Alejandro Suarez Sánchez-Ocaña, empresário do Setor de Tecnologia desde 1998, CEO do Grupo Publispain e da Rede de Blogs Lazer y Ocio Networks SL, presidente da Inversora Foley, conselheiro e fundador da Yes.fm, assessor e inversor de várias companhias de inovação, novas tecnologias e Internet.
Liberdade ou Almoço?
Enquanto se decide se a companhia Mountain View é herói ou vila para o povo chinês, aparecem dezenas de razoes políticas e comerciais pela quais o Google teria muito que perder se finalmente abandona um pais com mais de quatrocentos milhões de internautas e crescimento de 40% anual. Um cenário onde o hipotético regresso seria muito lento e extremadamente custoso.
Mas Google não sempre foi um todo liberdades, inscreveu voluntariamente um contrato com o governo chinês pelo qual se prestavam a censurar determinados conteúdos, pornografia, Tibet movimentos dissidentes, violência…para poder se estabelecer com China.
Internet por definição é um espaço livre e anárquico, no qual o usuário valida a informação que deseja consumir e quer informação deseja emitir. Isso nos poe num cenário no qual por muito que as autoridades de um pais desejem limitar um conteúdo, se o usuários final deseja consumi-lo, poderá fazê-lo igualmente, tecnicamente é factível pular com os servidores proxys todo tipo de limitações. Não se trata de bloquear determinados emissores da mensagem, todos podemos sê-lo, e não se pode técnica nem humanamente limitar milhões de indivíduos como potenciais fontes de informação; se há interesse na população em chegar a determinados conteúdos, isso sucederá.
Mas Google teme as represálias do governo chinês e tardaram muitio pouco em emitir um comunicado eximindo de responsabilidade alguma seus empregados, não podem evitar que se cancelem acordos comerciais com grandes corporações chinesas, que não podem trabalhar com empresas condenadas por Beijing, veremos dezenas de denuncias por acordos de publicidade sem cumprire cada dia corre o risco de um possível castigo nos mercados. Mas a vendetta das autoridades chinesas ode ser ainda maior e supor uma barreira de entrada sem salvação para o futuro.
Os chineses poderiam aplicar ao pé da letra aquela famosa frase de Kennedy, “perdoe aos seus inimigos, mas jamais esqueça seus nomes”.
Tags: china, google, Iniciativas
Nasce uma idéia e uma ilusão
(Esse post se publica simultaneamente em espanhol no blog da fundação)
No final de Outubro do ano passado, publiquei no meu blog pessoal uma resenha intitulada “Uma verdade Incomoda e Real” na qual relatava como me sentia, creio que se pode definir como confuso, depois de escutar um duro testemunho que me surpreendeu uma manha desde um programa de radio.
Naquele momento mobilizei alguns amigos, aos que expliquei que acreditava que, dentro das minhas limitações, poderia por meu grãozinho de areia naquele momento e senti necessidade “fazer coisas”, não sei se grandes ou pequenas, em definitiva as que estejam ao meu alcance. Expliquei minha idéia e recebi todo tipo de feedbacks e com a ajuda de meu advogado José Antonio Salaverri, quis criar essa fundação.

Gostaria de dizer também que os requisitos, os tramites e as dificuldades para constituir uma fundação benéfica nos fazem pensar duas vezes… Mas depois de seis meses de briga, com notificações perdidas incluídas, estamos em andamento.
Essa fundação se nutrirá economicamente dos benefícios de algumas de minhas empresas, em concreto do Grupo Publispain, Ócio Networks e Inversora Foley, assim como colaborações pessoais que ire fazendo em diferentes momentos do ano. Uma porcentagem estabelecida inicialmente em 2% desses benefícios se destinará a ações e colaborações que desde essa fundação iremos levando a cabo. Estas ações se realizarão a distinto nível dentro de nossas possibilidades e do âmbito de ação das mesmas. Temos uma vinculação física a países como Espanha e Argentina, e as necessidades de um e de outro são totalmente diferentes. Ações como as que esperamos realizar em Espanha seria uma frivolidade para a América Latina.
Não teremos um orçamento milionário, mas sim muita vontade de poder fazer coisas por nós mesmos e também colaborar em ações de terceiros. Para isso contamos com uma ampla equipe humana formada pelas pessoas que trabalham em nossas companhias, comprometidos de maneira generosa com a idéia, e tentaremos estruturar ações úteis.
Esse post é de certo modo uma primeira pedra, um ponto de partida. Colocaremos-nos em andamento e começaremos a valorizar ações, a buscar e amadurecer idéias, a ver em que pontos podemos ajudar e ser úteis e para isso necessitamos e buscaremos o apoio pontual de muitas empresas que trabalham conosco no dia a dia, em nenhum caso buscamos nem queremos colaborações econômicas, (não creio que essa deva ser nossa função, nem que sejamos os receptores idéias das mesmas, o que buscamos são colaborações, nas quais cada um possa chegar a ajudar se assim o deseja, mas no âmbito da sua ação habitual e não de forma econômica.
Quero agradecer publicamente a alguns amigos como a Anel Maria ou Emilio Marquez que ao conhecer a idéia quiseram por fundos a disposição da fundação, como digo, não é o se pretende e isso seria muita responsabilidade para mim, mas infinito agradecimento pela confiança a ambos.
Obrigado também a alguns de nossos clientes e provedores que nascem apoiando esta idéia (aos que não nascem apoiando, um aviso: os perseguirei para que cada uno apóie nossas iniciativas), ao apoio de todos os que formamos Ócio Networks, Grupo Publispain e Inversora Foley, especialmente a Chalotte, Fernanda, Constanza, Monica, Diego e Daniela que escreverão nesse blog, a todos os que nos convidam uma nota, email ou twitt nesses dias oferecendo-se a colaborar e a todos os que esta lendo essa linhas.
Poderão seguir vendo as novidades dessa iniciativa no nosso blog, assim como em nosso twitter, agradeceremos todo tipo de idéias, comentários e sugestões que nos possam chegar.
Estamos em andamento, obrigada por ler.
Alejandro Suàrez Sánchez-Ocaña
Tags: - Fundação Alejandro Suárez, fundaçao, Iniciativas, solidarios
Clichês que você escutará
São tópicos e são cíclicos. Você os escutará uma e outra vez. Creio que o melhor e tomá-los com certa filosofia. Não digo que não sejam assim, o que digo é que levam sendo algo tipo “cuidado que vem o lobo” muitos anos.
Si você puder dar risada com eles é possível que encontre alguém bastante ofendido que te peça dados para justificar e argumentar. Não discuta, possivelmente levará muito a sério porque essa pessoa leva 13 anos escutando o mesmo. Dou fé que lhes ouvi ciclicamente desde o ano de 96…e ainda espero que se cumpram.
- O celular é o futuro (do Universo)
O resto não existirá, o mundo começa e acaba no celular. Se não estiver trabalhando em aplicações e serviços móveis, você não existe. A primeira vez que ouvi isso faz muitos anos. Naquele momento era uma das palavras chave para captar dinheiro de Capital de Risco.
- O papel desaparecerá
É genial porque existe a 10 anos…trata.se da absoluta migração a meios digitais dos mass media. Não comparto a idéia em sua totalidade. Acredito que sim, que as revistas de imprensa técnica passarão muito mal e terão que dar um salto, creio que se venderão menos jornais e que a maneira de consumir noticia mudará. Sim, mas também acredito que as grandes cabeceiras editorias sempre estarão ai e sempre terão reflexo no papel. Aind assim, aposto a que dentro de 10 anos estaremos esperando o desaparecimento total e defendendo o “restam dois dias ao papel”.
- A publicidade online estralará e acabará comendo a TV:
No Brasil o mercado de publicidade em internet é muito pequeno. Desde 98 simplesmente sorrio quando me entregam um novo informe que me diz o de sempre: o meio é o futuro, triplicará faturamento nos próximos anos, a publicidade branding buscará internet desde meios como a televisão, as revistas ou a rádio, na Inglaterra o volume de investimento na Internet já supera a televisão…etc…veremos se consigo vê-lo aqui
Tags: Empreendedores, General, Iniciativas, Management
Onde esta a universidade? (no apoio ao empreendedor)
Vendo exemplos americanos especialmente, mas também franceses, ingleses, japoneses e dos países nórdicos, esta manha me perguntava a mim mesmo onde esta na Espanha e obviamente no Brasil, a universidade n campo de alentar empreendedores e ser a fabrica de negócios de novas tecnologias. De lhes empurrar, lhes formar, encontrar sócias industriais que apóiem e validem o projeto.
Numa agradável conversa outro dia com Raul Mata de Factoria de Ideais, ele me comentava algumas iniciativas da Universidade Politécnica para alentar empreendedores e ser uma verdadeira incubadora que valida projetos de investigação e tecnologia. A idéia me parece apaixonante. Mas claro que estarmos nesse ponto em 2009 me resulta chamativo.
Não acredito que exista melhor universidade que aquela que possa levar projetos adiante, melhor formação que a de construir realidade nenhuma. Podemos gerar alunos em melhor ou pior medida, mas também poderíamos tirar das universidades (que para essas coisas sim tem meios suficientes) fornadas de empreendedores e projetos que nasçam na universidade, ali se rodem e se validem e os que vão saindo diante e sejam inteligentes contem com o apoio interno de contato com sócios industriais, Bussiness Angels, empresas do setor, com acesso a financiamento, e a investidores, mas também com envolvimento de pessoas relacionadas com o mundo universitário que serve como filtro e validação das idéias.

A mim, se me chega um projeto de tecnologia interessante, visado por uma universidade espanhola de prestigio, com recorrido dentro dela, e havendo passado filtros sérios e saindo adiante com vistos de viabilidade, isso me animaria mais a apóie-lo e investir.
Sim, sei que agora alguém me enviará por email exemplos de universidade que” investem”, “apóiam” “atuam como viveiros” , etc. Mas falemos em sério, não de orçamentos que costumam acabar onde sempre, falemos de criar empresas de verdade. É viável que dentro da Universidade exista projetos que cresçam apoiados desde a faculdade como viveiro e saiam dela? Conhecem algum caso?
Algum Bussiness Angel participa com alguma universidade publica ou privada nessa segunda fase apoiando e avaliando os projetos dela? Algum exemplo de projeto de Internet e tecnologia que triunfou saindo de uma universidade? Cuidado, eu não me refiro criado por universitários, mas sim nascendo desde a mesma universidade como guarda-chuva de apoio.
Empreendedores na universidade vêm possível e buscam apoio para iniciativas empresarias embrionárias dentro dela? O acabam mandando embora alternativas à margem desta?
Há poucos casos ou estou perdendo algo? Se o novo Google não tivesse administrado nas aulas de Stanford, mas sim nas de USP alguém apoiaria? Ou haveria sido um estâse mais de uns estudantes que termina em nada.
Ultimamente estou de saco cheio de ver Bussiness Plans. Nenhum foi remetido a mim direta ou indiretamente por uma universidade. Nenhum dos que me chegaram por outras vias nunca contaram com o apoio ou esteve visado por uma universidade publica nem particular. Podemos nos limitar a ir a Universidade quando nos convidam a dar uma palestra, o que o tema de verdade seja proativo e bidirecional como deveria.
Ao meu entender, aqui, há algo que falha.
Tags: Empreendedores, Empresas, Iniciativas, Investimentos, Off Topic
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