Alejandro Suarez Sánchez-Ocaña, empresário do Setor de Tecnologia desde 1998, CEO do Grupo Publispain e da Rede de Blogs Lazer y Ocio Networks SL, presidente da Inversora Foley, conselheiro e fundador da Yes.fm, assessor e inversor de várias companhias de inovação, novas tecnologias e Internet.
O mérito de criar negócios
Empreender hoje em dia tem certo mérito. O empreendedor atual é uma mistura de um Dom Quixote surrealista com um louco moderno, que sente que vai em contra da corrente geral da sociedade que lhe rodeia e que muitas vezes consegue o confundir para desistir de sua épica batalha. O mundo necessita mais empreendedores, mais iniciativa, mais inovação e possivelmente menos funcionários de espírito. Nesses duros momentos econômicos, a crise se esta levando por diante aos primeiros: os ousados e inovadores.
São tempos duros em todos os países, e é necessário ter gente capaz de assumir riscos e se lançar ao nada, uma opção complicada, que contrasta de forma selvagem com outras opções muito controladas e seguros a nível laboral. É algo como saltar ao vazio como estamos vendo no caso de muitos autônomos. Um empreendedor não é mais ou menos que um funcionário ou um assalariado.
Numa sociedade como a nossa, todas as sensibilidades são necessárias e é compreensível que haja um alto numero de pessoas que queiram estar segurar de um trabalho para toda a vida, mas a economia global também necessita pessoas que se arriscam. Dignifiquemos o termo empreendedor! São muito mais que necessários!
Em primeiro lugar, porque todos, com maior ou menos sucesso, aportam iniciativas dentro de um “momentum” em sua grande maioria medíocre e inerte. Em segundo lugar, porque o empreendedor é o embrião do empresário que cria riqueza e valor. Há poucos empreendedores? Muito poucos. Si é verdade, mas não é menos verdade que muitos deles são sensacionais. As instituições, o sistema financeiro e o capital de risco, em muitas contadas ocasiões apóiam as iniciativas de novos empreendedores e quando as apóiam, fazem de forma tão agressiva com o mentor do projeto, que acabam estrangulando-o.
Você tem que ir à luta por você mesmo, sem esperar nenhum tipo de ajuda e principalmente sem acreditar que terá a opção das ajudas anunciadas constantemente na televisão se você encontra finalmente no momento critico empresarial que todos tememos. Por outro lado, a todo os que gostam de empreender chega também o momento no qual nos vemos refletidos com uns anos menos, mas esta vez na pele do novo empreendedor, inquieto e cheio de idéias. Apostar e apoiar por uma nova geração de empreendedores e atuar como “Bussiness Angel” é para alguns de nós tão vocacional como criar um projeto em primeira pessoa.
É uma ilusão tão especial como a que todos vivemos ao gerar nosso primeiro projeto e criar aquela primeira empresa. Muitas vezes é tão difícil empreender como ajudar a um terceiro a que empreenda. Ë por isso que nos faz falta um apoio especifico no setor dos sonhadores, aos construtores de ilusões, e ainda mais, aos mentores destes, que são inclusive mais difíceis de encontrar que os primeiros. Os governos dos diferentes países devem tirar da cartola leis que se convertam num estimulo mais para os empreendedores e seus mentores.
Tags: criar negocios, Empreendedores, empreender, incentivo empreendedores, projetos
Genolab, capítulo um
Bom, ultimamente não quis falar muito de Genolab, mas esse post deve ser algo assim como um empurrãozinho de saída.
Levo trabalhando faz um ano e médio nesse projeto de biotecnologia e Internet que se apresentará oficialmente no próximo mês de setembro. Genolab tentara popularizar a genética no âmbito da prevenção, por meio de uma analise genética e uma rede social baseada no nosso DNA. O objetivo é ajudar a melhorar a qualidade de vida das pessoas por meio do conhecimento e prevenção de nos mesmos.
Do mesmo modo, Genolab pretende ser uma plataforma Open Source para a investigação genômica na Espanha. É um projeto muito ambicioso e inovador e principalmente é um enorme trabalho o que temos por diante.

Anunciamos a primeira ronda de financiamento da companhia fundada por Maximo Mateo, e o medico Jose Ignácio Lao Villadoniga e eu mesmo.
O Doutor Lao é um dos grandes especialistas em genética e medicina preventiva, e será o diretor medico de Genolab.
Eu farei funções de Conselheiro Delegado.
Com essa primeira ronda de capitalização a companhia obtém 1.2 milhões de euros entre Equit e capital dos fundadores, vários investidores privados e family offices, com os quais acabaremos de instalar o laboratório, oficinas e BackOffice web. O teste já se realiza em provas faz 1 mês e médio e estamos preparando uma produção “por atacado” em breve.
Do mesmo modo, com estes fundos completaremos a equipe humana necessária para desenvolver o projeto, somando nossos esforços à equipe cientifica de laboratório e nosso escritório centra. Se você quiser trabalhar conosco, envie seu CV ao jobsenolab.com
Genolab conta com laboratório próprio em TecnoAlcalá parque tecnológico da comunidade de Madrid em Alcala de Henares, onde estará nossa equipe cientifica e se realizarão os trabalhos de I+D e nossos testes genéticos. Os escritórios centrais estarão em San Sebastian de los Reyes, em Madrid, parede com parede com os escritório de Ocio networks.
Esse é um momento muito especial, do qual espero que se fale muito e no qual colocamos, desde que Maximo, Ignácio e eu começamos a trabalhar nele a um ano trás, muitas esperanças.
Tags: - Genolab, empreender, genoma
Quando a torneira abrirá?
A crise vai seguindo a evolução esperada. Ou ao menos, a eu imaginava/teia, ou seja, não sei se vão recuperando já como parece alguns países, o que sei é que por aqui não há o mínimo sintoma de melhora.
Muitos de nós estivemos pensando se chegava a crise ou não. Logo se chegava ou não ao setor das TICs e internet, logo a assumimos e tentamos por em posições defensivas com maior ou menor acerto, tentamos adivinhar como seria este momento, quando sairíamos dele, começamos a assumir que Espanha demoraria 1-2 anos mais que os demais países do mesmo entorno, vimos com respiração contida como aumentava o desemprego…em que momento estamos?

Eu penso que em terra de ninguém, estamos num momento no qual se começa a ver como países que, SIM, tomaram as medidas e fizeram seus deveres de casa como USA, Alemanha, França tocaram o chão e começam a pensar em voar outra vez. E para nós ainda falta muito.
Publicava há muitos meses um post chamado “Fechando a torneira” que acredito que era muito realista de acordo com o que pensava nesse momento. Nele, eu explicava que fechávamos os investimentos externos, que era o momento de descansar e de preparar-se para problemas, duvidas, quedas de benefícios. Nesse momento seguimos atados… Mas, quando sairemos dessa?
Ontem vendo o gráfico do IPC no qual se via que a queda começava a moderar-se e em minha percepção é que finalmente tocaremos o solo para começar a decolar em vários meses, mas que provavelmente a decolagem seja tão lenta que não recuperaremos o nível aquisitivo de 2007 até pelo menos 2011.
Eu continuo nos meus treze, talvez constrangido por uma situação na qual o que é mais lógico é re-investir e apoiar as empresas nas quais já participa em suas necessidades de capital. Não realizarei investimentos importantes em projetos de terceiros nem no que resta do ano nem muito menos no primeiro semestre de 2010, ai será o momento de pensar se é a hora ideal para voltar a valorizar opções no segundo semestre de 2010 ou já 2011.
Obviamente esta atitude pode fazer perder boas oportunidades, mas acredito que o momento é tão mal e o risco tão grande, que é o mais inteligente ou ao menos o mais sensato, perdendo o trem que se perca, para não gerar problemas maiores.
O que sigo com muita atenção é a evolução dos projetos que apresenta a AIEI, vejo em nossa reunião mensal alguns projetos muito interessantes e outros que não gosto tanto e pelos quais não apostaria. Estive tentando investir em alguma coisa esse ultimo mês, mas me encontro em ocasiões coisas que me envergonho como valorações de companhias não existentes, sem modelo de negocio valido, sem pagina web, e em definitiva sem haver começado a funcionar, nas quais os empreendedores sem pestanejar dizem que sua valoração é de cerca de 3 milhões de euros, te pedem 200, 300.000 ou 500.000 para ganhar uma mínima participação de algo que nem existe e que não investiram nem um euro e ficam tão a vontade.
É ou não é isso um bluf, uma bolha, uma piada de mau gosto?
Nesses casos, se pode esperar a que baixe o efeito gasoso e que voltem à realidade, ou simplesmente esquecer o assunto. Não gosto das pessoas que constroem castelos de naipes, yo nesses casos me esqueço do projeto, e em ocasiões do empreendedor, por mim, que aposte o seguinte.
Ainda que alguns costumam ligar mais tarde e reconhecem que sua valorização não era sustentável, que era meter um gol ridículo e que depois de tentar vender a burra estão dispostos a entrar em alguma equipe da lógica, eu já não quero estar nesse tipo de projetos que estão ou estiveram inchados artificialmente, que não se sustentam. Não estou cômodo.
Gosto dos empreendedores lógicos, sensatos, é imprescindível o talento e a seriedade em qualquer aventura e se não é, ou eu, ainda que seja erroneamente não o vejo, não quero estar na equipe, não seria coerente.
Tags: bolha, Business Angel, crise, empreender, invertir, investidor
A semana em 10 links (7 de Março)
Carnaval e Crise: Risco para Finanças por Laurentino Mello
Qual o seu sonho? por Empreendedores
Empreendedor, qual é o seu sonho? por Projetos DSD
O medo de fracassar nos negócios por Administradores
As quatro atitudes poderosas do sucesso autêntico por Insistimento
Todo empreendedor precisa de um senhor Miyagi por Webinsider
Empreendedorismo Virtual: Uma realidade mais cruel do que o real por Fique Rico
Não desperdiçar as oportunidades da crise por Dom Total
O Crescimento das Start-Ups por Franscisco Banha
Como empreender sem dinheiro por José Dornelas
Tags: carnaval e crise, empreendedor, empreendedorismo virtual, empreender, empreender sem dinheiro, opoertunidades na crise, sonho, start-ups
O efeito Paul Potts
Não é um editor de publicação de moda nos EUA, nem é um guru de nada. Paul Potts é um tipo normal, da multidão. Ou ao menos era há pouco tempo.
Ontem num café-da-manhã informal com uns jornalistas no escritório ficaram surpreendidos quando mencionei o que chamo de “O efeito Paul Potts” O que é para mim esse efeito? Para vê-lo deveria ver esse vídeo, é menos de 3 minutos e poderá tirar algumas conclusões (é possível que talvez muitos já o tenham visto; esse vídeo tem cerca de 6.000.000 de visitas no Youtube).
Provavelmente pensará: bom, mais um reality de televisão e um cara feio que canta bem. Correto, mas não é para mim o transcendente. Para mim o incrível é que esse tipo, com uma voz excepcionalmente educada e que nasceu pra cantar ópera, consumiu sua vida até entrar nesse concurso detrás de uma mesa, vendendo telefones celulares para South West; é tão triste como incrível. É triste que alguém que tem um dom, que tem uma ilusão e que tem possibilidades excepcionais de fazer algo bonito e importante seja engolido pela sociedade e não possa fazer aquilo para o que realmente nasceu; nesse caso cantar.
Logicamente Paul é um privilegiado, um golpe de fortuna; o esforço, Constancia e finalmente a televisão, um concurso, uma bonita historia, fama , gravar um disco, concertos por meio mundo. Poderíamos dizer que é algo assim como uma Cinderela moderna.
O problema é que com toda essa incerteza econômica que vivemos, estas bonitas histórias vão escassear cada vez mais ainda do que já o estavam fazendo, e a inércia da sociedade, que nos vá limitando como indivíduos e nos tirando ambição, será mais cruel ainda e generalizará que este tipo de personagens, empreendedores, com uma ilusão ou inclusive com um dom acabem num trabalho cinza, onde estão limitados, não possam superar-se, cumprir ilusões e fazer aquilo para o que nasceram. O efeito Paul Potts é entregar os pontos, romper com o preestabelecido para você, com o papel que alguém te atribui, lutar pelo que quer e tentar destacar, não auto-limitante dentro de uma sociedade ou estrutura medíocre.
Se acredita que tem possibilidades, ilusões ou “que nasceu” para fazer algo em concreto; luta por ele, que a situação econômica no te intimide, nem te pare, creio que se sente que nasceu pra algo distinto deve pelo menos tentar lutar por isso. Ainda que fracasse.
Tags: coaching, efeito Paul Potts, empreendedor, empreender, Management, Paul Potts, sonhoos, superaçao
Encontrei a solução para os problemas de emprego
Na Espanha há 3.000.000 trabalhadores (incrível!) e vamos pelos 4.000.000 desempregados (wow!). Possuem 3.300.000 autônomos (quase como funcionários e como desempregados) e há ainda uns 109.000 autônomos menos que em janeiro de 2009.
Mas todos esses números, que literalmente não enquadram, não devem preocupar mais. Encontrei a solução! E estava a só um click de mim; num banner 300×250 do Google!
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Bendito Fracasso
Fazemos parte de uma sociedade na qual o fracasso é algo muito negativo, possivelmente negativo demais e, pessoalmente acredito que devemos relativizar o fracasso empreendedor.
Por minha experiência o fracasso (num projeto, numa empresa, num cargo…) não tem porque ser necessariamente negativo, mais que isso, em certas ocasiões tão necessário como positivo.
Os empreendedores mais jovens na Espanha diante ao fracasso acabam tomando dois caminhos diferentes, uns seguem tentando, outros procuram trabalho e esquecem-se da idéia romântica de empreender.
Penso que nenhuma dessas 2 opções é má, a chave é saber qual delas está de acordo com seu tempo vital, sua posição, seu perfil. Não ser um bom empreendedor não é ruim, há pessoas que operativamente têm perfil para trabalhar em uma grande corporação, para dirigir equipes e levar a cabo cargos de responsabilidades e isso é muito positivo. Há pessoas que não têm vocação para ser assalariado e querem empreender a todo custo. Ambos os casos são bons, a chave é que conheça a si mesmo, que veja suas possibilidades e escolha seu caminho e uma vez escolhido, tente ser bom e se possível o melhor na sua área.
Num ambiente de empreendedores, muitas vezes se impulsa ao fracasso pessoas que tendo brilhantes carreiras e trabalhos, não tinham esse perfil, essa vocação de empreender e em vista de seu êxito para terceiros foram em ocasiões forçados a empreender abandonando uma carreira de êxito e dirigindo-se a um fracasso. O caso mais recente o vi em um diretor de um jornal, que, sendo jornalista de prestigio terminou controlando e gerenciando uma enorme corporação a qual pertencia mas não compreendia. Simplesmente queria voltar a escrever e deixar essas responsabilidades, mas sentia-se moralmente atado pelo agradecimento dos que o nomearam e pelo fracasso de regressar ao seu lugar natural.

O fracasso na Espanha não se vende, os fracassados são sociamente excluídos e isso choca com outras concepções do fracasso em outras culturas. Nos EUA, por exemplo, quando um jovem empreendedor necessita capital, o ato de apresentar um par de fracassos prévios é um sinal positivo. Logicamente ninguém quer viver no fracasso, mas o fracasso como experiência e ponto de inflexão é positivo. Um bom amigo e ótima pessoa, Bussines Angel Miami, dos que invertem em USA e América Latina até 7 cifras, me comentou faz alguns dias por telefone como o fracasso se já se converteu em um requisito a mais em momentos de dificuldade econômica como os atuais. “Deixarei meu dinheiros em suas mãos?” Administrou quantidades assim alguma vez? Alguma vez nadou contra a corrente?” Estou rotundamente de acordo com esse pensamento. Sempre ficarei mais tranqüilo se o empreendedor fracassou previamente em alguma iniciativa, mas que viveu a experiência e aprendeu com ela, e de certa forma esse fracasso será o pilar sobre o qual construirá um êxito. Não cabe nenhuma dúvida de que se passou e viveu dificuldades, se estas aparecerem novamente, não te encontraram desprevenidos, saberá exatamente aonde errou e estará mais preparado para afrontá-las do que pessoas que não viveram um fracasso.
Há algo disso nos EUA implícito, no tópico do Self Made Man, o homem feito a si mesmo. Na cultura anglo-saxônica, o fracasso não é premiado, entretanto é tolerado como parte do sistema e o que fracassa não é condenado à perpetuidade.
Outras culturas, como a japonesa, por exemplo, não somente não entende o êxito sem o fracasso, como que de certo modo não o vê com bons olhos, considera até certo modo “um golpe de fortuna” chegar diretamente ao sucesso sem um fracasso anterior. É moralmente um ponto de inflexão necessário.
A margem das diferenças culturais, eu sempre te animarei a empreender e tentar uma segunda e terceira vez a perseguir seu sonho, criar uma empresa e alcançar seus objetivos, e agora mais que nunca já que vivemos um momento especial, onde as novas tecnologias como veiculo facilitam essa figura de empreendedor, algo que é muito mais complicado em outros setores, como por exemplo, a indústria, a empresa tradicional, etc. Porém também acredito que se deve saber quando parar. Se você leva anos empreendendo e acumulando fracassos, também deverá pensar que “talvez não seja para você” e isso não é negativo, é chave conhecer-se bem, encontrar o espaço que existe na sociedade para você e dentro dele desenvolver-se na medida das suas possibilidades, sempre com ambição e esforço.
O problema do fracasso é quando não se aceita, não o reconhece internamente e não ultrapassa a linha – as vezes dura – necessária para poder aprender dele. Empreender e fracassar são experiências, o fracasso real é não se atrever a tentar chegar aonde uma vez sonhou que chegaria.
Mario Dehter, única pessoa que viu esse post antes de sua publicação (e acredito que foi a primeira vez que mostrei algum antes de colocá-lo online) e que há pouco tempo escreveu um post sobre o fracasso, me recalca acertadamente dizendo que “o fracasso é parte do maravilhoso ato de viver com êxito”.
Geralmente ao falar de nós mesmos tendemos a minimizar e em certo modo justificar nossos fracassos em um trabalho, num empreendimento, no nosso currículo. Muita gente os relativiza em um resumo rápido ou os menciona ao resumir sua trajetória com uma frase transcendente ou os típicos “não era o momento”, “as circunstâncias não eram propícias”, “tivemos azar”… a realidade é que eu, se olho para trás, vejo que aprendi muito mais dos meus fracassos do que dos meus – poucos – êxitos e acredito que foi momentos ruins que defini meu perfil como empreendedor e como empresário, e em definitiva e o mais importante, como pessoa.
Tags: empreender, Empresas, fracasso, líderes, medo ao fracasso
O Blog do Alejandro Suarez














