Alejandro Suarez Sánchez-Ocaña, empresário do Setor de Tecnologia desde 1998, CEO do Grupo Publispain e da Rede de Blogs Lazer y Ocio Networks SL, presidente da Inversora Foley, conselheiro e fundador da Yes.fm, assessor e inversor de várias companhias de inovação, novas tecnologias e Internet.
O poder do boca a boca

Essa matéria foi publicada na coluna de Pequenas Empresas & Grandes Negócios
Sem dúvida, surgem novos tempos para a publicidade. O modelo tradicional está mudando. Os dados publicados recentemente pelo Interactive Advertising Bureau (IAB) marcam uma pronunciada migração dos anunciantes para a internet. Televisão, imprensa escrita, revistas e rádio se revelaram como receptores de investimentos publicitários em 2009, ano em que não só cresceu a rede, como ela se converteu, por volume, no terceiro suporte publicitário da Espanha, superando inclusive o rádio.
A essa mudança de tendência devemos adicionar uma interessante variável. Com a chegada da web 2.0, o usuário tomou o controle da internet. As redes sociais provocam uma maior interação: o usuário não é somente o receptor, mas também o emissor do conteúdo, e isso tem sua transcendência também na publicidade. As agências e os anunciantes sabem disso e tentam adaptar-se. Estamos então diante de um novo modelo, no qual o usuário deixou de ser um mero receptor de mensagens. Ele também julga, interage e se sente identificado. É ai que se encontra a grande mudança que vivemos: a mensagem do anunciante passa a ser conceitual e meramente informativa.
A rede não consegue somente vender-nos um produto, mas também nos informa de sua existência. O impulso de compra já não é o mesmo, e a internet tem um papel de validação. Por exemplo, se queremos ver um filme, consultamos nas redes sociais, perguntando a nossos amigos; já não basta ver um anúncio aparentemente atrativo, temos também de ler as opiniões de outros usuários em fóruns especializados e, a partir disso, definimos como atuaremos.
Milhares de usuários realizam essa rotineira comprovação para coisas triviais, mas também para compras substanciosas. Compraríamos um veículo de uma marca cujos clientes montaram na internet uma associação de pessoas com carros defeituosos? Pois temos acesso a toda essa informação e, por meio de algo tão simples, como buscar o nome do produto na internet, podemos ver as experiências de usuários insatisfeitos e concluir que não realizaremos a compra. Assim, o esforço publicitário da marca torna-se inútil.
Esse novo paradigma faz com que as marcas devam cuidar da sua mensagem e, além disso, cultivar as relações públicas e o trato direto com o usuário. Precisam também cuidar da imagem de marca depois da venda, respondendo por meio de plataformas como Facebook ou Twitter e fóruns especializados. Um usuário descontente pode ser o início de um incêndio que envolve centenas de pessoas. E esse é um cenário que, se não mudamos a tempo, pode fazer com que nossa publicidade, convencional ou on-line, seja totalmente estéril.
Como contraposição, empresas que cuidam ao extremo dos seus produtos e da sua comunicação podem criar, entre seus próprios clientes, autênticos apóstolos evangelizadores, que são, quase sem se dar conta, apaixonados da marca, capazes de difundir como própria a sua mensagem. Quanto gastam empresas como Apple e Google em publicidade? Quase nada. Só se faz necessário que o usuário tome a mensagem da empresa e a difunda como própria nos seus círculos mais próximos.
Não é um conceito novo. Pelo contrário, temos referências dele desde os anos 70, mas a internet dispara sua velocidade e efetividade. O valor diferencial é que, para chegar a esse status que poucas podem alcançar, seu produto deve ser fantástico, além de gerar outros valores diferenciais, que o façam ser desejado e extraordinário. Converter o cotidiano em excepcional e, como se tratasse de um objeto de culto, transformar nossos clientes em apóstolos da marca. Pouco ou nenhum exemplo encontramos hoje em dia entre marcas espanholas que cheguem a ser objeto de culto e possam ver nos seus consumidores fiéis aliados.
Esse valor especial da marca poderia ser um fator diferencial e definir grandes diferenças competitivas em numerosos setores. Chegar ao Olimpo do valor da marca e poder contar com seus próprios clientes, como se fossem uma extensão do departamento de marketing, não é casual. As chaves são simples, mas muito difíceis de conseguir: produto inovador e cuidado, nicho definido, gerar expectativa e valor, além de excelentes dotes de relações públicas: quase nada! Conseguindo ou não esse ambicioso objetivo, é o momento para que as empresas da Espanha e do Brasil adaptem seu target. O objetivo não é difundir. A chave está em cuidar do cliente, convencê-lo e interagir com ele. Converter usuários em clientes, clientes em consumidores e consumidores nos casos de sucesso da sua marca.
Tags: publicidad internet, publicidad web 2.0, Redes Sociais
Publicidade 3.0: do popup ao popsaco
O mercado de publicidade evolui em internet, no econômico mais lento do que esperávamos/desejávamos em 1997 ou 1998, mas deixando isso de lado e olhando os diferentes formatos de publicidade web, podemos dizer que o setor se reinventa, com maior ou menos acerto cada poucos anos com novas soluções e formatos.
O banner (468×60) que foi o standard do setor durante anos, foi caindo no desuso e foi rápido substituídos por outros formatos, como o megabanner, (728×90), os roubapáginas, skyskapers, popups, popunders, botões, enlaces, widgets, Interstitials, vídeo, áudio, layers e a mãe que os pariu.
Não cabe a menor duvida que os formatos emergentes funcionam, mas também que tem uma incidência direta com a satisfação de um usuário num website, é agressivo, te obrigam a vê-lo, claro, recordo sua marca depois, mas terei uma lembrança com conotação positiva. Ou é uma lembrança de que me obrigaram a engolir algo?
Se seu conteúdo é muito Premium, poderá oferecer uma publicidade mais intrusiva, publicidade agressiva e as pessoas seguirão utilizando massivamente, mas se não é assim, estou convencido que um % dos usuários recusarão os emergentes e os formatos a tela completa e buscarão para a próxima vez outra fonte.

Me surpreendeu esses dias o anuncio de Apple que (caramba, Jobs, poderia esperar isso da Microsoft, não de você) patenteou um sistema de publicidade com a idéia de que possam deter as aplicações no seu hardware, por exemplo, em Iphone ou Ipod, para executar o anuncio durante x segundos, nos que seu dispositivo não funciona e só se mostra a publicidade a tela completa em formato vídeo, para logo retomar a aplicação. Eu o batizei carinhosamente de “popsaco”.
Eu acho realmente o cumulo, o mais intrusivo do mundo, e além disso, pouco ético. Para que patenteou a Apple? Se atreverão a usá-lo? Creio que seria uma das poucas coisas que me faria repensar em dizer adeus ao meu Iphone.
Eu gostaria de pensar que os meninos de Steve Jobs nos fazem um favor. Tiveram essa idéia e a patentearam com o objetivo de que ninguém a possa usar e fique para sempre guardada em uma gaveta, como as fotos de alguma famosinha que retira de uma revista, e que lhes devamos o favor e dessa forma sigam sendo tão cool.
Sim à publicidade, e sim rotundo a dignificá-la e que cresça, porque a sua sombra cresce um setor completo. Mas, não a ser agressivo, intimidar e obrigar o usuário. Eu, como anunciante não quero que ninguém esteja obrigado a ver minha marca, e como usuário não quero que me obriguem a ver publicidade e que interrompam minhas atividades.
Tags: ads, Apple, formatos, patentes, publicidade, steve jobs
Os abraços de coca-cola (publicidade)
Estes são os divertidos anúncios da Coca-Cola na Euro Copa 2008.
Tags: Campanhas, coca cola, euro copa, Marketing, Marketing Viral, publicidade, Publicidade Internet
Incrível anúncio com bebês
Incrível anúncio, recomendado e espetacular
Tags: anuncio, bebes, publicidade, viral
Ok, não compre minha publicidade, mas me respeite, caramba!
Antes um pequeno disclaimer: não sou um paranóico do SPAM. Recebo eu no email de Ocio Networks dezenas de correios eletrônicos com Notas de Imprensa diárias. Umas uteis e outras surrealistas. Os vejo como parte do jogo, todos temos que fazer nosso trabalho, encontrar coisas uteis e descartar as demais e não lhes dou mais importância. Nunca reclamei disso, nem mesmo ao seu emissor excetuando os casos de uma companhia que me conata por 5º vez com o mesmo rolo, quando já lhes disse que não me interessa.
Feita esta introdução quero comentar algo sobre um email que recebi hoje, enviado através do formulário de contato de publicidade de Ócio Networks SL, e acredito que é bastante gráfico para poder conhecer minha opinião sobre as empresas de relações Publicas, e as centrais e Agencias de Publicidade.
Gosto das RR.PP e da publicidade, trabalho com varias e em ocasiões facilitam nosso trabalho. O que não gosto é do abuso e da falta de respeito.

Não vou identificar a agencia nem o produto, mas sim direi que é uma das principais agências espanholas e um produto líder conhecido pro todos. Minha intenção não é fazer nenhum dano nem criar um clima chato, mas copiarei o email recebido para que possam entender minha reflexão.
CONTATO PUBLICIDADE OCIO.net
Nome. David XXXX
Empresa: XXXX
Assunto: Novo Spot de XXXX
Mensagem:
Olá,
Sou XXXX, criativo da agência XXXX. Hoje estréia na TV o novo spot de XXXX e já esta disponível no Youtube. Esta vez, XXXX, mostrando sua faceta mais cool. Wonderful!
Por saber se você curte e quer publicar algo.
XXXX
http://www.youtube.com/XXXXXXX
Olá, XXXX
Obrigado por seu email.
Nós, que temos 5 milhões de usuários e somos o top 13 de meios em Espanha segundo a OJD, vivemos de vender publicidade. Esse é nosso negocio. Colocá-la porque “a gente curte”, conceitualmente é algo ofensivo; somos profissionais.
Não quero te ofender o mais mínimo, mas sim fazer ver que seu tratamento pode ofender a nós da forma que o coloca.
Vivemos de ingressos publicitários, não somos uns garotos que são presenteados com boa onda.
Tenho certeza que entenderá.
Um abraço,
Alejandro Suarez
Onde quero chegar é que essas coisas sim ofendem. RESPEITA nosso trabalho, você não pode pretender contatar com um departamento de publicidade na Internet ou onde seja, no melhor estilo “colega de discoteca “Se você curte e quer publicar”. Isso é falta de respeito para com um trabalho que esta profissionalizado e para com uma empresa que vive de “vender” essa publicidade.
Não me ofende que não tenha destinado nem 0,5% de orçamento ao meu médio nem à Internet como suporte. Faltaria mais! O que me ofende é que gaste por ai e pense em internet como os molequinhos aos que meteremos by the face.
Não tenho coragem de chamar um meio televiso com uma proposta assim, lhes ofenderiam (e me mandariam a merda, com razão), mas não em uma grande cadeia nacional, muito menos num jornal de bairro ou uma TV local. Não sei se me atreveria por respeito. Entendo seu trabalho e que vivem de cobrar por sua publicidade.
Então porque sim em Internet?
Primeiro lugar porque há que dignificar a publicidade online. Ainda há pessoas em seus escritórios que pensam “são moleques que fazem o que digamos”, e que no vêem um setor profissionalizado. Faz pouco tempo que uma marca de automóveis, cujo nome não quero revelar, nos oferecia “dar uma volta num carro num circuito” em troca de uma campanha. Cara, sejamos sérios, não temos 15 anos. Se ao menos fossem duas ou três voltas, até pensaria.
Entendo que existem pessoas que não tem orçamento para determinadas coisas, e tento apoiá-los, mas para mim é muito importante que seja um apoio bidirecional. Ou seja, se me liga e me diz “não tem orçamento” e me pede apoio, depois quando tenha não meta tudo em TV e imprensa e venha com o mesmo rolo. Uma coisa é colaborar e semear, outra coisa é ser tonto.
Em outra ordem de coisas, há que saber entrar e tratar as pessoas. Se tem dinheiro para anunciar, pode tentar ser direto e sincero, propor uma ação bacana que posso reverter n bem dos usuários e poderemos aceitá-la ou não, não nos escrever como se estivesse falando com um menino de 15 anos para o qual presentearemos nosso produto, porque “que custa?”. Não tem sentido e demonstra não respeitar nem a nós nem ao nosso trabalho.
Muita culpa disso tem o conceito de viral. As agencias vendem realidade e põem as pessoas detrás de um PC tentando colocar vídeos a torto e a direito. Isso não funciona. Se você quer difusão: pague. O rolo que te contaram de que “apareceu a Internet e se fez viral”, rara vez é correto. As coisas têm seu orçamento e promotores, e si alem disso são boas se fazem virales.
Por ultimo, uma campanha de vários milhões de euros de uma marca de primeiro nível, é possivel que nem o mesmo cliente final esteja de acordo com que mendigue esse espaço já que paga um orçamento e não quer sua marca “exposta” ante essa perda de imagem, e que pode gerar comentários negativos. Muito possivelmente estará fazendo dano ao seu próprio cliente que não tem porque se ver nessa tessitura e não gostará de saber.
Tags: Agencias, Blogs, centrais de meios, Internet, publicidade, Relaçoes Publicas
Anúncio proibido de Mercedez Bens
Parece que em USA os ativistas femininos não gostaram. Para mim é engraçado.
Tags: anuncio mercedes benz, creatividad, criativa, mercedes benz, publicidade, viral
Criatividade de Pepsi: trocamos
3 grandes exemplos criativos de Pepsi
Cliente: Pepsi
Agência: CLM BBDO
Diretor: Jean Francois Sacco,
Gilles Fichteberg
Foto: Vincent Dixon
Boca a Boca

Até o infinito e mais além

Bananas

Tags: criatividade, pepsi, publicidade, viral
Coca Cola vs Pepsi
A batalha final:
Tags: coca cola, criatividade, pepsi
Exemplos Criativos: Adidas
Alguns dos anúncios de Adidas veiculados na Austrália:




Tags: adidas, criatividade, criativos
Criatividade Ecológica
Um exemplo criativo da Associação Milwaukee River para manter os rios limpos:

Tags: criatividade, ecologia
O Blog do Alejandro Suarez














