Alejandro Suarez Sánchez-Ocaña, empresário do Setor de Tecnologia desde 1998, CEO do Grupo Publispain e da Rede de Blogs Lazer y Ocio Networks SL, presidente da Inversora Foley, conselheiro e fundador da Yes.fm, assessor e inversor de várias companhias de inovação, novas tecnologias e Internet.
Olho por Olho, dente por…
A delicada situação econômica que vivemos, me faz “desfrutar” de certos movimentos empresarias. Sim, digo desfrutar e sei que chia e que soa mal nessa momento, mas é como haver passado de um partido de futebol chato de 0-0, onde poucos dos estabelecidos arriscam, a um partido rápido de basquete onde passam coisas a cada poucos minutos.
Há uma nova geração em postos diretivos de multinacionais, que não concebem esse cenário faz um ano, que não tem a experiência de haver passado por uma situação mcro-econômica tão complexa com anterioridade (que simpáticos!…talvez não deveríamos haver aposentado a uns anos atrás aos maiores de 50 anos, verdade? É possível que muitos de aqueles diretivos que se foram a casa hoje pudessem aportar algo necessário: experiência em gestão de crise).
Essa mistura de nervos, preocupação, e falta de experiência contrastada está fazendo que todas as grandes empresas, geralmente conservadoras tentando crescer principalmente no perder sua quota de mercado, tenham que passar a um plano B que não tinham escrito e sejam obrigados a “fazer algo”. E estão fazendo já muitas delas e as que não, estudam a fazer nos próximos meses.
Para os que como eu, desfrutam analisando os movimentos empresariais e as ações de marketing e publicidade, isso é entretido de certa forma, e dará para que dentro de 3-5 anos se escrevam muitos livros falando de grandes acertos e grandes erros nesses momentos.
Como consumidores é um momento tão especial que todos devemos prestar atenção ao que nossas marcas de referencia fazem, mas principalmente, como consumidores temos que tomar nota e atuar em conseqüência.
“Olho por olho, e dente por dente”, em outras palavras lex talionios ou seja, a lei do talião. Acredito que não está bem visto aplicá-la e que em público fica mais bonito dizer que o fim não justifica os meios e bla bla bla, e não querendo ser radical mas…que vamos fazer, a mim me pedem o corpo, creio que os consumidores deveriam por cruzes nesses momentos determinadas empresas.
Gosto do que fez Iberia, com seu anuncio de apertar os cintos e sua mensagem “estamos com você, abaixamos o preço para que você possa viajar”. Conseguiram gerar um consumo inexistente (muito mérito!), muita gente à minha volta conseguiram vôos a Paris, Londres, NYC a preços de dar risada. Consta-me que a ação foi um enorme êxito e superou suas previsões.
Chamou-me a atenção a ação de Mercadona, valente, mas com claros-escuros. Atreveram-se a expulsar a pulso a grandes marcas retirando os produtos daquelas que não eram lideres do setor de indiscutíveis para dar mais peso a marcas brancas e produtos mais econômicos com o objetivo de que a experiência de compra seja mais barata. A mensagem é clara “consumidor, estamos com você, não com as marcas”.
Este movimento, hábil sobre o papel também aborreceram os usuários que não encontram em Mercadona suas marcas habituais e não querem mudar, e chegaram a ter momentos ridículos como que no pais por antonomásia do ouro liquido, azeite de oliva fabricado na África, sem indicar a procedência. Graças a uma diretiva européia se acaba essa “facilidade” e haverá que detalhar nas etiquetas o pais de procedência do azeite (veremos por quanto venderão “Made in Turquia” agora, queridos).
Muitas marcas, como Danone, me deixam algo gelado com sua postura. Seu medo das marcas brancas acreditando que o consumo se mover até ali lhes fez variar sua comunicação para deixar claro que “não fabricamos para outras marcas”. Não gostei desse movimento, me parece soberbo, me soa a um “estão ferrados, se querem o yogurte dos bifidus, o compra aqui, não creia que os outros são iguais, que não são nossos”. Não gosto disso, parece que é um momento para dizer ao consumidor em primeira pessoa que está com ele, que compreende o momento e que siga confiando na marca, não para advertências. “Que não passe por sua cabeça nos por os chifres que não é o mesmo”. (A propósito, não sofra pelo famoso bifidus ativo, não vale a pena, assim que compre o que te der vontade).
Carrefour por exemplo, (se os franceses tivessem feito o azeite do Mercadona, retirar quase todos e deixar o africano sem avisar na etiqueta… possivelmente nos teríamos metido num rolo a pedradas com seus luminosos), tiveram um movimento intrépido. Lastima que a campanha de publicidade na TV roce o patético, mas a comunicação com a imprensa foi bastante boa. Anunciaram a maior liquidação permanente de preços da historia, que pena que para TV não esteja seriamente comunicado.
Defraudou-me um pouco a Coca-Cola, esperava alguma medida, algum anuncio: ALGO: Fez um anúncio muito bonito como sempre, porém me deixa um pouco gelado porque esperava deles o melhor, e fiquei com a sensação de que não dizem nada. Fizeram um anuncio maravilhoso mas que não era seu momento e que diz o básico e sai de fininho pela situação. O presidente da Coca-Cola diz que “Querem dar um toque de otimismo”, e eu lhe perguntaria “e que aportam vocês a esse otimismo? Nos contam um bonito conto cuja moral é que não fazem nada pelo consumidor.

Se de todas as marcas tivesse que ficar com uma que me impactou, o premio seria de Vodafone. Acredito que estão loucos, demonstraram para que estão na Espanha, sem mais. Foi realmente patético ver que como caíram os resultados do grupo na Espanha, nesses momentos em vez de ajudar o consumidor anunciam que para “compensá-lo sobem suas tarifas em três centavos de Euro/minuto. Em alguns planos de contrato sobem 25% as chamadas a outros operadores. Essa decisão, que parece tomada por um diretivo em Londres ao que a filial na Espanha e nada é o mesmo, e ao que não se dá bem com o Excel, creio que lhes custara caríssima já que estabeleceram uma relação entre a medida e a queda dos benefícios maior que os de Telefônica que caíram 2,6% e os de Vodafone um 5,8% na Espanha, a pachorra de subir os preços. Ë possível que eu não seja o cliente tipo, e as pessoas não tomem tão a peito, mas eu dei de baixa das linhas de Vodafone, e será o único operador com o que jamais terei linhas. E não é pelos três centavos/minuto, é pela falta de sensibilidade e má leitura de uma situação. Vodafone é a única marca a que tenho vetada mentalmente no sucessivo.
(bom, e a Pepsi, mas é que estou totalmente viciado na Coca-Cola light)
Tags: carrefour, coca cola, crise, Empresas, garrafone, gestao, Iberia, mercadona, Telefônica, vodafone
A semana em 10 links (28 de Fevereiro)
Empresas devem se adaptar as redes sociais por The Best Blog
A Evolução das Redes Sociais e a Publicidade por Mestre SEO
Redes Sociais para interagir com consumidores por Seu Retorno Garantido
Redes Sociais e sua Empresa por Put and Do
Onde está o programador? por Paulino Michelazzo
Crise: programadores Mac e C têm mais chances de escapar das demissões por MundiBrasil
Programador e Desenvolvedor por Dimensao Tech
Modas em Desenvolvimento de Software por Fred Recsky
As Redes Sociais nos Negócios por Prof Plinio Vilela
Enjaulando redes sociais por Techboogie
Tags: crise, desenvolvedor, desenvolvimento de software, o papel do programador, redes sociais nos negocios, redes socias, Relaçoes Publicas
A semana em 10 links (21 de fevereiro)
Precisamos mesmo de uma web semântica? por Cor Cinza
Web 3.0 e 100k de usuários até 2012 por Marketeando
WEB 1.0, Web 2.0, Web 3.0, Web 4.0… por Pletax
Será que a Web 4.0 nasce no Brasil? por Incubadora de Idéias
Pequeno empreendedor – como agir em tempos de crise? por Web Artigos
Estratégia de Guerra por Empreendedorismo no MS
Como mensurar a crise de liquidez: TED Spread por Investidor Jovem
Salve, salve o empreendedor brasileiro por Diário da Sulanca
Crédito Na Crise por Artigonal
Tags: crédito, crise, estrategia, jovem empreendedor, liquidez, Web 2.0, web 3.0, web 4.0, web semantica
Carta aberta a Aurélio Martinez, presidente do Instituto de Crédito Oficial (ICO)
Segui durante vários dias a evolução e os comentários de um oportuno post de Eneko Knorr sobre os créditos ICO e escutei com atenção muitos comentários nesse e em outros posts, assim como em reuniões e almoços sobre o papel do ICO que não incentiva a economia real.
É uma pena – pensei- que o pessoal do ICO, possivelmente não lê blogs ao não estarem escritos sobre papel com fundo salmão e não lhes chegue um feedback tão valioso como o desse post, sobre seu escritório, até a reunião de banqueiros, ou em seu tempo livre ao yate ou ao clube de golf. É por isso que esta manha, que estou especialmente ácido, e de mau humor, redigi e enviei por mensageiro esta carta ao presidente do ICO. A reproduzo aqui:
Carta aberta a Aurélio Martinez, presidente do Instituto de Crédito Oficial (ICO)
Atenção de Don Aurélio Martinez
INSTITUTO DE CRÉDITO OFICIAL
Paseo Del Prado, 4 – 28014 Madrid
Madrid, a 18 de fevereiro 2009
Meu querido Aurélio:
Li nas ultimas semanas declarações surpreendentemente triunfalistas sobre a linha ICO – Liquidez, dotada com 100.000 milhões de Euros e que teoricamente ajudaria a milhares de medianos e pequenos empresários, assim como autônomos, os problemas de liquidez nesses tempos duros. Durante uns minutos você foi meu herói.
Como sabes, milhares de empresas viáveis estão literalmente fechando suas portas por problemas de liquidez; os não pagos, os atrasos em fazer efetivos abonos já concertados, e a queda do consumo geraram uma crise de circulante, na qual entendo que pensava quando criou ICO-Liquidez dotada com esse jorro de milhões.
Assisti algo perplexo à evolução em meu entorno, de empresários e empreendedores sobre vossa atuação. Em primeiro lugar se gerou expectativa e certo alivio diante de uma situação que parecia que o ICO poderia entrar na economia real e deixar de ser um lamentável instrumento político para financiar amiguinhos e operações político-financeiras, como quando o ICO vergonhosamente financiaram em 2006 com 350 milhões de euros a compra de ações da Repsol por parte de Sacyr, além do que aceitaram participar com o papel de protagonista no multimilionário empréstimo sindicado da operação.
Imagino que esta nova linha tenha servido para que tire a foto “injetamos 100.000 milhões”, para que tenha recebido algum tapinha e é possível que inclusive tenha dado a si mesmo uma boa homenagem num restaurante com algum conselheiro de uns dos principais bancos. De fato não me cabe nenhuma dúvida de que em certos setores da rua, a percepção foi que havia sido feito algo. Parece incrível que 100.000 milhões de euros; maravilhoso, redondo, sensacional, mas acredito que você como eu sabemos que é um bluff.
Hei de dizer que pouco a pouco essas expectativas de gente empreendedora e de empresários se foram frustrando. Tenho a sorte ou o mérito (sim, possivelmente será o primeiro) de que não necessitei nunca a ICO, nem sequer seu financiamento bancário para minha atividade empresarial, e vendo como atuam devo te dizer que espero seguir assim por muitos anos. Ainda assim nessa ocasião liguei para o meu banco habitual, La Caixa, para me informar, já que parecia interessante essa liquidez extra principalmente por uma certa tranqüilidade mental.
No meu banco, me explicaram que sua contribuição é mais do mesmo. Não colabora nada mais que um pequeno diferencial nos interesses da operação, mas os bancos seguem pedindo as mesmas garantias desproporcionadas (avais de propriedades taxadas com 30-40% do valor que adquiriram nessas mesmas entidades, nominas, garantis pessoais) que foram o motivo dessa mudança de ciclo econômico e que nos levaram esse ponto de fechamento de fato do crédito; não é que não haja dinheiro, sim há, mas para poucos, e curiosamente não são os que necessitam.
Talvez o feito de não necessitá-lo unido a que se algum dia chegara a necessitar financiamento, a solidez e patrimônio de minhas companhias me fazem um cliente preferencial e não deveria ter problemas, me fazem perder essa manha – sim, reconheço, talvez tenha levantado de mau-humor – o tempo te escrevendo.
O motivo dessas linhas não é mais que te recordar que não esta cumprindo com seu papel, isso é mera propaganda pseudo – política e se limitam a uma foto; não estão dinamizando a industria nem a empresa, não estão apoiando a gente jovem nem a empresas solidas com problemas de liquidez que estão num momento duro porque lhes é negado financiamento. As pessoas 100% solventes as quais se oferece e se empresta esse dinheiro é possivelmente que menos necessita, e economizar algo de dinheiro dos interesses graças ao ICO, que é o único valor que aportam sobre o financiamento habitual, não e nem sequer relevante a certos níveis nem atalha o momento de milhares de pessoas nesses momentos.
Gostaria de te animar a reconsiderar a quem devem apoiar, que é precisamente a essa gente empreendedora, pequenos empresários e autônomos aos que o banco lhes fechou a torneira, precisamente as pessoas as quais não estão chegando.
Espero que baixem a poeira e vejam o que há na rua e me permito enviar um pequeno obsequio à altura e como homenagem a labor que estão desempenhando nesses momentos duros nos que a sociedade necessita.
É possível que depois destas linhas não joguemos ao golf nenhum dia juntos, nem tenhamos a grata oportunidade de almoçar, mas também é possível e inclusive seria útil e muito necessário para muita gente, que movesse um pouco sua consciência e da sua equipe, que requeira uma breve reflexão e que possam estudar como fazer chegar esses números tão grandiosos (100.000 milhões de Euros, maravilhoso, redondo, sensacional) às pessoas, que de verdade o necessitam.
Receba um forte e carinhoso abraço,

Alejandro Suarez Sanchez-Ocaña
Empreendedor, Empresário e espanhol muito queimado
DNI: XXXX
E anexo uma bonita caixinha dourada, que inclui um presente à altura da labor do ICO nessa crise com os empresários e empreendedores: uma bosta, um detrito, uma evacuação, desfeito orgânico ou defecado, ou seja merda com todas as letras (isso sim, de plástico
)

Quem sabe até cabe na estante cheia de prêmios e reconhecimentos de tão brilhante instituição. Claro, quando pedi que saíssem a comprá-la no escritório e que a envolvessem carinhosamente em uma caixa de plástico, anexando a carta e que a buscasse MRW á boa Constanza, a pobre literalmente ficou passada.
Porque faço essa palhaçada?
Sei que é raiva, um brinde ao sol, é em definitiva o recurso do esperneio. Uma maneira de chamar a atenção do personagem e de seus colaboradores, de me queixar e de que lhes apitem nos ouvidos, de protestar e chamar a atenção sobre uma situação injusta e grave na que partindo da falsa premissa que “não há dinheiro” se poe mais dinheiro ao mercado, mas a disposição dos que tem patrimônio de sobra e não o necessitam, não a disposição das pessoas que estão passando dificuldades, as quais os bancos estão pondo a listona do acesso ao financiamento muito alto.
O problema não e que não há dinheiro; é que não há dinheiro para você, para jovens, hipotecados, para esses empreendedores e pequenas empresas e autônomos, muitos deles já endividados ou tentando criar seu primeiro projeto, que são os que necessitam de verdade. É possível que no ICO sejam impermeáveis desde seu escritório com vistas ao Paseo Del Prado a esse tipo de queixas, mas creio que se lembrarão do que lhes disse aquele idiota que se levantou uma manha e lhes envio uma bonita bosta, um detrito, uma evacuação, um desfeito orgânico ou defecado, uma merda com todas letras (isso sim, de plástico
)
Bom, pelinhos ao mar e a seguir trabalhando que o dia requer.
Tags: Aurelio Martinez, crise, Empreendedores, empresarios, Governo, ICO, ZP
Encontrei a solução para os problemas de emprego
Na Espanha há 3.000.000 trabalhadores (incrível!) e vamos pelos 4.000.000 desempregados (wow!). Possuem 3.300.000 autônomos (quase como funcionários e como desempregados) e há ainda uns 109.000 autônomos menos que em janeiro de 2009.
Mas todos esses números, que literalmente não enquadram, não devem preocupar mais. Encontrei a solução! E estava a só um click de mim; num banner 300×250 do Google!
<sarcasmo>

</sarcasmo>
Obs.: Anúncio real visto ontem desde Adsense
Tags: anuncios, crise, empreender, publicidade
Nem Deus vai te dar um real. E agora, quê?
Sim… sim, sei que parece cruel e duro. É possível que a alguns até pareça uma provocação, mas jogamos a real; se leva meses passeando um bussiness plan por várias empresas, vai à eventos e reuniões e encontra-se numa “divertida” situação de não receber repostas claras; nem “sim” nem “não”…pensa se deve também aplicar o titulo desse post.
Se encontra-se nessa situação, ou prevê estar nos próximos meses porque tem uma idéia ou um projeto que quer desenvolver: Houston; temos um problema. E a solução passa por aceitar o momento e se adaptar; não dar cabeçadas na parede, que além de doer, cansa.
O dinheiro é covarde e a situação é difícil. O cenário mudou e estará muito mais caro conseguir dinheiro. Podíamos meter o pau na economia, no governo, nos bancos, nos inversores…mas francamente não te ajuda muito. É o momento de valorar friamente o que podemos fazer, porém alem de frios devemos ser principalmente práticos.
Para quem o momento é bom?
Em minha opinião para os de cima e para os de baixo, a grande zona média – a maior de nosso tecido empresarial, tecnológico e empreendedor – é a mais afetada. Muito graficamente eu diria que os bons projetos não deveriam ter problemas de financiamento para crescer e resistir, possivelmente consigam menos fundos do que se espera, mas não deveriam ter problemas com maiúsculas. Há pouco dinheiro e o dinheiro se faz tremendamente seletivo.
Os grandes projetos de tecnologia com modelos validados, números emergentes e certo êxito vão adiante. Os projetos de tipo médio terão que demonstrar que podem crescer e resistir sem fundos, que há engenho e que está “a ponto de dar certo”, se não for assim não haverá dinheiro para essa grande zona media.
Em nível de startups creio que estamos voltando a um cenário de 10 anos atrás. Vejo muito esses dias de “não me conte o que quer fazer, dá os primeiros passos e me ensina”. Nesse momento é mais importante que nunca demonstrar que você é empreendedor e por em funcionamento, com seus meios, e cada um ao seu nível seu modelo de negócio, seu portal ou plataforma tecnológico em funcionamento sustentável. Sinceramente, isso não me parece mal, me parece seletivo; o papel volta ao papel e tem mais valor que veja o que esta fazendo, do que ver o que me diz que poderia fazer.
Um pdf ou um bussiness plan são o que são, puro papel, no se centre nisso somente; mova-se de alguma maneira e rápido. Estamos num período de 1, 2 ou 3 anos (pessoalmente creio que será largo), se sentar e esperar o Papai Noel; não avançará e ficará para trás. Adapte-se ao meio.
Nesse cenário os empreendedores e os inversores com os que estou falando constantemente diria que estão divididos em vários grupos, seria algo assim:
Os “amentirados” (caça-pechincha):
É a sensação de que o tempo corre a favor. Não há pressa, amanhã minha inversão dará muito mais do que hoje. Ontem me diz um 20%, amanhã me oferecerá um 30% e se não, não entro.
Os afetados pela crise:
Esse ano não invisto e saio de férias, ou diretamente me centro em 1-2 inversões seguras reduzindo minha atividade um 90%.
Os mais seniors:
Geralmente tem xx inversões em startups e vêem um ano para ir à segundas rodadas de suas melhores inversões, mas em nenhum caso para ir a novas aventuras. Muitos deles sorriem diante da situação, estavam aqui quando houve uma crise tremenda em 2000-2002 dentro do setor das TICs, não os pega de surpresa e sei que costumam tomar um certo otimismo ou ao menos com mais filosófico “isso não e uma crise;…aquilo sim foi uma crise…”.
Alguns esperam talvez a grande oportunidade de entrar a um preço razoável em companhias já formadas que lhes escaparam na primeira rodada, diante do cerre global do financiamento.
O empreendedor-inversor:
Investir em terceiros? Os fundos nesse momento estão par cobrir as necessidades das minhas companhias; inadimplência, queda de preços de publicidade, perdas de clientes, etc. É quase mais fácil –se há liquidez a médio prazo – pensar em adquirir companhias do meu entorno para melhorar minha posição do que inverter em startups. Para entrar em novas aventuras não me peça dinheiro demais em cash, entro se bem valorada minha contribuição industrial, me peça pouco dinheiro que agora mesmo eu não arrisco (se é que tenho).

Mas, e o empreendedor?
Creio que é momento de tomar decisões. Conheço ao menos uma dezena de empreendedores que numa situação de mercado de 1 ano e meio atrás teriam conseguido suas necessidades iniciais de capital entre 100.000-3000.000€. Agora não acredito que o consigam facilmente.
Vejo nesse ponto varias opções.
A primeira ACEITÁ-LO relativamente rápido, não perca o tempo pensando e dando voltas a coisas macro que não esta em suas mãos solucionar; se lamentar não te aproxima do êxito na sua empresa; procura não se queimar e não perder tempo perambulando por ai sem sentido.
Decida se é o momento de se jogar na piscina, de realizar você essa primeira inversão inicial e por o negócio em andamento esperando que passem 10-12 meses, situação tenha melhorado e você se colocou como um dos primeiros da lista quando se abra a torneira.
Outra opção é optar pelo guarda-chuva de um grande grupo; buscar um sócio industrial, que te permita crescer, por para funcionar e minimizar custos. Esta pode ser uma boa solução inicial de guerra.
Mas também pode ver que se sua situação pessoal (gastos, financiamento habitacional se a possui, etc.) não te permite, que talvez – e não é uma derrota, é tão digna como as outras soluções – é o momento de dobrar as asas, adaptar-se e estacionar uns anos a idéia de empreender. Igualmente, se não encontra financiamento é momento de ser conservador já que o desemprego no setor ainda não se disparou como no resto da sociedade e de buscar ou seguir com seu trabalho atual. Se fizer isso, aproveitara o tempo para amadurecer seu conceito, sua idéia e seu projeto. Tem um ano, talvez dois ou mais pela frente perfeitos para ganhar experiência e se formar.
Ser conservador, com a chuva que cai fora, não e muito menos uma derrota e me parece uma opção realista e válida como qualquer outra.
Tags: Business Angel, Capital Risco, crise, Emprendedores, inversao, socios industriais, startups
Iberia; tiro o chapéu!
Magnífica campanha de Iberia que começou faz uns dias “Apertar os cintos”. Feita pela agência Tapsa e com Adrian Rion como diretor criativo, criaram um campanha que lê perfeitamente o momento social, se envolve com as pessoas e chega ao coraçãozinho.
Além de que tenho a percepção pessoal de que funcionou muito bem, os preços são bons e vejo como animou muitas pessoas que não tinham pensado em viajar de avião (entre eles, eu).
Simplesmente fabuloso, o único “mas” que colocaria à Felix Garcia, Carina Moliner e Concha Martinez (o pessoal de Iberia), é que já que as passagens se vendem por Internet em sua maioria, senti falta de uma versão da campanha online (ou maior presença da mesma porque eu não a vi em nenhum lugar…). Amiguinhos: Internet não é só um canal de vendas, também O meio.
Seja como seja felicidades:
Tags: apertar o cinto, campanha, crise, Iberia, Tapsa
Fechando a torneira
Podemos chamá-lo de várias maneiras…de todas elas, fechar a torneira é a que menos me desgosta, apesar de que haja muitas maneiras de definí-lo.
The Economist, com esse especial carinho que em ocasiões tem ao espanhol – incluso com a tormenta que nos espera – titulava faz alguns meses sobre Espanha, com uma dose de divertido sarcasmo, “Fiesta is over, its time to siesta”.
Ultimamente os finais de mês estão tornando-se mais duros que o habitual e temos que começar tomar medidas e fazer certos equilíbrios. Os meus a nível pessoal e de minhas empresas me levarão a fechar, como posição defensiva, certas torneiras.
Levo um fim de semana intenso dando voltas a muitas coisas, repensando certos gastos operativos que levaram a tomar certas medidas a nível de custos; pessoal, publicidade externa, serviços externalizados, hosting, etc., que são inevitáveis para a melhor evolução da empresa.
Falemos de uma meia volta a porca defensiva que este mês trará algumas decisões de recorte de gasto, e algumas delas traumáticas diante da situação econômica que parece não ter fim.
Quase todas as empresas tem nível de recursos, alguns luxos ou gastos não imprescindíveis. Este mês, após muitos anos decidi recortar muitos deles, emagrecer a estrutura e otimizar os custos. Isso, traduzido em feitos, fará que recortemos custos de hostings, de publicidade, serviços, empresas com as quais internalizávamos certos serviços, mas principalmente todo em levar a limitar minhas aventuras fora das minhas próprias companhias.

Com objetivo de não correr nenhum risco extra para minhas empresas e para meu pessoal, decidi não inverter em terceiras empresas durante 2009 fora de minhas companhias. As inversões financeiras puras e duras ficam paralisadas durante 2009. Se for possível participar em alguns projetos onde eu possa aportar de forma pessoal e/ou industrial. Realmente nestes momentos, serão meu principal ativo.
Tenho um montão de Bussiness Plan sobre os quais decidir encima da mesa. Com toda franqueza de todos os projetos que valorizo nesses momentos só gostei de 2 ou 3. Isso não quer dizer que o resto no me pareçam interessantes, mas sim que por um ou outro motivo, não são para mim.
Levava semanas pensando em quais destes 2 ou 3 projetos me envolveria. Tenho o maior defeito que pode ter um investidor não profissional e é que costumo investir no que gosto ao invés de investir no que deveria.
Meu dilema entre esses projetos terminou: não realizarei nenhuma inversão puramente econômica em 2009 e, essa semana comunicarei aos interessados, já que a liquidez reservo exclusivamente para as necessidades de fundos de minhas companhias; ou seja decidi fechar a torneira.
Espero que minhas companhias próprias e participadas as previsões e necessidades de tesouraria sejam adequadas e que saímos adiante neste 2009, dia a dia vejo mais complicado porque tenho a percepção de que o setor das TICs ainda piorará, mas não me cabe nenhuma dúvida de que vamos seguir em frente e assim quero transmitir subliminarmente a todos meus empregados, a partir dessas linhas. Não sei se estaremos aqui juntos dentro de um ano, o que sim sei é que os que não se esforcem ao máximo não poderão estar conosco. Todos (me comprometo a ser o primeiro) teremos que fazer um sobre esforço, e sairemos adiante como seja. Pra isso vamos ter que sofrer e agüentar, olhar para frente, buscar motivação pessoal e profissional no poder seguir estando, e não no crescer. Como seja, todos juntos, redobrar esforços e engenho, e passaremos juntos o pior; os próximos 10 meses.
É um novo cenário. Antes o sobre esforço levava ao êxito, agora, nos levará somente a sobrevivência, há que tentar que isso seja uma motivação suficiente, adaptar-se, dar o 120% e aguçar o engenho, aportar, ser generoso e tirar o máximo proveito de tudo isso.
Tags: crise, final da crise, Inversões, medidas economicas, recortes, the economist
A semana em 10 Links (10 de Janeiro)
A Internet em 2020, [1]: mobilidade (Dia a Dia, Bit a Bit)
Inovação x Crise = 2009, um ano que promete (Cowokers)
Case Blogblogs: a web colaborativa é perigosa (Shirakashi)
No mundo corporativo, é verdade que não é inteligente ser inteligente? (Administradores, O Portal da Administração)
Como mensurar a crise de liquidez: TED Spread (Investidor Jovem)
Uma empresa precisa de um credo? (Papo de Empreendedor)
Se existe livre-arbítrio, porque dizer que algo é errado? (Insistimento)
Trace metas diferentes para os seus negócios em 2009 (Super Empreendedores)
O que importa é a relevância (Techbits)
Empreendedor de verdade! (Blog do Empreendedor)
Tags: administradores, crise, empreendedor, google, Inovação, Internet, investidores, livre arbitrio, metas, mundo corporativo, ted spread
O Blog do Alejandro Suarez














