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	<title>Alejandro Suárez blog profissional &#187; empresarios</title>
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		<title>Carta aberta a Aurélio Martinez, presidente do Instituto de Crédito Oficial (ICO)</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Feb 2009 10:06:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alejandro Suárez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Administração Pública]]></category>
		<category><![CDATA[Empreendedores]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Segui durante vários dias a evolução e os comentários de um oportuno post de <a href="http://enekoknorr.com/fondos-ico-emprendedores/" target="_blank">Eneko Knorr</a> sobre os créditos ICO e escutei com atenção muitos comentários nesse e em outros posts, assim como em reuniões e almoços sobre o papel do <a href="http://www.ico.es/web/contenidos/home/home.html" target="_blank">ICO</a> que não incentiva a economia real.</p>
<p>É uma pena – pensei- que o pessoal do ICO, <strong>possivelmente não lê blogs ao não estarem escritos sobre papel com fundo salmão</strong> e não lhes chegue um feedback tão valioso como o desse post, sobre seu escritório, até a reunião de banqueiros, ou em seu tempo livre ao yate ou ao clube de golf. É por isso que esta manha, que estou especialmente ácido, e de mau humor, redigi e enviei por mensageiro esta carta ao presidente do ICO.  A reproduzo aqui:</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Carta aberta a Aurélio Martinez, presidente do Instituto de Crédito Oficial (ICO)</strong></p>
<p style="text-align: right;">Atenção de Don Aurélio Martinez<br />
INSTITUTO DE CRÉDITO OFICIAL <br />
Paseo Del Prado, 4 – 28014 Madrid<br />
<em></em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Madrid, a 18 de fevereiro 2009</em></p>
<p style="text-align: left;">Meu querido Aurélio:<br />
Li nas ultimas semanas declarações surpreendentemente triunfalistas sobre a linha ICO – Liquidez, dotada com <strong>100.000 milhões de Euros</strong> e que teoricamente ajudaria a milhares de medianos e pequenos empresários, assim como autônomos, os problemas de liquidez nesses tempos duros. Durante uns minutos você foi meu herói.</p>
<p style="text-align: left;">Como sabes, milhares de empresas viáveis estão literalmente fechando suas portas por problemas de liquidez; os não pagos, os atrasos em fazer efetivos abonos já concertados, e a queda do consumo geraram uma crise de circulante, na qual entendo que pensava quando criou ICO-Liquidez dotada com esse jorro de milhões.</p>
<p style="text-align: left;">Assisti algo perplexo à evolução em meu entorno, de empresários e empreendedores sobre vossa atuação. Em primeiro lugar se gerou expectativa e certo alivio diante de uma situação que parecia que o ICO poderia entrar na economia real e <strong>deixar de ser um lamentável instrumento político para financiar amiguinhos e operações político-financeiras</strong>, como quando o ICO vergonhosamente financiaram em 2006 com 350 milhões de euros a compra de ações da Repsol por parte de Sacyr, além do que aceitaram participar com o papel de protagonista no multimilionário empréstimo sindicado da operação.</p>
<p style="text-align: left;">Imagino que esta nova linha tenha servido para que tire a foto “injetamos 100.000 milhões”, para que tenha recebido algum tapinha e é possível que inclusive tenha dado a si mesmo uma boa homenagem num restaurante com algum conselheiro de uns dos principais bancos. De fato não me cabe nenhuma dúvida de que em certos setores da rua, a percepção foi que havia sido feito algo. <strong>Parece incrível que 100.000 milhões de euros</strong>; <strong>maravilhoso, redondo, sensacional</strong>, mas acredito que você como eu sabemos que é um bluff.</p>
<p style="text-align: left;">Hei de dizer que pouco a pouco essas expectativas de gente empreendedora e de empresários se foram frustrando. Tenho a sorte ou o mérito (sim, possivelmente será o primeiro) de que não necessitei nunca a ICO, nem sequer seu financiamento bancário para minha atividade empresarial, e vendo como atuam devo te dizer que espero seguir assim por muitos anos. Ainda assim nessa ocasião liguei para o meu banco habitual, La Caixa, para me informar, já que parecia interessante essa liquidez extra principalmente por uma certa tranqüilidade mental.</p>
<p style="text-align: left;">No meu banco, me explicaram que sua contribuição é mais do mesmo. Não colabora nada mais que um pequeno diferencial nos interesses da operação, mas os bancos seguem pedindo as mesmas garantias desproporcionadas (avais de propriedades taxadas com 30-40% do valor que adquiriram nessas mesmas entidades, nominas, garantis pessoais) que foram o motivo dessa mudança de ciclo econômico e que nos levaram  esse ponto de fechamento de fato do crédito; não é que não haja dinheiro, sim há, mas para poucos, e curiosamente não são os que necessitam.<br />
Talvez o feito de não necessitá-lo unido a que se algum dia chegara a necessitar financiamento, a solidez e patrimônio de minhas companhias me fazem um cliente preferencial e não deveria ter problemas, me fazem perder essa manha – sim, reconheço, talvez tenha levantado de mau-humor – o tempo te escrevendo.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>O motivo dessas linhas não é mais que te recordar que não esta cumprindo com seu papel</strong>, isso é mera propaganda pseudo – política e se limitam a uma foto; não estão dinamizando a industria nem a empresa, não estão apoiando a gente jovem nem a empresas solidas com problemas de liquidez que estão num momento duro porque lhes é negado financiamento. As pessoas 100% solventes as quais se oferece e se empresta esse dinheiro é possivelmente  que menos necessita, e economizar algo de dinheiro dos interesses graças ao ICO, que é o único valor que aportam sobre o financiamento habitual, não e nem sequer relevante a certos níveis nem atalha o momento de milhares de pessoas nesses momentos.</p>
<p style="text-align: left;">Gostaria de te animar a reconsiderar a quem devem apoiar, que é precisamente a essa gente empreendedora, pequenos empresários e autônomos aos que o banco lhes fechou a torneira, precisamente as pessoas as quais não estão chegando.</p>
<p style="text-align: left;">Espero que baixem a poeira <strong>e vejam o que há na rua e me permito enviar um pequeno obsequio à altura e como homenagem a labor que estão desempenhando</strong> nesses momentos duros nos que a sociedade necessita.</p>
<p style="text-align: left;">É possível que depois destas linhas não joguemos ao golf nenhum dia juntos, nem tenhamos a grata oportunidade de almoçar, mas também é possível e inclusive seria útil e muito necessário para muita gente, que movesse um pouco sua consciência e da sua equipe, que requeira uma breve reflexão e que possam estudar como fazer chegar esses números tão grandiosos (100.000 milhões de Euros, maravilhoso, redondo, sensacional) às pessoas, que de verdade o necessitam.</p>
<p style="text-align: left;">Receba um forte e carinhoso abraço,</p>
<p><img class="size-thumbnail wp-image-277   alignleft" title="firma-alejandro" src="http://www.alejandrosuarez.com.br/wp-content/uploads/2009/02/firma-alejandro-150x150.gif" alt="firma-alejandro" width="177" height="150" /></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p>Alejandro Suarez Sanchez-Ocaña<br />
Empreendedor, Empresário e espanhol muito queimado<br />
DNI: XXXX</p>
<p style="text-align: left;">E anexo uma bonita caixinha dourada, que inclui um presente à altura da labor do ICO nessa crise com os empresários e empreendedores: uma bosta, um detrito, uma evacuação, desfeito orgânico ou defecado, ou seja <strong>merda</strong> com todas as letras (isso sim, de plástico <img src='http://www.alejandrosuarez.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> )</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-thumbnail wp-image-278" title="50-caca-redonda" src="http://www.alejandrosuarez.com.br/wp-content/uploads/2009/02/50-caca-redonda-150x150.jpg" alt="50-caca-redonda" width="150" height="150" /></p>
<p style="text-align: left;">Quem sabe até cabe na estante cheia de prêmios e reconhecimentos de tão brilhante instituição. Claro, quando pedi que saíssem a comprá-la no escritório e que a envolvessem carinhosamente em uma caixa de plástico, anexando a carta e que a buscasse MRW á boa Constanza, a pobre literalmente ficou passada.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Porque faço essa palhaçada?</strong></p>
<p style="text-align: left;">Sei que é raiva, um brinde ao sol, é em definitiva o recurso do esperneio. Uma maneira de chamar a atenção do personagem e de seus colaboradores, de me queixar e de que lhes apitem nos ouvidos, de protestar e chamar a atenção sobre uma situação injusta e grave na que partindo da falsa premissa que “não há dinheiro” se poe mais dinheiro ao mercado, mas a disposição dos que tem patrimônio de sobra e não o necessitam<strong>, não a disposição das pessoas que estão passando dificuldades</strong>, as quais os bancos estão pondo a listona do acesso ao financiamento muito alto.</p>
<p style="text-align: left;">O problema não e que não há dinheiro; é que não há dinheiro para você, para jovens, hipotecados, para esses empreendedores e pequenas empresas e autônomos, muitos deles já endividados ou tentando criar seu primeiro projeto, que são os que necessitam de verdade. É possível que no ICO sejam impermeáveis desde seu escritório com vistas ao Paseo Del Prado a esse tipo de queixas, mas creio que se lembrarão do que lhes disse aquele idiota que se levantou uma manha e lhes envio uma bonita bosta, um detrito, uma evacuação, um desfeito orgânico ou defecado, uma <strong>merda</strong> com todas letras (isso sim, de plástico <img src='http://www.alejandrosuarez.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> )</p>
<p style="text-align: left;">Bom, pelinhos ao mar e a seguir trabalhando que o dia requer.</p>
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