Alejandro Suarez Sánchez-Ocaña, empresário do Setor de Tecnologia desde 1998, CEO do Grupo Publispain e da Rede de Blogs Lazer y Ocio Networks SL, presidente da Inversora Foley, conselheiro e fundador da Yes.fm, assessor e inversor de várias companhias de inovação, novas tecnologias e Internet.
Negócios com anjos
Refiro-me a Business Angels. A tradução mais certeira de esse anglicismo poderia ser “anjos investidores” e geralmente o são anjos, e em algumas ocasiões inclusive também investidores. Um dos mais reconhecidos Business Angeles do setor de tecnologia e de inovação me confessava “Meu rango de investimentos é de, fazendo um esforço, 200 mil euros”. A prática totalidade das novas empresas no setor da tecnologia necessitam primeiro um financiamento próximo aos 400 mil euros e o primeiro passo consiste geralmente em recorrer às clássicas 3F (Friends, Family and Fools).
Mas de todos os projetos empresariais novos do setor tecnológico, só um pobre 30% consegue traspassar essa primeira barreira; o outro 70% dos projetos empresariais de emprego e riqueza são esquecidos, esperando financiamento. Conseguir fundos próximos aos 400 mil euros sempre foi difícil, mas é mais difícil entender por que a crise não afeta o sucesso do financiamento atualmente.
Faz poucos meses que havia dinheiro para poucos e você, empreendedor, não estava entre eles, agora alegria, nos encontramos em um dos poucos casos nos que a situação não foi piorando com a crise, seguimos igual, não há dinheiro para seu projeto.
O problema é de estrutura real. A figura do Business Angels não existe quase e as sociedades tradicionais de capital de risco são geralmente de “capital justinho” e de “risco”, pouco ou anda. Hoje só se apóiam projetos claramente ganhadores, e que quase nunca se atende a investimentos inferiores a um milhão de euros. O resultado: uma terra de ninguém que tinha que abonar para que tivesse regada de Business Angeles desesperados por apoiar as novas companhias. Além disso, teríamos que destacar que os anjos de verdade são poucos e entram e saem do setor com freqüência. Atreveria-me a dizer que os poucos que estão estudando, apoiando e dando a cara por esse setor são em sua maioria empresários de êxito, quem tem um pouco de atrevidos e muito de românticos.
Em muitos países, o labor desses investidores particulares ainda não esta regulamentada, não tem um marco fiscal definido e não conta com o mais mínimo apoio institucional, nem tão sequer com umas regras do jogo estabelecidas. Possivelmente por esse motivo, as pessoas não sabem o que é, o que representa, nem o que significa ser um Business Angel. Afortunadamente existem motivos para o otimismo. Foram iniciados os primeiros passos e só temos que olhar a alguns países da Europa, Japão e EUA para ver como se esta regularizando a figura do Business Angel desde anos. Começamos a caminhar e isso já é um motivo para seguir trabalhando e apoiando de nossas empresas de investimentos aos empreendedores que nos apresentam seus novos projetos.
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