Alejandro Suarez Sánchez-Ocaña, empresário do Setor de Tecnologia desde 1998, CEO do Grupo Publispain e da Rede de Blogs Lazer y Ocio Networks SL, presidente da Inversora Foley, conselheiro e fundador da Yes.fm, assessor e inversor de várias companhias de inovação, novas tecnologias e Internet.
Não me faça isso
Teve certa repercussão meu post “Não compre mina publicidade, mas me respeite, caramba!”, no qual eu falava e denunciava a atitude de desapreço que em ocasiões recebemos nesse meio, assim como pedia dignificação da publicidade online.
Tanta que inclusive uma das pessoas que mais sigo dentro do mundo das Relações Publicas como Octávio Rojas respondeu com outra nota no seu blog “Te respeito, publica?”
Creio que esse completara uma trilogia sobre o tema
A relação entre as agencias de Publicidade/Meios e relações Publicas e o mundo online são confusas, e muitas vezes há desapreço como eu trata de denunciar o outro dia, mas também muitas outras vezes desconhecimento.
Por isso escrevo essas linhas, com objetivo de que possam servir às agencias para saber o que nos desagrada e como “não entrar”.
É claro que não sou ninguém para estabelecer um decálogo de boa práxis e esta é só minha opinião, que sem nenhum tipo de duvidas será pontuada, corrigida e melhorada nos comentários.
Muitas vezes desde as agencias nos vêem como uns “paranóicos do spam, ególatras e uns moleques aos que lhes incomoda tudo”. Bom, pois chegando a esse ponto, isso é provavelmente o que molesta a alguns moleques ególatras:
- Não minta:
Cada vez que recebo um email de uma agencia de relações Publicas por algo que publicamos na que me dizem que querem saber o trafego do blog que o publicou “com o objetivo de valorizar futuras campanhas”: sei que não é assim. É para seu clipping e dar dados de trafego e marcar um ponto com o cliente. O diretor de uma conhecida agencia de relações publicas me dizia outro dia “Ah…, é que dizer isso já não funciona?” A resposta é clara: não, não funciona e te faz ficar mal. Não minta.
- Dirija-se a mim pessoalmente: demonstre que sabe quem sou e o que faço:
Você se dirige a mim, me pede colaboração, mas não distingue do que é um blog comercial, por exemplo de nossa rede de blogs Ócio Networks, onde SIM vendemos publicidade, de um blog pessoal como este, no qual NÃO se aceita publicidade e falo das minhas coisas, projetos e idéias. Se não entende isso, que é básico, o dialogo será impossível; você vai acabar me ofendendo quanto seja cansativo insistindo em que escreva algo a nivel pessoal. Eu NÃO ESTOU à venda. O que sim esta a venda é a publicidade nos meus suportes comerciais. E você deverá distinguir que é um suporte comercial e o que é um blog profissional. Distingue a pessoa do produto.
Creio que passou suficientes meses como para poder contá-lo…Espero que não me puxem as orelhas por fazê-lo…Faz alguns meses que uma agencia de publicidade me ligou para perguntar se “estaria disposto a escrever em primeira pessoa” a nova campanha de branding de uma conhecida marca de refrigerantes de extratos de coca-cola) nesse blog. Deixou-me um pouco perplexo porque esse não é um espaço comercial e nesse caso sabiam perfeitamente e não lhes importava, mas queriam saber se eu aceitaria a possibilidade já que comento campanhas e ponho vídeos as vezes.
Ou seja, a pergunta era se minha opinião estava à venda. Muito educadamente respondi o único que posso dizer. Que se gosto da campanha a comentarei como comento outras, e as dessa marca costumam me agradar… Mas ainda que o fizesse não aceitaria dinheiro por isso. A campanha saiu a 2-3 semanas depois e lembro que a vi em casa e segui os comentários de Twitter de pessoas como Enrique Burgos que acredito lembrar que comentou que à sua mulher havia emocionado. Eu gostei, mas esperava mais e fiquei algo decepcionado. Não publiquei nada.
- Não me peça permissão para me mandar “merda”:
Não me peça por email para me mandar notas de imprensa r quando te dou não me mande merda. Manda-me notas de imprensa relevantes para meu trabalho e que sejam defendíveis. Se uma vez que te digamos sim e acredite estar autorizado a nos enviar são para coisas intranscedentes e de outras temáticas nos fará perder tempo.
Você não necessita permissão para me enviar coisas, mas ao blog de motor, por exemplo, envie informação e RELEVANTE, se cada vez que seu cliente, uma marca de pneu, muda um preço o lança uma nova roda nos envie e gere lixo (dezenas de emails por dia), obviamente nem abriremos seus emails.
- Se te interessamos, cuide de nós:
Imaginemos que te interessa nosso blog de telefonia e nos pede uma demo do teu produto, este é um caso real e dedico aos meninos responsáveis pela comunicação de Samsung. Te pedimos não uma, nem dois, nem três vezes prová-lo, mas sim alguma mais. Recebemos uma resposta tipo “vai publicando, que nos próximos dias vocês poderão ver o terminal de provas”. Jamais nos ligaram para experimentá-lo e isso se repete dezenas de vezes. Não cuida da gente e nos engana, você pensará que somos tontos porque a primeira ou segunda vez publicamos algo para você. Acredite, deixaremos de fazê-lo, não é serio com a gente, não nos deixe falando sozinhos, diga a verdade sempre.
Nesse aspecto há temas que estão claros. Não pode pedir uma review de um videogame que não nos manda por exemplo. Ou o distribui ou nos ligue para que mandemos alguém aos seus escritórios para prová-lo. Se quiser comunicar necessitará material de trabalho e não somente sua nota de imprensa.
- Respeita nossa opinião:
Opinamos de algum produto e não é exatamente o que sai na sua nota de prensa. O motivo é que “vende motos” com ela e não nos parece tal qual você o define. Que nos ligue e encha nosso saco para discutir é feio e estéril- Pode ser que estejamos errados, o usuário decidirá, mas respeite nossa opinião e não tente forçá-la. Nossa publicação é isso, nossa opinião.
- Vendedores de influência
São engraçadas as agencias que vendem “influência”. Dizem AL cliente, que vão conseguir que os “bloggers mais influentes” ou que “centenas de blogs” falem da sua marca. Te cobram por isso e logo pretendem dar um “presentinho” a troca de uma publicação de algo, ou no pior dos casos organizam como vi no outro dia “ficadas de bloggers convidando a tomar umas cervejas”. É surrealista, é ofensiva e demonstra que não distingue as coisas. Em pouco tempo todo mundo terá seu blog o twitter. A quantidade não é o que busca, que 50 garotos publiquem algo e escrevam no seu blog porque beberam umas cervejas com você não é o mesmo que pode te vender gente séria.
Tags: bloggers, ocio networks, Relaçoes Publicas
Ok, não compre minha publicidade, mas me respeite, caramba!
Antes um pequeno disclaimer: não sou um paranóico do SPAM. Recebo eu no email de Ocio Networks dezenas de correios eletrônicos com Notas de Imprensa diárias. Umas uteis e outras surrealistas. Os vejo como parte do jogo, todos temos que fazer nosso trabalho, encontrar coisas uteis e descartar as demais e não lhes dou mais importância. Nunca reclamei disso, nem mesmo ao seu emissor excetuando os casos de uma companhia que me conata por 5º vez com o mesmo rolo, quando já lhes disse que não me interessa.
Feita esta introdução quero comentar algo sobre um email que recebi hoje, enviado através do formulário de contato de publicidade de Ócio Networks SL, e acredito que é bastante gráfico para poder conhecer minha opinião sobre as empresas de relações Publicas, e as centrais e Agencias de Publicidade.
Gosto das RR.PP e da publicidade, trabalho com varias e em ocasiões facilitam nosso trabalho. O que não gosto é do abuso e da falta de respeito.

Não vou identificar a agencia nem o produto, mas sim direi que é uma das principais agências espanholas e um produto líder conhecido pro todos. Minha intenção não é fazer nenhum dano nem criar um clima chato, mas copiarei o email recebido para que possam entender minha reflexão.
CONTATO PUBLICIDADE OCIO.net
Nome. David XXXX
Empresa: XXXX
Assunto: Novo Spot de XXXX
Mensagem:
Olá,
Sou XXXX, criativo da agência XXXX. Hoje estréia na TV o novo spot de XXXX e já esta disponível no Youtube. Esta vez, XXXX, mostrando sua faceta mais cool. Wonderful!
Por saber se você curte e quer publicar algo.
XXXX
http://www.youtube.com/XXXXXXX
Olá, XXXX
Obrigado por seu email.
Nós, que temos 5 milhões de usuários e somos o top 13 de meios em Espanha segundo a OJD, vivemos de vender publicidade. Esse é nosso negocio. Colocá-la porque “a gente curte”, conceitualmente é algo ofensivo; somos profissionais.
Não quero te ofender o mais mínimo, mas sim fazer ver que seu tratamento pode ofender a nós da forma que o coloca.
Vivemos de ingressos publicitários, não somos uns garotos que são presenteados com boa onda.
Tenho certeza que entenderá.
Um abraço,
Alejandro Suarez
Onde quero chegar é que essas coisas sim ofendem. RESPEITA nosso trabalho, você não pode pretender contatar com um departamento de publicidade na Internet ou onde seja, no melhor estilo “colega de discoteca “Se você curte e quer publicar”. Isso é falta de respeito para com um trabalho que esta profissionalizado e para com uma empresa que vive de “vender” essa publicidade.
Não me ofende que não tenha destinado nem 0,5% de orçamento ao meu médio nem à Internet como suporte. Faltaria mais! O que me ofende é que gaste por ai e pense em internet como os molequinhos aos que meteremos by the face.
Não tenho coragem de chamar um meio televiso com uma proposta assim, lhes ofenderiam (e me mandariam a merda, com razão), mas não em uma grande cadeia nacional, muito menos num jornal de bairro ou uma TV local. Não sei se me atreveria por respeito. Entendo seu trabalho e que vivem de cobrar por sua publicidade.
Então porque sim em Internet?
Primeiro lugar porque há que dignificar a publicidade online. Ainda há pessoas em seus escritórios que pensam “são moleques que fazem o que digamos”, e que no vêem um setor profissionalizado. Faz pouco tempo que uma marca de automóveis, cujo nome não quero revelar, nos oferecia “dar uma volta num carro num circuito” em troca de uma campanha. Cara, sejamos sérios, não temos 15 anos. Se ao menos fossem duas ou três voltas, até pensaria.
Entendo que existem pessoas que não tem orçamento para determinadas coisas, e tento apoiá-los, mas para mim é muito importante que seja um apoio bidirecional. Ou seja, se me liga e me diz “não tem orçamento” e me pede apoio, depois quando tenha não meta tudo em TV e imprensa e venha com o mesmo rolo. Uma coisa é colaborar e semear, outra coisa é ser tonto.
Em outra ordem de coisas, há que saber entrar e tratar as pessoas. Se tem dinheiro para anunciar, pode tentar ser direto e sincero, propor uma ação bacana que posso reverter n bem dos usuários e poderemos aceitá-la ou não, não nos escrever como se estivesse falando com um menino de 15 anos para o qual presentearemos nosso produto, porque “que custa?”. Não tem sentido e demonstra não respeitar nem a nós nem ao nosso trabalho.
Muita culpa disso tem o conceito de viral. As agencias vendem realidade e põem as pessoas detrás de um PC tentando colocar vídeos a torto e a direito. Isso não funciona. Se você quer difusão: pague. O rolo que te contaram de que “apareceu a Internet e se fez viral”, rara vez é correto. As coisas têm seu orçamento e promotores, e si alem disso são boas se fazem virales.
Por ultimo, uma campanha de vários milhões de euros de uma marca de primeiro nível, é possivel que nem o mesmo cliente final esteja de acordo com que mendigue esse espaço já que paga um orçamento e não quer sua marca “exposta” ante essa perda de imagem, e que pode gerar comentários negativos. Muito possivelmente estará fazendo dano ao seu próprio cliente que não tem porque se ver nessa tessitura e não gostará de saber.
Tags: Agencias, Blogs, centrais de meios, Internet, publicidade, Relaçoes Publicas
A semana em 10 links (28 de Fevereiro)
Empresas devem se adaptar as redes sociais por The Best Blog
A Evolução das Redes Sociais e a Publicidade por Mestre SEO
Redes Sociais para interagir com consumidores por Seu Retorno Garantido
Redes Sociais e sua Empresa por Put and Do
Onde está o programador? por Paulino Michelazzo
Crise: programadores Mac e C têm mais chances de escapar das demissões por MundiBrasil
Programador e Desenvolvedor por Dimensao Tech
Modas em Desenvolvimento de Software por Fred Recsky
As Redes Sociais nos Negócios por Prof Plinio Vilela
Enjaulando redes sociais por Techboogie
Tags: crise, desenvolvedor, desenvolvimento de software, o papel do programador, redes sociais nos negocios, redes socias, Relaçoes Publicas
Um elefante numa festa infantil. Política 2.0
Não gosto especialmente da política, ainda que possua minhas opiniões formadas como todo mundo. Mas sim me interessa especialmente como começa a entrar no âmbito das novas tecnologias.
Na época na qual tudo o que acaba em “2.0” (parece estar na moda) é interessante dar uma olhada ao que poderíamos chamar como “política 2.0”.
O caso é que ontem tive uma interessante e – inquietante – conversa cujo interlocutor que não posso ainda revelar quem é, relacionava com as futuras eleições do Real Madrid, que pouco tem a ver com o esporte; é uma política pura e dura.
Acontece que atendi durante quase 1 hora uma ligação de um emissário de uma personagem extremadamente interessante, ao que não conheço ainda pessoalmente, e que ainda não confirmou sua apresentação às eleições do Real Madrid em Julho de 2009. Queria saber se me podia chegar a interessar “lhes assessorar no que se diz respeito às redes sociais, blogs e em geral na web 2.0 dentro da sua possível estratégia na campanha a Presidência do Real Madrid”.
No caso de apresentarem-se pensam, e creio que não estão errados, que um dos principais pontos de sua campanha, e onde mais resultados dariam sua inversão, é o de gerar e captar opinião via web, aproveitando as Novas Tecnologias, as redes sociais e web 2.0, para, por um lado mostrar músculo em forma de apoio público e acabar com as ilusões dos seus rivais, e por outro lado, interatuar, e ter um canal de comunicação direto e bidirecional com torcedores, sócios e sócios representantes.
Não sou assessor, muito menos consultor, mas sim uma pessoa que gosta de desafios e se me parece divertido e interessante e tenho tempo para isso é possível que colabore.
(É claro que interpreto a ligação como uma confirmação, de fato, que essa pessoa já decidiu apresentar-se nas eleições e esta começando a mexer seus pauzinhos de maneira bem sutil).
Estas aproximações são no mínimo curiosas. Sou empreendedor, sou inversor, sou empresário… e agora sou “blogger” desde uns meses – com pouca experiência já que este blog começou em Julho de 2007. É verdade que vejo que muita gente segue – espero que com interesse – algumas das coisas que com maior o menor acerto comento. Tive várias aproximações desde então um tanto curiosas (não, não me passava isso antes).
Vendo isso me pergunto que aproximações desse tipo, que teriam e terão gente de verdade relevante e influente, o que não é o meu caso.
Todas essas aproximações são de boa fé e em ocasiões diria que no mínimo ousadas: “Te convidamos a comer, nos conhecemos mais, te contamos e nos dá sua opinião e avalia o produto”.
Costumo ser politicamente correto (talvez seja mais um erro na minha ampla lista), mas sempre me pergunto: “E por quê? Não me dedico a isso, não sou consultor, nem sequer te conheço pessoalmente. Pague uma consultoria que há muitas que se dedicam a fazê-lo”.
Minha opinião é que algumas grandes empresas, setores da banca, ainda não entendem o que lhes caiu encima… não sabem como, onde e de que forma chamar a porta sem parecer uns elefantes infiltrados de camuflagem numa festa infantil. Entendo que pela imagem e perfil de algumas destas corporações é até normal que seja duro, complexo, mas um elefante que caminha de mãos dadas comigo não deixaria de ser um elefante que fez um amigo; devem mudar seus conceitos, seus discursos e devem entrar numa nova dimensão com um funcionamento diferente, que é possível que em certas ocasiões choque e lhes faça duvidar do que eles mesmos acreditam.

Não creio romper um off the record se digo que nesses meses ao menos 2 bancos, 1 multinacional de alimentação, uma empresa de telefonia, um partido político, ou uma empresa de venda de refrescos estiveram interessados em que eu “prescrevesse” algo em primeira pessoa, em que “assessorasse” ou “avaliasse”.
Não me ruboriza, nem sequer me incomoda, de fato até tem seu ponto gratificante no meu ego e lhes atendo de todo coração, mas simplesmente se equivocam especialmente porque me dão um valor que estou seguro que não tenho, e o que me transmitem é que estão perdidos. Muito perdidos e necessitam uma travessia do deserto na qual encontrar, com ou sem ajuda, um novo caminho.
Tags: bancos, politica, Politica 2.0, politicos, Real Madrid, Redes Sociais, Relaçoes Publicas, RR.PP, Web 2.0
O Blog do Alejandro Suarez














