescimento intelectual nunca antes experimentado.
Atualmente se realizam três bilhões de buscas diárias no Google. Em 2015 se estima que serão cerca de nove bilhões de buscas diárias de informação.
A principal reflexão que podemos extrair é que o modelo tradicional educativo, o modelo “broadcasting”, desaparece e o mais importante e a conversação, aprender interatuando e não observando. Essas mudanças exigirão uma mudança formativa sem precedentes do corpo docente e diante do qual todos devemos estar preparados.
O guia da informação e aprendizagem de um aluno não será seu professor, será Internet. O professor exercerá um rol de moderador nessa aprendizagem entre aluno e seu meio natural: a rede. Conceitos como os livros de texto e os cadernos de trabalho não só existirão, como que carecerão de toda lógica e será muito difícil defender sua necessidade nos próximos 10 ou 15 anos.
Em que situação fica a geração anterior diante desse novo cenário?
Somos os primeiros a ter filhos nativos digitais, careceremos de referencias e experiências pessoais validas que nos podem orientar nessa situação. O modelo anterior não serve, necessitamos encontrar e criar nossas próprias referências pessoais, que previsivelmente darão forma a um novo modelo, que pode ser de orientação, e depois será avaliado e adaptado pelas gerações que virão.
O modelo familiar deveria passar de ser “protetor e repressor” diante dos estímulos tecnológicos para se converter num modelo aberto e participativo que favoreça o estimulo para as novas tecnologias. A família deve ajudar nesse labor de intermediação na informação que se recebe, moderando e relativizando os conteúdos, ajudando a consumir informação com um ponto de vista critico, forçando a equilibrar o tempo físico e digital, buscando um equilíbrio emocional e moral no uso das novas tecnologias, e adaptando a nós mesmos, seus progenitores, a um meio que já hoje em dia está mudando o mundo.
O novo rol dos centros de ensino
A escola passará a se ruma comunidade colaborativa que potenciará e moderará o aprendizado, dentro de um ecossistema de informação que aprende e comparte elementos, interatua e mantém num mesmo rol o aluno e o professor.
A escola do século que vem cruza os limites fixos e leva o aprendizado a um conceito 24×7, no qual o aluno recebe estímulos, interatua comparte e aprende, dentro e fora das aulas por igual, os sete dias da semana e a todas as horas. A educação não se escreve a um espaço físico fechado, a escola é uma rede social de pessoas que inter-relacionam umas com as outras em qualquer momento, a escola não e um lugar, é um sistema acessível desde qualquer lugar e desde múltiplos suportes tecnológicos ao mesmo tempo em que já se conhece como “aula aberta digital”
Aproxima-se um tempo fascinante, onde as graves deficiências educativas atuais desaparecerão, tentemos não desaparecer com elas por não querer entender essa nova espécie: os nativos digitais.
Tags: e-learning, nativos digitais, Tecnologia, Web 2.0
Não se ache muito. Possivelmente você NÃO é influente
Influente ou seguido?
Ainda a risco de me por algo filosófico e transcendental gostaria de fazer uma reflexão sobre algo que vejo muito comum e desde minha percepção creio que é enganoso, a confusão entre seguido ou influente.
A blogosfera é um micro mundo, sim, disse micro, e de verdade, o penso ainda que as vezes muitas pessoas me recriminem – muitas vezes todos os que vivemos extrapolamos e tiramos conclusões como se fosse um tudo, quando possivelmente representa um setor pequeno de população, que se faz mais velha dia a dia, mas pequeno e definitiva.
Possivelmente como você, que lê habitualmente blogs, mexe em redes sociais, usa o planeja abrir seu twitter, não é o 70% da população, ai fora há outro mundo.
E é precisamente o mérito das redes sociais, penetraram; uma alta porcentagem de pessoas estão no Facebook, quebraram a barreira de tekkies. O perfil de Facebook é conversação habitual de cafeteria; caiu o grande muro, mas só em determinados ambientes é também o que foi dito ou deixado de dizer gente “relevante”, por exemplo, Martin Varsavsky (acredite pode ser apaixonante, mas esses cabem num ônibus VS a população total do pais) e as vezes se perde essa perspectiva diante de um computador quando conversa com gente do mesmo perfil setorial que o seu.
Algo parecido é o que passa com os conceitos de prescrição de influencia, se utilizam um pouco as pressas. Todo o que abre um blog aspira difundir, a se fazer conhecer e relacionar-se no seu ambiente natural. Alguns com maior ou menor êxito aspiram também a influenciar e/o prescrever, a marcar tendência e gerar opinião, mas minha realidade é pensar que poucos podem se permitir fazê-lo de verdade.
Vejo muitas publicações e blogs pessoais que são muito lidos, e por onde me dizem que “muito influentes”. É típico escutar “tem xxx leitores em FeedBurner, todo mundo lhe conhece” etc. De verdade, creio que são 2 conceitos que não casam.
Que te conheçam não é tudo, também conheço a Jesulin de Ubrique. Que o leia não quer dizer que me influa, é um estado superior que começa com o respeito que terá que ganhar. Posso ser um tipo muito bem informado e muito seguido, mas igualmente pode que minha opinião não seja muito valorizada nesse aspecto, não ser prescritor, nem influir absolutamente na vida e conduta de ninguém.
Friamente, sim creio que – ainda que tento evitá-lo ;-D – algumas pessoas, alguns blogs e alguns comentários me influenciam.
Quero pensar que isso não é mal ainda que gostaria de ser “facilmente influenciável”, todos respondemos a estímulos do mais próximo e reagimos diante deles, e os blogs e os bloggers não são uma exceção, mas de verdade acredito que em cada âmbito muitas poucas pessoas e/ou publicações tem prestigio suficiente, a experiência e a validez argumental de ser geradores de opinião.
Eventos em Social Mídia
Não só o mundo dos eventos virtuais, assim como também o mundo dos eventos físicos começa a ter um lugar destacado dentro das redes sociais e a web 2.0 em geral.
Salas de shows, discotecas ou simplesmente agencias de comunicação e relações públicas começaram a descobrir que redes sociais como, por exemplo, Facebook e Tuenti passam já de ser meros canais de comunicação a eixos de captação de usuários não somente para eventos virtuais mas também presenciais.
A agrupação de usuários com os mesmos gostos em grandes plataformas 2.0 faz que uma boa parte do trabalho de comunicação e captação fique em mãos do virótico entre os mesmos. Não há melhor canal de comunicação que o que não se percebe como publicidade e para isso, recorrer a um usuário como promotor da mensagem é simplesmente efetivo, e a melhor porta de entrada possível.

Nos EUA o grande gigante Facebook é desde anos uma arma imprescindível dentro das grandes giras de shows de artistas americanos. Se existe uma comunidade de fans dos Rolling Stones, com centenas de membros que interagem entre si, não seriam esses os melhores promotores da mensagem e captadores de novos adeptos? E se não existe essa comunidade, não seria hábil criá-la, fomentá-la e participar dela.
Inclusive essa presença chega na política, onde o atual presidente dos Estados Unidos nas passadas eleições, Barack Obama utilizou as redes sociais como um dos motores básicos da sua proposta presidencial, chave na convocatória e organização de eventos e atos de campanha com um seguimento através dessa rede de mais de 3.000.000 de pessoas, que não somente eram receptores da mensagem mas também que além disso se prestavam a colaborar nos atos locais da mesma.
A outra escala se podem observar casos similares na Espanha. Dezenas de discotecas e salas de eventos realizam e captam usuários com um modelo no qual o tradicional relações publicas mudou de papel e agora através da Internet convida usuários a participar dos seus eventos. Faz pouco tempo que houve com grande êxito lugar a uma convocatória em Shoko em Madrid para um show privado da banda “Oreja de Van Gogh” com assistência limitada a jantar e show privado. O único canal de comunicação internet e as redes sociais. O resultado um notável êxito de assistência.
Não somente os eventos físicos têm seu espaço. Para grandes marcas a utilização do viral da web 2.0 é critica, e não somente dentro das redes sócias, mas também em outros suportes como blogs e utilizando meios de promoção interativos como os widgets.
Uma interessante ação exemplo disso foi durante 2008 a emissão ao vivo de uma parte de um show de “Amaral”, que emitiu em centenas de blogs por meio de widgets interativos numa promoção realizada pela agencia Addoor para um sponsor de telefonia celular. O resultado de audiência não similar, senão muito superior a que teria obtido sendo emitido pela TV. O custo, uma décima parte do preço a compra desse espaço promocional em uma cadeia nacional.
É importante compreender o uso da web 2.0 no marco dos eventos, como um canal bidirecional. A rede social juvenil por excelência na Espanha, Tuenti (no Brasil, Orkut), investiga esses novos tipos de comunicação e publicidade com objetivo de melhorar e adaptar-se a novos modelos publicitários não convencionais. Uma das experiências físicas mais interessantes desenvolvida nos últimos dias com motivo d estréia do filme Valkiria em Madrid. Um campanha viral bastante efetiva ofereci selecionar dentro da rede de 4 milhões de usuários de Tuenti a vários deles e convidá-los a ver a estréia do filme de Tom Cruise. Sucesso de participação, sucesso do evento, penetração e promoção online de um ato que transcenderia de outro modo na rede e o ponto mais interessante dessa ação, a retroalimentação entre o ato online e offline; os usuários selecionados subiam em tempo real desde seus celulares no tapete vermelho as fotos e comentários do evento, que a sua vez eram seguidos ao vivo pó centenas de pessoas via web.
Tags: apresentaçoes, concertos, convocatorias, eventos 2.0, eventos em social midia, festas, grupos e eventos, shows
“La Web 2.0 (…y la madre que la parió!)
Faz alguns dias que lancei o livro “La web 2.0…(y la madre que la parió!)” que pode ser conseguido em papel y pdf nas livrarias como Bubok, Amazon, o Lulu.
A muitas pessoas lhes resulta curioso o titulo, a explicação é simples, muitos de nós dos que trabalhamos nesse setor antes de 2005, possivelmente estávamos mais cômodos como emissores de mensagem e geradores de conteúdo com uma web menos social, menos contestatória e com um usuário mais passivo. Sem dúvida a web evolucionou para melhor, mas sem nenhum tipo de duvida, ainda que pegue mal dizer, antes, muitos de nós vivíamos melhor
O livro de cerca de 170 paginas, pretende ser um repasso ao conceito de web 2.0, especialmente indicado para pessoas com um perfil total ou parcialmente offline e não muito vinculadas com a web social. O prólogo do livro é de Carlos Branco (obrigada de novo, Carlos!).
Esta é minha primeira incursão no mundo editorial e digo primeira porque estou começando a trabalhar um livro muito diferente dirigido a empreendedores, que penso titular (veremos se é o titulo de finitivo), “Empreender em tempo de crise”.

Quero agradecer a Loogic, ABC, Noticias Dot, Rádio Cope, Onda Madrid, El Prat Radio, WinRed, César Nuñez, Ojo Internet, Hard h20, Isabel Vázquez, Silicon News, Libertad Digital (espero não esquecer-me de ninguém!) o haver comentado sobre o livro.
A propósito, que preparamos uma festa de apresentação para Abril. É uma desculpa para organizar uma festa em Madrid (a idéia é fazê-lo uma quinta-feira ainda por definir a uma hora razoável…) e convidar a uns drinks e uns canapés a todos os amigos que queiram passar por ali. (talvez até nos ocorra algo mais divertido que drinks e canapés)
Se você quiser vir à apresentação do livro, nos deixe um comentário nesse post que e a boa Constanza te contatará por email para te fazer chegar um convite válido para duas pessoas. A data e o lugar ainda estão por definir, a idéia é que seja justo antes ou justo a semana depois da semana santa, estamos valorizando várias opções (avisaríamos com tempo…)
Tags: alejandro, amazon, apresentaçao, bubok, festa, Imprensa, la web 2.0 y la madre que la parió, livros
As Relações Públicas e o êxito em Social Media
Não sou a pessoa mais indicada em realizar um guia de atualização do velho código ético de internet; Netiquette à época das redes sociais. De fato estou seguro que há muitas pessoas vinculadas à web 2.0 que poderiam fazer muito melhor que eu, mas é verdade que levo muitos meses observando o fenômeno em silêncio e tirando muitas conclusões.
Gostaria ao menos de poder enumerar as pautas que creio que são importantes para não agredir literalmente aos contatos e prejudicar a imagem da sua empresa, serviço ou a tua em particular. As relações publicas e marketing em social media agradarão mais ou menos, mas são uma clara tendência em 2009 e em muitas empresas, as pressas, entram com o pé esquerdo e o usuário não perdoa certas coisas.
A grande revolução do social media consiste em colocar num mesmo plano o emissor e receptor da mensagem. Em igualar os róis. É por isso que as empresas que querem trabalhar o conceito de social media corretamente tem que fazer gala de um bom uso de relações públicas e atenção ao cliente, tão esquecidas durante esses 15 anos de internet. É uma posição mais incômoda para o emissor da mensagem, acostumado a não ter que escutar, mas também mais justa e que permitirá retratar a qualidade da atenção ao cliente de produtos e serviços.
E porque são importantes as RR. PP?
Em primeiro lugar pela necessidade de comunicação bidirecional real. Terminou-se o “isto é assim”, “é pegar ou largar”, o mudar uni-literalmente termos de serviço ou que este seja interessante; se sente participante dele e de fato é assim já que forma parte da geração de conteúdo do mesmo. O usuário não é um ser passivo, não só opina agora cria e, portanto se sente participante e exige.
Estas são algumas de minhas conclusões:
- O meio não é o fim, é só parte INICIAL do caminho:
Você criou sua conta no Twitter, seu canal no Facebook ou Myspace. Por isso não se adaptou aos tempos nem entendeu nada. Esse é o dia zero, ainda não empatou com ninguém. Muitas são as empresas que consideram que o fim é estar aí, isso não é mais que o principio.
Não caia no erro de criar estas vias de comunicação com seus possíveis usuários para simplesmente comunicar offline que pelo mero feito de fazê-lo, sua companhia se adaptou aos novos tempos. Num ano esses canais se criaram por defeito, a diferença será quem os emprega corretamente e isso é complicado. Abrir grupos e contas para abandoná-los ou usá-los com pouco acento, tem uma percepção negativa por parte dos usuários.
- Aporta algo:
Poderá fazê-lo no Twitter, no Facebook, onde seja… Mas aporte algo. Não venha somente a “vender seu peixe” se a comunidade vê que é um ator mais, participante da conversação, colaborativo e não um ente criado para promover um produto, possivelmente quando realize alguma ação de marketing, a capilaridade e percepção serão muito melhores. A idéia ano é um robô de promoção, Mas sim um usuário que indague, participe, colabore e APORTE, que tenha cintura para ter opinião própria, e que sua função de imagem de empresa e marca não prostitua sua presença pessoal e real.
Por exemplo, esta original e muito interessante aplicação para Facebook pelo Burger King, onde te presenteavam um Whopper em troca de um pequeno sacrifício no Facebook; uma iniciativa divertida. Em outra ordem de iniciativas, CAN (Caja Ahorros de Navarra) cria a comunidade da Banca Cívica com blogs sobre Investigação, Meio Ambiente, Cultura, Cooperação…
- Não encha o saco:
O que não pode pretender é incomodar todo dia com seu produto, por melhor que seja. Essa imagem é um exemplo perfeito do que é encher o saco. Seu partido político parece diferente, me chama a atenção o que fazem e gostaria conhecê-lo um “pouco mais”. Uno-me ao seu grupo e não param de enviar spam, até 4 mensagens em 3 dias. Obviamente, me canso, juro em arameo e te elimino. Por que não ser esperto, dosificar a informação, y pensar que se, por exemplo, estou em São Paulo, não me mande uma mensagem das eleições da Bahia a cada dia ou PERGUNTAR, talvez não me interesse e me resulta literalmente um fardo…talvez o que foi uma ocasião para nos conhecer terminou em desencontro.

- Tenha jogo de cintura
Ainda sendo extremamente delicado verá que há pessoas as quais não gostam que as empresas utilizem fins de promoção e marketing às redes sócias, respeite. Se você for de encontro e provocar enfrentamentos e especialmente se atua com soberba (ver caso Keteke em Twitter), a comunidade te dará as costas.

- Organiza, crie e aporte:
Ofereça a possibilidade de seus usuários participarem. Aceita a critica e seja esperto. Possivelmente seu produto não seja o melhor do mundo; se tem que falar e felicitar ao seu concorrente; faça, o usuário apreciara sua sinceridade e ânsia de melhora. Não importa que eles não façam o mesmo com você, se é assim o usuário também percebe. Demonstra que você é de verdade, próximo, disponível e acessível.
- Se você der um fora: peça desculpas, ria e seja original:
Não acredite que sabe tudo sobre redes sociais e social media, isso é muito novo para quase todos; fora da base de que dará um fora: assuma e reconheça quando seja necessário. É um terreno novo e enfastiante. Interaja, aprenda e se tiver que fazê-lo, desculpe-se. Nada mais desagradável que uma empresa que vai para frente atropelando tudo sempre dá um fora evitando pedir desculpas. Muitas vezes é necessário e a comunidade a aceita e a valoriza.
Principalmente não pegue atalhos, não tente fazer estupidez como criar um fuleiro-blog que ninguém lê para parir aos que te criticam e não acredita que um post seu pode ser referente para ninguém e tem valor se não tem anos detrás como blogger e as pessoas te seguem, o exemplo mais claro, o responsável de marketing de Keteke, Ángel Riveira, que desde seu próprio blog se poe a parir aos usuários do Twitter que lhe deram as costas (whois) e logo o referenciei no Twitter de Keteke como se fosse um post de um terceiro.
Pior ainda se alguém internamente te vende a idéia de “colocamos nossos conhecidos a deixar comentários como loucos” a favor de nossa empresa/produto/serviço. Os Trolls não são do agrado de ninguém na blogosfera mas se ainda por cima o faz utilizando as IPs d sua companhia…obvio demais. Fará um ponto fraco a favor de tua empresa (e possivelmente ridículo), se você é juiz e em parte, opina como todo o mundo, mas não se camufle de um usuário normal e explica seu papel em nível pessoal.
Memorável se dúvida o caso de Eletronic Arts que depois de um erro no seu jogo Tiger Woods PGA 2008, no qual fazia que Tiger pudesse caminhar sobre a água que foi caricaturizado num vídeo do Youtube, não só arrumaram o agravo Mas sim responderam com um GLORIOSO vídeo com Tiger Woods de carne e osso na versão de 2009 ao usuário Levinator25 que comunicou e criou um vide sobre o falho. Agora em 2009 Tiger não anda sobre as águas por um bug, se descalça e o faz porque é assim de bom. Mensagem: Te ouvimos, arrumamos a falha, nos pareceu gracioso, e te fazemos um agrado para que o que empregamos ao próprio Tiger Woods: viral 100%, efetivo 100%, trata-se de transformar um erro em acerto.
- Se algo falha, não o oculte:
Não minimize erros, não desapareça se há problemas e volte quando estejam resolvidos, ou te limite a dizer “que informou o responsável”, se algo falha, reconheça, explique e inclusive o tome com uma certa filosofia e simpatia para com o usuário. Igual que Keteke recebeu muitas criticas – algumas minhas-, mas aqui estiveram bem, detectam um bug e avisam, o tomam como filosofia.

- Aprende, melhora seu serviço:
Essa aprendizagem deverá fazer você sozinho. Deduza. Não acredite que pode perguntar abertamente “como melhoro isso” a não ser que haja confiança para isso. Se você é de Telefônica e pergunta como melhoro isso, te dirão – possivelmente com razão e muitos daremos risadas. “eu não faço consultoria grátis a Telefônica; me pague”.
O fim deve se comunicar, atender, aprender do usuário. Cada vez vejo mais objetivos de presença em redes sociais quantificadas do tipo “5.000 amigos no Facebook”, isso não pode ser medido assim, o usuário é muito mais que um número, buscamos uma boa percepção dos usuários, que te agreguem é que te dêem a oportunidade de fazer seu trabalho; chegar NÃO AO OBJTIVO, o objetivo é ser bem recebido, participar, atender, entreter e comunicar. Sempre melhor 500 usuários felizes que 5.000 fartos de você.
- Maximiza seus êxitos offline:
Um produto como gás natural não é precisamente viral nem 2.0, ao contrario um tijolo total…a não ser que seu caso de êxito offline de publicidade em televisão (o anuncio do homem morto de frio que sai cantando e solicita gás natural), seja utilizado em redes sociais como Facebook. O resultado, 165.000!!! fãs do homem do gás natural, dispostos receber comunicações e novos anúncios e promoções.
Outro caso de êxito é o de Pancho, o cachorro de Loterias e Apostas do Estado da Espanha, com o qual se promove já a algumas temporadas a Loteria Primitiva. Pancho dispõe do seu canal em Facebook, perfil de Tuenti, fotolog próprio e canal de Youtube.
- Escute e uma vez que tenha feito: Utilize para dar suporte e ajudar:
Para mim uma das diferenças com a promoção em social media em USA e Europa. Nos EUA o suporte “persegue” o usuário onde esteja. É a chave ESCUTAR. Muitas vezes um usuário não gosta ou não entende um serviço, e sempre agradecerá que haja interesse não em lhe rebater, mas sim lhe escutar, lhe indicar que sua queixa ou petição não cai num saco furado e/ou lhe ampliar informação se necessário. Esta foi uma das minhas preocupações na YES.fm, o escutar que é muito diferente de se limitar a ouvir, não somente o que t dizem, mas especialmente El buzz escutando comentários nos blogs e twitter. Muitas vezes, detectamos mal entendidos e pudemos explicar nossa posição em determinados temas com final feliz.
O diretor de uma companhia, por grande que seja, não só perde o tempo escutando a um usuário, mas sim que além disso recebe um feedback valiosíssimo e enriquecedor que não encontrara em nenhum focus group, de fato, lhe faz fiel, lhe deixa ver que é de carne e osso e lhe faz colaborador do serviço em muitas ocasiões.
Na Yes.fm tivemos alguns casos assim, um no qual participei eu foi com o usuário SpaceBom, ao que sigo faz um tempo pela rede porque creio que é um bom SEO. Curiosamente vi em Twitter um comentário seu dando uma “boa viagem” à Yes.fm:

Tomei nota do comentário e o movi em interno; contatei com Kiko Fuentes, Diretor de Conteúdo da Yes. E aproveitando dias mais tarde que SpaceBom comentava casualmente no meu blog:

Aproveitei a conjuntura para que ele soubesse que havia lido seu twitt:

Assim chega a mim um feedback valioso que atender e analisar:

E posso pedir a Kiko Fuentes que participe e nos aclare:

Seguimos a um usuário em twitter e em blogs, conversamos com ele, e acredito que pode ver que sua opinião nos interessa e queremos melhorar nosso produto, e que veja nosso ponto de vista; que há alguém do outro lado, que escuta, aceita critica e tenta melhorar o serviço e que seu feedback (sim, inclusive ainda que nos de uma boa viagem; é útil e valorizado).
A atenção sempre se agradece, e é parte da imagem de nossa companhia e se conseguimos fazer fiel um usuário ou ao menos captar seu interesse, melhor que melhor:

Para finalizar um ultimo comentário. Tenho grandes duvidas se esses canais (Twitter, Facebook) devem ser mantidos por uma agencia ou alguém do serviço. Para mi pode ser administrado por uma agência sempre que 1) conheça muito bem o serviço e 2) tenha acesso imediato à empresa e conte com um representante que possa no caso de ser necessário prestar atenção pessoal, com toma de decisões incluída.
(Obrigada a Christian Rojo por alguns dos casos de exemplo. Escrevi esse post pensando numa classe que dou esta tarde para alunos de Marketing Online no IED, se você é um deles te “destripei” tudo.)
Tags: agencia comunicaçao, comunicaçao web 2.0, EA, ea sports, keteke, Marketing, social media, Yes.FM
À web 3.0?
É difícil filosofar até que ponto nos leva a Internet e as novas tecnologias. É um tema tão apaixonante como recorrente e lamentavelmente ninguém pode predizer as tecnologias que virão e como afetarão nossas vidas.
A web e o comportamento dos usuários em relação às novas tecnologias foram evolucionando ao largo da ultima década, a um ritmo sem precedentes. Esse frenético ritmo, que em ocasiões parece insustentável, chega a questionar os padrões aos poucos anos de serem criados, e não somente se manterá dessa forma, como que muito possivelmente que se acentue na próxima década.
A incidência em nossas vidas de diversos conceitos como o social media ou web 2.0, a interpretação da informação em chave geolocalizada, evolução dos dispositivos móveis ou web semântica, também conhecida como web 3.0, criará uma nova internet, muito mais interativa e dinâmica no qual não se entenderá o meio “computador pessoal” como um veiculo de conexão, mas sim que estaremos conectados, por defeito.
O grande salto começou com a conectividade total, dispositivos moveis como as BlackBerrys, os Iphone ou HTC são os pioneiros nessa evolução do PC à conexão permanente. Em uns anos, não haverá diferença de prestações entre esse tipo de dispositivos portáteis e um computador pessoal, ou um simples vídeo game chegará a conectividade total e permanente. Viveremos a integração de todo esse hardware em um só, sem que chegue a importar se é telefone, videogame ou notebook.
Mas, ainda que essas mudanças sejam apaixonantes, possivelmente o principal seja a chegada da web semântica, também conhecido como web 3.0. A primeira mudança será algo mais estético, a chegada da web 3.0 em três dimensões e não em dois como a conhecemos agora mesmo.
O conceito de web semântica chega a nós desde os país da WWW, o premio Nobel Sir Timothy “Tim” John Berners – Lee. Trata-se de poder enriquecer a comunicação mediante metadatos semânticos que aportam um valor a mais à informação, a diferenciam e a fazem mais inteligente.
Quando uma pessoa busca informação na web, fala com uma máquina de pouca precisão, em ocasiões, mexendo em conceitos básicos atualmente conhecidos como “palavras chave”, sem que o interlocutor, nem o servidor destino possa interpretar e servir de maneira racional nossas necessidades. O conceito de web semântica se baseia em dar a estas máquinas a capacidade de raciocínio e interpretação mediante metadata semântica, com o que poderão não só servir informação albergada na sua base de dados, assim como processaria conosco, interagiria conosco e trabalharíamos em equipe valorizando e interpretando nossas necessidades.
O conceito se baseia em que a máquina nos possa interpretar e colabore com a gente, e a raiz, dessa interpretação possa oferecer distintas soluções de acordo com o que necessitamos em cada momento. O usuário não deve estar preocupado em realizar buscas e redefini-las para obter resultados mais relevantes, mas sim ir tomando decisões adequadas. Máquina selecionará e interpretará a informação segundo nossas necessidades pessoais em cada momento e inclusive em cada horário ou localização geográfica. O humano e a máquina trabalharão em cooperação mútua, mediante o desenvolvimento de maquinas capazes de interpretar várias fontes de informação, e ao mesmo tempo oferecer opções em tempo real ao usuário.
Para exemplificar, hoje em dia qualquer usuário pode perguntar em Google “qual é a capital da Espanha” e recebe perfeitamente o resultado “Madrid”. Com a web semântica poderemos realizar e redefinir perguntas muito mais complexas, intuitivas e interpretativas e não baseadas em conceitos simples de defasadas palavras chave. Assim, por exemplo, poderemos perguntar, “um hotel de Madrid, de cinco estrelas, que esteja próximo ao Retiro e tenha restaurante”, chegando a trabalhar com um suporte informático que processará essa informação, nos oferecendo as alternativas validas e sendo a única tarefa do humano de processar a informação e tomar decisões.
Não só chegaremos a buscas mais complexas como que interpretaremos informação de forma mais inteligente. Por exemplo, se quero buscar um restaurante italiano, em uma distância de 500 metros de minha localização atual, por meio de geolocalização, o motor de busca lerá e processará de forma inteligente alternativas na zona oferecendo uma pizzaria na rua ao lado, por exemplo (supondo que o dito estabelecimento se promova como “pizzaria” e não como “restaurante italiano”), ou dando outro exemplo, recomendando um restaurante que apesar de ser de cozinha mediterrânea, tem magnífico spaghetti como prato especialmente recomendado do cardápio. Chegar a esse ponto é complexo e requer d interação da máquina e o conhecimento humano, de que a máquina aprenda e valorize as reações das pessoas e em definitiva a Inteligência Artificial.
Outra enorme mudança, ainda que mais a largo prazo, será a mudança que chegará com a imposição de voz como veiculo principal na comunicação não somente entre usuários, mas também com nossos dispositivos.
Dentro de uns anos em nossas estruturas empresariais será habitual contar com um agente de informação semântica com uma tecnologia baseada em Inteligência Artificial, que poderá realizar parte do trabalho, interagir com nossa equipe humana para que esta tome suas próprias decisões, e com outros agentes e máquinas de outras organizações, criando uma “mente coletiva artificial” que otimize tempos e ajude à produtividade e a toma de decisões humanas. Falamos de uma máquina definitiva de respostas, expert na sua própria temática (capaz por si só), de consultar a outras maquinas interconectadas em busca da informação total substituindo aos velhos motores de busca de uma forma local, inteligente e a medida das necessidades de cada estrutura e/ou organização. Possivelmente possamos chegar a esse nível dentro de uns 10 anos.
Estamos ainda nas árvores da web 2.0, já definíamos a médio-largo prazo a web 3.0 ou web semântica, mas podemos ir, mas além, falando da web 4.0 como interconexão total, um ponto ainda longe, no qual as máquinas não só interagem com o usuário final, mas que também o farão entre elas mesmas criando uma rede inteligente de interconexão entre máquina e humanos; a web total que poderíamos definir como:
Web 3D+ Web 3.0 (web semântica) + Inteligência Artificial + Voz como veiculo de intercomunicação = Web 4.0 (web total).
Adianto do livro “La web 2.0…y la madre que la parió” de próxima publicação.
Tags: la web 2.0 y la madre que la parió, livro, Web 2.0, web 3.0
Um elefante numa festa infantil. Política 2.0
Não gosto especialmente da política, ainda que possua minhas opiniões formadas como todo mundo. Mas sim me interessa especialmente como começa a entrar no âmbito das novas tecnologias.
Na época na qual tudo o que acaba em “2.0” (parece estar na moda) é interessante dar uma olhada ao que poderíamos chamar como “política 2.0”.
O caso é que ontem tive uma interessante e – inquietante – conversa cujo interlocutor que não posso ainda revelar quem é, relacionava com as futuras eleições do Real Madrid, que pouco tem a ver com o esporte; é uma política pura e dura.
Acontece que atendi durante quase 1 hora uma ligação de um emissário de uma personagem extremadamente interessante, ao que não conheço ainda pessoalmente, e que ainda não confirmou sua apresentação às eleições do Real Madrid em Julho de 2009. Queria saber se me podia chegar a interessar “lhes assessorar no que se diz respeito às redes sociais, blogs e em geral na web 2.0 dentro da sua possível estratégia na campanha a Presidência do Real Madrid”.
No caso de apresentarem-se pensam, e creio que não estão errados, que um dos principais pontos de sua campanha, e onde mais resultados dariam sua inversão, é o de gerar e captar opinião via web, aproveitando as Novas Tecnologias, as redes sociais e web 2.0, para, por um lado mostrar músculo em forma de apoio público e acabar com as ilusões dos seus rivais, e por outro lado, interatuar, e ter um canal de comunicação direto e bidirecional com torcedores, sócios e sócios representantes.
Não sou assessor, muito menos consultor, mas sim uma pessoa que gosta de desafios e se me parece divertido e interessante e tenho tempo para isso é possível que colabore.
(É claro que interpreto a ligação como uma confirmação, de fato, que essa pessoa já decidiu apresentar-se nas eleições e esta começando a mexer seus pauzinhos de maneira bem sutil).
Estas aproximações são no mínimo curiosas. Sou empreendedor, sou inversor, sou empresário… e agora sou “blogger” desde uns meses – com pouca experiência já que este blog começou em Julho de 2007. É verdade que vejo que muita gente segue – espero que com interesse – algumas das coisas que com maior o menor acerto comento. Tive várias aproximações desde então um tanto curiosas (não, não me passava isso antes).
Vendo isso me pergunto que aproximações desse tipo, que teriam e terão gente de verdade relevante e influente, o que não é o meu caso.
Todas essas aproximações são de boa fé e em ocasiões diria que no mínimo ousadas: “Te convidamos a comer, nos conhecemos mais, te contamos e nos dá sua opinião e avalia o produto”.
Costumo ser politicamente correto (talvez seja mais um erro na minha ampla lista), mas sempre me pergunto: “E por quê? Não me dedico a isso, não sou consultor, nem sequer te conheço pessoalmente. Pague uma consultoria que há muitas que se dedicam a fazê-lo”.
Minha opinião é que algumas grandes empresas, setores da banca, ainda não entendem o que lhes caiu encima… não sabem como, onde e de que forma chamar a porta sem parecer uns elefantes infiltrados de camuflagem numa festa infantil. Entendo que pela imagem e perfil de algumas destas corporações é até normal que seja duro, complexo, mas um elefante que caminha de mãos dadas comigo não deixaria de ser um elefante que fez um amigo; devem mudar seus conceitos, seus discursos e devem entrar numa nova dimensão com um funcionamento diferente, que é possível que em certas ocasiões choque e lhes faça duvidar do que eles mesmos acreditam.

Não creio romper um off the record se digo que nesses meses ao menos 2 bancos, 1 multinacional de alimentação, uma empresa de telefonia, um partido político, ou uma empresa de venda de refrescos estiveram interessados em que eu “prescrevesse” algo em primeira pessoa, em que “assessorasse” ou “avaliasse”.
Não me ruboriza, nem sequer me incomoda, de fato até tem seu ponto gratificante no meu ego e lhes atendo de todo coração, mas simplesmente se equivocam especialmente porque me dão um valor que estou seguro que não tenho, e o que me transmitem é que estão perdidos. Muito perdidos e necessitam uma travessia do deserto na qual encontrar, com ou sem ajuda, um novo caminho.
Tags: bancos, politica, Politica 2.0, politicos, Real Madrid, Redes Sociais, Relaçoes Publicas, RR.PP, Web 2.0
O Blog do Alejandro Suarez















