Alejandro Suarez Sánchez-Ocaña, empresário do Setor de Tecnologia desde 1998, CEO do Grupo Publispain e da Rede de Blogs Lazer y Ocio Networks SL, presidente da Inversora Foley, conselheiro e fundador da Yes.fm, assessor e inversor de várias companhias de inovação, novas tecnologias e Internet.
Olho por olho, dente por dente
Esse texto faz parte de uma tribuna publicada no jornal espanhol El Mundo – Economia & Negócios.
A delicada situação econômica que vivemos faz com que eu me divirta com certos movimentos empresariais. Sim, digo divertir-me e sei que cai mal nesses momentos, mas é como ter passado de um jogo de futebol entediante de 0-0, onde poucos arriscavam, a um jogo rápido de basquete onde passam coisas a cada poucos minutos. Existe uma nova geração em postos de diretores de multinacionais que não pensavam, nem de longe, no cenário econômico atual e que também não têm a experiência de passar por uma situação macroeconômica tão complexa com anterioridade.
É uma mistura de nervos, preocupação, falta de experiência contrastada que esta fazendo que todas as grandes empresas, geralmente conservadoras que tentam crescer, mas principalmente não perder sua quota de mercado, terão que passar a um plano que não tinham escrito e seja obrigatório “mover as peças”. Algumas delas já o estão fazendo e as que não, estudam tomar medidas a tomar em breve.
Para os que como eu, se divertem analisando os movimentos empresariais e as ações de marketing e publicidade, isso entretém de certa forma e servirá para que dentro de 3-5 anos se escrevam muitos livros falando dos grandes acertos e grandes erros nesses momentos. Como consumidores é um momento tão especial que todos devemos anotar, e atuar pensando nas conseqüências. “olho por olho, dente por dente” ou em outras palavras, A Lei do talão.

Não está bem visto aplicá-la em publico, mas acredito que os consumidores devem fazer o sinal da cruz nesse momento a determinadas empresas que não tem em conta da situação pela qual estamos atravessando. Por exemplo, gosto do que fez uma companhia de vôos no meus pais, Espanha, quando publicou seu anuncio de “apertar os cintos” sua mensagem “estamos com você, baixamos o preço para que você possa viajar”.
A ação teve um enorme sucesso que superou suas previsões. Mas outras marcas, ao contrario, me deixam catatônico com sua postura. É o caso de uma companhia de telefones também de Espanha, que em tempos de crise econômica anunciou que subiria as tarifas no lugar de ajudar o consumidor.
Eu acho que as empresas nesses difíceis momentos devem falar ao consumidor em primeira pessoa que está com ele, que se compreende a situação e que siga confiança na marca. E não o contrario. Também não vale os anúncios espetaculares que não dizem nada, salvo o necessário e ignoram a situação dos consumidores. As empresas devem ter cuidado com a falta de sensibilidade diante de uma situação econômica delicada, já que podem produzir uma má impressão aos clientes que com certeza deixaram de sê-lo no futuro, quando as águas voltem a acalmar-se.
Tags: consumidores empresa crise, crise, Empreendedores, empresas crise, situação econômica
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Tags: cloud computing, Empreendedores, Internet, Web 2.0
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Tags: Empreendedores, facebook places, google, Redes Sociais, venture capitalist
O mérito de criar negócios
Empreender hoje em dia tem certo mérito. O empreendedor atual é uma mistura de um Dom Quixote surrealista com um louco moderno, que sente que vai em contra da corrente geral da sociedade que lhe rodeia e que muitas vezes consegue o confundir para desistir de sua épica batalha. O mundo necessita mais empreendedores, mais iniciativa, mais inovação e possivelmente menos funcionários de espírito. Nesses duros momentos econômicos, a crise se esta levando por diante aos primeiros: os ousados e inovadores.
São tempos duros em todos os países, e é necessário ter gente capaz de assumir riscos e se lançar ao nada, uma opção complicada, que contrasta de forma selvagem com outras opções muito controladas e seguros a nível laboral. É algo como saltar ao vazio como estamos vendo no caso de muitos autônomos. Um empreendedor não é mais ou menos que um funcionário ou um assalariado.
Numa sociedade como a nossa, todas as sensibilidades são necessárias e é compreensível que haja um alto numero de pessoas que queiram estar segurar de um trabalho para toda a vida, mas a economia global também necessita pessoas que se arriscam. Dignifiquemos o termo empreendedor! São muito mais que necessários!
Em primeiro lugar, porque todos, com maior ou menos sucesso, aportam iniciativas dentro de um “momentum” em sua grande maioria medíocre e inerte. Em segundo lugar, porque o empreendedor é o embrião do empresário que cria riqueza e valor. Há poucos empreendedores? Muito poucos. Si é verdade, mas não é menos verdade que muitos deles são sensacionais. As instituições, o sistema financeiro e o capital de risco, em muitas contadas ocasiões apóiam as iniciativas de novos empreendedores e quando as apóiam, fazem de forma tão agressiva com o mentor do projeto, que acabam estrangulando-o.
Você tem que ir à luta por você mesmo, sem esperar nenhum tipo de ajuda e principalmente sem acreditar que terá a opção das ajudas anunciadas constantemente na televisão se você encontra finalmente no momento critico empresarial que todos tememos. Por outro lado, a todo os que gostam de empreender chega também o momento no qual nos vemos refletidos com uns anos menos, mas esta vez na pele do novo empreendedor, inquieto e cheio de idéias. Apostar e apoiar por uma nova geração de empreendedores e atuar como “Bussiness Angel” é para alguns de nós tão vocacional como criar um projeto em primeira pessoa.
É uma ilusão tão especial como a que todos vivemos ao gerar nosso primeiro projeto e criar aquela primeira empresa. Muitas vezes é tão difícil empreender como ajudar a um terceiro a que empreenda. Ë por isso que nos faz falta um apoio especifico no setor dos sonhadores, aos construtores de ilusões, e ainda mais, aos mentores destes, que são inclusive mais difíceis de encontrar que os primeiros. Os governos dos diferentes países devem tirar da cartola leis que se convertam num estimulo mais para os empreendedores e seus mentores.
Tags: criar negocios, Empreendedores, empreender, incentivo empreendedores, projetos
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Tags: Empreendedores, empreendedorismo, inovaçao criatividade, startup
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Tags: administradores, bolha internet, Empreendedores, investir dinheiro, publicidade twitter
Desmistificando o fracasso do empreendedor
Nos tempos que correm a chave é ter uma atitude positivo frente ao erro. Nos países mediterrâneos não se fala de fracasso, se acostuma a utilizar a expressão “mal fario”, que em bom português seria algo parecido a um mal pressagio. Os anglo-saxões afrontam de uma maneira mais natural e com certeza mais pratica.
Se nos aventurássemos a escrever uma reportagem de empresários de êxito, com certeza sairiam candidatos até debaixo das pedras dispostos a contar sua historia. É uma foto atraente. Si quiséssemos fazê-lo de fracassos, é possível que apenas conseguíssemos respostas e personagens para participar de nossa historia. O fracasso não só não vende, é impopular e ninguém quer sair nessa foto. Poucos currículos refletem suas experiências falidas, e isso, em minha opinião, é um erro.
Na Espanha o fracasso é um estigma. Se um empreendedor se lança a uma aventura e esta não chega a ser um bom porto, geralmente não volta a tentá-lo, inclusive me atreveria a dizer que fica socialmente marcado. É uma pena e um enorme fator diferencial que caracteriza nossa classe empreendedora se a comparamos com as de outros países.
São muitos os exemplos que nos demonstram que segundas partes muitas vezes foram boas Thomas Edison fracassou milhões de vezes antes de dar com o filamento ideal para sua lâmpada incandescente. Richard Brandson (fundados de Virgin) teve duas empresas falidas antes de saborear o sucesso. Inclusive Google, a gigante da Internet, desenvolveu ou comprado projetos que fecharam por seu escasso interesse, ou mais próxima a Telefônica e sua fracassada rede social Keteke.
Todos os empreendedores de sucesso têm uma – maior ou menos – lista de fracassos a suas costas. Que se fale mais dos êxitos que dos fracassos não quer dizer que estes não existam, de fato, não se pode entender uma trajetória brilhante se não é construída desde o ponto de inflexão de um ou vários fracassos. Do erro se aprende, o sucesso se desfruta.
As estatísticas indicam que em média um 80% dos novos projetos fracassam antes dos 5 anos e o 90% não chega aos 10 anos. Para os empreendedores, as razoes do fracasso não se encontram geralmente fora das suas empresas, é dentro e desde dentro onde se faz necessário analisar e identificar as causas do fracasso e num grande número, o principal fator é a capacidade de gestão de suas responsáveis.
Recordo uma larga reunião com uma fundo de capital de risco de Silicom Valley a vários anos. Me surpreendeu muito quando analisando um investimento de vários milhões de dólares num projeto de Internet argentina, a descartaram por uma razão menos curiosa: o empreendedor não havia fracassado antes. Chamou-me muita a atenção e me lembro quase indagar o tema. Ante minha surpresa me responderam com naturalidade. “É o melhor máster que pode fazer um empreendedor, buscamos perfis que tenham vivido, entre outras essa experiência e tenha aprendido dela. Navegar no mar calmo é relativamente simples, queremos gente que naufragaram já ao menos uma vez seu próprio barco numa tormenta. Esse momento sempre chega e se não chegou ainda, poderia ser essa ocasião.. Que voltem a ver-nos depois de viver essa experiência, nos dará mais confiança”.
Esse episódio me deixou muito pensativo. Na Espanha ninguém haveria discutido em nenhum caso o perfil de um empreendedor que constituía uma trajetória de sucesso. O mercado americano a via incompleta e partia da base de que “o fracasso sempre chega”. O empreendedor que vive uma e outra vez iniciativas de sucesso não é mais nem menos brilhante; é que simplesmente teve muita sorte. Ninguém garante que se os problemas afloram sua intuição e fortuna possam solver os momentos de crise.
Todos recebemos com certa freqüência convites a participar de um negocio aparentemente seguro, dentro de um setor em forte crescimento e com um target disposto a compra, mas isso não é suficiente, não serve nem como ponto de partida, a margem de definir completamente e em profundidade o Bussiness Plan, sempre há variáveis que se podem estudar em profundidade, os companheiros de viagem, o momento de se lançar, a capacidade de resposta e por onde nos pode chegar o fracasso. Ser conscientes de nossas limitações é a melhor forma de avançar.
Quando um erro se cobre, este volta a aflorar irremediavelmente. A chave é não só não ocultá-lo como compartir os erros, analisá-los e poder construir a partir deles; vivê-los como uma experiência mais dentro de um projeto e, em nenhum caso, como algo traumático do qual avergonhar-se.
Errar pode ser u bom ponto de partida para começar a construir na direção correta.
Tags: coaching, diario de sevilla, Empreendedores, fracaso, fracasso empreendedor, Imprensa, tribunas
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Tags: Empreendedores, ganhar dinheiro na internet, lider, marketing online, publicidade facebook, Web 2.0
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