Alejandro Suarez Sánchez-Ocaña, empresário do Setor de Tecnologia desde 1998, CEO do Grupo Publispain e da Rede de Blogs Lazer y Ocio Networks SL, presidente da Inversora Foley, conselheiro e fundador da Yes.fm, assessor e inversor de várias companhias de inovação, novas tecnologias e Internet.
Genolab: Internet, inovação, medicina, genética e biologia molecular
Na ultima quarta-feira estive no Iniciador, um evento que teve lugar em Madrid/Espanha, com o objetivo de reunir empreendedores para que estes possam compartir entre si, experiência e conhecimento. O Iniciador também é conhecido por suas conversas informais, onde os empreendedores presentes também abordam temas como busca de financiamento, planos de negocio, promoção de um produto, provedores de serviço e todas essas ramificações que fazem do empreendedor um profissional tão qualificado.

Aproveitei minha presença no evento para falar pela primeira vez em publico sobre um projeto no qual venho trabalhando há quase um ano, uma star up de biotecnologia e Internet, um projeto especial e muito interessante, uma vez que representa a inovação, o avanço a nível genético, as possibilidades de investigação aberta e cientifica e principalmente porque trata-se de um setor de desenvolvimento que conjuga Internet, inovação, medicina, genética e biologia molecular, nos colocando na ante sala da medicina preventiva “a la carta”, ou seja, da medicina personalizada baseada na constituição genética, fortaleza e fraquezas do individuo.
A idéia é que cada um possa fazer seu próprio Biochip, seu próprio DNI Genético, que conta com dois amplos informes, um cientifico e outro a usuário final, com sua decodificação genética baseada na seqüência de 96 genes, que representam não só a essência química de cada individuo, como também alertam de problemas, fraquezas, fortalezas e predisposições genéticas como pessoa e que são chaves para conhecer a saúde futura.
Essa tecnologia atualmente só esta ao alcance de 4-5 companhias a nível mundial e foi fruto de um enorme trabalho da equipe cientifica e medica do excepcional Dr. Lao.
Tags: biologia molecular, genética, genética e biologia molecular, iniciador, Inovação, Internet, medicina, projeto, star up
E você, é daqueles que já se renderam?
Dizem que qualquer tempo passado foi melhor… Nunca uma frase foi tão oportuna como essa.
A nível macroeconômico e vendo o que ontem previu Espanha em Fundo Monetario Internacional ( recuperação não antes de 2011 e cuidado, não dizem que chegará em 2012 e um cenário com um 19% de parados, ou seja, 1 de cada 5 pessoas), é só olhar para trás para ver que bem estávamos faz 2 ou 3 anos mais ou menos.
Esses números macro se pensarmos detalhadamente, há coisas, pequenas ou grandes que mudam sua vida e sua rotina de trabalho. Esta manhã me recordava que não faz mais de 7-8 meses recebia 20-30 Bussiness Plan de empreendedores buscando financiamento mensal.
Repassando alguns deles vejo que muitos estão no mesmo estado desde então: a grande maioria não conseguiu financiamento, uma pequena minoria sim, mas muito menos do que o esperado, e muitos poucos colocaram seu próprio projeto em andamento.
Alguns meses trás falávamos “da volta à garagem” e hoje muitos projetos que esperavam financiamento e que, acredito que alguns conseguiriam em circunstancias normais (ainda que geralmente, em menor edida que suas pretensões) estão voltando a viveiros ou incubadoras de projetos(temos que montar uma!) que era um passo que parecia esquecido ou ao menos tinha uma tendência secundaria, já que antes havia interessantes quantidades de dinheiro DIRETO para projetos Seed.

Vejo alguns empreendedores que se lançaram a piscina, que arriscaram e se enrolaram com meios rudimentares. Uma idéia romântica, mas geralmente muito complicada sem um kno apropriado e um sócio industrial. Sorte para eles.
Vejo outros que se enfiaram embaixo da proteção de um guarda-chuva de uma incubadora, com um pequeno apoio econômico geralmente se colocando a trabalhar e esperando avançar, ainda que seja pouco e que se mova o relógio em busca de tempos melhores.
Finalmente também vejo outros, alguns dos quais passaram por meu escritório e me venderam com ilusão sua idéia, e que hoje devem tê-la muito esquecida porque alguns encontraram trabalho e se esqueceram do tema ou inclusive outros, sem haver encontrado trabalho simplesmente se esqueceram.
Eu não sou ninguém para julgar essas iniciativas, cada um em sua vida deve fazer o que lhe convenha e encontrar seu próprio caminho, mas me lembra um pouco a situação vivida em plena bolha da Internet. 1 ano antes via assustado como pessoas do setor financeiro abandonava o banco em que trabalhava e montava sua startup, era um tema de dinheiro, sim, mas francamente também acredito que era um tema de moda. Todas essas pessoas – e algumas mais – saíram do setor com o estalo da bolha. Agora muitos outros estão igualmente saindo, uns por uma oportunidade mais tangível fora, outros simplesmente porque se renderam.
Porque acontece isso?
Porque muitos dos projetos que passam por minha não são intangíveis. Temos uma idéia, temos uma ilusão e a monetização “já chegará”, “será a publicidade”. O “chegará” é difícil principalmente porque não pode nem deve contar com o capital de risco, que nem sem pré funciona como nos EUA o ao norte da Europa, a publicidade não pode com tudo e na Espanha e no Brasil é ainda algo menos na Internet.
É o momento das idéias e os negócios sustentáveis. É o momento de não necessitar que te dêem 100 mil Euros para montar uma startup, penso que é um momento de seleção natural, de definir-se, mas principalmente é o momento de que haja um plano de negócios real com um objetivo econômico que permita que sua empresa se sustente por si só a médio prazo e na necessite ir a limitadas rondas de financiamento sem sentido nem final.
Eu se fosse você deixava de pensar e se inspirar como exemplo nas 20-30 idéias internacionais que sem modelo econômico real tiveram sucesso e valem dezenas de milhões de euros, isso não passará. Encontre um ponto coerente, se deve contar mais sentido que “ser o dono do mundo”, começar a montar negócios sustentáveis com possibilidades de autofinanciamento em médio prazo e estar preparados para que se a situação de falta de liquidez continue se possa sobreviver e seguir adiante.
Tags: Business Angel, Capital Risco, Empreendedores, Management, socio industrial, startups
Onde esta a universidade? (no apoio ao empreendedor)
Vendo exemplos americanos especialmente, mas também franceses, ingleses, japoneses e dos países nórdicos, esta manha me perguntava a mim mesmo onde esta na Espanha e obviamente no Brasil, a universidade n campo de alentar empreendedores e ser a fabrica de negócios de novas tecnologias. De lhes empurrar, lhes formar, encontrar sócias industriais que apóiem e validem o projeto.
Numa agradável conversa outro dia com Raul Mata de Factoria de Ideais, ele me comentava algumas iniciativas da Universidade Politécnica para alentar empreendedores e ser uma verdadeira incubadora que valida projetos de investigação e tecnologia. A idéia me parece apaixonante. Mas claro que estarmos nesse ponto em 2009 me resulta chamativo.
Não acredito que exista melhor universidade que aquela que possa levar projetos adiante, melhor formação que a de construir realidade nenhuma. Podemos gerar alunos em melhor ou pior medida, mas também poderíamos tirar das universidades (que para essas coisas sim tem meios suficientes) fornadas de empreendedores e projetos que nasçam na universidade, ali se rodem e se validem e os que vão saindo diante e sejam inteligentes contem com o apoio interno de contato com sócios industriais, Bussiness Angels, empresas do setor, com acesso a financiamento, e a investidores, mas também com envolvimento de pessoas relacionadas com o mundo universitário que serve como filtro e validação das idéias.

A mim, se me chega um projeto de tecnologia interessante, visado por uma universidade espanhola de prestigio, com recorrido dentro dela, e havendo passado filtros sérios e saindo adiante com vistos de viabilidade, isso me animaria mais a apóie-lo e investir.
Sim, sei que agora alguém me enviará por email exemplos de universidade que” investem”, “apóiam” “atuam como viveiros” , etc. Mas falemos em sério, não de orçamentos que costumam acabar onde sempre, falemos de criar empresas de verdade. É viável que dentro da Universidade exista projetos que cresçam apoiados desde a faculdade como viveiro e saiam dela? Conhecem algum caso?
Algum Bussiness Angel participa com alguma universidade publica ou privada nessa segunda fase apoiando e avaliando os projetos dela? Algum exemplo de projeto de Internet e tecnologia que triunfou saindo de uma universidade? Cuidado, eu não me refiro criado por universitários, mas sim nascendo desde a mesma universidade como guarda-chuva de apoio.
Empreendedores na universidade vêm possível e buscam apoio para iniciativas empresarias embrionárias dentro dela? O acabam mandando embora alternativas à margem desta?
Há poucos casos ou estou perdendo algo? Se o novo Google não tivesse administrado nas aulas de Stanford, mas sim nas de USP alguém apoiaria? Ou haveria sido um estâse mais de uns estudantes que termina em nada.
Ultimamente estou de saco cheio de ver Bussiness Plans. Nenhum foi remetido a mim direta ou indiretamente por uma universidade. Nenhum dos que me chegaram por outras vias nunca contaram com o apoio ou esteve visado por uma universidade publica nem particular. Podemos nos limitar a ir a Universidade quando nos convidam a dar uma palestra, o que o tema de verdade seja proativo e bidirecional como deveria.
Ao meu entender, aqui, há algo que falha.
Tags: Empreendedores, Empresas, Iniciativas, Investimentos, Off Topic
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