Alejandro Suarez Sánchez-Ocaña, empresário do Setor de Tecnologia desde 1998, CEO do Grupo Publispain e da Rede de Blogs Lazer y Ocio Networks SL, presidente da Inversora Foley, conselheiro e fundador da Yes.fm, assessor e inversor de várias companhias de inovação, novas tecnologias e Internet.
Um elefante numa festa infantil. Política 2.0
Não gosto especialmente da política, ainda que possua minhas opiniões formadas como todo mundo. Mas sim me interessa especialmente como começa a entrar no âmbito das novas tecnologias.
Na época na qual tudo o que acaba em “2.0” (parece estar na moda) é interessante dar uma olhada ao que poderíamos chamar como “política 2.0”.
O caso é que ontem tive uma interessante e – inquietante – conversa cujo interlocutor que não posso ainda revelar quem é, relacionava com as futuras eleições do Real Madrid, que pouco tem a ver com o esporte; é uma política pura e dura.
Acontece que atendi durante quase 1 hora uma ligação de um emissário de uma personagem extremadamente interessante, ao que não conheço ainda pessoalmente, e que ainda não confirmou sua apresentação às eleições do Real Madrid em Julho de 2009. Queria saber se me podia chegar a interessar “lhes assessorar no que se diz respeito às redes sociais, blogs e em geral na web 2.0 dentro da sua possível estratégia na campanha a Presidência do Real Madrid”.
No caso de apresentarem-se pensam, e creio que não estão errados, que um dos principais pontos de sua campanha, e onde mais resultados dariam sua inversão, é o de gerar e captar opinião via web, aproveitando as Novas Tecnologias, as redes sociais e web 2.0, para, por um lado mostrar músculo em forma de apoio público e acabar com as ilusões dos seus rivais, e por outro lado, interatuar, e ter um canal de comunicação direto e bidirecional com torcedores, sócios e sócios representantes.
Não sou assessor, muito menos consultor, mas sim uma pessoa que gosta de desafios e se me parece divertido e interessante e tenho tempo para isso é possível que colabore.
(É claro que interpreto a ligação como uma confirmação, de fato, que essa pessoa já decidiu apresentar-se nas eleições e esta começando a mexer seus pauzinhos de maneira bem sutil).
Estas aproximações são no mínimo curiosas. Sou empreendedor, sou inversor, sou empresário… e agora sou “blogger” desde uns meses – com pouca experiência já que este blog começou em Julho de 2007. É verdade que vejo que muita gente segue – espero que com interesse – algumas das coisas que com maior o menor acerto comento. Tive várias aproximações desde então um tanto curiosas (não, não me passava isso antes).
Vendo isso me pergunto que aproximações desse tipo, que teriam e terão gente de verdade relevante e influente, o que não é o meu caso.
Todas essas aproximações são de boa fé e em ocasiões diria que no mínimo ousadas: “Te convidamos a comer, nos conhecemos mais, te contamos e nos dá sua opinião e avalia o produto”.
Costumo ser politicamente correto (talvez seja mais um erro na minha ampla lista), mas sempre me pergunto: “E por quê? Não me dedico a isso, não sou consultor, nem sequer te conheço pessoalmente. Pague uma consultoria que há muitas que se dedicam a fazê-lo”.
Minha opinião é que algumas grandes empresas, setores da banca, ainda não entendem o que lhes caiu encima… não sabem como, onde e de que forma chamar a porta sem parecer uns elefantes infiltrados de camuflagem numa festa infantil. Entendo que pela imagem e perfil de algumas destas corporações é até normal que seja duro, complexo, mas um elefante que caminha de mãos dadas comigo não deixaria de ser um elefante que fez um amigo; devem mudar seus conceitos, seus discursos e devem entrar numa nova dimensão com um funcionamento diferente, que é possível que em certas ocasiões choque e lhes faça duvidar do que eles mesmos acreditam.

Não creio romper um off the record se digo que nesses meses ao menos 2 bancos, 1 multinacional de alimentação, uma empresa de telefonia, um partido político, ou uma empresa de venda de refrescos estiveram interessados em que eu “prescrevesse” algo em primeira pessoa, em que “assessorasse” ou “avaliasse”.
Não me ruboriza, nem sequer me incomoda, de fato até tem seu ponto gratificante no meu ego e lhes atendo de todo coração, mas simplesmente se equivocam especialmente porque me dão um valor que estou seguro que não tenho, e o que me transmitem é que estão perdidos. Muito perdidos e necessitam uma travessia do deserto na qual encontrar, com ou sem ajuda, um novo caminho.
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