Alejandro Suarez Sánchez-Ocaña, empresário do Setor de Tecnologia desde 1998, CEO do Grupo Publispain e da Rede de Blogs Lazer y Ocio Networks SL, presidente da Inversora Foley, conselheiro e fundador da Yes.fm, assessor e inversor de várias companhias de inovação, novas tecnologias e Internet.
Ócio Networks compra o blog IphoneDiario.com
Uma das temáticas que por vários motivos fazia falta na rede de Ócio Networks era a dedicada ao Iphone e ao Ipod Touch. Trata-se de IphoneDiario.

Primeiro porque acredito que é um nicho e um setor cada vez mais consolidado, e em segundo lugar porque francamente desde a aplicação da Yes.fm para Iphone dependo mais do meu que antes e o aproveito mais ainda. Me custa pensar na substituição do meu Iphone e nem quero pensar em dispositivos como BlackBerry, etc. Ao meu Apple sou fiel ao 100%.
Faz algumas semanas que tive a possibilidade de conhecer um jovem empreendedor, Juan Pablo Morales, com um blog que funcionava bem de tráfego. Começamos a conversar sobre possibilidades de colaboração e concretizamos nesses últimos dia a compra do blog e sua incorporação à equipe editorial de Ócio.net como responsável do mesmo.
Iphonediario tem atualmente 150.000 usuários únicos mensais, umas 800.000 paginas vistas por mês.
Esperamos que na mão de Juan Pablo, esse novo blog de Ócio Networks possa crescer muito dentro de nossa rede, como aconteceu com TodoWoW, publicação que compramos em Agosto de 2008 e que dentro de nossa rede e graças ao Raul e nossa equipe SEO acumula desde então um crescimento do 400%, passando de 300.000 paginas vistas a mais de 1.200.000 atuais.
Dos blogs de Ócio em três ocasiões, seriesblog, todowow e IphoneDiario foram frutos de aquisições e não de desenvolvimentos próprios.
Juan Pablo, bem-vindo a equipe. Agora, a trabalhar duro que temos daqui ao final do ano muito trabalho por diante.
Tags: compra, Iphone, iphonediario.com, juan pablo morales, ocio networks
Estarei no campus SeedRocket

Em suas primeiras edições segui de longe o campus de Seed Rocket, talvez por isso animado por alguns amigos que participaram como mentores e me propuseram ser um deles, decidi e aceitei.
Seed Rocket é um conceito inovador de êxito adaptado à Espanha, no qual dez equipes de empreendedores + dez empreendedores de sucesso + experts setoriais trabalham juntos durante oito dias com o objetivo de analisar e executar novos projetos. Ao final, os melhores projetos se financiaram com 20 mil Euros e ainda poderão optar por um empréstimo participativo de 100 mil, além de trabalhar durante seis meses com o staff, mentores e experts nas instalações da SeedRocket.
O conceito de mentor me incomoda um pouco, me custa aplicá-lo. Deixamos em que serei um colaborador e poderei dar aos empreendedores minha visão, pode que em alguma ocasião acertada e principalmente algo que gosto muito, poderei conhecê-los um pouco mais, conhecer suas motivações e seu projeto de primeira não, não em uma espartilhada apresentação, que estão muito bem, sim, mas também limitam muito.
O próximo campus, que será o primeiro ao que acuda, se celebrará do dia 7 ao 15 de Julho e me contam que se buscam projetos diferentes e inovadores de tecnologia como, por exemplo, aplicações para facebook e twitter, aplicações com base cloud computing (tipo expandrive…), mobilidade (android, iphone…), aplicações baseadas em tecnologia (soft, desktop…) etc.
Os mentores são:
• Vicente Arias, fundador de SeedRocket.
• Jesús Monleón, fundador de SeedRocket.
• Carlos Domingo, Director de Telefónica I+D.
• François Derbaix, fundador de toprural.com.
• Yago Arbeloa, fundador de sync.es.
• Jesús Encinar, fundador de Idealista.com.
• Nacho González-Barros, fundador de InfoJobs.net y Salir.com.
• Eneko Knörr, fundador de Hostalia.
• Juan Margenat, fundador de SmartBox España.
• Iñaki Ecenarro, fundador de Trovit.com
• Albert Armengol, fundador de e-conozco.com.
• Lluis Faus, fundador de VLex.com.
• David Tomás, fundador de Cyberclick-Livedoor.es.
• Albert Feliu, cofundador de InfoJobs.net.
• Carlos Blanco, fundador de Grupo ITNet.
• David Boronat, fundador de Multiplica.com.
• Marek Fodor, cofundador de Atrapalo.com.
• Nacho Sala, cofundador de Atrapalo.com.
• Ronald Friedlander, Director de Planeta Online, Grupo Planeta.
• Josep Mª Tribó, Director de Operaciones de MediaContacts.
E um servidor.
Tenho curiosidade por ver os projetos que se apresentam e por poder valorizar até que ponto a crise fez um branco no espírito empreendedor. Pelo que me contam e espero, serão uns dias tão intensos como interessantes. Imagino que os empreendedores aprenderam algo e eu, com certeza aprenderei tanto deles como dos mentores.
Tags: Business Angel, Emprendedores, Investimentos, seedrocket
E você, é daqueles que já se renderam?
Dizem que qualquer tempo passado foi melhor… Nunca uma frase foi tão oportuna como essa.
A nível macroeconômico e vendo o que ontem previu Espanha em Fundo Monetario Internacional ( recuperação não antes de 2011 e cuidado, não dizem que chegará em 2012 e um cenário com um 19% de parados, ou seja, 1 de cada 5 pessoas), é só olhar para trás para ver que bem estávamos faz 2 ou 3 anos mais ou menos.
Esses números macro se pensarmos detalhadamente, há coisas, pequenas ou grandes que mudam sua vida e sua rotina de trabalho. Esta manhã me recordava que não faz mais de 7-8 meses recebia 20-30 Bussiness Plan de empreendedores buscando financiamento mensal.
Repassando alguns deles vejo que muitos estão no mesmo estado desde então: a grande maioria não conseguiu financiamento, uma pequena minoria sim, mas muito menos do que o esperado, e muitos poucos colocaram seu próprio projeto em andamento.
Alguns meses trás falávamos “da volta à garagem” e hoje muitos projetos que esperavam financiamento e que, acredito que alguns conseguiriam em circunstancias normais (ainda que geralmente, em menor edida que suas pretensões) estão voltando a viveiros ou incubadoras de projetos(temos que montar uma!) que era um passo que parecia esquecido ou ao menos tinha uma tendência secundaria, já que antes havia interessantes quantidades de dinheiro DIRETO para projetos Seed.

Vejo alguns empreendedores que se lançaram a piscina, que arriscaram e se enrolaram com meios rudimentares. Uma idéia romântica, mas geralmente muito complicada sem um kno apropriado e um sócio industrial. Sorte para eles.
Vejo outros que se enfiaram embaixo da proteção de um guarda-chuva de uma incubadora, com um pequeno apoio econômico geralmente se colocando a trabalhar e esperando avançar, ainda que seja pouco e que se mova o relógio em busca de tempos melhores.
Finalmente também vejo outros, alguns dos quais passaram por meu escritório e me venderam com ilusão sua idéia, e que hoje devem tê-la muito esquecida porque alguns encontraram trabalho e se esqueceram do tema ou inclusive outros, sem haver encontrado trabalho simplesmente se esqueceram.
Eu não sou ninguém para julgar essas iniciativas, cada um em sua vida deve fazer o que lhe convenha e encontrar seu próprio caminho, mas me lembra um pouco a situação vivida em plena bolha da Internet. 1 ano antes via assustado como pessoas do setor financeiro abandonava o banco em que trabalhava e montava sua startup, era um tema de dinheiro, sim, mas francamente também acredito que era um tema de moda. Todas essas pessoas – e algumas mais – saíram do setor com o estalo da bolha. Agora muitos outros estão igualmente saindo, uns por uma oportunidade mais tangível fora, outros simplesmente porque se renderam.
Porque acontece isso?
Porque muitos dos projetos que passam por minha não são intangíveis. Temos uma idéia, temos uma ilusão e a monetização “já chegará”, “será a publicidade”. O “chegará” é difícil principalmente porque não pode nem deve contar com o capital de risco, que nem sem pré funciona como nos EUA o ao norte da Europa, a publicidade não pode com tudo e na Espanha e no Brasil é ainda algo menos na Internet.
É o momento das idéias e os negócios sustentáveis. É o momento de não necessitar que te dêem 100 mil Euros para montar uma startup, penso que é um momento de seleção natural, de definir-se, mas principalmente é o momento de que haja um plano de negócios real com um objetivo econômico que permita que sua empresa se sustente por si só a médio prazo e na necessite ir a limitadas rondas de financiamento sem sentido nem final.
Eu se fosse você deixava de pensar e se inspirar como exemplo nas 20-30 idéias internacionais que sem modelo econômico real tiveram sucesso e valem dezenas de milhões de euros, isso não passará. Encontre um ponto coerente, se deve contar mais sentido que “ser o dono do mundo”, começar a montar negócios sustentáveis com possibilidades de autofinanciamento em médio prazo e estar preparados para que se a situação de falta de liquidez continue se possa sobreviver e seguir adiante.
Tags: Business Angel, Capital Risco, Empreendedores, Management, socio industrial, startups
Compramos InGames
Quando a mediados de Janeiro lançamos Lazer Rede de Blogs no Brasil, com 4 blogs temáticos, já comentei que tínhamos idéia de não só ir lançando publicações próprias, mas também, para crescer rápido e gerar tráfico, ir comprando blogs com sinergias na rede, ou incluso rede de blogs sociais locais.
Este processo começou e posso anunciar a compra do nosso primeiro blog no Brasil, InGames. Até a presente data esse blog de jogos pertencia à rede de blogs Antenando e é nossa primeira aquisição para Lazer Rede de Blogs.

Atualmente InGames é nosso quinto blog comercial em português, e o primeiro de uma série de compras que preparamos com objetivo de poder acelerar nossa presença no Brasil.
Lazer Rede de Blogs ainda não publica dados, gostaria esperar ao menos 6 meses já que são momentos muito iniciais, mas sim posso adiantar que estou muito contente com sua progressão e que vamos marcando nos tempos algo melhor do que o previsto. Se bem que em Ócio Networks sempre baseamos nosso crescimento n publicação de blogs próprios, (35 blogs, 33 foram sido desenvolvimentos próprios do zero, e 2, todo wow, e series blogs forram compras ao largo de 2008), acredito firmemente em compras pontuais já que atuam como “aceleradores” de crescimento de rede, melhorando o posicionamento global dos blogs e somando trafico interessante para poder criar sinergias de conteúdo e maior percepção de rede.
Espero nas próximas semanas fechar outras compras que acelerem o processo de implantação de nossa rede no Brasil e que nos melhorem em nível de SEO, capacidade de rede, percepção local, acordos comerciais e fundo de negócio e conteúdos. Para isso esta sendo muito importante a implantação desse mesmo blog em português que esta convertendo-se num interessante meio de contato com a realidade doa dia-a-dia dos empreendedores no setor das Tics do Brasil.
A meta da Lazer Blogs é dispor de aproximadamente 10 blogs de diferentes publicações dentro dos próximos meses e mostramos nosso interesse em adquirir novas páginas de diversos temas interessantes e que nos possam aportar tráfego, assim como fizemos com InGames. Dessa forma, se você dispõe de um blog com tráfego importante e deseja vendê-lo, não duvide em contatar-nos por meio desse blog, será um prazer estudar sua proposta e fecharmos uma parceria.
Tags: antenando, compra blogs, compra web, comprar blogs, comprar portal venda de blogs, comprar web, compras, ingames, Lazer Blogs, ocio networks, venda de web, vender blog, vender portal, vender web
Nem Deus vai te dar um real. E agora, quê?
Sim… sim, sei que parece cruel e duro. É possível que a alguns até pareça uma provocação, mas jogamos a real; se leva meses passeando um bussiness plan por várias empresas, vai à eventos e reuniões e encontra-se numa “divertida” situação de não receber repostas claras; nem “sim” nem “não”…pensa se deve também aplicar o titulo desse post.
Se encontra-se nessa situação, ou prevê estar nos próximos meses porque tem uma idéia ou um projeto que quer desenvolver: Houston; temos um problema. E a solução passa por aceitar o momento e se adaptar; não dar cabeçadas na parede, que além de doer, cansa.
O dinheiro é covarde e a situação é difícil. O cenário mudou e estará muito mais caro conseguir dinheiro. Podíamos meter o pau na economia, no governo, nos bancos, nos inversores…mas francamente não te ajuda muito. É o momento de valorar friamente o que podemos fazer, porém alem de frios devemos ser principalmente práticos.
Para quem o momento é bom?
Em minha opinião para os de cima e para os de baixo, a grande zona média – a maior de nosso tecido empresarial, tecnológico e empreendedor – é a mais afetada. Muito graficamente eu diria que os bons projetos não deveriam ter problemas de financiamento para crescer e resistir, possivelmente consigam menos fundos do que se espera, mas não deveriam ter problemas com maiúsculas. Há pouco dinheiro e o dinheiro se faz tremendamente seletivo.
Os grandes projetos de tecnologia com modelos validados, números emergentes e certo êxito vão adiante. Os projetos de tipo médio terão que demonstrar que podem crescer e resistir sem fundos, que há engenho e que está “a ponto de dar certo”, se não for assim não haverá dinheiro para essa grande zona media.
Em nível de startups creio que estamos voltando a um cenário de 10 anos atrás. Vejo muito esses dias de “não me conte o que quer fazer, dá os primeiros passos e me ensina”. Nesse momento é mais importante que nunca demonstrar que você é empreendedor e por em funcionamento, com seus meios, e cada um ao seu nível seu modelo de negócio, seu portal ou plataforma tecnológico em funcionamento sustentável. Sinceramente, isso não me parece mal, me parece seletivo; o papel volta ao papel e tem mais valor que veja o que esta fazendo, do que ver o que me diz que poderia fazer.
Um pdf ou um bussiness plan são o que são, puro papel, no se centre nisso somente; mova-se de alguma maneira e rápido. Estamos num período de 1, 2 ou 3 anos (pessoalmente creio que será largo), se sentar e esperar o Papai Noel; não avançará e ficará para trás. Adapte-se ao meio.
Nesse cenário os empreendedores e os inversores com os que estou falando constantemente diria que estão divididos em vários grupos, seria algo assim:
Os “amentirados” (caça-pechincha):
É a sensação de que o tempo corre a favor. Não há pressa, amanhã minha inversão dará muito mais do que hoje. Ontem me diz um 20%, amanhã me oferecerá um 30% e se não, não entro.
Os afetados pela crise:
Esse ano não invisto e saio de férias, ou diretamente me centro em 1-2 inversões seguras reduzindo minha atividade um 90%.
Os mais seniors:
Geralmente tem xx inversões em startups e vêem um ano para ir à segundas rodadas de suas melhores inversões, mas em nenhum caso para ir a novas aventuras. Muitos deles sorriem diante da situação, estavam aqui quando houve uma crise tremenda em 2000-2002 dentro do setor das TICs, não os pega de surpresa e sei que costumam tomar um certo otimismo ou ao menos com mais filosófico “isso não e uma crise;…aquilo sim foi uma crise…”.
Alguns esperam talvez a grande oportunidade de entrar a um preço razoável em companhias já formadas que lhes escaparam na primeira rodada, diante do cerre global do financiamento.
O empreendedor-inversor:
Investir em terceiros? Os fundos nesse momento estão par cobrir as necessidades das minhas companhias; inadimplência, queda de preços de publicidade, perdas de clientes, etc. É quase mais fácil –se há liquidez a médio prazo – pensar em adquirir companhias do meu entorno para melhorar minha posição do que inverter em startups. Para entrar em novas aventuras não me peça dinheiro demais em cash, entro se bem valorada minha contribuição industrial, me peça pouco dinheiro que agora mesmo eu não arrisco (se é que tenho).

Mas, e o empreendedor?
Creio que é momento de tomar decisões. Conheço ao menos uma dezena de empreendedores que numa situação de mercado de 1 ano e meio atrás teriam conseguido suas necessidades iniciais de capital entre 100.000-3000.000€. Agora não acredito que o consigam facilmente.
Vejo nesse ponto varias opções.
A primeira ACEITÁ-LO relativamente rápido, não perca o tempo pensando e dando voltas a coisas macro que não esta em suas mãos solucionar; se lamentar não te aproxima do êxito na sua empresa; procura não se queimar e não perder tempo perambulando por ai sem sentido.
Decida se é o momento de se jogar na piscina, de realizar você essa primeira inversão inicial e por o negócio em andamento esperando que passem 10-12 meses, situação tenha melhorado e você se colocou como um dos primeiros da lista quando se abra a torneira.
Outra opção é optar pelo guarda-chuva de um grande grupo; buscar um sócio industrial, que te permita crescer, por para funcionar e minimizar custos. Esta pode ser uma boa solução inicial de guerra.
Mas também pode ver que se sua situação pessoal (gastos, financiamento habitacional se a possui, etc.) não te permite, que talvez – e não é uma derrota, é tão digna como as outras soluções – é o momento de dobrar as asas, adaptar-se e estacionar uns anos a idéia de empreender. Igualmente, se não encontra financiamento é momento de ser conservador já que o desemprego no setor ainda não se disparou como no resto da sociedade e de buscar ou seguir com seu trabalho atual. Se fizer isso, aproveitara o tempo para amadurecer seu conceito, sua idéia e seu projeto. Tem um ano, talvez dois ou mais pela frente perfeitos para ganhar experiência e se formar.
Ser conservador, com a chuva que cai fora, não e muito menos uma derrota e me parece uma opção realista e válida como qualquer outra.
Tags: Business Angel, Capital Risco, crise, Emprendedores, inversao, socios industriais, startups
Fechando a torneira
Podemos chamá-lo de várias maneiras…de todas elas, fechar a torneira é a que menos me desgosta, apesar de que haja muitas maneiras de definí-lo.
The Economist, com esse especial carinho que em ocasiões tem ao espanhol – incluso com a tormenta que nos espera – titulava faz alguns meses sobre Espanha, com uma dose de divertido sarcasmo, “Fiesta is over, its time to siesta”.
Ultimamente os finais de mês estão tornando-se mais duros que o habitual e temos que começar tomar medidas e fazer certos equilíbrios. Os meus a nível pessoal e de minhas empresas me levarão a fechar, como posição defensiva, certas torneiras.
Levo um fim de semana intenso dando voltas a muitas coisas, repensando certos gastos operativos que levaram a tomar certas medidas a nível de custos; pessoal, publicidade externa, serviços externalizados, hosting, etc., que são inevitáveis para a melhor evolução da empresa.
Falemos de uma meia volta a porca defensiva que este mês trará algumas decisões de recorte de gasto, e algumas delas traumáticas diante da situação econômica que parece não ter fim.
Quase todas as empresas tem nível de recursos, alguns luxos ou gastos não imprescindíveis. Este mês, após muitos anos decidi recortar muitos deles, emagrecer a estrutura e otimizar os custos. Isso, traduzido em feitos, fará que recortemos custos de hostings, de publicidade, serviços, empresas com as quais internalizávamos certos serviços, mas principalmente todo em levar a limitar minhas aventuras fora das minhas próprias companhias.

Com objetivo de não correr nenhum risco extra para minhas empresas e para meu pessoal, decidi não inverter em terceiras empresas durante 2009 fora de minhas companhias. As inversões financeiras puras e duras ficam paralisadas durante 2009. Se for possível participar em alguns projetos onde eu possa aportar de forma pessoal e/ou industrial. Realmente nestes momentos, serão meu principal ativo.
Tenho um montão de Bussiness Plan sobre os quais decidir encima da mesa. Com toda franqueza de todos os projetos que valorizo nesses momentos só gostei de 2 ou 3. Isso não quer dizer que o resto no me pareçam interessantes, mas sim que por um ou outro motivo, não são para mim.
Levava semanas pensando em quais destes 2 ou 3 projetos me envolveria. Tenho o maior defeito que pode ter um investidor não profissional e é que costumo investir no que gosto ao invés de investir no que deveria.
Meu dilema entre esses projetos terminou: não realizarei nenhuma inversão puramente econômica em 2009 e, essa semana comunicarei aos interessados, já que a liquidez reservo exclusivamente para as necessidades de fundos de minhas companhias; ou seja decidi fechar a torneira.
Espero que minhas companhias próprias e participadas as previsões e necessidades de tesouraria sejam adequadas e que saímos adiante neste 2009, dia a dia vejo mais complicado porque tenho a percepção de que o setor das TICs ainda piorará, mas não me cabe nenhuma dúvida de que vamos seguir em frente e assim quero transmitir subliminarmente a todos meus empregados, a partir dessas linhas. Não sei se estaremos aqui juntos dentro de um ano, o que sim sei é que os que não se esforcem ao máximo não poderão estar conosco. Todos (me comprometo a ser o primeiro) teremos que fazer um sobre esforço, e sairemos adiante como seja. Pra isso vamos ter que sofrer e agüentar, olhar para frente, buscar motivação pessoal e profissional no poder seguir estando, e não no crescer. Como seja, todos juntos, redobrar esforços e engenho, e passaremos juntos o pior; os próximos 10 meses.
É um novo cenário. Antes o sobre esforço levava ao êxito, agora, nos levará somente a sobrevivência, há que tentar que isso seja uma motivação suficiente, adaptar-se, dar o 120% e aguçar o engenho, aportar, ser generoso e tirar o máximo proveito de tudo isso.
Tags: crise, final da crise, Inversões, medidas economicas, recortes, the economist
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