Alejandro Suarez Sánchez-Ocaña, empresário do Setor de Tecnologia desde 1998, CEO do Grupo Publispain e da Rede de Blogs Lazer y Ocio Networks SL, presidente da Inversora Foley, conselheiro e fundador da Yes.fm, assessor e inversor de várias companhias de inovação, novas tecnologias e Internet.
Os 10 + 1 mandamentos
Na realidade não são 10, são 11. Gostei muito de ler. Gosto da figura de Bill Gates, acredito que com o tempo essa imagem de tirano dos 90 foi desaparecendo e se ajustando à realidade, ficou o da pessoa; brilhante, empreendedora e terrivelmente generosa.
Nos anos 90 “Mocosoft e Enganofonica”, como as conhecíamos, eram os nexos da união de muitos jovens rebeldes que começava, a ter atividade na Internet, e muitas vezes, naqueles anos se podia fazer pouco mais que se rebelar contra algo. Penso que Microsoft atuou durante anos com uma prepotência sem limites. Agora, com números fracassos, baixou um pouco o topete e como alguém me falou outro dia e é um sentir cada vez mais geral no setor: “Os da Microsoft dentro de uns anos parecerão irmãzinhas de caridade perto da Google.
Concordo.
Passou muito tempo e olhando para trás penso que uma empresa como telefônica preferia envelhecer com uma figura como a de Bill Gates dando sombra. É a sorte que tem Microsoft. Reio que a figura do homem superou a imagem da companhia. Não esqueçamos que Bill Gates demonstrou ser o maior filantropo do mundo.

Essas frases me fazem pensar e são as chaves que Bill Gates dedica a sés filhos, e muitas delas me parecem tremendamente aplicadas por seu valor e sua experiência a muitos de nos e ao mundo da empresa e da tecnologia.
1. A vida não e justa, acostume-se com isso.
2. O mundo não se importa com sua auto-estima. O mundo esperará que consiga algo, independentemente de que não se sinta bem com você mesmo. 3. Não ganhará 5.000 dólares mensais logo quando saia da universidade e não será um vice-presidente até que seu esforço haja ganhado ambas vitorias.
4. Se você pensa que seu professor é duro espera ter um chefe. Esse sim não terá vocação para ensinar nem paciência requerida.
5. Dedicar-se a cozinhar hambúrgueres não tira sua dignidade. Seus avôs tinham uma palavra diferente para descrevê-lo: chamavam de oportunidade.
6. Se você dá um fora, não é culpa dos seus pais, assim que não chore por seus erros: aprenda com eles.
7. Antes de nascer, seus pais não eram tão “entediantes” como são agora. Eles começaram a ser por pagar suas contas, limpar sua roupa e te escutar falar da nova onda em que você esta. Assim que, antes de empreender sua luta pelas selvas virgens contaminadas pela geração dos seus pais, inicia o caminho limpando as coisas da sua própria vida, começando pelo seu quarto.
8. Na escola podem ter eliminado a diferença entre ganhadores e perdedores, mas na vida real não. Algumas escolas já não perdem alôs letivos e te dão a oportunidade que necessite para encontrar a resposta correta dos seus exames e para que suas tarefas sejam cada vez mais fáceis. Isso não tem nenhuma semelhança com a vida real.
9. A vida não se divide em semestres. Não terá férias de verão largas em luigares longes e muito menos chefes que se interessam em te ajudar que encontre seu eu. Tudo isso terá que fazê-lo, se quiser, em seu tempo livre.
10. A televisão não é a vida diária. Na vida cotidiana, as pessoas de verdade têm que sair da cafeteria, do filme, para ir trabalhar.
11. Seja amável com os “nerds” (eu fui um deles). Há muitas probabilidades de que termine trabalhando para um deles.
Tags: bill gates, Empreendedores, frases, Management
Clichês que você escutará
São tópicos e são cíclicos. Você os escutará uma e outra vez. Creio que o melhor e tomá-los com certa filosofia. Não digo que não sejam assim, o que digo é que levam sendo algo tipo “cuidado que vem o lobo” muitos anos.
Si você puder dar risada com eles é possível que encontre alguém bastante ofendido que te peça dados para justificar e argumentar. Não discuta, possivelmente levará muito a sério porque essa pessoa leva 13 anos escutando o mesmo. Dou fé que lhes ouvi ciclicamente desde o ano de 96…e ainda espero que se cumpram.
- O celular é o futuro (do Universo)
O resto não existirá, o mundo começa e acaba no celular. Se não estiver trabalhando em aplicações e serviços móveis, você não existe. A primeira vez que ouvi isso faz muitos anos. Naquele momento era uma das palavras chave para captar dinheiro de Capital de Risco.
- O papel desaparecerá
É genial porque existe a 10 anos…trata.se da absoluta migração a meios digitais dos mass media. Não comparto a idéia em sua totalidade. Acredito que sim, que as revistas de imprensa técnica passarão muito mal e terão que dar um salto, creio que se venderão menos jornais e que a maneira de consumir noticia mudará. Sim, mas também acredito que as grandes cabeceiras editorias sempre estarão ai e sempre terão reflexo no papel. Aind assim, aposto a que dentro de 10 anos estaremos esperando o desaparecimento total e defendendo o “restam dois dias ao papel”.
- A publicidade online estralará e acabará comendo a TV:
No Brasil o mercado de publicidade em internet é muito pequeno. Desde 98 simplesmente sorrio quando me entregam um novo informe que me diz o de sempre: o meio é o futuro, triplicará faturamento nos próximos anos, a publicidade branding buscará internet desde meios como a televisão, as revistas ou a rádio, na Inglaterra o volume de investimento na Internet já supera a televisão…etc…veremos se consigo vê-lo aqui
Tags: Empreendedores, General, Iniciativas, Management
E você, é daqueles que já se renderam?
Dizem que qualquer tempo passado foi melhor… Nunca uma frase foi tão oportuna como essa.
A nível macroeconômico e vendo o que ontem previu Espanha em Fundo Monetario Internacional ( recuperação não antes de 2011 e cuidado, não dizem que chegará em 2012 e um cenário com um 19% de parados, ou seja, 1 de cada 5 pessoas), é só olhar para trás para ver que bem estávamos faz 2 ou 3 anos mais ou menos.
Esses números macro se pensarmos detalhadamente, há coisas, pequenas ou grandes que mudam sua vida e sua rotina de trabalho. Esta manhã me recordava que não faz mais de 7-8 meses recebia 20-30 Bussiness Plan de empreendedores buscando financiamento mensal.
Repassando alguns deles vejo que muitos estão no mesmo estado desde então: a grande maioria não conseguiu financiamento, uma pequena minoria sim, mas muito menos do que o esperado, e muitos poucos colocaram seu próprio projeto em andamento.
Alguns meses trás falávamos “da volta à garagem” e hoje muitos projetos que esperavam financiamento e que, acredito que alguns conseguiriam em circunstancias normais (ainda que geralmente, em menor edida que suas pretensões) estão voltando a viveiros ou incubadoras de projetos(temos que montar uma!) que era um passo que parecia esquecido ou ao menos tinha uma tendência secundaria, já que antes havia interessantes quantidades de dinheiro DIRETO para projetos Seed.

Vejo alguns empreendedores que se lançaram a piscina, que arriscaram e se enrolaram com meios rudimentares. Uma idéia romântica, mas geralmente muito complicada sem um kno apropriado e um sócio industrial. Sorte para eles.
Vejo outros que se enfiaram embaixo da proteção de um guarda-chuva de uma incubadora, com um pequeno apoio econômico geralmente se colocando a trabalhar e esperando avançar, ainda que seja pouco e que se mova o relógio em busca de tempos melhores.
Finalmente também vejo outros, alguns dos quais passaram por meu escritório e me venderam com ilusão sua idéia, e que hoje devem tê-la muito esquecida porque alguns encontraram trabalho e se esqueceram do tema ou inclusive outros, sem haver encontrado trabalho simplesmente se esqueceram.
Eu não sou ninguém para julgar essas iniciativas, cada um em sua vida deve fazer o que lhe convenha e encontrar seu próprio caminho, mas me lembra um pouco a situação vivida em plena bolha da Internet. 1 ano antes via assustado como pessoas do setor financeiro abandonava o banco em que trabalhava e montava sua startup, era um tema de dinheiro, sim, mas francamente também acredito que era um tema de moda. Todas essas pessoas – e algumas mais – saíram do setor com o estalo da bolha. Agora muitos outros estão igualmente saindo, uns por uma oportunidade mais tangível fora, outros simplesmente porque se renderam.
Porque acontece isso?
Porque muitos dos projetos que passam por minha não são intangíveis. Temos uma idéia, temos uma ilusão e a monetização “já chegará”, “será a publicidade”. O “chegará” é difícil principalmente porque não pode nem deve contar com o capital de risco, que nem sem pré funciona como nos EUA o ao norte da Europa, a publicidade não pode com tudo e na Espanha e no Brasil é ainda algo menos na Internet.
É o momento das idéias e os negócios sustentáveis. É o momento de não necessitar que te dêem 100 mil Euros para montar uma startup, penso que é um momento de seleção natural, de definir-se, mas principalmente é o momento de que haja um plano de negócios real com um objetivo econômico que permita que sua empresa se sustente por si só a médio prazo e na necessite ir a limitadas rondas de financiamento sem sentido nem final.
Eu se fosse você deixava de pensar e se inspirar como exemplo nas 20-30 idéias internacionais que sem modelo econômico real tiveram sucesso e valem dezenas de milhões de euros, isso não passará. Encontre um ponto coerente, se deve contar mais sentido que “ser o dono do mundo”, começar a montar negócios sustentáveis com possibilidades de autofinanciamento em médio prazo e estar preparados para que se a situação de falta de liquidez continue se possa sobreviver e seguir adiante.
Tags: Business Angel, Capital Risco, Empreendedores, Management, socio industrial, startups
O efeito Paul Potts
Não é um editor de publicação de moda nos EUA, nem é um guru de nada. Paul Potts é um tipo normal, da multidão. Ou ao menos era há pouco tempo.
Ontem num café-da-manhã informal com uns jornalistas no escritório ficaram surpreendidos quando mencionei o que chamo de “O efeito Paul Potts” O que é para mim esse efeito? Para vê-lo deveria ver esse vídeo, é menos de 3 minutos e poderá tirar algumas conclusões (é possível que talvez muitos já o tenham visto; esse vídeo tem cerca de 6.000.000 de visitas no Youtube).
Provavelmente pensará: bom, mais um reality de televisão e um cara feio que canta bem. Correto, mas não é para mim o transcendente. Para mim o incrível é que esse tipo, com uma voz excepcionalmente educada e que nasceu pra cantar ópera, consumiu sua vida até entrar nesse concurso detrás de uma mesa, vendendo telefones celulares para South West; é tão triste como incrível. É triste que alguém que tem um dom, que tem uma ilusão e que tem possibilidades excepcionais de fazer algo bonito e importante seja engolido pela sociedade e não possa fazer aquilo para o que realmente nasceu; nesse caso cantar.
Logicamente Paul é um privilegiado, um golpe de fortuna; o esforço, Constancia e finalmente a televisão, um concurso, uma bonita historia, fama , gravar um disco, concertos por meio mundo. Poderíamos dizer que é algo assim como uma Cinderela moderna.
O problema é que com toda essa incerteza econômica que vivemos, estas bonitas histórias vão escassear cada vez mais ainda do que já o estavam fazendo, e a inércia da sociedade, que nos vá limitando como indivíduos e nos tirando ambição, será mais cruel ainda e generalizará que este tipo de personagens, empreendedores, com uma ilusão ou inclusive com um dom acabem num trabalho cinza, onde estão limitados, não possam superar-se, cumprir ilusões e fazer aquilo para o que nasceram. O efeito Paul Potts é entregar os pontos, romper com o preestabelecido para você, com o papel que alguém te atribui, lutar pelo que quer e tentar destacar, não auto-limitante dentro de uma sociedade ou estrutura medíocre.
Se acredita que tem possibilidades, ilusões ou “que nasceu” para fazer algo em concreto; luta por ele, que a situação econômica no te intimide, nem te pare, creio que se sente que nasceu pra algo distinto deve pelo menos tentar lutar por isso. Ainda que fracasse.
Tags: coaching, efeito Paul Potts, empreendedor, empreender, Management, Paul Potts, sonhoos, superaçao
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