Alejandro Suarez Sánchez-Ocaña, empresário do Setor de Tecnologia desde 1998, CEO do Grupo Publispain e da Rede de Blogs Lazer y Ocio Networks SL, presidente da Inversora Foley, conselheiro e fundador da Yes.fm, assessor e inversor de várias companhias de inovação, novas tecnologias e Internet.
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Assalto ao Império de Google
(Essa é uma tribuna publicada no jornal Mercantil Valenciano)
As editorais, os grupos de comunicação, as organizações em defesa dos direitos do autor, governos de países europeus, o inquietante conflito entre o governo chinês e até os operadores de telefonia levantados… Por terra, mar e ar se abrem diariamente mais frentes em torno de Google.
Detecto certa mudança de ciclo no plácido namoro que parecia ter a sociedade com a companhia com sede em Califórnia. Cada vez mais empresas e governos que começam a temer o império que se forjou ao redor de Google, poder demais, muita capacidade econômica e ambiciosos interesses se vêem no nosso até agora querido buscador; e é que e é que já não só falamos de internet, onde a presença de alguns mercados é praticamente um monopólio de fato, mas sim de interessas na televisão, aeroespacial, industria editorial, telefonia fixa e móvel e um sem fim de setores.
Falamos de uma companhia que conta com uma capitalização atual superior aos 180 milhões de dólares, valor muito aproximado ao produto interno bruto (PIB) de países como Egito. Um enorme pulmão financeiro que unido aos ambiciosos planos de expansão multi-setorial, começa a resultar um coquetel inquietante, para um crescente numero de pessoas.

Ninguém nunca havia chegado tão longe nem tão rápido. Empresas IBM ou Microsoft, empresas que chegaram a ocupar um posto de liderança no setor das Tics, sempre que tentaram sair do seu terreno e impor seu reinado a outros setores, encontraram-se com a firme oposição de governos e usuários, mas parecia que com Google não havia essa mesma oposição institucional ou não havia até agora, já que antanho era uma “ponte de prata” para as atividades e projetos de este gigante começam já a ser discutido e conseqüência disso é que se multiplicam as frentes abertas.
Mas as desgraças nunca chegam sozinhas, paralelamente a essa mudança de ventos favoráveis chegam outras más noticias, como a caída de suas ações desde que começaram em janeiro as tensões entre Pekin e o buscador, os títulos da firma baixaram um 6.3%, enquanto Nasdaq melhorou um 3.4%.
E não foi somente isso que se teve que preocupar Google, também chegaram fracassos em alguns dos seus produtos, o exemplo mais recente seria o Google BUzz, uma tentativa de emular o êxito do Twitter, mas que gerou uma enorme contestação social, não só porque chega atrasado, mas também pelos problemas de privacidade e inutilidade do serviço. Como conseqüência desses movimentos a boa estrela de Google se apaga pouco a pouco e perde passos agigantados a batalha das redes sociais, que em definitiva a batalha pelo usuário final.
Mas se existe algo que realmente deveria preocupar Google, são as reclamações sobre privacidade e as acusações de monopólio.
O que respeita a privacidade ataca diretamente a liberdade do usuário.
Google recopila nossos dados pessoais com uma voracidade desconhecida até a data e possivelmente tem informação demais de nós, mas esta fazendo bom uso dessa informação? Isso nos deveria preocupar? O problema fundamenta que vejo nele, não é se Google esta fazendo atualmente o correto com nossos dados pessoais, mas sim como podemos garantir que o fará no futuro.
As acusações de monopólio geram intensos debates a favor e em contra, são muitas já as vozes que pedem intervenção das autoridades antitrust nos EUA e Europa.
Google utiliza seu monopólio nas buscas com quotas as quais alguns países como Espanha superam o 90%, para poder posicionar seus próprios produtos com especial carinho e minimizar a cauda de trafico que recebem seus adversários. Mas não é só isso, a sombra do dumping pousa sobre suas atividades, que aglutinam tanto poder que, por exemplo, o mero anúncio de que oferecerá um sistema de navegação gratuito para celulares, faz com que se desplumem os líderes mundiais do setor, Tom Tom y Garmin na bolsa.
No futuro Google poderia chegar a oferecer qualquer tipo de serviço através de internet da do seu músculo financeiro, pode posicioná-lo pelo seu monopólio de fato através do seu buscador, pode explorá-lo publicitariamente ao ser o maior ator de publicidade online e com ele ofertar gratuitamente baseado num modelo publicitário. As conseqüências gerariam usuários mais felizes, mas também setores que poderiam ficar arrasados ao seu passo, menor concorrência e cerres massivos de companhias onde o gigante ponha seu foco. Difícil calibrar quem, como e quando a cobra dá o bote.
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