Alejandro Suarez Sánchez-Ocaña, empresário do Setor de Tecnologia desde 1998, CEO do Grupo Publispain e da Rede de Blogs Lazer y Ocio Networks SL, presidente da Inversora Foley, conselheiro e fundador da Yes.fm, assessor e inversor de várias companhias de inovação, novas tecnologias e Internet.
Desmistificando o fracasso do empreendedor
Nos tempos que correm a chave é ter uma atitude positivo frente ao erro. Nos países mediterrâneos não se fala de fracasso, se acostuma a utilizar a expressão “mal fario”, que em bom português seria algo parecido a um mal pressagio. Os anglo-saxões afrontam de uma maneira mais natural e com certeza mais pratica.
Se nos aventurássemos a escrever uma reportagem de empresários de êxito, com certeza sairiam candidatos até debaixo das pedras dispostos a contar sua historia. É uma foto atraente. Si quiséssemos fazê-lo de fracassos, é possível que apenas conseguíssemos respostas e personagens para participar de nossa historia. O fracasso não só não vende, é impopular e ninguém quer sair nessa foto. Poucos currículos refletem suas experiências falidas, e isso, em minha opinião, é um erro.
Na Espanha o fracasso é um estigma. Se um empreendedor se lança a uma aventura e esta não chega a ser um bom porto, geralmente não volta a tentá-lo, inclusive me atreveria a dizer que fica socialmente marcado. É uma pena e um enorme fator diferencial que caracteriza nossa classe empreendedora se a comparamos com as de outros países.
São muitos os exemplos que nos demonstram que segundas partes muitas vezes foram boas Thomas Edison fracassou milhões de vezes antes de dar com o filamento ideal para sua lâmpada incandescente. Richard Brandson (fundados de Virgin) teve duas empresas falidas antes de saborear o sucesso. Inclusive Google, a gigante da Internet, desenvolveu ou comprado projetos que fecharam por seu escasso interesse, ou mais próxima a Telefônica e sua fracassada rede social Keteke.
Todos os empreendedores de sucesso têm uma – maior ou menos – lista de fracassos a suas costas. Que se fale mais dos êxitos que dos fracassos não quer dizer que estes não existam, de fato, não se pode entender uma trajetória brilhante se não é construída desde o ponto de inflexão de um ou vários fracassos. Do erro se aprende, o sucesso se desfruta.
As estatísticas indicam que em média um 80% dos novos projetos fracassam antes dos 5 anos e o 90% não chega aos 10 anos. Para os empreendedores, as razoes do fracasso não se encontram geralmente fora das suas empresas, é dentro e desde dentro onde se faz necessário analisar e identificar as causas do fracasso e num grande número, o principal fator é a capacidade de gestão de suas responsáveis.
Recordo uma larga reunião com uma fundo de capital de risco de Silicom Valley a vários anos. Me surpreendeu muito quando analisando um investimento de vários milhões de dólares num projeto de Internet argentina, a descartaram por uma razão menos curiosa: o empreendedor não havia fracassado antes. Chamou-me muita a atenção e me lembro quase indagar o tema. Ante minha surpresa me responderam com naturalidade. “É o melhor máster que pode fazer um empreendedor, buscamos perfis que tenham vivido, entre outras essa experiência e tenha aprendido dela. Navegar no mar calmo é relativamente simples, queremos gente que naufragaram já ao menos uma vez seu próprio barco numa tormenta. Esse momento sempre chega e se não chegou ainda, poderia ser essa ocasião.. Que voltem a ver-nos depois de viver essa experiência, nos dará mais confiança”.
Esse episódio me deixou muito pensativo. Na Espanha ninguém haveria discutido em nenhum caso o perfil de um empreendedor que constituía uma trajetória de sucesso. O mercado americano a via incompleta e partia da base de que “o fracasso sempre chega”. O empreendedor que vive uma e outra vez iniciativas de sucesso não é mais nem menos brilhante; é que simplesmente teve muita sorte. Ninguém garante que se os problemas afloram sua intuição e fortuna possam solver os momentos de crise.
Todos recebemos com certa freqüência convites a participar de um negocio aparentemente seguro, dentro de um setor em forte crescimento e com um target disposto a compra, mas isso não é suficiente, não serve nem como ponto de partida, a margem de definir completamente e em profundidade o Bussiness Plan, sempre há variáveis que se podem estudar em profundidade, os companheiros de viagem, o momento de se lançar, a capacidade de resposta e por onde nos pode chegar o fracasso. Ser conscientes de nossas limitações é a melhor forma de avançar.
Quando um erro se cobre, este volta a aflorar irremediavelmente. A chave é não só não ocultá-lo como compartir os erros, analisá-los e poder construir a partir deles; vivê-los como uma experiência mais dentro de um projeto e, em nenhum caso, como algo traumático do qual avergonhar-se.
Errar pode ser u bom ponto de partida para começar a construir na direção correta.
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Superar-se
É outra de minhas 20 palavras, das 20 com as quais quis refletir esta temporada que começa. Francamente não sei se muita gente lerá estas breves notas algo abstratas e conceituais, não importa.
Em ocasiões escrevi posts para os demais e creio ter tentado ser, dentro dos meus limites, divulgador. Esses posts, outra dessas 20 palavras, não o escrevo para os demais, essa vez o escrevo para mim mesmo, é um dialogo unipessoal e é possível que muitos o creiam que é estéril, no que tento ordenar idéias e reflexionar sobre conceitos. Descobri que me afasta do ruído e me relaxa.
Creio que me agrega, e se alguém mais esta disposto a comparti-lo, ótimo: bem vindo ao clube.
A superação é o poder de romper os limites vitais que estão objetivamente predefinidos para você. Creio que há poucas coisas mais bonitas que conseguir isso. Talvez por isso conceitualmente a superação esteja mas empregada, é muito difícil ver uma ação de superação pessoal. Se olhar para trás, não encontro um só feito na minha vida em que tenha quebrado essa barreira. Creio que há momentos que dei o máximo, que me aproximei, que objetivamente pude fazer algo mais ou menos bem, mas francamente não lembro uma só frame de minha vida que possa marcar, no qual eu acredite que não foi possível “esse pouquinho mais” que marca a diferença.
Superar-se é ser Derek Redmon. É trabalhar e focalizar algo, o que seja, durante toda uma vida, trabalhar duro durante anos, y quando chegado o momento ainda que todo caia pelo chão, ainda que algo suceda adaptar-se. Esse algo é a motivação chave que te faz superar e te faz passar à historia.
Derek Redmon era um atleta britânico, um atleta mais. Trabalho duramente por 4 anos para conseguir a marca de 45 segundos, os que correria nos Jogos Olímpicos de Barcelona de 1992. Focalizar tua vida, sua carreira nesse caso como atleta, em 45 segundos já é por si só um esforço generoso e enorme risco. O inesperado, a desgraça, possivelmente provocada pela tensão do momento, fez com que Derek fosse muito mais que um atleta.
A metade da corrida, Derek se lesionou um tendão, caindo e sentindo uma enorme dor. O mundo caia encima dele, anos trabalhando para esse momento e em meio, a maior das desgraças, mas sofrendo e com dor soube levantar-se com a ajuda do seu pai que pulou do publico, e com dor e já correndo uma corrida diferente, cruzou a linha de chegada em meio a enorme ovação do publico em pé. Não sei se ganharia ou perderia, a quem lhe importa? O obstáculo o fez se superar, superar a frustração, vencer a dor, encontrar a motivação e se recrear nela. Ainda que possivelmente não foi consciente naquele momento. Derek Redmon ganhou essa corrida, e ainda hoje, 17 anos depois, continua sendo lembrado.
Quando um necessita essa motivação extra e necessita se encontrar para assim poder se superar, ver este vídeo uns minutos como Derek pode ajudar.
Tags: 20 palavras, coaching, derek redmon, motivaçao, superaçao, superar-se
O efeito Paul Potts
Não é um editor de publicação de moda nos EUA, nem é um guru de nada. Paul Potts é um tipo normal, da multidão. Ou ao menos era há pouco tempo.
Ontem num café-da-manhã informal com uns jornalistas no escritório ficaram surpreendidos quando mencionei o que chamo de “O efeito Paul Potts” O que é para mim esse efeito? Para vê-lo deveria ver esse vídeo, é menos de 3 minutos e poderá tirar algumas conclusões (é possível que talvez muitos já o tenham visto; esse vídeo tem cerca de 6.000.000 de visitas no Youtube).
Provavelmente pensará: bom, mais um reality de televisão e um cara feio que canta bem. Correto, mas não é para mim o transcendente. Para mim o incrível é que esse tipo, com uma voz excepcionalmente educada e que nasceu pra cantar ópera, consumiu sua vida até entrar nesse concurso detrás de uma mesa, vendendo telefones celulares para South West; é tão triste como incrível. É triste que alguém que tem um dom, que tem uma ilusão e que tem possibilidades excepcionais de fazer algo bonito e importante seja engolido pela sociedade e não possa fazer aquilo para o que realmente nasceu; nesse caso cantar.
Logicamente Paul é um privilegiado, um golpe de fortuna; o esforço, Constancia e finalmente a televisão, um concurso, uma bonita historia, fama , gravar um disco, concertos por meio mundo. Poderíamos dizer que é algo assim como uma Cinderela moderna.
O problema é que com toda essa incerteza econômica que vivemos, estas bonitas histórias vão escassear cada vez mais ainda do que já o estavam fazendo, e a inércia da sociedade, que nos vá limitando como indivíduos e nos tirando ambição, será mais cruel ainda e generalizará que este tipo de personagens, empreendedores, com uma ilusão ou inclusive com um dom acabem num trabalho cinza, onde estão limitados, não possam superar-se, cumprir ilusões e fazer aquilo para o que nasceram. O efeito Paul Potts é entregar os pontos, romper com o preestabelecido para você, com o papel que alguém te atribui, lutar pelo que quer e tentar destacar, não auto-limitante dentro de uma sociedade ou estrutura medíocre.
Se acredita que tem possibilidades, ilusões ou “que nasceu” para fazer algo em concreto; luta por ele, que a situação econômica no te intimide, nem te pare, creio que se sente que nasceu pra algo distinto deve pelo menos tentar lutar por isso. Ainda que fracasse.
Tags: coaching, efeito Paul Potts, empreendedor, empreender, Management, Paul Potts, sonhoos, superaçao
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