Alejandro Suarez Sánchez-Ocaña, empresário do Setor de Tecnologia desde 1998, CEO do Grupo Publispain e da Rede de Blogs Lazer y Ocio Networks SL, presidente da Inversora Foley, conselheiro e fundador da Yes.fm, assessor e inversor de várias companhias de inovação, novas tecnologias e Internet.
Acredito em Deus (e em Steve Jobs)
Não sou suspeito de ser um fanboy de Apple, de fato reconheço guardar meu Imac numa caixa sem usar faz anos (se minha mulher ler isso me mata), só o Ipod e o Iphone conseguiram chamar minha atenção e me fazer cliente fiel. Mas, apesar de não ser um férvido seguidor e geralmente me opor a estas experiências de marketing muito medida, reconheço que minhas primeiras sensações vendo a demo do novo gadget são as de estar ante algo grande e revolucionário.
Todos vimos como o Iphone provocou que seus principais competidores como Nokia ou Samsung taparam sua derrota copiando o conceito e a estética sem piedade, com objetivo de incrementar suas vendas ao se parecer um pouco ao apreciado smartphone da maça. Penso que no até agora inexistente mercado dos TabletPCs vai passar ago muito mais drástico.
Os existentes TabletPc não tiveram ate agora vendas significativas, é o preço de chegar rápido demais e sem um produto ambicioso e desejado…sso mudará.
O Ipad servirá para muitas coisas, desde navegar na Internet, consumir um vídeo ou levar a administração da nossa empresa, graças a mais de 140 mil aplicações que estão disponíveis antes de sair o produto à venda, mas a minha sensação é que revolucionará o mundo editorial e da imprensa.
O mercado editorial e os médios online têm adiante um novo desafio com novas possibilidades de integração. Steve Wozniak, um dos co-fundadores da Apple prognosticou um futuro muito próximo no qual haverá assinaturas de jornais e revistas no Ipad por meio do Itunes. Ler no metrô nossa seleção de noticias ou como suporte de aprendizagem na universidade ou colégio será vias de entrada os geradores de conteúdo esperavam essa mudança e da mão de Apple, os micropagos por conteúdos são como costurar em cantar, com um modelo já valido com milhões de vendas e downloads.
Dizia Steve Jobs, orgulhoso, que 75 milhões de consumidores, usuários do Ipod e Iphone já sabem usar seu novo invento. A tecnologia e a filosofia é a mesma, fácil e intuitiva. Uma parte importante desses usuários que adquirirão seu Ipad nos próximos anos, mas muito mais transcendente será o numero de pessoas que adquirirão seu primeiro dispositivo Apple com o Ipad.
Apple no inventa a roda com esse novo aparelho, se limita a usá-la de maneira inteligente e respondendo às novas necessidades do consumidor. O útil se pode reinventar e não está oposto ao estético; a idéia não é a chave (esta idéia existia faz anos no mercado), a chave é a execução, e Jobs sabe demonstrar.
O triunfo do marketing e do glamour que só Jobs sabe vender. É o ganhar e se posicionar, o criar desejo para provocar “oohhh” do publico ao descobrir os seus. Nunca antes uma apresentação comercial de um objeto de consumo havia ocupado em tal medida manchetes e informações dos meios de comunicação do mundo inteiro. Poucos podem revolucionar o mundo com suas idéias. Jobs voltou a fazê-lo e incrivelmente isso se esta transformando num costume saudável.
Tags: Apple, ipad, meios, steve jobs
Publicidade 3.0: do popup ao popsaco
O mercado de publicidade evolui em internet, no econômico mais lento do que esperávamos/desejávamos em 1997 ou 1998, mas deixando isso de lado e olhando os diferentes formatos de publicidade web, podemos dizer que o setor se reinventa, com maior ou menos acerto cada poucos anos com novas soluções e formatos.
O banner (468×60) que foi o standard do setor durante anos, foi caindo no desuso e foi rápido substituídos por outros formatos, como o megabanner, (728×90), os roubapáginas, skyskapers, popups, popunders, botões, enlaces, widgets, Interstitials, vídeo, áudio, layers e a mãe que os pariu.
Não cabe a menor duvida que os formatos emergentes funcionam, mas também que tem uma incidência direta com a satisfação de um usuário num website, é agressivo, te obrigam a vê-lo, claro, recordo sua marca depois, mas terei uma lembrança com conotação positiva. Ou é uma lembrança de que me obrigaram a engolir algo?
Se seu conteúdo é muito Premium, poderá oferecer uma publicidade mais intrusiva, publicidade agressiva e as pessoas seguirão utilizando massivamente, mas se não é assim, estou convencido que um % dos usuários recusarão os emergentes e os formatos a tela completa e buscarão para a próxima vez outra fonte.

Me surpreendeu esses dias o anuncio de Apple que (caramba, Jobs, poderia esperar isso da Microsoft, não de você) patenteou um sistema de publicidade com a idéia de que possam deter as aplicações no seu hardware, por exemplo, em Iphone ou Ipod, para executar o anuncio durante x segundos, nos que seu dispositivo não funciona e só se mostra a publicidade a tela completa em formato vídeo, para logo retomar a aplicação. Eu o batizei carinhosamente de “popsaco”.
Eu acho realmente o cumulo, o mais intrusivo do mundo, e além disso, pouco ético. Para que patenteou a Apple? Se atreverão a usá-lo? Creio que seria uma das poucas coisas que me faria repensar em dizer adeus ao meu Iphone.
Eu gostaria de pensar que os meninos de Steve Jobs nos fazem um favor. Tiveram essa idéia e a patentearam com o objetivo de que ninguém a possa usar e fique para sempre guardada em uma gaveta, como as fotos de alguma famosinha que retira de uma revista, e que lhes devamos o favor e dessa forma sigam sendo tão cool.
Sim à publicidade, e sim rotundo a dignificá-la e que cresça, porque a sua sombra cresce um setor completo. Mas, não a ser agressivo, intimidar e obrigar o usuário. Eu, como anunciante não quero que ninguém esteja obrigado a ver minha marca, e como usuário não quero que me obriguem a ver publicidade e que interrompam minhas atividades.
Tags: ads, Apple, formatos, patentes, publicidade, steve jobs
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