Alejandro Suarez Sánchez-Ocaña, empresário do Setor de Tecnologia desde 1998, CEO do Grupo Publispain e da Rede de Blogs Lazer y Ocio Networks SL, presidente da Inversora Foley, conselheiro e fundador da Yes.fm, assessor e inversor de várias companhias de inovação, novas tecnologias e Internet.
A segunda bolha da Internet
Um dos meus analistas favoritos é Steve McCoy, costumo ler no EL Confidencial e devo dizer que adoro, ainda que seja um autêntico ranzinza.
Sim, ranzinza porque é tão catastrofista em suas analises setoriais e econômicos que umas vezes nos deixa pensando “que barbaridade” e outra te faz pensar de forma muito conservadora “por se acaso tem razão”…Nas circunstâncias atuais todas as pessoas que profetizaram a chegada de uma grande crise mundial a 12 ou 18 meses, foram exaltados à categoria de guru econômico. São quase os únicos ganhadores da crise pelo momento.
O caso é que estive lendo um artigo seu “A segunda bolha de Internet”, no qual fala do de sempre, do Apocalipse, do fim do mundo, do grande crash
…nesse caso na Internet.

Ainda que meu querido e admirado ranzinza McCoy se centra nos meios digitais para sua analise, o titulo de seu artigo me deixou pensativo. É possível uma segunda bolha? O que é pior: é possível que seja agora?
Minha resposta categórica é NÃO. Estamos passando um mau momento em conseqüência de um mau momento econômico mundial, mas bolha? Aqui…desde onde?
Se deve fazer uma queda ser desde o alto, e no que a Espanha se refere im-pos-si-vel. Nada que ver com essa época, possivelmente de excesso de realismo e de mínimas quantidades de dinheiro no mercado das Tics com aquela época que agora ao recordá-la ao menos me provoca um sorriso; Teknoland, Diversia, Submarino, Guay, Ciudad Futura, Canal 21, Demasiado.com…só por recordar alguns dos que me vêem a cabeça.
Nada que ver com a época atual. Naquele momento o dinheiro aparecia em cada esquina pelo único mérito de “ter uma idéia”, sem experiência em administração, sem validar idéias intencionalmente, sem números reais, sem um mercado publicitário e de comercio eletrônico maduro e o mais incrível, sem que o senhor dos bilhetes tivesse nem idéia de onde e em que os punha… Hoje em dia esta situação não tem nada que ver com aquela.
No setor das Tics se move pouco dinheiro ainda em publicidade e e-commerce; muito menos do que esperávamos faz 10 anos, mas o mercado é maduro e essas loucuras de injeções de dinheiro ilimitadas em nenhum caso foram sucedendo na Espanha. De fato o efeito é o contrário, a antítese, deveria haver mais dinheiro para bons e maduros projetos que não encontram financiamento suficiente com a retirada – possivelmente escaldado – de grandes atores como Telefônica no investimento de startups.
Por isso digo ao meu ranzinza favorito “No way José” e é que meu admirado Steve confunde a imprensa digital com o setor de Internet, e nada que ver uma coisa com a outra. A imprensa digital, não é Internet: Internet é um meio global.
E principalmente para que uma bolha exploda é necessário inchá-la, e aqui, ninguém teve pulmões para inchar nada faz muitos anos. Nada que espetar amigo, isso para o bem e para o mal segue sendo Espanha.
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