Alejandro Suarez Sánchez-Ocaña, empresário do Setor de Tecnologia desde 1998, CEO do Grupo Publispain e da Rede de Blogs Lazer y Ocio Networks SL, presidente da Inversora Foley, conselheiro e fundador da Yes.fm, assessor e inversor de várias companhias de inovação, novas tecnologias e Internet.
Os aplicativos para celulares e suas plataformas de vendas
Essa matéria foi publicada na coluna da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios.
Há alguns dias, soubemos que o sistema operacional Android é líder do mercado dos smartphones, com uma fatia de 42% do segmento. Grande parte desse resultado é devida a um maior número de terminais móveis com esse sistema, superando o iPhone. Isso porque, hoje em dia, é difícil estar em um restaurante ou em uma reunião de negócios e não ver ao menos três ou quatro telefones da Apple em cima da mesa.
Os aplicativos para smartphone, tanto para iPhone como para Android, permitem não ter que sempre levar notebooks às reuniões. E o mais importante: estar conectado ao nosso entorno permanentemente, graças às redes sociais, conexões de intranet e serviços a empresas. São soluções que facilitam cada vez mais a vida dos usuários e que exigiram muitas horas de desenvolvimento, além de muito investimento.
Há pouco tempo, perguntaram-me sobre a viabilidade de fazer negócio com os smartphones, desenvolvendo aplicativos próprios ou para terceiros. Levei alguns dias pensando no assunto.
Tanto a nova loja de aplicativos da Nokia e da Microsoft – que irá se chamar Nokia e eliminará as atuais Ovi e Windows MarketPlace – quanto a AppStore, da Apple, e o Android Market têm um funcionamento muito similar e compartilham a ideia de dividir benefícios. São 70% para o desenvolvedor e 30% para a loja. O desenvolvedor, para poder estar presente na loja on-line, deverá pagar uma pequena inscrição anual, que lhe dará a oportunidade de dispor de um pequeno número de aplicativos.

Em 2011, a previsão é de faturamento de vários milhões, com incrementos anuais próximos aos 80%, que crescerão notavelmente em 2014. Diante desse panorama, não era de se estranhar que aparecesse uma única plataforma de e-commerce no cenário.
A Amazon.com apresentou no fim de março seu novo serviço de download de aplicativos para plataformas Android, chamado Amazon Appstore. Ele chega para competir diretamente com o Android Market. Não tem igualdade de condições, mas conta com uma grande vantagem: os usuários têm a possibilidade de provar os aplicativos antes de pagá-los, sem a necessidade de baixá-los nos terminais, mediante um simples simulador via web.
A gigante do varejo on-line chega com novas formas de entender o marketing para o usuário, com aplicativos exclusivos, softwares pagos, softwares grátis por um dia e outros movimentos agressivos, cujo objetivo é roubar mercado do Android Market, o que me permite imaginar um novo cenário em pouco tempo.
O desenvolvimento de um jogo ou um aplicativo para iPhone pode levar em media 3 ou 6 meses para sua finalização e ter custos medianos. Dependendo do valor final que atribuiremos ao nosso app, ele deve gerar um número elevado de downloads para poder cobrir seus gastos. Sendo assim, o negócio é interessante para as grandes lojas, mas não é igualmente vantajoso para as demais. Não duvido que determinados killer apps tenham altos benefícios, mas podemos contá-los, e não passam de 25.
Entretanto, no ano de 2015, deveremos apostar nos aplicativos móveis, tanto os pagos como os que geram ingressos de publicidade. Enquanto isso, rezemos para que apareça uma plataforma única para venda de aplicativos que permita que seja rentável o desenvolvimento a curto prazo.
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