Alejandro Suarez Sánchez-Ocaña, empresário do Setor de Tecnologia desde 1998, CEO do Grupo Publispain e da Rede de Blogs Lazer y Ocio Networks SL, presidente da Inversora Foley, conselheiro e fundador da Yes.fm, assessor e inversor de várias companhias de inovação, novas tecnologias e Internet.
Os investidores são de Marte, os empreendedores são de Vênus
Citando o genial Jonh Gray (“os homens são de Marte as mulheres são de Vênus”), me permito esta breve parodia para deixar uma minúscula reflexão no fundo, as pessoas são muito diferentes, mas os róis contrapostos nos distanciam ainda mais.
Pensamentos prévios do dia antes:
Investidor:
Caramba! Reúno-me com outro lunático essa manha. Espero que valha a pena, olhando as primeiras paginas do Bussiness Plan é ate possível que saia algo interessante: está bem apresentado, não tem muitas faltas de ortografia e inclusive me atreveria a dizer que os números pareciam consistentes. Ainda assim, como sempre prepararei uma boa desculpa para cortar a conversação se o assunto se descontrola, no me vai ser um desses iluminados pertencentes à igreja da “minha idéia” que faça perder a manha.
Empreendedor:
A verdade é que não sei muito bem o que faz esse cara que verei essa manha, mas li em Loogic e em vários fóruns de Internet que tem dinheiro. Tenho que ensaiar meus argumentos sobre os 60 slides que preparei, parecem profissionais, o homem vai enlouquecer! Dá na mesma; esse cara não vai entender metade do que lhe estou contando assim que devo parecer muito seguro antes de tudo, vamos ver se consigo por a mão na grana!
Impressões no primeiro instante da reunião:
Investidor:
Esse homem nunca colou um terno e uma gravata na vida. Se nota. Com certeza não é o tipo que gostaria de ter como namorado da minha filha…Bom, vamos ver o que tem para dizer e se não é mais do mesmo…tenho um almoço às 14hs, com 30 minutinhos, ele tem tempo de sobra…
Empreendedor:
Droga! Era mamão com açúcar e agora me intimida um pouco o cenário. Bom, sorte e adiante, esse tonto não tem a mínima idéia de nada, ou seja, não se atreverá a discutir nada.
Pensamentos durante a apresentação:
Investidor:
Bonitos gráficos, bonito logo, bonito Mac, caramba, cada dia esses garotos montam melhor esses Power Points…espero que não seja outro desses profissionais das apresentações e logo não tenha mais onde coçar. Vamos ver se acaba já de me contar o rolo e vamos diretamente aos números.
Empreendedor:
Hahaha! O cara está como alucinado me escutando, não tem duvidas ou é que tem tudo claríssimo? Vamos ver se é um pirata e estou falando demais e o canalha tentará copiar minha idéia. Não, isso não. Nunca encontrará alguém como eu para colocar o projeto em andamento.
Depois da apresentação, chegam as perguntas:
Investidor:
- Bom, parece interessante, mas você não acha que uma valoração de 2 milhões de euros por uma companhia que ainda não existe é um pouco digamos…agressiva?
Empreendedor:
(que idiota, mas o que acontece com esse cara, não vê o potencial da MINHA idéia?)
Eu vejo como um preço justo de mercado. A valorização de projetos com esse potencial em países da Europa é muito superior. Além disso, pensamos em faturar 20 milhões de euros em 2014.
- Sim, sim, bom e me poderia dizer em que te baseia para que possamos chegar a essa faturaçao? – pergunta o investidor – Realmente, acredito que não haja companhias de internet que faturem cifras como essas no Brasil.
- É só você olhar para o mercado americano!
- Ahhh, claro, os americanos! Mas você não acha que o mercado americano é maior e com maior potencial econômico que o brasileiro?
- Mas é que nós, além de sermos os lideres do setor, pensamos em 2011, expandir a empresa por toda Europa.
- Entendo, mas isso não requer fortes investimentos que não vejo contemplados no Bussiness Plan atual?
- Isso contemplaremos numa segunda ronda em 2010. Agora te oferecemos um 10% da companhia por 200.000 euros. É o dinheiro necessário para arrancar.
- Acontece que meu limite de investimento é até 100.000 euros, sua cifra é demais para mim…
- Não importa, podemos modificar o Plano de Negócios e arrancar com 100.000 também gastando meios em publicidade.
- E essa mesma publicidade como suplementaria? Como popularizaremos o produto?
- Utilizando as redes sociais! Graças a viralidade das redes sociais!
- (Cara de poker) E que perspectivas de futuro tem a empresa, a quem poderemos vender no futuro?
- (vender? Mas esse cara é imbecil? Se vamos faturar 20 milhões em 2014 e lhe ofereço ser o rei do mundo, como que vender? Bah, direi o de sempre). Com certeza em 1 ou 2 anos telefônica e nossos competidores internacionais estarão interessados e será uma grande oportunidade de fazer caixa.
- Eu não vejo a telefônica comprando isto… De fato não compram nada de internet.
- Bom, pois então nossos concorrentes internacionais… Ou algum banco.
- Sei, sei. Gosta da idéia e parece que há uma boa equipe… Teria que valorizá-lo um pouco mais…tenho minhas duvidas…Os ingressos baseados em publicidade me dão medo, não sei eu se essa aplicação será realmente tão brusca como para conseguir esses níveis de faturamento.
- É uma oportunidade…Já falei com João e Gregório e estão interessadíssimos…querem levá-lo ao seu comitê de inversão e fechar o negocio o quanto antes.
- (João e Gregório? Não me venha com essa, que tonto! Esses não entram nem com reza brava nesse tipo de valorização, com certeza lhe oferecem pagar “em espécies”). Bom, bom – sentencia o investidor – façamos então uma coisa, que eu tenho que ir a um almoço…vai avançando com eles, gostaria de voltar a ver o projeto em alguns meses, quando o tenham um pouco mais maduro.
- (pois você que esta perdendo idiota!)- Sem problemas, espero que não seja tarde demais e que você fique de fora, porque o preço será mais alto e esta ficando fora do meu controle. Até logo.
- (para esse cara nem Deus dará dinheiro). Tchau.
Qualquer semelhança com a realidade não é simples coincidência, esse poderia ser o resumo de um dos muitos encontros –tipo investidores e empreendedores, dos coletivos tão complementários e necessários.
É que, no fundo, todos somos muito diferentes, mas o investidor e o empreendedor, som muito mais.
Tags: empreendedor, Internet, investidor, marte, Tecnologia, venus
Quando a torneira abrirá?
A crise vai seguindo a evolução esperada. Ou ao menos, a eu imaginava/teia, ou seja, não sei se vão recuperando já como parece alguns países, o que sei é que por aqui não há o mínimo sintoma de melhora.
Muitos de nós estivemos pensando se chegava a crise ou não. Logo se chegava ou não ao setor das TICs e internet, logo a assumimos e tentamos por em posições defensivas com maior ou menor acerto, tentamos adivinhar como seria este momento, quando sairíamos dele, começamos a assumir que Espanha demoraria 1-2 anos mais que os demais países do mesmo entorno, vimos com respiração contida como aumentava o desemprego…em que momento estamos?

Eu penso que em terra de ninguém, estamos num momento no qual se começa a ver como países que, SIM, tomaram as medidas e fizeram seus deveres de casa como USA, Alemanha, França tocaram o chão e começam a pensar em voar outra vez. E para nós ainda falta muito.
Publicava há muitos meses um post chamado “Fechando a torneira” que acredito que era muito realista de acordo com o que pensava nesse momento. Nele, eu explicava que fechávamos os investimentos externos, que era o momento de descansar e de preparar-se para problemas, duvidas, quedas de benefícios. Nesse momento seguimos atados… Mas, quando sairemos dessa?
Ontem vendo o gráfico do IPC no qual se via que a queda começava a moderar-se e em minha percepção é que finalmente tocaremos o solo para começar a decolar em vários meses, mas que provavelmente a decolagem seja tão lenta que não recuperaremos o nível aquisitivo de 2007 até pelo menos 2011.
Eu continuo nos meus treze, talvez constrangido por uma situação na qual o que é mais lógico é re-investir e apoiar as empresas nas quais já participa em suas necessidades de capital. Não realizarei investimentos importantes em projetos de terceiros nem no que resta do ano nem muito menos no primeiro semestre de 2010, ai será o momento de pensar se é a hora ideal para voltar a valorizar opções no segundo semestre de 2010 ou já 2011.
Obviamente esta atitude pode fazer perder boas oportunidades, mas acredito que o momento é tão mal e o risco tão grande, que é o mais inteligente ou ao menos o mais sensato, perdendo o trem que se perca, para não gerar problemas maiores.
O que sigo com muita atenção é a evolução dos projetos que apresenta a AIEI, vejo em nossa reunião mensal alguns projetos muito interessantes e outros que não gosto tanto e pelos quais não apostaria. Estive tentando investir em alguma coisa esse ultimo mês, mas me encontro em ocasiões coisas que me envergonho como valorações de companhias não existentes, sem modelo de negocio valido, sem pagina web, e em definitiva sem haver começado a funcionar, nas quais os empreendedores sem pestanejar dizem que sua valoração é de cerca de 3 milhões de euros, te pedem 200, 300.000 ou 500.000 para ganhar uma mínima participação de algo que nem existe e que não investiram nem um euro e ficam tão a vontade.
É ou não é isso um bluf, uma bolha, uma piada de mau gosto?
Nesses casos, se pode esperar a que baixe o efeito gasoso e que voltem à realidade, ou simplesmente esquecer o assunto. Não gosto das pessoas que constroem castelos de naipes, yo nesses casos me esqueço do projeto, e em ocasiões do empreendedor, por mim, que aposte o seguinte.
Ainda que alguns costumam ligar mais tarde e reconhecem que sua valorização não era sustentável, que era meter um gol ridículo e que depois de tentar vender a burra estão dispostos a entrar em alguma equipe da lógica, eu já não quero estar nesse tipo de projetos que estão ou estiveram inchados artificialmente, que não se sustentam. Não estou cômodo.
Gosto dos empreendedores lógicos, sensatos, é imprescindível o talento e a seriedade em qualquer aventura e se não é, ou eu, ainda que seja erroneamente não o vejo, não quero estar na equipe, não seria coerente.
Tags: bolha, Business Angel, crise, empreender, invertir, investidor
Genolab: Internet, inovação, medicina, genética e biologia molecular
Na ultima quarta-feira estive no Iniciador, um evento que teve lugar em Madrid/Espanha, com o objetivo de reunir empreendedores para que estes possam compartir entre si, experiência e conhecimento. O Iniciador também é conhecido por suas conversas informais, onde os empreendedores presentes também abordam temas como busca de financiamento, planos de negocio, promoção de um produto, provedores de serviço e todas essas ramificações que fazem do empreendedor um profissional tão qualificado.

Aproveitei minha presença no evento para falar pela primeira vez em publico sobre um projeto no qual venho trabalhando há quase um ano, uma star up de biotecnologia e Internet, um projeto especial e muito interessante, uma vez que representa a inovação, o avanço a nível genético, as possibilidades de investigação aberta e cientifica e principalmente porque trata-se de um setor de desenvolvimento que conjuga Internet, inovação, medicina, genética e biologia molecular, nos colocando na ante sala da medicina preventiva “a la carta”, ou seja, da medicina personalizada baseada na constituição genética, fortaleza e fraquezas do individuo.
A idéia é que cada um possa fazer seu próprio Biochip, seu próprio DNI Genético, que conta com dois amplos informes, um cientifico e outro a usuário final, com sua decodificação genética baseada na seqüência de 96 genes, que representam não só a essência química de cada individuo, como também alertam de problemas, fraquezas, fortalezas e predisposições genéticas como pessoa e que são chaves para conhecer a saúde futura.
Essa tecnologia atualmente só esta ao alcance de 4-5 companhias a nível mundial e foi fruto de um enorme trabalho da equipe cientifica e medica do excepcional Dr. Lao.
Tags: biologia molecular, genética, genética e biologia molecular, iniciador, Inovação, Internet, medicina, projeto, star up
Ócio Networks compra o blog IphoneDiario.com
Uma das temáticas que por vários motivos fazia falta na rede de Ócio Networks era a dedicada ao Iphone e ao Ipod Touch. Trata-se de IphoneDiario.

Primeiro porque acredito que é um nicho e um setor cada vez mais consolidado, e em segundo lugar porque francamente desde a aplicação da Yes.fm para Iphone dependo mais do meu que antes e o aproveito mais ainda. Me custa pensar na substituição do meu Iphone e nem quero pensar em dispositivos como BlackBerry, etc. Ao meu Apple sou fiel ao 100%.
Faz algumas semanas que tive a possibilidade de conhecer um jovem empreendedor, Juan Pablo Morales, com um blog que funcionava bem de tráfego. Começamos a conversar sobre possibilidades de colaboração e concretizamos nesses últimos dia a compra do blog e sua incorporação à equipe editorial de Ócio.net como responsável do mesmo.
Iphonediario tem atualmente 150.000 usuários únicos mensais, umas 800.000 paginas vistas por mês.
Esperamos que na mão de Juan Pablo, esse novo blog de Ócio Networks possa crescer muito dentro de nossa rede, como aconteceu com TodoWoW, publicação que compramos em Agosto de 2008 e que dentro de nossa rede e graças ao Raul e nossa equipe SEO acumula desde então um crescimento do 400%, passando de 300.000 paginas vistas a mais de 1.200.000 atuais.
Dos blogs de Ócio em três ocasiões, seriesblog, todowow e IphoneDiario foram frutos de aquisições e não de desenvolvimentos próprios.
Juan Pablo, bem-vindo a equipe. Agora, a trabalhar duro que temos daqui ao final do ano muito trabalho por diante.
Tags: compra, Iphone, iphonediario.com, juan pablo morales, ocio networks
E você, é daqueles que já se renderam?
Dizem que qualquer tempo passado foi melhor… Nunca uma frase foi tão oportuna como essa.
A nível macroeconômico e vendo o que ontem previu Espanha em Fundo Monetario Internacional ( recuperação não antes de 2011 e cuidado, não dizem que chegará em 2012 e um cenário com um 19% de parados, ou seja, 1 de cada 5 pessoas), é só olhar para trás para ver que bem estávamos faz 2 ou 3 anos mais ou menos.
Esses números macro se pensarmos detalhadamente, há coisas, pequenas ou grandes que mudam sua vida e sua rotina de trabalho. Esta manhã me recordava que não faz mais de 7-8 meses recebia 20-30 Bussiness Plan de empreendedores buscando financiamento mensal.
Repassando alguns deles vejo que muitos estão no mesmo estado desde então: a grande maioria não conseguiu financiamento, uma pequena minoria sim, mas muito menos do que o esperado, e muitos poucos colocaram seu próprio projeto em andamento.
Alguns meses trás falávamos “da volta à garagem” e hoje muitos projetos que esperavam financiamento e que, acredito que alguns conseguiriam em circunstancias normais (ainda que geralmente, em menor edida que suas pretensões) estão voltando a viveiros ou incubadoras de projetos(temos que montar uma!) que era um passo que parecia esquecido ou ao menos tinha uma tendência secundaria, já que antes havia interessantes quantidades de dinheiro DIRETO para projetos Seed.

Vejo alguns empreendedores que se lançaram a piscina, que arriscaram e se enrolaram com meios rudimentares. Uma idéia romântica, mas geralmente muito complicada sem um kno apropriado e um sócio industrial. Sorte para eles.
Vejo outros que se enfiaram embaixo da proteção de um guarda-chuva de uma incubadora, com um pequeno apoio econômico geralmente se colocando a trabalhar e esperando avançar, ainda que seja pouco e que se mova o relógio em busca de tempos melhores.
Finalmente também vejo outros, alguns dos quais passaram por meu escritório e me venderam com ilusão sua idéia, e que hoje devem tê-la muito esquecida porque alguns encontraram trabalho e se esqueceram do tema ou inclusive outros, sem haver encontrado trabalho simplesmente se esqueceram.
Eu não sou ninguém para julgar essas iniciativas, cada um em sua vida deve fazer o que lhe convenha e encontrar seu próprio caminho, mas me lembra um pouco a situação vivida em plena bolha da Internet. 1 ano antes via assustado como pessoas do setor financeiro abandonava o banco em que trabalhava e montava sua startup, era um tema de dinheiro, sim, mas francamente também acredito que era um tema de moda. Todas essas pessoas – e algumas mais – saíram do setor com o estalo da bolha. Agora muitos outros estão igualmente saindo, uns por uma oportunidade mais tangível fora, outros simplesmente porque se renderam.
Porque acontece isso?
Porque muitos dos projetos que passam por minha não são intangíveis. Temos uma idéia, temos uma ilusão e a monetização “já chegará”, “será a publicidade”. O “chegará” é difícil principalmente porque não pode nem deve contar com o capital de risco, que nem sem pré funciona como nos EUA o ao norte da Europa, a publicidade não pode com tudo e na Espanha e no Brasil é ainda algo menos na Internet.
É o momento das idéias e os negócios sustentáveis. É o momento de não necessitar que te dêem 100 mil Euros para montar uma startup, penso que é um momento de seleção natural, de definir-se, mas principalmente é o momento de que haja um plano de negócios real com um objetivo econômico que permita que sua empresa se sustente por si só a médio prazo e na necessite ir a limitadas rondas de financiamento sem sentido nem final.
Eu se fosse você deixava de pensar e se inspirar como exemplo nas 20-30 idéias internacionais que sem modelo econômico real tiveram sucesso e valem dezenas de milhões de euros, isso não passará. Encontre um ponto coerente, se deve contar mais sentido que “ser o dono do mundo”, começar a montar negócios sustentáveis com possibilidades de autofinanciamento em médio prazo e estar preparados para que se a situação de falta de liquidez continue se possa sobreviver e seguir adiante.
Tags: Business Angel, Capital Risco, Empreendedores, Management, socio industrial, startups
Fechando a torneira
Podemos chamá-lo de várias maneiras…de todas elas, fechar a torneira é a que menos me desgosta, apesar de que haja muitas maneiras de definí-lo.
The Economist, com esse especial carinho que em ocasiões tem ao espanhol – incluso com a tormenta que nos espera – titulava faz alguns meses sobre Espanha, com uma dose de divertido sarcasmo, “Fiesta is over, its time to siesta”.
Ultimamente os finais de mês estão tornando-se mais duros que o habitual e temos que começar tomar medidas e fazer certos equilíbrios. Os meus a nível pessoal e de minhas empresas me levarão a fechar, como posição defensiva, certas torneiras.
Levo um fim de semana intenso dando voltas a muitas coisas, repensando certos gastos operativos que levaram a tomar certas medidas a nível de custos; pessoal, publicidade externa, serviços externalizados, hosting, etc., que são inevitáveis para a melhor evolução da empresa.
Falemos de uma meia volta a porca defensiva que este mês trará algumas decisões de recorte de gasto, e algumas delas traumáticas diante da situação econômica que parece não ter fim.
Quase todas as empresas tem nível de recursos, alguns luxos ou gastos não imprescindíveis. Este mês, após muitos anos decidi recortar muitos deles, emagrecer a estrutura e otimizar os custos. Isso, traduzido em feitos, fará que recortemos custos de hostings, de publicidade, serviços, empresas com as quais internalizávamos certos serviços, mas principalmente todo em levar a limitar minhas aventuras fora das minhas próprias companhias.

Com objetivo de não correr nenhum risco extra para minhas empresas e para meu pessoal, decidi não inverter em terceiras empresas durante 2009 fora de minhas companhias. As inversões financeiras puras e duras ficam paralisadas durante 2009. Se for possível participar em alguns projetos onde eu possa aportar de forma pessoal e/ou industrial. Realmente nestes momentos, serão meu principal ativo.
Tenho um montão de Bussiness Plan sobre os quais decidir encima da mesa. Com toda franqueza de todos os projetos que valorizo nesses momentos só gostei de 2 ou 3. Isso não quer dizer que o resto no me pareçam interessantes, mas sim que por um ou outro motivo, não são para mim.
Levava semanas pensando em quais destes 2 ou 3 projetos me envolveria. Tenho o maior defeito que pode ter um investidor não profissional e é que costumo investir no que gosto ao invés de investir no que deveria.
Meu dilema entre esses projetos terminou: não realizarei nenhuma inversão puramente econômica em 2009 e, essa semana comunicarei aos interessados, já que a liquidez reservo exclusivamente para as necessidades de fundos de minhas companhias; ou seja decidi fechar a torneira.
Espero que minhas companhias próprias e participadas as previsões e necessidades de tesouraria sejam adequadas e que saímos adiante neste 2009, dia a dia vejo mais complicado porque tenho a percepção de que o setor das TICs ainda piorará, mas não me cabe nenhuma dúvida de que vamos seguir em frente e assim quero transmitir subliminarmente a todos meus empregados, a partir dessas linhas. Não sei se estaremos aqui juntos dentro de um ano, o que sim sei é que os que não se esforcem ao máximo não poderão estar conosco. Todos (me comprometo a ser o primeiro) teremos que fazer um sobre esforço, e sairemos adiante como seja. Pra isso vamos ter que sofrer e agüentar, olhar para frente, buscar motivação pessoal e profissional no poder seguir estando, e não no crescer. Como seja, todos juntos, redobrar esforços e engenho, e passaremos juntos o pior; os próximos 10 meses.
É um novo cenário. Antes o sobre esforço levava ao êxito, agora, nos levará somente a sobrevivência, há que tentar que isso seja uma motivação suficiente, adaptar-se, dar o 120% e aguçar o engenho, aportar, ser generoso e tirar o máximo proveito de tudo isso.
Tags: crise, final da crise, Inversões, medidas economicas, recortes, the economist
O Blog do Alejandro Suarez




