Alejandro Suarez Sánchez-Ocaña, empresário do Setor de Tecnologia desde 1998, CEO do Grupo Publispain e da Rede de Blogs Lazer y Ocio Networks SL, presidente da Inversora Foley, conselheiro e fundador da Yes.fm, assessor e inversor de várias companhias de inovação, novas tecnologias e Internet.
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À web 3.0?
É difícil filosofar até que ponto nos leva a Internet e as novas tecnologias. É um tema tão apaixonante como recorrente e lamentavelmente ninguém pode predizer as tecnologias que virão e como afetarão nossas vidas.
A web e o comportamento dos usuários em relação às novas tecnologias foram evolucionando ao largo da ultima década, a um ritmo sem precedentes. Esse frenético ritmo, que em ocasiões parece insustentável, chega a questionar os padrões aos poucos anos de serem criados, e não somente se manterá dessa forma, como que muito possivelmente que se acentue na próxima década.
A incidência em nossas vidas de diversos conceitos como o social media ou web 2.0, a interpretação da informação em chave geolocalizada, evolução dos dispositivos móveis ou web semântica, também conhecida como web 3.0, criará uma nova internet, muito mais interativa e dinâmica no qual não se entenderá o meio “computador pessoal” como um veiculo de conexão, mas sim que estaremos conectados, por defeito.
O grande salto começou com a conectividade total, dispositivos moveis como as BlackBerrys, os Iphone ou HTC são os pioneiros nessa evolução do PC à conexão permanente. Em uns anos, não haverá diferença de prestações entre esse tipo de dispositivos portáteis e um computador pessoal, ou um simples vídeo game chegará a conectividade total e permanente. Viveremos a integração de todo esse hardware em um só, sem que chegue a importar se é telefone, videogame ou notebook.
Mas, ainda que essas mudanças sejam apaixonantes, possivelmente o principal seja a chegada da web semântica, também conhecido como web 3.0. A primeira mudança será algo mais estético, a chegada da web 3.0 em três dimensões e não em dois como a conhecemos agora mesmo.
O conceito de web semântica chega a nós desde os país da WWW, o premio Nobel Sir Timothy “Tim” John Berners – Lee. Trata-se de poder enriquecer a comunicação mediante metadatos semânticos que aportam um valor a mais à informação, a diferenciam e a fazem mais inteligente.
Quando uma pessoa busca informação na web, fala com uma máquina de pouca precisão, em ocasiões, mexendo em conceitos básicos atualmente conhecidos como “palavras chave”, sem que o interlocutor, nem o servidor destino possa interpretar e servir de maneira racional nossas necessidades. O conceito de web semântica se baseia em dar a estas máquinas a capacidade de raciocínio e interpretação mediante metadata semântica, com o que poderão não só servir informação albergada na sua base de dados, assim como processaria conosco, interagiria conosco e trabalharíamos em equipe valorizando e interpretando nossas necessidades.
O conceito se baseia em que a máquina nos possa interpretar e colabore com a gente, e a raiz, dessa interpretação possa oferecer distintas soluções de acordo com o que necessitamos em cada momento. O usuário não deve estar preocupado em realizar buscas e redefini-las para obter resultados mais relevantes, mas sim ir tomando decisões adequadas. Máquina selecionará e interpretará a informação segundo nossas necessidades pessoais em cada momento e inclusive em cada horário ou localização geográfica. O humano e a máquina trabalharão em cooperação mútua, mediante o desenvolvimento de maquinas capazes de interpretar várias fontes de informação, e ao mesmo tempo oferecer opções em tempo real ao usuário.
Para exemplificar, hoje em dia qualquer usuário pode perguntar em Google “qual é a capital da Espanha” e recebe perfeitamente o resultado “Madrid”. Com a web semântica poderemos realizar e redefinir perguntas muito mais complexas, intuitivas e interpretativas e não baseadas em conceitos simples de defasadas palavras chave. Assim, por exemplo, poderemos perguntar, “um hotel de Madrid, de cinco estrelas, que esteja próximo ao Retiro e tenha restaurante”, chegando a trabalhar com um suporte informático que processará essa informação, nos oferecendo as alternativas validas e sendo a única tarefa do humano de processar a informação e tomar decisões.
Não só chegaremos a buscas mais complexas como que interpretaremos informação de forma mais inteligente. Por exemplo, se quero buscar um restaurante italiano, em uma distância de 500 metros de minha localização atual, por meio de geolocalização, o motor de busca lerá e processará de forma inteligente alternativas na zona oferecendo uma pizzaria na rua ao lado, por exemplo (supondo que o dito estabelecimento se promova como “pizzaria” e não como “restaurante italiano”), ou dando outro exemplo, recomendando um restaurante que apesar de ser de cozinha mediterrânea, tem magnífico spaghetti como prato especialmente recomendado do cardápio. Chegar a esse ponto é complexo e requer d interação da máquina e o conhecimento humano, de que a máquina aprenda e valorize as reações das pessoas e em definitiva a Inteligência Artificial.
Outra enorme mudança, ainda que mais a largo prazo, será a mudança que chegará com a imposição de voz como veiculo principal na comunicação não somente entre usuários, mas também com nossos dispositivos.
Dentro de uns anos em nossas estruturas empresariais será habitual contar com um agente de informação semântica com uma tecnologia baseada em Inteligência Artificial, que poderá realizar parte do trabalho, interagir com nossa equipe humana para que esta tome suas próprias decisões, e com outros agentes e máquinas de outras organizações, criando uma “mente coletiva artificial” que otimize tempos e ajude à produtividade e a toma de decisões humanas. Falamos de uma máquina definitiva de respostas, expert na sua própria temática (capaz por si só), de consultar a outras maquinas interconectadas em busca da informação total substituindo aos velhos motores de busca de uma forma local, inteligente e a medida das necessidades de cada estrutura e/ou organização. Possivelmente possamos chegar a esse nível dentro de uns 10 anos.
Estamos ainda nas árvores da web 2.0, já definíamos a médio-largo prazo a web 3.0 ou web semântica, mas podemos ir, mas além, falando da web 4.0 como interconexão total, um ponto ainda longe, no qual as máquinas não só interagem com o usuário final, mas que também o farão entre elas mesmas criando uma rede inteligente de interconexão entre máquina e humanos; a web total que poderíamos definir como:
Web 3D+ Web 3.0 (web semântica) + Inteligência Artificial + Voz como veiculo de intercomunicação = Web 4.0 (web total).
Adianto do livro “La web 2.0…y la madre que la parió” de próxima publicação.
Tags: la web 2.0 y la madre que la parió, livro, Web 2.0, web 3.0
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Um elefante numa festa infantil. Política 2.0
Não gosto especialmente da política, ainda que possua minhas opiniões formadas como todo mundo. Mas sim me interessa especialmente como começa a entrar no âmbito das novas tecnologias.
Na época na qual tudo o que acaba em “2.0” (parece estar na moda) é interessante dar uma olhada ao que poderíamos chamar como “política 2.0”.
O caso é que ontem tive uma interessante e – inquietante – conversa cujo interlocutor que não posso ainda revelar quem é, relacionava com as futuras eleições do Real Madrid, que pouco tem a ver com o esporte; é uma política pura e dura.
Acontece que atendi durante quase 1 hora uma ligação de um emissário de uma personagem extremadamente interessante, ao que não conheço ainda pessoalmente, e que ainda não confirmou sua apresentação às eleições do Real Madrid em Julho de 2009. Queria saber se me podia chegar a interessar “lhes assessorar no que se diz respeito às redes sociais, blogs e em geral na web 2.0 dentro da sua possível estratégia na campanha a Presidência do Real Madrid”.
No caso de apresentarem-se pensam, e creio que não estão errados, que um dos principais pontos de sua campanha, e onde mais resultados dariam sua inversão, é o de gerar e captar opinião via web, aproveitando as Novas Tecnologias, as redes sociais e web 2.0, para, por um lado mostrar músculo em forma de apoio público e acabar com as ilusões dos seus rivais, e por outro lado, interatuar, e ter um canal de comunicação direto e bidirecional com torcedores, sócios e sócios representantes.
Não sou assessor, muito menos consultor, mas sim uma pessoa que gosta de desafios e se me parece divertido e interessante e tenho tempo para isso é possível que colabore.
(É claro que interpreto a ligação como uma confirmação, de fato, que essa pessoa já decidiu apresentar-se nas eleições e esta começando a mexer seus pauzinhos de maneira bem sutil).
Estas aproximações são no mínimo curiosas. Sou empreendedor, sou inversor, sou empresário… e agora sou “blogger” desde uns meses – com pouca experiência já que este blog começou em Julho de 2007. É verdade que vejo que muita gente segue – espero que com interesse – algumas das coisas que com maior o menor acerto comento. Tive várias aproximações desde então um tanto curiosas (não, não me passava isso antes).
Vendo isso me pergunto que aproximações desse tipo, que teriam e terão gente de verdade relevante e influente, o que não é o meu caso.
Todas essas aproximações são de boa fé e em ocasiões diria que no mínimo ousadas: “Te convidamos a comer, nos conhecemos mais, te contamos e nos dá sua opinião e avalia o produto”.
Costumo ser politicamente correto (talvez seja mais um erro na minha ampla lista), mas sempre me pergunto: “E por quê? Não me dedico a isso, não sou consultor, nem sequer te conheço pessoalmente. Pague uma consultoria que há muitas que se dedicam a fazê-lo”.
Minha opinião é que algumas grandes empresas, setores da banca, ainda não entendem o que lhes caiu encima… não sabem como, onde e de que forma chamar a porta sem parecer uns elefantes infiltrados de camuflagem numa festa infantil. Entendo que pela imagem e perfil de algumas destas corporações é até normal que seja duro, complexo, mas um elefante que caminha de mãos dadas comigo não deixaria de ser um elefante que fez um amigo; devem mudar seus conceitos, seus discursos e devem entrar numa nova dimensão com um funcionamento diferente, que é possível que em certas ocasiões choque e lhes faça duvidar do que eles mesmos acreditam.

Não creio romper um off the record se digo que nesses meses ao menos 2 bancos, 1 multinacional de alimentação, uma empresa de telefonia, um partido político, ou uma empresa de venda de refrescos estiveram interessados em que eu “prescrevesse” algo em primeira pessoa, em que “assessorasse” ou “avaliasse”.
Não me ruboriza, nem sequer me incomoda, de fato até tem seu ponto gratificante no meu ego e lhes atendo de todo coração, mas simplesmente se equivocam especialmente porque me dão um valor que estou seguro que não tenho, e o que me transmitem é que estão perdidos. Muito perdidos e necessitam uma travessia do deserto na qual encontrar, com ou sem ajuda, um novo caminho.
Tags: bancos, politica, Politica 2.0, politicos, Real Madrid, Redes Sociais, Relaçoes Publicas, RR.PP, Web 2.0
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