Alejandro Suarez Sánchez-Ocaña, empresário do Setor de Tecnologia desde 1998, CEO do Grupo Publispain e da Rede de Blogs Lazer y Ocio Networks SL, presidente da Inversora Foley, conselheiro e fundador da Yes.fm, assessor e inversor de várias companhias de inovação, novas tecnologias e Internet.
Comprar talento
A notícia dos últimos dias foi o anuncio da compra de 85% do Tuenti (rede social líder na Espanha, similar ao Orkut aqui no Brasil) por parte da Telefônica, os 70 milhões de euros desembolsados e as condições firmadas na venda, assim como a saída da companhia do atual presidente de Tuenti, Bernardo Hernandez. É um movimento interessante que reforçará a posição de Telefônica no mercado de internet móvel entre os jovens, com crescimentos anuais de 35%.
Resulta interessante analisar o papel na Espanha do resto das operadoras como Orange e Vodafone, que tentam ainda rentabilizar nas suas contas de resultados suas licenças de operador, sem planos claros e investimentos que os posicionem e permitam fazer jus a Telefônica nesse pais. Enquanto Telefônica perdia anos de tempo (e uma ingente quantidade de dinheiro) em lançar um produto sem sentido, que nascia tarde, mal concebido e morto, como sua rede social Keteke para tentar se posicionar no mercado das redes sociais, estas operadoras puderam – por uma pequena quantidade de dinheiro – investir e comprar uma participação no Tuenti quando a companhia realizou um road show em busca de investidores. Tiveram vários anos para frear que telefônica acabasse desembarcando no Tuenti e portanto tendo a maior base de dados dos jovens espanhóis.

Pessoalmente acredito que Tuenti é uma startup de muito mérito, seus promotores demonstraram um enorme talento e visão, mas tecnicamente esta a anos luz do Facebook e seu mercado a médio prazo não passa por poder competir com o gigante americano, senão por buscar sua própria personalidade e se expandir-se em todo o mundo. Essa operação e muito barata para uma companhia como Telefônica. Chegar a 8 milhões de pessoas de forma permanente e frear o crescimento dos concorrentes (Tuenti tinha já acordos com Vodafone para o envio de SMS que provavelmente agora vão se diluir), por somente 70 milhões de euros é barato demais.
Para mim, é especialmente significativo que no acordo se tenha respeitado 15% das ações nas mãos dos fundadores do Tuenti, uma mudança de enfoque na política de uma companhia acostumada a desembarcar como um elefante em uma loja de cristais nas suas investiduras.
É a equipe de Tuenti a que demonstrou talento e o know how necessário devem ser eles os que dirijam o rumo da companhia. Aprenderam algo nesses anos. Telefônica não só compra uma empresa, não só compra uma rede social, o que realmente compraram e integraram é talento.
Tags: Investimentos, orange, Telefônica, tuenti, vodafone
Estarei no campus SeedRocket

Em suas primeiras edições segui de longe o campus de Seed Rocket, talvez por isso animado por alguns amigos que participaram como mentores e me propuseram ser um deles, decidi e aceitei.
Seed Rocket é um conceito inovador de êxito adaptado à Espanha, no qual dez equipes de empreendedores + dez empreendedores de sucesso + experts setoriais trabalham juntos durante oito dias com o objetivo de analisar e executar novos projetos. Ao final, os melhores projetos se financiaram com 20 mil Euros e ainda poderão optar por um empréstimo participativo de 100 mil, além de trabalhar durante seis meses com o staff, mentores e experts nas instalações da SeedRocket.
O conceito de mentor me incomoda um pouco, me custa aplicá-lo. Deixamos em que serei um colaborador e poderei dar aos empreendedores minha visão, pode que em alguma ocasião acertada e principalmente algo que gosto muito, poderei conhecê-los um pouco mais, conhecer suas motivações e seu projeto de primeira não, não em uma espartilhada apresentação, que estão muito bem, sim, mas também limitam muito.
O próximo campus, que será o primeiro ao que acuda, se celebrará do dia 7 ao 15 de Julho e me contam que se buscam projetos diferentes e inovadores de tecnologia como, por exemplo, aplicações para facebook e twitter, aplicações com base cloud computing (tipo expandrive…), mobilidade (android, iphone…), aplicações baseadas em tecnologia (soft, desktop…) etc.
Os mentores são:
• Vicente Arias, fundador de SeedRocket.
• Jesús Monleón, fundador de SeedRocket.
• Carlos Domingo, Director de Telefónica I+D.
• François Derbaix, fundador de toprural.com.
• Yago Arbeloa, fundador de sync.es.
• Jesús Encinar, fundador de Idealista.com.
• Nacho González-Barros, fundador de InfoJobs.net y Salir.com.
• Eneko Knörr, fundador de Hostalia.
• Juan Margenat, fundador de SmartBox España.
• Iñaki Ecenarro, fundador de Trovit.com
• Albert Armengol, fundador de e-conozco.com.
• Lluis Faus, fundador de VLex.com.
• David Tomás, fundador de Cyberclick-Livedoor.es.
• Albert Feliu, cofundador de InfoJobs.net.
• Carlos Blanco, fundador de Grupo ITNet.
• David Boronat, fundador de Multiplica.com.
• Marek Fodor, cofundador de Atrapalo.com.
• Nacho Sala, cofundador de Atrapalo.com.
• Ronald Friedlander, Director de Planeta Online, Grupo Planeta.
• Josep Mª Tribó, Director de Operaciones de MediaContacts.
E um servidor.
Tenho curiosidade por ver os projetos que se apresentam e por poder valorizar até que ponto a crise fez um branco no espírito empreendedor. Pelo que me contam e espero, serão uns dias tão intensos como interessantes. Imagino que os empreendedores aprenderam algo e eu, com certeza aprenderei tanto deles como dos mentores.
Tags: Business Angel, Emprendedores, Investimentos, seedrocket
Onde esta a universidade? (no apoio ao empreendedor)
Vendo exemplos americanos especialmente, mas também franceses, ingleses, japoneses e dos países nórdicos, esta manha me perguntava a mim mesmo onde esta na Espanha e obviamente no Brasil, a universidade n campo de alentar empreendedores e ser a fabrica de negócios de novas tecnologias. De lhes empurrar, lhes formar, encontrar sócias industriais que apóiem e validem o projeto.
Numa agradável conversa outro dia com Raul Mata de Factoria de Ideais, ele me comentava algumas iniciativas da Universidade Politécnica para alentar empreendedores e ser uma verdadeira incubadora que valida projetos de investigação e tecnologia. A idéia me parece apaixonante. Mas claro que estarmos nesse ponto em 2009 me resulta chamativo.
Não acredito que exista melhor universidade que aquela que possa levar projetos adiante, melhor formação que a de construir realidade nenhuma. Podemos gerar alunos em melhor ou pior medida, mas também poderíamos tirar das universidades (que para essas coisas sim tem meios suficientes) fornadas de empreendedores e projetos que nasçam na universidade, ali se rodem e se validem e os que vão saindo diante e sejam inteligentes contem com o apoio interno de contato com sócios industriais, Bussiness Angels, empresas do setor, com acesso a financiamento, e a investidores, mas também com envolvimento de pessoas relacionadas com o mundo universitário que serve como filtro e validação das idéias.

A mim, se me chega um projeto de tecnologia interessante, visado por uma universidade espanhola de prestigio, com recorrido dentro dela, e havendo passado filtros sérios e saindo adiante com vistos de viabilidade, isso me animaria mais a apóie-lo e investir.
Sim, sei que agora alguém me enviará por email exemplos de universidade que” investem”, “apóiam” “atuam como viveiros” , etc. Mas falemos em sério, não de orçamentos que costumam acabar onde sempre, falemos de criar empresas de verdade. É viável que dentro da Universidade exista projetos que cresçam apoiados desde a faculdade como viveiro e saiam dela? Conhecem algum caso?
Algum Bussiness Angel participa com alguma universidade publica ou privada nessa segunda fase apoiando e avaliando os projetos dela? Algum exemplo de projeto de Internet e tecnologia que triunfou saindo de uma universidade? Cuidado, eu não me refiro criado por universitários, mas sim nascendo desde a mesma universidade como guarda-chuva de apoio.
Empreendedores na universidade vêm possível e buscam apoio para iniciativas empresarias embrionárias dentro dela? O acabam mandando embora alternativas à margem desta?
Há poucos casos ou estou perdendo algo? Se o novo Google não tivesse administrado nas aulas de Stanford, mas sim nas de USP alguém apoiaria? Ou haveria sido um estâse mais de uns estudantes que termina em nada.
Ultimamente estou de saco cheio de ver Bussiness Plans. Nenhum foi remetido a mim direta ou indiretamente por uma universidade. Nenhum dos que me chegaram por outras vias nunca contaram com o apoio ou esteve visado por uma universidade publica nem particular. Podemos nos limitar a ir a Universidade quando nos convidam a dar uma palestra, o que o tema de verdade seja proativo e bidirecional como deveria.
Ao meu entender, aqui, há algo que falha.
Tags: Empreendedores, Empresas, Iniciativas, Investimentos, Off Topic
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