Alejandro Suarez Sánchez-Ocaña, empresário do Setor de Tecnologia desde 1998, CEO do Grupo Publispain e da Rede de Blogs Lazer y Ocio Networks SL, presidente da Inversora Foley, conselheiro e fundador da Yes.fm, assessor e inversor de várias companhias de inovação, novas tecnologias e Internet.
Retorno à garagem
Este texto é uma matéria publicada no jornal espanhol “El Mundo Economia & Negócios” da Venezuela.
Durante a noite meditava sobre os queridos projetos de garagem… que tempo aquele! E gostaria de compartir umas reflexões sobre isso. Os que como eu levam mais de 10 anos na Internet devem lembrar bem, eu com muita saudade, dos projetos de garagem. O conceito, como sempre importado dos EUA, nos transmitia alento, a idéia – cada dia mais em desuso – e sua execução poderiam fazer que, desde uma cidadezinha de Arkansas, dois amiginhos no seu tempo livre, depois da escola, fizessem algo importante na Internet e construíram um projeto que traspassaria as fronteiras e pudesse chegar ao mundo inteiro. Era tão real como utópico.
Na Espanha, meu pais, não houve realmente muitos projetos assim, mas existiram nos EUA. Muitas das companhias de referencia no cyber espaço do final dos anos 90 nascera literalmente numa garagem.
Personagens como Bill Gates ou Steve Jobs começaram assim, numa garagem. Mas faz anos que o conceito romântico de esses espaços caíram na desgraça. Imagino que era previsível e que com certeza seja até saudável, mas esses projetos de garagem não desapareceram, se transformaram. O que no ano de 1998 era uma idéia, uma equipe, um reduzido espaço físico e umas horas mortas de programação, criatividade, provas e um trabalho com ilusão, hoje em dia se converteu em um Power Point ou um pdf, além de infinitas visitas a Bussiness Angels, Family Offices, Capital de Risco e eventos vários.

Não quero pré-julgar nem me posicionar claramente, mas sim fazer uma pequena reflexão em voz alta que gere opinião: Não gastamos hoje em dia o tempo “procurando dinheiro”, literalmente, ao contrario de 10 anos atrás quando a geração anterior nem sonhava em realizar um Bussiness Plan? Eles so queriam começar demonstrando seu conceito, sua execução – com seus meios rudimentares em algumas vezes – e sua capacidade.
No final dos anos 90, garotos bem jovens, muitas vezes pré-universitários, eram os que colocavam em andamento seu projeto. Hoje em dia rara é a vez que se encontram empreendedores entre 24-25 anos. Quase sempre já terminaram ou estão a ponto de acabar a universidade, ou seja, quando realmente tem que dar a cara a tapa e buscar sua vida, mas não como antes Com a mudança das gerações não atrasamos o timming? Se trata de uma mudança total; de inquietude de antanho a necessidade?
Aqueles garotos de colégio, menos de 20 anos, que tinhas e criavam seu projeto com ilusão já não existem? E finalmente, se a crise fecha a torneira, que sentido terá esses pdfs e Power Points que circulam loucos de mesa em mesa? Atiçará o engenho essa falta de liquidez? Voltaremos à garagem?
Não sei se somos capazes de voltar a esse ponto, mas acredito que se fosse assim, de certo modo, tudo teria muito mais encanto.
Tags: bill gates, jovens empreendedores, projetos de garagem, steve jobs
Acredito em Deus (e em Steve Jobs)
Não sou suspeito de ser um fanboy de Apple, de fato reconheço guardar meu Imac numa caixa sem usar faz anos (se minha mulher ler isso me mata), só o Ipod e o Iphone conseguiram chamar minha atenção e me fazer cliente fiel. Mas, apesar de não ser um férvido seguidor e geralmente me opor a estas experiências de marketing muito medida, reconheço que minhas primeiras sensações vendo a demo do novo gadget são as de estar ante algo grande e revolucionário.
Todos vimos como o Iphone provocou que seus principais competidores como Nokia ou Samsung taparam sua derrota copiando o conceito e a estética sem piedade, com objetivo de incrementar suas vendas ao se parecer um pouco ao apreciado smartphone da maça. Penso que no até agora inexistente mercado dos TabletPCs vai passar ago muito mais drástico.
Os existentes TabletPc não tiveram ate agora vendas significativas, é o preço de chegar rápido demais e sem um produto ambicioso e desejado…sso mudará.
O Ipad servirá para muitas coisas, desde navegar na Internet, consumir um vídeo ou levar a administração da nossa empresa, graças a mais de 140 mil aplicações que estão disponíveis antes de sair o produto à venda, mas a minha sensação é que revolucionará o mundo editorial e da imprensa.
O mercado editorial e os médios online têm adiante um novo desafio com novas possibilidades de integração. Steve Wozniak, um dos co-fundadores da Apple prognosticou um futuro muito próximo no qual haverá assinaturas de jornais e revistas no Ipad por meio do Itunes. Ler no metrô nossa seleção de noticias ou como suporte de aprendizagem na universidade ou colégio será vias de entrada os geradores de conteúdo esperavam essa mudança e da mão de Apple, os micropagos por conteúdos são como costurar em cantar, com um modelo já valido com milhões de vendas e downloads.
Dizia Steve Jobs, orgulhoso, que 75 milhões de consumidores, usuários do Ipod e Iphone já sabem usar seu novo invento. A tecnologia e a filosofia é a mesma, fácil e intuitiva. Uma parte importante desses usuários que adquirirão seu Ipad nos próximos anos, mas muito mais transcendente será o numero de pessoas que adquirirão seu primeiro dispositivo Apple com o Ipad.
Apple no inventa a roda com esse novo aparelho, se limita a usá-la de maneira inteligente e respondendo às novas necessidades do consumidor. O útil se pode reinventar e não está oposto ao estético; a idéia não é a chave (esta idéia existia faz anos no mercado), a chave é a execução, e Jobs sabe demonstrar.
O triunfo do marketing e do glamour que só Jobs sabe vender. É o ganhar e se posicionar, o criar desejo para provocar “oohhh” do publico ao descobrir os seus. Nunca antes uma apresentação comercial de um objeto de consumo havia ocupado em tal medida manchetes e informações dos meios de comunicação do mundo inteiro. Poucos podem revolucionar o mundo com suas idéias. Jobs voltou a fazê-lo e incrivelmente isso se esta transformando num costume saudável.
Tags: Apple, ipad, meios, steve jobs
Publicidade 3.0: do popup ao popsaco
O mercado de publicidade evolui em internet, no econômico mais lento do que esperávamos/desejávamos em 1997 ou 1998, mas deixando isso de lado e olhando os diferentes formatos de publicidade web, podemos dizer que o setor se reinventa, com maior ou menos acerto cada poucos anos com novas soluções e formatos.
O banner (468×60) que foi o standard do setor durante anos, foi caindo no desuso e foi rápido substituídos por outros formatos, como o megabanner, (728×90), os roubapáginas, skyskapers, popups, popunders, botões, enlaces, widgets, Interstitials, vídeo, áudio, layers e a mãe que os pariu.
Não cabe a menor duvida que os formatos emergentes funcionam, mas também que tem uma incidência direta com a satisfação de um usuário num website, é agressivo, te obrigam a vê-lo, claro, recordo sua marca depois, mas terei uma lembrança com conotação positiva. Ou é uma lembrança de que me obrigaram a engolir algo?
Se seu conteúdo é muito Premium, poderá oferecer uma publicidade mais intrusiva, publicidade agressiva e as pessoas seguirão utilizando massivamente, mas se não é assim, estou convencido que um % dos usuários recusarão os emergentes e os formatos a tela completa e buscarão para a próxima vez outra fonte.

Me surpreendeu esses dias o anuncio de Apple que (caramba, Jobs, poderia esperar isso da Microsoft, não de você) patenteou um sistema de publicidade com a idéia de que possam deter as aplicações no seu hardware, por exemplo, em Iphone ou Ipod, para executar o anuncio durante x segundos, nos que seu dispositivo não funciona e só se mostra a publicidade a tela completa em formato vídeo, para logo retomar a aplicação. Eu o batizei carinhosamente de “popsaco”.
Eu acho realmente o cumulo, o mais intrusivo do mundo, e além disso, pouco ético. Para que patenteou a Apple? Se atreverão a usá-lo? Creio que seria uma das poucas coisas que me faria repensar em dizer adeus ao meu Iphone.
Eu gostaria de pensar que os meninos de Steve Jobs nos fazem um favor. Tiveram essa idéia e a patentearam com o objetivo de que ninguém a possa usar e fique para sempre guardada em uma gaveta, como as fotos de alguma famosinha que retira de uma revista, e que lhes devamos o favor e dessa forma sigam sendo tão cool.
Sim à publicidade, e sim rotundo a dignificá-la e que cresça, porque a sua sombra cresce um setor completo. Mas, não a ser agressivo, intimidar e obrigar o usuário. Eu, como anunciante não quero que ninguém esteja obrigado a ver minha marca, e como usuário não quero que me obriguem a ver publicidade e que interrompam minhas atividades.
Tags: ads, Apple, formatos, patentes, publicidade, steve jobs
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Tags: brasil, coemrcio eletronico, empreendedor, facebook, Internet, mobile web, Redes Sociais, steve jobs, Tecnologia
Um vídeo que você tem que ver SIM ou SIM
Não o conhecia, mas se você é empreendedor, se você é um sonhador, ou simplesmente tem ilusões de futuro na sua vida, esses dois vídeos que totalizam aproximadamente 14 minutos são imprescindíveis.
É possível que no passado esses largos 14 minutos me dariam preguiça, que não passe o mesmo com você, serão os 14 minutos mais bem aproveitados da sua vida.
Steve Jobs, fundador da Apple e Pixar, abertura do curso Stanford 2005 (legendas em português):
Tags: motivaçao, stanford, steve jobs, video
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